segunda-feira, dezembro 31, 2007

Eu Sou a Lenda (2007), de Francis Lawrence



Já havia debatido, há algum tempo, o maior problema que toca as produções inseridas no género do filme de terror e/ou suspense. Invariavelmente, o ending continua a ser uma intrigante mácula na elaboração de argumentos em Hollywood e este EU SOU A LENDA, candidato a receber o estatuto de "Melhor Primeira Meia-Hora" do ano, acaba por se transformar numa experiência totalmente redundante graças à resolução que lhe foi imposto.

Adaptado do romance homónimo de Richard Matheson, EU SOU A LENDA é um projecto que conheceu várias falsas partidas, ao longo dos anos e por diversos corredores das maiores produtoras de Cinema norte-americanas, almejando a cobiça de nomes como Arnold Schwarzenegger, Michael Bay ou Ridley Scott. Por fim, a personagem mítica de Robert Neville acaba por incarnar em Will Smith – um habituée nas histórias de indivíduos destinados a gladiarem, sozinhos, ameaças extremas – e realizado por Francis Lawrence, cujo título mais destacado no seu currículo é CONSTANTINE (2005).



A história declina os contornos metafísicos do livro, reduzindo-a ao lugar-comum. "Humanidade exterminada por vírus desconhecido, transformando os sobreviventes em zombies descontrolados, sedentos por carne não contaminada e alérgicos aos raios ultra-violetas do Sol – a excepção é Neville, imune à doença e a nossa última esperança na busca de uma cura". De A NOITE DOS MORTOS-VIVOS (George A. Romero, 1978) até 28 DIAS DEPOIS (Danny Boyle, 2002), as comparações são infindáveis.

Apesar disso, o filme logra um dos maiores elogios que poderia expressar: a primeira meia-hora é das mais poderosas que já pude observar em obras do género. Minucioso na construção cinematográfica de situações, espaços e efeitos visuais, confesso que, a certa altura, pensei estar perante um dos filmes mais conseguidos de 2007. Infelizmente, a origem de toda a tensão no protagonista (e nos espectadores) é, equitativamente, o produto da decepção final, ou seja, os referidos zombies.

Artificiais até à medula, o argumento é incapaz de lhes conferir qualquer dimensão adequada à sua “monstruosidade” e essa elaboração nem era tarefa complicada. Por exemplo, (cuidado com os spoilers!) custaria muito ter desenvolvido uma potencial ligação amorosa entre a fêmea capturada por Neville (Will Smith) e o indivíduo que, aparentemente, lidera aquela horda de zombies nova-iorquinos como justificação para a fúria patenteada no clímax do último quarto de hora do filme? É apenas uma sugestão…



Will Smith é, para concluir, o verdadeiro herói deste EU SOU A LENDA. Ninguém pode negar que o actor possui, nesta fase da sua carreira, a "bagagem" para carregar um filme às costas. No presente contexto, era condição essencial para o sucesso do projecto, mas nem a tardia aparição de uma sidekick (Alice Braga), ou um argumento mais consistente, consegue desviar as atenções do esforço que Smith aqui empreende. Para quando a plena demonstração desse talento num novo ALI?

O Labirinto do Fauno (2006), de Guillermo Del Toro



Um conto de fadas para adultos e jovens de espírito maduro, este O LABIRINTO DO FAUNO consegue ser, simultaneamente, um dos melhores filmes de 2006 e a maior surpresa cinematográfica que enfrentei nos últimos tempos.

A partir do momento em que alguém analisa detalhadamente a filmografia anterior de Guillermo Del Toro – do modesto MIMIC (1997) até ao excitante HELLBOY (2004) –, era legítimo conjecturar este título como mais um volume a acrescentar à onda do fantástico que parece alastrar pelo Cinema comercial da última década. Contudo, durante a sua visualização, cedo nos apercebemos de que O LABIRINTO DO FAUNO não é um épico de homenagem à trilogia O SENHOR DOS ANÉIS, nem tão pouco uma adaptação do juvenil HARRY POTTER ou um embaixador da aventura de A BÚSSOLA DOURADA. Se excluirmos o denominador comum que reside na presença de “variadas criaturas sobrenaturais”, este LABIRINTO DO FAUNO é uma obra única em toda a sua extensão.



