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segunda-feira, julho 09, 2012

Agenda Cinematográfica

:: 9500 CINECLUBE DE PONTA DELGADA ::

O POLÍCIA (2011), de Nadav Lapid



Yaron faz parte de um grupo de polícias de elite, que faz parte da unidade Anti-terrorismo de Israel. Ele e os seus colegas são a arma; a pistola que o Estado aponta aos seus inimigos, o "inimigo árabe".

Yaron venera a sua unidade, a camaradagem, o seu corpo viril, a sua beleza. Ele está entusiasmado, a sua mulher espera um bebé em breve; pode ser pai a qualquer minuto. Um encontro com um grupo radical vai fazê-lo confrontar-se com o confronto de classes em Israel bem como com uma guerra que existe dentro de si próprio.



[Hoje, pelas 21h30, no Cine Solmar]

quinta-feira, julho 05, 2012

segunda-feira, julho 02, 2012

Agenda Cinematográfica

:: 9500 CINECLUBE DE PONTA DELGADA ::

A REGRA DO JOGO (1939), de Jean Renoir



O mais lendário filme de Jean Renoir.
Sem personagem principal, com nada menos do que oito protagonistas, "sem história", implacável e demencial, objecto de tanta ira como de admiração, A REGRA DO JOGO é, para muitos, a obra máxima de Renoir, mostrando-nos uma coreografia em que a câmara acompanha as fugas e jogos de amor das personagens, numa mansão senhorial. Enquanto dançam sobre o vulcão, a Europa e o mundo caminham para a guerra.

in Folha de sala da Cinemateca Portuguesa.




[Hoje, pelas 21h30, no Cine Solmar]

terça-feira, junho 26, 2012

Agenda Cinematográfica (actualizada)

:: 9500 CINECLUBE DE PONTA DELGADA ::

[Devido a problemas técnicos relacionados com o sistema de som da sala, a sessão de ontem foi cancelada.

Resolvido que está o problema verificado, exibiremos o filme hoje (dia 26) pelas 21h30.

A todos os que ontem se deslocaram ao Cineclube um pedido de desculpas e um agradecimento pela compreensão. Até logo.]

O QUE HÁ DE NOVO NO AMOR? (2011), de Hugo Alves, Hugo Martins, Mónica Santana Baptista, Patrícia Raposo, Rui Santos e Tiago Nunes.



Seis histórias de amor — cada uma realizada por um realizador diferente — de seis amigos que têm uma banda e todas as noites se encontram numa cave para fazer música.

O João faz canções, a Rita escreve letras e toca baixo, o Marco toca guitarra, o Edu toca bateria, o Samuel toca órgão e a Inês é a vocalista. Mas se à noite na garagem é possível ensaiar cada canção as vezes sem fim, durante o dia, na vida, não há ensaios. Cada tentativa deixa marcas.



[Hoje, pelas 21h30, na Sala 2 do Cine Solmar.]

segunda-feira, junho 18, 2012

Agenda Cinematográfica

:: 9500 CINECLUBE DE PONTA DELGADA ::

O CAVALO DE TURIM (2011), de Béla Tarr



Em Turim, em 1889, Nietzsche protege um cavalo que é brutalmente espancado. Depois desse episódio, perderá a razão.

No campo, um camponês, a filha e o velho cavalo. Lá fora, uma tempestade.



[Hoje, pelas 21h30, na Sala 2 do Cine Solmar.]

segunda-feira, junho 11, 2012

Agenda Cinematográfica

:: 9500 CINECLUBE DE PONTA DELGADA ::

ALÉM DE TI (2011), de João Marco



Tomás e Sofia são casados há cinco anos. Ele é cartoonista no jornal local. Ela trabalha num hotel.

Tomás tem o sonho de ser artista plástico, mas falta-lhe a força interior para sê-lo. Raul, o seu melhor amigo e "anjo-da-guarda", insiste na qualidade maior das suas pinturas. Mas quando tudo parece renascer, Tomás entra numa crise emocional que o afasta de Sofia, a ponto de ela não o reconhecer.



