sexta-feira, fevereiro 13, 2004

ÓSCARES...



A 76ª cerimónia da entrega dos Óscares é já no próximo dia 29. É uma celebração repleta de glamour, estrelas e emoção. Estes adjectivos aplicam-se às estrelas presentes no certame, porque, para mim, trata-se duma cerimónia que me traz muitos dissabores e desilusões.
Primeiro, nunca ganha o meu filme favorito. Embora não lucre nada com quem vence ou não, é impossível esconder que torço sempre por um dos concorrentes...e invariavelmente, saio decepcionado! Segundo, considero a cerimónia extremamente longa, apesar dos inúmeros esforços da organização em encurtar a atribuição das estatuetas, esforços esses que, por vezes, chegam a roçar o drástico - veja-se há dois anos, quando as músicas nomeadas foram apresentadas todas de enfiada!
Contudo, nem tudo é mau neste cenário. Para quem assiste (e que tenha MESMO algum interesse no assunto), surge sempre um nervosismo miudinho antes do anúncio do vencedor, e torna-se divertido ver os longos e chorosos discursos dos galardoados a serem constantemente interrompidos, ou por uma lágrima inconveniente, ou pelas tentativas da orquestra, comandados pela realização, de fazerem avançar a cerimónia. Talvez seja por estes pequenos pormenores que, anualmente, as edições dos Óscares são sempre líderes de audiência televisiva.
Assim, não poderia deixar de concluir esta breve reflexão, com as minhas apostas para este ano. No dia 29, confirmarei se acertei ou não...

MELHOR FILME - O Senhor dos Anéis: O Regresso do Rei
MELHOR REALIZADOR - Peter Jackson (O Senhor dos Anéis)
MELHOR ACTOR PRINCIPAL - Bill Murray (Lost in Translation)
MELHOR ACTRIZ PRINCIPAL - Charlize Theron (Monster)
MELHOR ACTOR SECUNDÁRIO - Tim Robbins (Mystic River)
MELHOR ACTRIZ SECUNDÁRIA - Renee Zellweger (Cold Mountain)

P.S.: Já agora, mandem a vossa opinião no novíssimo guestbook, deste blog que está sempre ao vosso dispor! :P


domingo, fevereiro 01, 2004



VAMPIROS (a propósito de "Underworld")

Uma das lendas mais requisitadas pela 7ª Arte está de volta: a dos vampiros. Desta feita, ela surge no filme UNDERWORLD, recentemente estreado em Portugal. Quanto a este título, posso dizer que é uma excelente adição ao eterno mito do morto-vivo - um pouco do mesmo que DRÁCULA 2000 já tinha feito, ou seja, refrescou-se a história dos assassinos sedentos de sangue.
Contudo, serve esta introdução para reflectir acerca dos bons (e maus) filmes que já se debruçaram sobre este tema. Referência incontornável é NOSFERATU, de F.W. Murnau - na minha opinião, o primeiro filme de terror a sério, que ainda hoje não perdeu nenhum do seu impacto. Não posso deixar de falar do assumido tom de série B que foram as obras saíads dos estúdios Hammer, com a impressionante e inesquecível presença de Christopher Lee no papel principal. Recentemente, outras grandes películas dedicadas ao tema foram DRACULA, de Coppola, do qual gostei muito - pena que Gary Oldman não tenha conseguido trazer mais charme ao protagonista! - e de ENTREVISTA COM O VAMPIRO - SIM!, eu gostei deste filme, apesar de todo o hype negativo que o rodeou.
Apesar deste rol de grandes filmes, infelizmente também existem os maus (por vezes, péssimos!) dedicados à história do Conde Drácula. Por vezes, realizados por grandes senhores do Cinema, dos quais sou fã. É o caso de Roman Polanski, com o seu DANÇA DOS VAMPIROS. Na minha opinião, o único pormenor que pode fazer valer a pena visioná-lo é mesmo Sharon Tate! Já referido mais a cima, DRÁCULA 2000 tentou revitalizar o género, mas a única classificação que lhe posso dar é de Bram Stoker para adolescentes. Neste título, o que mais me impressionou foi o desperdício de bons actores, como Jonny Lee Miller e Christopher Plummer, num produto de fraca qualidade como este.
Num ponto mais intermédio (no que toca à qualidade da película e ligação ao mito) há que citar OS VICIOSOS, de Abel Ferrara. Um filme que tanto poderá agradar a Marylin Manson como a Nietschze, tem doses generosas de sangue como de cadeira filosófica de Universidade, para além de que conta com a participação de Lili Taylor, a melhor actriz do cinema independente americano da actualidade.
Quanto a UNDERWORLD, o responsável por esta reflexão, que dizer? Talvez seja um novo "gostinho" para os fãs de vampiros, apesar de ser (cada vez mais) nítida a influência que o culto Matrix trouxe ao cinema actual. Visualmente é bonito, mas creio que já começa a fartar sequências de acção filmadas em câmara lenta!

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