O estilo impresso ao filme, de uma incessante observação histórica e pleno da lentidão necessária para o espectador assimilar as emoções e caracterizações inerentes às personagens, serve para expor a amarga viagem empreendida por Ofélia e sua mãe, durante o ano de 1944 em Espanha, ao encontro do novo homem das suas vidas, nomeadamente o Capitão Vidal, militar sádico, de cega obediência ao regime crescente de Franco e a braços com as violentas incursões de uma milícia de guerrilheiros opositores que se escondem no bosque em redor do seu acampamento. Neste contexto, Ofélia encontra como forma de combater o tédio, assim como a imagem da instável gravidez da mãe, os desafios que lhe são colocados por uma criatura mitológica que, simplesmente, se auto-denomina de Fauno. Nomeadamente, três desafios que testemunharão a descendência mitológica de Ofélia…

Tal como o próprio Del Toro confessa, numa entrevista concedida aquando da sua estreia mundial, O LABIRINTO DO FAUNO permitiu ao realizador fabular – é este o termo empregue – a partir de todo o material cultural que povoou a sua adolescência. Se somarmos a isto o facto de tratar-se duma história que conheceu uma longa incubação durante mais de cinco anos, é fácil perceber que estamos perante o seu projecto mais pessoal e o melhor filme, até ao momento, da carreira do cineasta mexicano.



Brevemente, Del Toro regressará a actividades mais comerciais, com a encenação da sequela do interessante HELLBOY (novamente com Ron Perlman enquanto protagonista). Acredito que não se repita a fantasia inédita patenteada em O LABIRINTO DO FAUNO; no entanto, se for possível incorporar-lhe um terço dessa magia, HELLBOY 2: THE GOLDEN ARMY será, certamente, um objecto merecedor da minha dedicada atenção.

sexta-feira, dezembro 28, 2007

Os Melhores de 2007

2007 foi, sem sombra de dúvida, um ano interessante no que toca a Cinema. O factor "imprevisível" que tem dominado as recentes entregas de prémios e decisões da crítica internacional atesta plenamente a afirmação que inicia este post.

Deste modo, não é tarefa fácil elaborar um top 10 com os melhores títulos de 2007 sem que essa opinião esteja à mercê de todo o tipo de refutação. Por isso, e cumprindo a tradição, apresento um "esboço" dessa dezena de filmes imprescindíveis para compreender o Cinema de 2007:


A FACE OCULTA DE MR. BROOKS

Uma das principais surpresas de 2007 — para mim, foi tão agradável que não hesitei em o colocar no topo desta lista. Entre as suas virtudes, destaco o regresso de Kevin Costner à boa forma enquanto performer e o argumento mais coeso, para um filme de terror psicológico, dos últimos anos. Só lamento não possuir estatuto para entrar na corrida aos galardões de Cinema. É pena...


ZODIAC

Por mais que o apelidem de ser um junkie virtuoso, o certo é que David Fincher conseguiu reiventar-se e criou um dos filmes mais inquietantes e perfeitos do ano que agora finda. Feito notável, se tivermos em consideração o facto de ser um relato de acontecimentos verídicos e, obviamente, uma obra repleta de imagens inesquecíveis. Já agora: para quando um filme inteiramente dedicado a Robert Downey Jr.?


O LABIRINTO DO FAUNO

O terror do mundo real em contraste com o terror do mundo fantástico, eis a fórmula do seu sucesso crítico e financeiro. Guillermo Del Toro concebeu o derradeiro conto de fadas para adultos e jovens de espírito maduro, sem deixar de piscar o olho à retrospectiva histórica. Impossível não adjectivar a sua imagética de irreprensível, a todos os níveis.


THE FOUNTAIN - O ÚLTIMO CAPÍTULO

Darren Aronofsky, enquanto representante de primeira linha da nova geração de cineastas norte-americanos, prova mais uma vez ser incapaz de produzir "maus filmes". Mesmo que a história seja filosoficamente complexa, e o seu visual arrojado e intemporal quase reduza os actores a acessórios das imagens, é difícil não referir este como um dos títulos indispensáveis de 2007.


