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terça-feira, outubro 18, 2011

#26



... segundo as palavras do Pedro Cinemaxunga, autor do blogs CinemaXunga e O Gémeo Mau:

Se fazer uma lista é sempre complicado, escolher os 10 filmes da nossa vida é ainda mais difícil, é como escolher o nosso filho preferido. Esta lista, como todas as listas, está incompleta e não numerada e não espelha verdadeiramente os meus 10 filmes preferidos, porque isso são coisas que mudam diariamente. Depende de tantos factores que é impossível ser uma verdade absoluta. Escolhi aqueles que numa altura ou outra me surpreenderam e fizeram repensar as minhas prioridades cinematográficas.

. O FESTIM NU
(1991, Naked Lunch, David Cronenberg)



Quando o vi pela primeira vez era jovem (e inexperiente) e a minha noção de cinema ainda rodava em volta de Hollywood. Com Naked Lunch percebi que havia muito cinema além daquele que nos é imposto. Basta procurar em vez de ser procurado.

. CLERKS
(1994, Clerks, Kevin Smith)



Talvez o meu filme preferido. Devaneio ultra-low-budget com aquele que considero o melhor guião de sempre.

. FAUSTO 5.0
(2001, Fausto 5.0, Àlex Ollé, Isidro Ortiz e Carles Padrissa)



Fura Dels Baus em cinema. Não há que falhar.

. MONTY PYTHON E O CÁLICE SAGRADO
(1974, Monty Python and the Holy Grail, Terry Gilliam e Terry Jones)



A melhor comédia de todos os tempos.

. O DIA DA BESTA
(1995, El día de la bestia, Álex de la Iglesia)



Clássico de ponta a ponta.

. O ÓDIO
(1995, La Haine, Mathieu Kassovitz)



Mathieu Kassovitz prometia tanto com este filme absolutamente fabuloso. Ficou este filme, o resto da obra é para esquecer.

. OLDBOY — VELHO AMIGO
(2003, Oldboy, Chan-wook Park)



Quem ler a sinopse deste filme percebe imediatamente que, para o bem ou para o mal, tem que o ver. Extravagância coreana de um realizador que pinta com luz.

. 2001: ODISSEIA NO ESPAÇO
(1968, 2001: A Space Odyssey, Stanley Kubrick)



Meu Deus, 2001. It’s full of stars. Uma vez por ano, pelo menos, tem que ser revisto.

. OS TENENBAUMS — UMA COMÉDIA GENIAL
(2001, The Royal Tenenbaums, Wes Anderson)



Um dos melhores realizadores de sempre, o rei da estética e da câmara fixa. De entre todos os seus geniais filmes, este é o melhor.

. O HERÓI DO ANO 2000 + BANANAS
(1973, Sleeper + 1971, Bananas, Woody Allen)





Não consigo fazer uma lista destas sem inserir Woody Allen. Gosto de todos, melhores ou menores, adoro! Prefiro a fase inicial, mas não desgosto das outras. Os meus preferidos terão mesmo que ser Sleeper e Bananas, curiosamente suas obras mais Slapstick. O que querem que vos diga? Sou um eterno parolo.

De fora fica tanta coisa que será certamente incluída na segunda volta quando o Samuel propuser a lista "10 filmes que te esqueceste aquando da elaboração da primeira lista de 10 filmes da tua vida".

--//--

Obrigado, Pedro, pela tua participação! E a tua sugestão será devidamente ponderada :)

domingo, junho 26, 2011

Críticas da Semana

Breve resumo dos principais filmes visualizados esta semana.

BALADA TRISTE DE TROMPETA (2010), de Álex de la Iglesia



Javier (Carlos Areces) e Sergio (Antonio de la Torre), dois palhaços de circo terrivelmente desfigurados, lutam até à morte pelo amor ambíguo de uma acrobata (Carolina Bang), numa Espanha dominada pelo regime de Franco.

Sexo, amor louco e circo: os motes perfeitos para o filme em que o cinetismo irónico e cáustico de Iglesia (premiado com o Leão de Prata no último Festival de Veneza) encontra argumento e atmosfera ideais para a sua total consagração. Deliberadamente kitsch, com um olhar crítico sobre os anos da ditadura franquista em Espanha, convence tanto os fãs do realizador como permitirá o brotar de toda uma nova falange de admiradores. E ainda possibilita a descoberta de uma talentosa guapa chamada Carolina Bang, em torno da qual a história se desenvolve e as obsessões dos protagonistas se precipitam. Uma extravagância de grande "calibre".