[Hoje, pelas 21h30, na Sala 2 do Cine Solmar.]

segunda-feira, junho 04, 2012

Agenda Cinematográfica

:: 9500 CINECLUBE DE PONTA DELGADA ::

3 POEMAS FÍLMICOS (1977/1978/1985), de Barbara Spielmann



. LA SUBSTANTIFIQUE

Cantos gregorianos, catedral de Milão.
Da necessidade de chegar à medula, à substância, à essência da substância (la substantifique moëlle) segundo Rabelais.

. AUTODAPHNÉ

Perseguida por Apolo, a ninfa Daphné, atemorizada, transfigurou-se num loureiro.

. ANDACHT

Do alemão. Postura interior. Recolhimento, meditação, atenção permanente (vigilância).

(Baseado na apresentação de Carlos Fernandes para a Tertúlia Cinéfila: Filmes de Barbara Spielmann)

+

LUZ TEIMOSA (2010), de Luís Alves de Matos



O mundo de Fernando Lemos é um mundo ferozmente despojado de qualquer lógica externa, dizia Jorge de Sena. O seu multifacetado gesto artístico confunde-se com a própria existência onde o princípio poético está antes de tudo.

Este filme é uma aventura, uma jornada surrealista que se realiza no acaso da procura de uma mulher numa fotografia tirada há 50 anos ou numa divertida partida de cartas onde se pratica o prazer do jogo sobre a identidade de se ser português e brasileiro.



[Hoje, pelas 21h30, na Sala 2 do Cine Solmar.]

segunda-feira, maio 28, 2012

Agenda Cinematográfica

:: 9500 CINECLUBE DE PONTA DELGADA ::

O BARÃO (2011), de Edgar Pêra



Baseado na novela homónima de Branquinho da Fonseca e no conto "O Involuntário", do mesmo autor, O BARÃO retrata a vida de um barão, ditador e caciquista, arrogante e controlador, misógino e cruel, uma personagem draculesca raramente vista no cinema português.

«Tão simples e, ao mesmo tempo, tão diferente do que se pode esperar. Um argumento que nos faz recuar para os tempos da ditadura; diálogos simples, mas sempre com um duplo sentido, recheados de um humor subtil e mordaz; frases que ficam na cabeça ("Aqui quem manda sou eu", "A vida é devorar"...), tudo isto, O Barão tem.»
Inês Moreira Santos, in Espalha Factos.



[Hoje, pelas 21h30, na Sala 2 do Cine Solmar.]

segunda-feira, maio 21, 2012

Agenda Cinematográfica

:: 9500 CINECLUBE DE PONTA DELGADA ::

TABU (2012), de Miguel Gomes



Uma idosa temperamental, a sua empregada cabo-verdiana e uma vizinha dedicada a causas sociais partilham o andar num prédio em Lisboa. Quando a primeira morre, as outras duas passam a conhecer um episódio do seu passado: uma história de amor e crime passada numa África de filme de aventuras.



[Hoje, pelas 21h30, na Sala 2 do Cine Solmar.]

segunda-feira, maio 14, 2012

Agenda Cinematográfica

:: 9500 CINECLUBE DE PONTA DELGADA ::

RAFA (2012), de João Salaviza



Às seis da manhã, Rafa descobre que a mãe está detida pela Polícia. Na mota de um amigo, cruza a ponte e vai a uma esquadra no centro de Lisboa para visitá-la e esperar pela sua libertação. As horas passam. E Rafa não quer voltar para casa sozinho.

Urso de Ouro (Curta-Metragem), Festival de Berlim 2012.



+

NANA (2011), de Valérie Massadian



Nana tem quatro anos e vive numa casa de pedra perto da floresta. Um dia, ao regressar da escola, encontra apenas silêncio em casa. Uma viagem à noite da sua infância. O mundo à sua altura.



[Hoje, pelas 21h30, na Sala 2 do Cine Solmar.]

sexta-feira, maio 11, 2012

Dia Internacional do Público e do Cineclubismo



[Texto da intervenção proferida ontem à noite, no 9500 Cineclube de Ponta Delgada, a propósito da homenagem (com exibição de EM CÂMARA LENTA, o seu último filme) prestada ao cineasta Fernando Lopes no Dia Internacional do Público e do Cineclubismo.]