300

O cinema digital está "condenado" a tornar-se uma disciplina própria da Sétima Arte. E, quando bem utilizada, é capaz de mostrar ao Mundo obras de grande originalidade e classe. 300 foi, durante o ano de 2007, o melhor exemplo dessa realidade, conseguindo incorporar efeitos visuais de ponta e um argumento pleno de consistência na mesma hora e meia de película.


PLANETA TERROR

Integrado no projecto GRINDHOUSE, em que Rodriguez e Tarantino encetaram na mais descomprometida homenagem ao cinema de série B, foi PLANETA TERROR quem mais se destacou. O tom de loucura e implausibilidade deliberadas e o seu (único) desejo de entreter mostram que Robert Rodriguez está como peixe na água no que toca a empreendimentos radicais. Que SIN CITY 2 chegue depressa!


APOCALYPTO

Mel Gibson prova, de uma vez por todas, ser um cineasta completo e excitante, cujas obras, independentemente do seu contexto temporal, são capazes de atrair o público mais diverso. Esta história de intrigas políticas na civilização Maia — com evidentes ressonâncias à realidade geopolítica dos dias que correm — pode não suscitar repetidas visualizações, mas é definitivamente inesquecível.


O BOM PASTOR

Uma das obras mais complexas de 2007, merece o seu lugar neste top devido à sua lânguida e cuidadosa exposição sobre o nascimento da controversa instituição que dá pelo nome de CIA. Para além da retrospectiva histórica, é palpável a forma como Robert De Niro pretende imprimir uma faceta humana e trágica aos indivíduos que, durante a Guerra Fria, abdicaram da simple life em prol de objectivos moralmente condenáveis.


O ESCAFANDRO E A BORBOLETA

Julian Schnabel, prolífero realizador de biopics, abraçou um desafio tão monumental quanto a condição física e psicológica do protagonista deste filme. A eficácia na exposição visual da peculiar incapacidade de Jean-Dominique Bauby é um dos seus pontos fortes, e a "bagagem" emocional aqui inerente promete tornar-lhe a vida fácil à conquista de galardões. Óscar de Melhor Filme Estrangeiro? Quase certo.

10º
INLAND EMPIRE

O regresso de David Lynch ao grande ecrã, após o fenomenal MULHOLLAND DRIVE, não poderia ser mais marcante. Três horas do mais puro surrealismo cinematográfico, esta é uma obra que nos incita à reflexão, à confusão e, se necessário for, à repulsa. Os seus "prazeres" são fugitivos, quase frustrantes, mas sempre estimulantes. E adensam a eminente questão principal do Cinema actual: o que raio vai na cabeça de David Lynch?

quarta-feira, dezembro 26, 2007

Hollywood Buzz #11

O que se diz lá fora acerca de THERE WILL BE BLOOD:



«[...] the film is above all a consummate work of art, one that transcends the historically fraught context of its making, and its pleasures are unapologetically aesthetic. It reveals, excites, disturbs, provokes, but the window it opens is to human consciousness itself.»
Manohla Dargis, New York Times.

«Boldly and magnificently strange, THERE WILL BE BLOOD marks a significant departure in the work of Paul Thomas Anderson.»
Todd McCarthy, Variety.

«[A] work [of] blistering intensity - and filmmaking that can make your jaw drop.»
David Ansen, Newsweek.

«Daniel Day-Lewis stuns in Paul Thomas Anderson's saga of a soul-dead oil man.»
John DeFore, The Hollywood Reporter.

«Paul Thomas Anderson's THERE WILL BE BLOOD is an austere folly, a picture so ambitious, so filled with filmmaking, that its very scale almost obscures its blankness.»
Stephanie Zacharek, Salon.com.

NB: THERE WILL BE BLOOD tem estreia prevista, em Portugal, a 14 de Fevereiro de 2008.

sexta-feira, dezembro 21, 2007

Hollywood Buzz #10

O que se diz lá fora acerca de SWEENEY TODD: THE DEMON BARBER OF FLEET STREET:



«SWEENEY TODD is as much a horror film as a musical. It is also something close to a masterpiece.»
A.O. Scott, New York Times.

«The bloodiest musical in stage history, it now becomes the bloodiest in film history, and it isn't a jolly romp, either, but a dark revenge tragedy with heartbreak, mayhem and bloody good meat pies.»
Roger Ebert, Chicago Sun Times.