PRIEST (2011), de Scott Charles Stewart



Após séculos de devastadoras guerras, a raça humana conseguiu derrotar a ameaça de hordas de vampiros assassinos através de um grupo de elite denominados como Padres, agora discriminados pela população mundial. Um deles (Paul Bettany) é informado de um ataque de vampiros, no qual a sua sobrinha de 18 anos foi raptada. Contrariando a lei e os seus votos sagrados, decide partir em busca da rapariga.

O único elemento suportável neste projecto incompreensível manifesta-se na direcção artística, inspirada em universos steampunk e, a espaços, reminiscente de obras como BLADE RUNNER — PERIGO IMINENTE. De resto, é-se confrontado com um Paul Bettany cabotino, personagens inexpressivas, diálogos repletos de lugares comuns e um argumento assinado por alguém pouco devoto em lógica. E já são palavras a mais acerca disto...

RIO (2011), de Carlos Saldanha



Blu (Jesse Einsenberg) é uma arara domesticada que nunca aprendeu a voar, tem uma vida confortável com a sua dona Linda (Leslie Mann) numa pequena cidade do Minnesota e julga-se ser o último da sua espécie. Contudo, é descoberta outra arara no Rio de Janeiro, chamada Jewel (Anne Hathaway), e Blu e Linda viajam para o Brasil a fim de reunir os dois espécimes. Pouco tempo depois, Blu e Jewel são raptados por um grupo de traficantes de aves exóticas.

Divertido, atmosférico e simpático, mas RIO está longe de constituir-se como título obrigatório para a compreensão do actual estado da animação digital, tanto a nível tecnológico como narrativo. Existe a nítida (e conseguida) vontade de acertar no ritmo mas, no cômputo geral, sabe a pouco. O trabalho do duo de vozes protagonistas (Eisenberg e Hathaway) valem o preço de admissão.

9/11 (2002), de Jules e Gédéon Naudet



Originalmente pensado como um retrato sobre o quotidiano de um bombeiro nova-iorquino, a receber formação num quartel situado a poucos quarteirões do World Trade Center, as objectivas dos irmãos Jules e Gédéon Naudet capturam, em primeira mão, o início e desenrolar dos atentados terroristas do 11 de Setembro de 2011.

Para mim, o melhor cinema documental será sempre aquele que mostra a realidade sem filtros, sem propagandas e elaborado, quase integralmente, a partir de raw footage. E foi com essa filosofia que os realizadores construíram um filme televisivo — mas que nada fica a dever aos documentários ditos "cinematográficos" — cru e imediato sobre um dos eventos mais marcantes da nossa época. Não se dissecam razões, consequências, responsáveis ou moralismos; as imagens e os sons tornam qualquer voz-off inútil perante a veracidade de uma peculiar e trágica situação à qual, acidentalmente, os irmãos Naudet ficaram associados.

domingo, setembro 12, 2010

Festival de Veneza 2010 — Dia de decisões



Ao décimo primeiro dia de Festival, Quentin Tarantino anunciou (numa decisão tomada por unanimidade do júri) o Leão de Ouro da 67ª edição da Mostra Internacional de Arte Cinematográfica. Este ano, o galardoado é SOMEWHERE, drama intimista sobre sucesso artístico assinado por Sofia Coppola.



Álex de la Iglesia foi, contudo, um dos principais vencedores do certame, ao arrecadar o Leão de Prata (Melhor Realizador) e o prémio para Melhor Argumento por BALADA TRISTE DE TROMPETA.



Nas interpretações, Vincent Gallo foi considerado Melhor Actor por ESSENTIAL KILLING (de Jerzy Skolimowski, que recebeu o troféu na sua ausência),...



... e o prémio de Melhor Actriz entregue à grega Ariane Labed por ATTENBERG (de Athina Rachel Tsangari).



Monte Hellman, que apresentou ROAD TO NOWHERE durante o Festival, viu-lhe ser atribuído um Leão de Ouro de carreira (não admiraria que existisse "dedo" de Quentin Tarantino nesta homenagem, já que Hellman foi produtor executivo, em 1992, de CÃES DANADOS).



O palmarés completo pode ser consultado aqui.

Imagens retiradas de: Site Oficial do Festival.