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segunda-feira, novembro 07, 2011
domingo, outubro 16, 2011
Iniciativas Conjuntas #6
Texto publicado no Edição Limitada- A convite do Diogo Lima, eis uma tentativa de expressar em palavras todas as sensações que a banda sonora de ESTRADA PERDIDA (David Lynch, 1997) é capaz de proporcionar.
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"Half the film is picture, the other half is sound. They've got to work together. I keep saying that there are ten sounds that will be correct and if you get one of them, you're there. But there are thousands that are incorrect, so you just have to keep on letting it talk to you and feel it. It's not an intellectual sort of thing." David Lynch
O Inferno pode ser terrestre e David Lynch provou-o, sonora e visualmente, em ESTRADA PERDIDA, filme de 1997 e, provavelmente, um dos objectos cinematográficos mais estranhos, envolventes e fascinantes (não necessariamente por esta ordem) daquela década. Longe de uma visão Boschiana ou Dantesca do pior destino que pode ser reservado a um pecador no sentido religioso do termo, Lynch oferece-nos a perspectiva bem mundana de uma dimensão simultaneamente caótica, ubíqua, labiríntica, traiçoeira, sinistra, lasciva e surreal situada numa pequena cidade do centro dos Estados Unidos da América, de onde não existe fuga possível — nem sequer através da metamorfose...
O sentido (isto no caso de possuir um...) é o menor dos encantos de ESTRADA PERDIDA, pois prova que o Cinema é, no seu estado bruto, uma experiência sensorial da qual se obtêm, ou não, estados emocionais. Tentar compreender a história revela-se exercício infrutífero, inútil e impeditivo da fruição completa deste ambiente humanamente diabólico congeminado por David Lynch, portanto não gastarei latim a elaborar teorias freudianas sobre o filme nem analisarei profusamente a (belíssima, diga-se de passagem) direcção de fotografia de Peter Deming. No Edição Limitada fala-se de música, a ela me limitarei.
Tão estranha e improvável quanto o filme, a banda sonora é um dos principais cartões-de-visita de ESTRADA PERDIDA. Luciferina colectânea de originais e temas célebres, reúne electrónica, acid jazz, heavy metal, industrial rock, dream pop e bossa nova nas mesmas duas horas de metragem — acredito que a sonoridade no Inferno não andará longe desta "algaraviada" de géneros musicais — e protagonizada por "almas atormentadas" que dão pelo nome de David Bowie, Marilyn Manson, Trent Reznor, Billy Corgan, Till Lindemann, Tom Jobim e Barry Adamson.
Ouvir as vinte e três faixas deste álbum é assimilar metade da experiência justaposta em ESTRADA PERDIDA, e não digo isto de forma pejorativa. Lynch sempre foi um cineasta preocupado com o sound design dos seus filmes (nunca há um momento de total silêncio, tudo emite ruído), a música e sua subversão são suportes fundamentais à atmosfera, as filmagens (coreografias?) são planeadas em função de temas previamente estabelecidos para cada sequência.
Se ESTRADA PERDIDA é o trunfo sensorial que acima referi, a sua banda sonora, inadvertidamente, contribuiu para o estatuto de culto que o filme hoje possui e, pela sua diversidade, afigurou-se como uma das melhores bandas sonoras não-instrumentais alguma vez concebidas. Mesmo que demonstre laivos de incoerente ou raie o hiper-comercial, é impossível não a ouvir e elogiar.
Não é verdade que o muito apetecível é sempre o que mais se afigura como pecado mortal?
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Obrigado, Diogo, pelo convite!
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"Half the film is picture, the other half is sound. They've got to work together. I keep saying that there are ten sounds that will be correct and if you get one of them, you're there. But there are thousands that are incorrect, so you just have to keep on letting it talk to you and feel it. It's not an intellectual sort of thing." David Lynch
O Inferno pode ser terrestre e David Lynch provou-o, sonora e visualmente, em ESTRADA PERDIDA, filme de 1997 e, provavelmente, um dos objectos cinematográficos mais estranhos, envolventes e fascinantes (não necessariamente por esta ordem) daquela década. Longe de uma visão Boschiana ou Dantesca do pior destino que pode ser reservado a um pecador no sentido religioso do termo, Lynch oferece-nos a perspectiva bem mundana de uma dimensão simultaneamente caótica, ubíqua, labiríntica, traiçoeira, sinistra, lasciva e surreal situada numa pequena cidade do centro dos Estados Unidos da América, de onde não existe fuga possível — nem sequer através da metamorfose...
O sentido (isto no caso de possuir um...) é o menor dos encantos de ESTRADA PERDIDA, pois prova que o Cinema é, no seu estado bruto, uma experiência sensorial da qual se obtêm, ou não, estados emocionais. Tentar compreender a história revela-se exercício infrutífero, inútil e impeditivo da fruição completa deste ambiente humanamente diabólico congeminado por David Lynch, portanto não gastarei latim a elaborar teorias freudianas sobre o filme nem analisarei profusamente a (belíssima, diga-se de passagem) direcção de fotografia de Peter Deming. No Edição Limitada fala-se de música, a ela me limitarei.
Tão estranha e improvável quanto o filme, a banda sonora é um dos principais cartões-de-visita de ESTRADA PERDIDA. Luciferina colectânea de originais e temas célebres, reúne electrónica, acid jazz, heavy metal, industrial rock, dream pop e bossa nova nas mesmas duas horas de metragem — acredito que a sonoridade no Inferno não andará longe desta "algaraviada" de géneros musicais — e protagonizada por "almas atormentadas" que dão pelo nome de David Bowie, Marilyn Manson, Trent Reznor, Billy Corgan, Till Lindemann, Tom Jobim e Barry Adamson.
Ouvir as vinte e três faixas deste álbum é assimilar metade da experiência justaposta em ESTRADA PERDIDA, e não digo isto de forma pejorativa. Lynch sempre foi um cineasta preocupado com o sound design dos seus filmes (nunca há um momento de total silêncio, tudo emite ruído), a música e sua subversão são suportes fundamentais à atmosfera, as filmagens (coreografias?) são planeadas em função de temas previamente estabelecidos para cada sequência.
Se ESTRADA PERDIDA é o trunfo sensorial que acima referi, a sua banda sonora, inadvertidamente, contribuiu para o estatuto de culto que o filme hoje possui e, pela sua diversidade, afigurou-se como uma das melhores bandas sonoras não-instrumentais alguma vez concebidas. Mesmo que demonstre laivos de incoerente ou raie o hiper-comercial, é impossível não a ouvir e elogiar.
Não é verdade que o muito apetecível é sempre o que mais se afigura como pecado mortal?
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Obrigado, Diogo, pelo convite!
quarta-feira, julho 13, 2011
#17