O 9500 Cineclube assinala o Dia Internacional do Público e do Cineclubismo com a exibição do filme EM CÂMARA LENTA, a última obra do cineasta Fernando Lopes, recentemente falecido, e cuja marca permanente na História moderna do cinema português é assim homenageada.

O percurso e o nome de Fernando Lopes estão indelevelmente ligados ao movimento que ficou conhecido como Novo Cinema Português. Todavia, e se me é permitida a ousadia histórica, diria mesmo que Lopes foi o seu principal e mais influente representante. Passo a explicar.

As suas obras anteriores ao 25 de Abril de 1974 demonstram uma absoluta e radical rejeição formal e temática ao cinema patrocinado pelo Estado Novo como nenhum filme havia feito até àquela altura.

DOM ROBERTO (1962, Ernesto de Sousa) ou OS VERDES ANOS (1963, Paulo Rocha) são comummente considerados os percursores do Novo Cinema. No entanto, sou tentado a apontar BELARMINO (1964) como o filme que realmente alterou o paradigma — nos seus propósitos estéticos, nas suas motivações morais, na experiência total que conjuga, assistiu-se a uma reinvenção e desconstrução cinematográficas sem paralelo na história da cinematografia portuguesa.

Desconstrução... Eis uma palavra que resumiria, quase na perfeição, o trabalho de Fernando Lopes. Mas a súmula dos assuntos abordados pelo cineasta são tão ou mais interessantes quanto a análise formal da sua carreira.

Atentando aos três filmes que, de forma mais cativante, reuniram essas duas perspectivas — BELARMINO, UMA ABELHA NA CHUVA (1971) e MATAR SAUDADES (1988) — é possível deferir que Fernando Lopes foi um "cineasta de memórias".

BELARMINO alia o olhar documental a uma estética de cinema directo para salientar episódios de vida de um boxeur e engraxador de sapatos lisboeta. A glória passada de Belarmino Fragoso é constantemente invocada — memórias estilhaçadas e exploradas pelo vil dinheiro — e o protagonista deste documentário (é preciso não esquecer que o filme é uma exposição de realidade) apresenta-se aos nossos olhos quase como o anti-herói de uma ficção trágica.

A exploração da memória humana converte-se em experiência sensorial para o espectador em UMA ABELHA NA CHUVA, certamente um dos grandes filmes produzidos no nosso país.

A temporalidade de UMA ABELHA NA CHUVA é definida pela ausência de linearidade narrativa, por assincronias, nas sobreposições paralelas de imagens, sons e acções. E o tempo indefinido em que se situa o filme é quase análogo ao nosso próprio processo de memorização — aqui, torna-se significativa a relação entre momentos, imagens, sinais, visões, locais, sons, palavras, consequências. Ou, como escreveu Leonor Areal, «tudo aquilo que é a matéria do cinema e que a memória trabalha livremente»1.

O confronto entre traumas de um passado colonial bélico e a mudança de valores de um país em construção democrática dominam o argumento de MATAR SAUDADES. Por outras palavras, estamos novamente perante a contenda entre a opaca substância da memória e a áspera feição da realidade.

Não será por acaso que a sequência-chave de MATAR SAUDADES é aquela em que o protagonista, intepretado por Rogério Samora, invoca junto do irmão mais novo os acontecimentos em torno da morte trágica do pai de ambos. Nenhum espectador conseguirá fugir ao seu rigor formal, às palavras debitadas com amargura, a todas as emoções ali reunidas...

Do filme que vamos ver esta noite, apenas conheço o trailer. Mas nos seus singelos dois minutos de duração, é possível entender que Fernando Lopes assumiu o estatuto de "cineasta de memórias" bem até ao fim. Naquela peça promocional, a personagem de João Reis traceja de memória, e num bloco de notas, uma série de relações interpessoais.

É o tal exercício de invocação do passado, sempre presente...