«This represents one happy instance of a film made by a director without stage experience that genuinely serves the intentions of the original piece.»
Todd McCarthy, Variety.

«Burton has an affinity for the mayhem's Grand Guignol setting, of course. But more valuably, he has a unique collaborative relationship with his longtime leading man.»
Lisa Schwarzbaum, Entertainment Weekly.

«SWEENEY TODD is a thriller-diller from start to finish: scary, monstrously funny and melodically thrilling. And Depp is simply stupendous.»
Peter Travers, Rolling Stone.

E já faltou mais...

...para podermos deitar as nossas àvidas vistas nesse misterioso produto que dá pelo nome de CLOVERFIELD.

Não só temos a data prevista da sua estreia em Portugal (segundo esta fonte, estará nas salas portuguesas em 24 de Janeiro próximo, com o título NOME DE CÓDIGO: CLOVERFIELD), como foi lançado, na Quarta-Feira, um spot televisivo com imagens inéditas. Cliquem no poster abaixo para a sua respectiva consulta:



São pequenas novidades, mas qualquer dia começa bem sempre que despontem notícias acerca de CLOVERFIELD.

quarta-feira, dezembro 19, 2007

Filhos de Um Deus Maior #13

Spot televisivo, concebido pela McCann, para a XBOX 360:



Como curiosidade, este pequeno tesouro de publicidade já foi considerado um dos melhores do ano.

terça-feira, dezembro 18, 2007

Antestreia da Semana



WANTED promete ser um dos sérios candidatos a rei de bilheteiras do Verão de 2008 — um filme abundante em velocidade e CGI que o visual histriónico do trailer não esconde —, ao mesmo tempo que assinala a estreia cinematográfica de Timur Bekmambetov, autor do blockbuster russo GUARDIÕES DA NOITE, em terras do Tio Sam.

Protagonizado por Angelina Jolie (em mais um papel de bad girl suprema que só ela sabe compor), Morgan Freeman e James McAvoy (actor proeminente em O ÚLTIMO REI DA ESCÓCIA), WANTED é a adaptação da banda desenhada concebida por Mark Millar em 2003, e narra o percurso de Wesley Gibson, que de simples empregado de escritório passa a herdeiro da carreira do falecido pai, ou seja, assassino profissional numa sociedade que, secretamente, dirige os destinos do planeta.

Aposto que o argumento não será o ponto forte desta antestreia, mas acção vertiginosa é ingrediente garantido. E se Bekmambetov conseguir transpôr a sua proficiência visual para o mainstream de Hollywood, ainda poderemos ser agradavelmente surpreendidos...



Estreia prevista, nos EUA, para Junho de 2008.

sexta-feira, dezembro 14, 2007

5 minutos de CLOVERFIELD



E o "diacho" do mistério não se vislumbra mesmo...

Hollywood Buzz #9

O que se diz lá fora acerca de I AM LEGEND:



«And director Francis Lawrence generates suspense effectively, even though it largely comes down to the monster movie staple of creatures leaping out of the dark, gnashing their fangs and hammering at things. The special effects generating the zombies are not nearly as effective as the other effects in the film; they all look like creatures created for the sole purpose of providing the film with menace and have no logic other than serving that purpose.»
Roger Ebert, Chicago Sun-Times.

«[...] without taking itself too seriously, the movie, written by Akiva Goldsman and Mark Protosevich, does ponder some pretty deep questions about the collapse and persistence of human civilization.»
A.O. Scott, New York Times.

«Remarkably eerie yet annoyingly larded with cheap horror-film shock effects.»
Todd McCarthy, Variety.

«[...] The film is well-done, a case of suspenseful competence trumping questionable relevance.»
Owen Gleiberman, Entertainment Weekly.

«[Will] Smith nails the portrayal. It's not the kind of work that will earn him an Oscar nomination but audiences usually don't see better than this in genre films.»
James Berardinelli, Reelviews.

The Dark Knight - novo poster!



Poster fabuloso. E nada mais tenho a dizer...