O cinema de Fernando Lopes não era alegre. Os "fracassos" estéticos de NÓS POR CÁ TODOS BEM (1978) e CRÓNICA DOS BONS MALANDROS (1984), provam-no de certo modo2. Contudo, todos os que, a propósito do seu falecimento, recordaram o cineasta, falam de um indivíduo sincero, emocional, de charme contagioso.

Tanto por isso, e pelo conjunto da sua obra, não existe cineasta mais influente para o cinema português contemporâneo como Fernando Lopes. Se, agora, se premeiam abundantemente "sangues do nosso sangue", "tabus" e "rafas", tal deve-se em grande medida ao legado de Fernando Lopes.

Termino esta intervenção com as palavras do realizador Fernando Matos Silva: «Aquilo que um espectador espera dos nossos filmes é que aconteça uma verdade contagiante que os leve a pensar e a viver. E isso acontece no cinema de Fernando Lopes. Podemos jogar na vida como no cinema, com a condição de sermos sinceros. Sem ideias, o cinema não existe. É essa a mensagem de Fernando Lopes, para todos nós. Compreendermos que o cinema existe por todo o lado, à nossa volta, e que fazer filmes é também vivê-los. E a vida continua, e os filmes também.»3

Samuel Andrade.

Notas:
. 1 in CINEMA PORTUGUÊS: UM PAÍS IMAGINADO VOL. 1 — ANTES DE 1974, 2011, Edições 70.
. 2 in FERNANDO LOPES POR CÁ, capítulo FERDINAND por Seixas Santos, p. 16, 1996, Edição Cinemateca Portuguesa — Museu do Cinema.
. 3 in FERNANDO LOPES POR CÁ, capítulo A CIDADE-REFÚGIO por Fernando Matos Silva, p. 19, 1996, Edição Cinemateca Portuguesa — Museu do Cinema.

quinta-feira, maio 10, 2012

Agenda Cinematográfica

:: 9500 CINECLUBE DE PONTA DELGADA ::

Hoje, dia 10 de Maio, celebra-se o Dia Internacional do Público e do Cineclubismo.

O 9500 Cineclube não podia alhear-se da data que celebra os dois aspectos mais importantes do cinema: um público e um filme. Sem um, o outro não faria sentido.

É uma verdade que se aplica tanto a uma sala comercial como a uma projecção particular ou a um cineclube. A importância da celebração baseia-se no que há de particular neste meio de estar e mostrar cinema, o cineclube, e o seu particular dinamismo através da interacção com o seu público.

O movimento cineclubista nasceu em França nos anos 20 do passado século e aos poucos foi-se espalhando por todo o lado em que existisse um público disposto a olhar para mais longe que a distribuição comercial permitia. O caso português é paradigmático. Hipólito de Carvalho funda o Cine-clube do Porto, em 1945, que servirá de modelo para os posteriores cineclubes. Contudo, o grande nome do cineclubismo português foi o de Ernesto de Sousa, homem de múltiplos talentos, a cuja acção tanto deve o chamado novo cinema português que nos anos 60 começa a tomar forma.

O cineclube mostra cinema, promove, discute, debate, publica, ensina e aprende, serve de resistência a uma ditadura avessa a tudo o que fosse novo e lhe fugisse da alçada estranguladora. Hoje, felizmente, os cineclubes já não são objecto da polícia política mas continuam a ter um papel relevante na dinamização cultural. Bem-hajam.

O filme escolhido para a comemoração é um filme-homenagem a um dos grandes criadores portugueses, Fernando Lopes, que morreu no passado dia 2, facto que não queríamos deixar de assinalar. Também a sua experiência no cinema começa no encontro com o cineclubismo e sua marca notável para o cinema português está em filmes como BELARMINO e UMA ABELHA NA CHUVA, entre outros. Mas não se deve reduzir a sua notável presença apenas ao cinema. Na RTP 2 criou um verdadeiro canal alternativo que o poder tratou de destruir. É de realçar ainda o seu papel como professor na Escola Superior de Cinema.