Hollywood Buzz #8

O que se diz lá fora acerca das nomeações para os Globos de Ouro:



«At least the Hollywood Foreign Press Assn. is providing an accurate reflection of the malaise and confusion of this Oscar season, in which there's no "Titanic"-like film destined to scoop up awards, and enough anxiety around to spark a run on Xanax. Given the fact that the Writers Guild of America has not yet revealed whether it plans to picket the awards derby or specifically the Golden Globes, no one even knows for sure whether the stars will show up to be feted, swagged, and fussed over.»
Rachel Abramowitz, Los Angeles Times.

«But lots of movies shared the limelight. Breaking tradition, the Hollywood Foreign Press Association, which awards the Globes, spread the love around in the best dramatic picture category, citing seven films, as opposed to the usual five. »
Michael Cieply & David Carr, New York Times.

«Surprises included a staggering seven films nominated for Best Motion Picture - Drama and Paul Thomas Anderson not getting a Best Director nom. For shame!»
Mike Sampson, Joblo.com.

«Perhaps the best indicator of a wide-open race was the obvious tie in voting that led to seven (as opposed to the usual five) nominees for best drama film. And in something of a surprise, given the Globe voters' tendency to honor favored stars, Nicole Kidman was overlooked in a year when she was virtually a permanent fixture at the box office with films including "The Golden Compass" and "Margot at the Wedding."»
Bill Zwecker, Chicago Sun-Times.

quinta-feira, dezembro 13, 2007

Globos de Ouro 2007



Foram oficialmente anunciados os nomeados para a próxima cerimónia, relativa a 2007, dos Globos de Ouro.

Primeiras ilações: uns impressionantes sete(!) títulos em competição por MELHOR FILME - DRAMA, a ausência de Paul Thomas Anderson, por THERE WILL BE BLOOD na categoria de MELHOR REALIZADOR e o facto de ATONEMENT ser o filme mais nomeado este ano, com sete indicações.

Eis a lista abreviada dos nomeados:
(Títulos em Português indicam filmes já estreados no nosso país)

MELHOR FILME - DRAMA
GANGSTER AMERICANO
ATONEMENT
PROMESSAS PERIGOSAS
THE GREAT DEBATERS
MICHAEL CLAYTON
NO COUNTRY FOR OLD MEN
THERE WILL BE BLOOD

MELHOR FILME - COMÉDIA OU MUSICAL
ACROSS THE UNIVERSE
CHARLIE WILSON'S WAR
HAIRSPRAY
JUNO
SWEENEY TODD: THE DEMON BARBER OF FLEET STREET

MELHOR ACTOR - DRAMA
George Clooney, por MICHAEL CLAYTON
Daniel Day-Lewis, por THERE WILL BE BLOOD
James McAvoy, por ATONEMENT
Viggo Mortensen, por PROMESSAS PERIGOSAS
Denzel Washington, por GANGSTER AMERICANO

MELHOR ACTRIZ - DRAMA
Cate Blanchett, por ELIZABETH - A IDADE DO OURO
Julie Christie, por AWAY FROM HER
Jodie Foster, por A ESTRANHA EM MIM
Angelina Jolie, por UM CORAÇÃO PODEROSO
Keira Knightley, por ATONEMENT

MELHOR ACTOR - COMÉDIA OU MUSICAL
Johnny Depp, por SWEENEY TODD: THE DEMON BARBER OF FLEET STREET
Ryan Gosling, por LARS AND THE REAL GIRL
Tom Hanks, por CHARLIE WILSON'S WAR
Philip Seymour Hoffman, por THE SAVAGES
John C. Reilly, por WALK HARD: THE DEWEY COX STORY

MELHOR ACTRIZ - COMÉDIA OU MUSICAL
Amy Adams, por UMA HISTÓRIA DE ENCANTAR
Nikki Blonsky, por HAIRSPRAY
Helena Bonham Carter, por SWEENEY TODD: THE DEMON BARBER OF FLEET STREET
Marion Cotillard, por LA VIE EN ROSE
Ellen Page, por JUNO

MELHOR ACTOR SECUNDÁRIO
Casey Affleck, por THE ASSASSINATION OF JESSE JAMES BY THE COWARD ROBERT FORD
Javier Bardem, por NO COUNTRY FOR OLD MEN
Philip Seymour Hoffman, por CHARLIE WILSON'S WAR
John Travolta, por HAIRSPRAY
Tom Wilkinson, por MICHAEL CLAYTON