O Keyzer Soze terá o prazer de fazer uma breve apresentação ao filme, recordando os títulos e os temas que preencheram a rica carreira deste cineasta português.

Fernando Lopes para sempre!

EM CÂMARA LENTA (2012), de Fernando Lopes



Um longo mergulho no mar transforma-se numa intensa travessia pela vida de Santiago e pelas suas relações. A paixão por Constança. O casamento com Laurence. A cumplicidade do amigo Salvador. O filme do realizador Fernando Lopes abre-nos a porta para uma intrincada teia de relacionamentos. Ao inevitável "quem eu sou?", as personagens de EM CÂMARA LENTA respondem com "não sei quem tu és."



[Hoje, pelas 21h30, na Sala 2 do Cine Solmar.]

segunda-feira, maio 07, 2012

Agenda Cinematográfica

:: 9500 CINECLUBE DE PONTA DELGADA ::

A VINGANÇA DE UMA MULHER (2012), de Rita Azevedo Gomes



Roberto é um dandy! É um ser impassível, indecifrável e daí, enigmático. Goza do prazer aristocrático de causar espanto. Das mulheres, que conhece em todas as variedades da sua espécie e raça, já nada o pode espantar. A verdade é que Roberto sente o profundo tédio de quem esgotou todos os prazeres e encantos desta vida. No entanto...

Uma certa noite, deixa-se tentar por uma mulher que o intriga e lhe lembra alguém... Nessa noite, de descida aos céus e de subida aos infernos, essa mulher escancara-lhe o suplício da vida que é agora a sua. E, no meio de terríveis prazeres, Roberto entrevê o sublime do horror em que, obstinadamente, aquela mulher mergulhou. Sai dali fechado sobre si mesmo, marcado pela visão de um certo amor que, afinal de contas, ele nunca chegou a viver.



[Hoje, pelas 21h30, na Sala 2 do Cine Solmar.]

segunda-feira, abril 30, 2012

Agenda Cinematográfica

:: 9500 CINECLUBE DE PONTA DELGADA ::

HISTÓRIAS DE SHANGAI — QUEM ME DERA SABER (2010), de Zhange Ke Jia



Em forma de documentário, HISTÓRIAS DE SHANGAI — QUEM ME DERA SABER põe em frente à câmara dezoito habitantes dos milhões que vivem em Shanghai. Em comum têm histórias para contar: das suas vidas, de um passado marcado por inúmeras dificuldades, das complicações trazidas pela Revolução Cultural. As escolhas que cada um fez — entre ficar ou partir, durante a época comunista — mudaram o seu destino, mas também o rumo dos acontecimentos. À medida que olham para trás, percebem que nada poderia ficar como dantes.

Uma reflexão sobre a influência que um passado marcado pelo comunismo ainda exerce na China, assinada por Jia Zhang Ke.



[Hoje, pelas 21h30, na Sala 2 do Cine Solmar.]

terça-feira, abril 24, 2012

Agenda Cinematográfica

:: 9500 CINECLUBE DE PONTA DELGADA ::

LINHA VERMELHA (2011), de José Filipe Costa



Em 1975, a equipa de Thomas Harlan filmou a ocupação da herdade da Torre Bela, no centro de Portugal.

Três décadas e meia depois, LINHA VERMELHA revisita esse filme emblemático do período revolucionário português: de que maneira Harlan interveio nos acontecimentos que parecem desenrolar-se naturalmente frente à câmara? Qual foi o impacto do filme na vida dos ocupantes e na memória sobre esse período?



[Hoje, pelas 21h30, no auditório do Teatro Micaelense.]

segunda-feira, abril 23, 2012

Agenda Cinematográfica

:: 9500 CINECLUBE DE PONTA DELGADA ::

MEL (2010), de Semih Kaplanoğlu



Numa aldeia remota da Turquia vive o pequeno Yusuf, de seis anos. O pai é apicultor e é na floresta que encontra o sustento da família. Mas as abelhas escasseiam, obrigando-o a afastar-se cada vez mais de casa.

Uma noite, o pai não regressa. E Yusuf deixa de conseguir expressar-se por palavras.