MELHOR ACTRIZ SECUNDÁRIA
Cate Blanchett, por I'M NOT THERE
Julia Roberts, por CHARLIE WILSON'S WAR
Saoirse Ronan, por ATONEMENT
Amy Ryan, por GONE BABY GONE
Tilda Swinton, por MICHAEL CLAYTON

MELHOR REALIZADOR
Tim Burton, por SWEENEY TODD: THE DEMON BARBER OF FLEET STREET
Ethan Coen & Joel Coen, por NO COUNTRY FOR OLD MEN
Julian Schnabel, por O ESCAFANDRO E A BORBOLETA
Ridley Scott, por GANGSTER AMERICANO
Joe Wright, por ATONEMENT

MELHOR ARGUMENTO
Diablo Cody, por JUNO
Ethan Coen & Joel Coen, por NO COUNTRY FOR OLD MEN
Christopher Hampton, por ATONEMENT
Ronald Harwodd, por O ESCAFANDRO E A BORBOLETA
Aaron Sorkin, por CHARLIE WILSON'S WAR

MELHOR FILME ESTRANGEIRO
4 MESES, 3 SEMANAS E 2 DIAS (Roménia)
O ESCAFANDRO E A BORBOLETA (França/EUA)
THE KITE RUNNER (EUA)
LUST, CAUTION (Taiwan)
PERSEPOLIS (França)

MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO
A HISTÓRIA DE UMA ABELHA
RATATUI
SIMPSONS - O FILME

Para a lista detalhada de nomeações, incluindo as categorias de TV, cliquem aqui.

Sangue vivo...

...na sequência de abertura do (muito!) aguardado SWEENEY TODD: THE DEMON BARBER OF FLEET STREET, de Tim Burton.

Cliquem na imagem abaixo para uma visualização exclusiva do genérico do filme, cortesia do site Broadway World.



Estreia da Semana



O ESCAFANDRO E A BORBOLETA já é um dos títulos maiores do ano, facto patenteado pela série de prémios que tem vindo a arrecadar — desde o Prémio de Realização, em Cannes, até ao recente galardão de Melhor Filme Estrangeiro atribuído pelo National Board of Review.

Realizado por Julian Schnabel, O ESCAFANDRO E A BORBOLETA é a adaptação do livro de memórias de Jean-Dominique Bauby, reputado e carismático editor da revista Elle, que aos 43 anos sofreu uma trombose, paralisando-o totalmente à excepção do seu olho esquerdo. A partir desse momento, não obstante os desafios que a sua nova condição física lhe proporciona, Bauby descobre como as suas paixões, recordações e imaginação conseguem ultrapassar todos os obstáculos.

A crítica tem sido unânime em indicar este filme como imperdível, destacando a subtileza da realização de Schnabel, que "obriga" o espectador a ver o mundo tal como Baury o pressentia, ou seja, apenas com a visão do seu olho esquerdo.

Um título mais do que confirmado entre os melhores de 2007.



Em exibição no Cine Solmar.

quarta-feira, dezembro 12, 2007

Cigarros e Cinema



Ninguém tem dúvidas, nos dias que correm, da responsabilidade que Hollywood teve na criação da imagem cool de se ver uma estrela de Cinema a exalar o fumo de um cigarro no grande ecrã.

Bette Davis, John Wayne, Clint Eastwood, John Travolta, Bruce Willis e algumas campanhas de relações públicas bem sucedidas conseguiram imprimir glamour ao acto de fumar, um tema que David Segal, no site Slate, aborda com pertinência e interactividade num interessante slideshow que agradará a todos os cinéfilos.

terça-feira, dezembro 11, 2007

National Board of Review 2007



O National Board of Review distingue, todos os anos e desde 1920, os dez melhores filmes do ano. Essa lista é composta pelos veredictos dos seus membros efectivos, nomeadamente, profissionais de cinema, professores e alunos universitários, historiadores e, claro, os críticos.

Este ano o prémio de Melhor Filme foi atribuído ao mais recente empreendimento dos irmãos Coen, NO COUNTRY FOR OLD MEN, o que pressagia um bom séquito de galardões para este título.

Segue lista abreviada dos outros vencedores:
Títulos em Português indicam filmes já estreados no nosso país

Dez Melhores Filmes do Ano

  • THE ASSASSINATION OF JESSE JAMES BY THE COWARD ROBERT FORD

  • ATONEMENT

  • ULTIMATO

  • THE BUCKET LIST

  • INTO THE WILD

  • JUNO

  • THE KITE RUNNER

  • LARS AND THE REAL GIRL

  • MICHAEL CLAYTON

  • SWEENEY TODD: THE DEMON BARBER OF FLEET STREET


  • Melhor Filme Estrangeiro
    O ESCAFANDRO E A BORBOLETA, de Julian Schnabel

    Melhor Documentário
    BODY OF WAR, de Phil Donahue e Ellen Spiro

    Melhor Actor
    George Clooney, por MICHAEL CLAYTON

    Melhor Actriz
    Julie Christie, por AWAY FROM HER

    Melhor Actor Secundário
    Casey Affleck, por THE ASSASSINATION OF JESSE JAMES BY THE COWARD ROBERT FORD

    Melhor Actriz Secundária
    Amy Ryan, por GONE BABY GONE

    Melhor Elenco
    NO COUNTRY FOR OLD MEN

    Melhor Estreante Masculino
    Emile Hirsch, por INTO THE WILD

    Melhor Estreante Feminino
    Ellen Page, por JUNO

    Melhor Realizador
    Tim Burton, por SWEENEY TODD: THE DEMON BARBER OF FLEET STREET

    Melhor Realizador Estreante
    Ben Affleck, por GONE BABY GONE

    Melhor Argumento Adaptado
    Joel Coen e Ethan Coen por NO COUNTRY FOR OLD MEN

    Melhor Argumento Original
    Diablo Cody, por JUNO
    Nancy Oliver, por LARS AND THE REAL GIRL

    Melhor Filme de Animação
    RATATUI

    Para consultar a lista detalhada dos vencedores, sigam este link.

    Primeira imagem...

    ... de INDIANA JONES AND THE KINGDOM OF THE CRYSTAL SKULL, nomeadamente o teaser poster:



    Estamos mesmo de volta às aventuras do Dr. Henry Jones Jr., ou Indiana Jones para os amigos...

    segunda-feira, dezembro 10, 2007

    Filhos de Um Deus Maior #12

    Spot publicitário concebido pela Mother para divulgar o novo XPS One da Dell:



    Ou a forma mais radical de cortar com o passado...

    Antestreia da Semana...



    ... com a revelação do segredo para infalíveis e gordas receitas de bilheteira para o Cinema Português — Soraia Chaves em roupa interior ou menos:



    Talvez fosse pertinente dissertar mais sobre esta realidade, mas julgo que o trailer acima disponibilizado é, definitivamente, esclarecedor.

    Estreia nacional a 27 de Dezembro.

    sexta-feira, dezembro 07, 2007

    Antestreia da Semana



    É o regresso dos irmãos Wachowski (os criadores da trilogia MATRIX) e assinala, igualmente, o total afastamento do universo que popularizou o duo de cineastas.

    SPEED RACER é a adaptação da famosa série animada japonesa dos anos 60, criada por Tatsuo Yoshida, que finalmente conheceu "luz verde" após vários anos de intensas e falhadas negociações pelos corredores de Hollywood — na verdade, este projecto chegou a ter Alfonso Cuarón como realizador e Johnny Depp o seu protagonista...

    O filme descreve as peripécias do promissor Speed Racer (o juvenil Emile Hirsch) ao volante de um carro de corridas. Para tal, conta com a ajuda da família (John Goodman e Susan Sarandon nos papéis dos progenitores de Speed) e tem de medir forças contra o temível Racer X (Matthew Fox, mais conhecido pela sua participação na série PERDIDOS), um sádico rival no asfalto de uma pista baptizada de Crucible.

    O trailer, disponível desde ontem, mostra-nos que estamos (e de que maneira!) de volta aos ambientes wachowskianos: efeitos especiais hipnotizantes, sequências de luta envolvendo asiáticos e emoção garantida. Há quem lhe chame já de video game movie, mas o look parece assentar-lhe que nem uma luva. E o elenco também conta com Christina Ricci, uma das minhas actrizes fetiche:



    Estreia prevista, nos EUA, para Maio de 2008.

    quinta-feira, dezembro 06, 2007

    Be Kind, Rewind — versão Internet



    Não tem sido presença assídua, neste blogue, referências a sites promocionais de Cinema. De facto, nos últimos tempos, essa "honra" tem pertencido à campanha viral criada em torno da (ainda longínqua) estreia de THE DARK KNIGHT. Contudo, recentemente surgiu um conceito on-line que merece um notório lugar de destaque aqui no Keyzer Soze's Place...