[Hoje, pelas 21h30, na Sala 2 do Cine Solmar.]

segunda-feira, abril 16, 2012

Agenda Cinematográfica

:: 9500 CINECLUBE DE PONTA DELGADA ::

CRAZY HORSE (2011), de Frederick Wiseman



Inaugurado na década de 50, o CRAZY HORSE converteu-se num lugar imperdível da noite parisiense, quase tão icónico na capital francesa como a Torre Eiffel ou o Louvre.

Durante 10 semanas, o aclamado cineasta FREDERICK WISEMAN teve acesso aos bastidores do CRAZY HORSE e é através do seu olhar que nos atrevemos a entrar neste intrigante mundo e a descobrir o que está por detrás do sucesso deste cabaret, no momento em que se desvenda um novo espectáculo.

A sedução, a elegância, o perfeccionismo, um horário exigente (com dois espectáculos por dia, três ao sábado, todos os dias da semana)...



[Hoje, pelas 21h30, na Sala 2 do Cine Solmar.]

segunda-feira, abril 02, 2012

Agenda Cinematográfica

:: 9500 CINECLUBE DE PONTA DELGADA ::

DERSU UZALA — A ÁGUIA DAS ESTEPES (1975), de Akira Kurosawa



A acção do filme decorre nas Estepes da Sibéria, no limiar do séc. XX, e aborda a relação entre um jovem oficial czarista (Yuri Solomin) que chefia uma expedição cartográfica e um velho lenhador (Maksim Munzuk) de uma tribo local, contratado como guia da missão. Originários de universos totalmente diferentes, os dois homens acabam por partilhar fraternalmente os mesmos perigos e emoções, cimentando uma profunda amizade nascida da sua vivência, vulnerabilidade e resistência ante uma natureza adversa e imensa.

Vencedor do Óscar de Melhor Filme Estrangeiro.



Hoje, pelas 21h30, no Cine Solmar.

segunda-feira, março 26, 2012

Agenda Cinematográfica

:: 9500 CINECLUBE DE PONTA DELGADA ::

POLISSIA (2011), de Maïwenn Le Besco



A rotina diária dos polícias da Unidade de Protecção a Crianças: prender molestadores de crianças, apanhar miúdos que roubam carteiras e tagarelar sobre os relacionamentos pessoais ao almoço; interrogar pais abusivos, recolher depoimentos de crianças, enfrentar os excessos sexuais de jovens adolescentes, apreciar a solidariedade entre colegas e rir descontroladamente nos mais inusitados momentos. Saber que o ruim existe e saber viver com isso. Como é que estes polícias conseguem o equilíbrio entre as suas vidas pessoais e a realidade que enfrentam todos os dias?



Hoje, pelas 21h30, no Cine Solmar.

segunda-feira, março 19, 2012

Agenda Cinematográfica

:: 9500 CINECLUBE DE PONTA DELGADA ::

LE HAVRE (2011), de Aki Kaurismäki



Cansado da sua pouca sorte como escritor, Marcel Marx deixa a sua vida para trás e parte com a mulher Arletty para Le Havre, uma pequena cidade portuária da Normandia, França. Ali, num recomeço incomum, ele torna-se engraxador de sapatos, algo que faz alegremente e sem perder o optimismo nem a dignidade que lhe é característica. É então que conhece Idrissa, uma criança africana refugiada, que planeia chegar a Londres onde encontrará a família. Sem saber o que fazer àquela criança, decide levá-la consigo para casa e tornar-se seu protector. Porém, mesmo contra o cinismo da sociedade, dos problemas que acabam por surgir com a polícia e da doença que ameaça a vida de Arletty, ele não desiste da sua luta por um mundo melhor.

Realizado pelo finlandês Aki Kaurismäki e estreado na última edição do festival de Cannes, onde foi aplaudido pelo público e pela crítica, "Le Havre" ganhou o Fipresci — Prémio da Crítica Internacional e o Prémio Louis Delluc, um dos mais prestigiantes galardões franceses.



Hoje, pelas 21h30, no Cine Solmar.