    No site oficial da última "loucura" de Michel Gondry, BE KIND, REWIND, os protagonistas Jack Black e Mos Def imploram a ajuda dos fãs na tarefa de reinventar a Internet.

    A premissa do site é baseada no inusitado argumento do filme, no qual Jerry (personificado por Black), funcionário de um aterro sanitário, fracassa num plano de sabotagem do seu próprio local de trabalho e, inadvertidamente, cria um campo de forças electromagnéticas em seu redor. Consequência (ou será desastre?) principal: esta nova característica do seu corpo provoca a literal eliminação de todas as cassetes disponíveis no videoclube do seu melhor amigo Mike, forçando-os a recriarem alguns dos títulos mais conhecidos no catálogo do estabelecimento, utilizando para tal os recursos mais ordinários do dia-a-dia (pontas de feltro e lixo reciclado) até às tecnologias mais óbvias (câmaras digitais).

    Assim, este conceito é transposto para o site — apelidado de sweding —, e que possibilita aos visitantes inserirem imagens de endereços web, para então serem "amadoramente" recriadas. Até ao momento, já se pode mirar desde uma versão do Google até à inclusão de alguns blogues reputados.

    Para além do guia para o sweding, do trailer oficial do filme e variados downloads, a referência maior vai para a opção "Swede Yourself". Aqui, um visitante pode escolher de entre meia dúzia de títulos, como PESADELO EM ELM STREET ou HORA DE PONTA, e incluir a sua própria headshot nos posters desses filmes.

    quarta-feira, dezembro 05, 2007

    Mais notícias...

    ... sobre THE DARK KNIGHT.

    Desta vez, destaque para o primeiro poster oficial do filme, divulgado pelo site viral WhySoSerious.com:



    terça-feira, dezembro 04, 2007

    O fim de um ciclo



    «Cuidado com os spoilers

    Ontem à noite, por volta das 22h30, a minha vida entrou numa nova etapa.

    Após oito anos de ininterrupta atenção (no que já se assemelhava a uma autêntica fixação quase religiosa), senti aquele singular arrepio do desalento quando "soou" o último minuto do último episódio da série OS SOPRANOS. O desalento não se prende com a ambiguidade que rodeou o desfecho da saga dedicada à representação mafiosa mais mediática dos últimos anos, mas sim ao facto de perceber que, possivelmente para sempre, não terei a companhia deste conjunto de personagens que me preencheram incontáveis serões televisivos.

    Esta sensação vinha a ganhar forma, com o decorrer das semanas, motivada pela "eliminação", nas mais variadas circunstâncias, de figuras centrais para o desenrolar da história d'OS SOPRANOS. Confesso que verti uma lágrima no episódio em que Christopher Moltisanti conhece o seu trágico fim, e ainda derramei outra quando, no genérico da semana posterior ao acontecimento, já não se notava o nome de Michael Imperioli, o actor que dava vida à personagem citada.

    Só consigo atribuir toda esta torrente de emoções, estranhas em mim, ao estatuto de culto que OS SOPRANOS adquiriu na minha vida. Agora que não verei mais as peripécias, alegrias e tristezas de Anthony, Carmela, Meadow e Anthony Jr. Soprano, a paciência exasperante da Dra. Jennifer Melfi, da fidelidade de Silvio Dante e Paulie Walnuts — sem dúvida, um dos melhores ensembles de personagens alguma vez criados —, dificilmente surgirá algo capaz de acender, similarmente, a minha total submissão a um produto televisivo.

    A série teria, eventualmente, de conhecer uma conclusão. Nada a fazer, a não ser rever todas as temporadas disponíveis em DVD para recordar grandes momentos de televisão. São as leis do mercado.

    O próprio Anthony Soprano não pensaria diferente: «If you can quote the rules, then you can obey them

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