... segundo o David Martins, do blog Cine31:
Desde a infância os meus temas favoritos sempre envolveram o reino do fantástico e da ficção cientifica (esses géneros tão subestimados), o que explica grande parte dos filmes que revejo ou sinto vontade de rever mais vezes:
O SENHOR DOS ANÉIS — A IRMANDADE DO ANEL
(2001, The Lord of the Rings: The Fellowship of the Ring, Peter Jackson)

Um épico fruto do amor pela obra escrita, renascido no grande ecrã.
MATRIX
(1999, The Matrix, Larry e Andy Wachowski)

A revolução no modo de encenar a acção cinematográfica.
CINEMA PARAÍSO
(1988, Nuovo Cinema Paradiso, Giuseppe Tornatore)

Uma visão romântica e cruel da devoção de vidas ao cinema.
DUNA
(1984, Dune, David Lynch)

Um filme de ficção atípico e subvalorizado.
A GUERRA DAS ESTRELAS
(1977, Star Wars: Episode IV — A New Hope, George Lucas)

Até ao momento, o filme que já vi mais vezes. Não me perguntem quantas, que já perdi a conta.
STAR TREK — O CAMINHO DAS ESTRELAS
(1979, Star Trek: The Motion Picture, Robert Wise)

Um filme lento, mas deslumbrante.
O TIGRE E O DRAGÃO
(2000, Wo hu cang long, Ang Lee)

Uma mistura única de poesia e artes marciais.
KILL BILL — A VINGANÇA
(2003, Kill Bill: Vol. 1, Quentin Tarantino)

Uma montanha de referências culturais que pariu um filme monumentalmente delicioso.
CONTACTO
(1997, Contact, Robert Zemeckis)

Uma inteligente hipótese sobre a próxima fronteira da espécie humana.
NAUSICAÄ OF THE VALLEY OF THE WIND
(1984, Kaze no tani no Naushika, Hayao Miyazaki)

Uma das primeiras obras-primas de Miyazaki.
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Obrigado, David, pela tua participação!
sábado, junho 25, 2011
#14

... segundo o Francisco Rocha, do blog My One Thousand Movies:
1. BLADE RUNNER — PERIGO IMINENTE
(1982, Blade Runner, Ridley Scott)

2. JOHNNY GUITAR
(1954, Johnny Guitar, Nicholas Ray)

3. A DESAPARECIDA
(1956, The Searchers, John Ford)

4. ESTRADA PERDIDA
(1997, Lost Highway, David Lynch)

5. A SEDE DO MAL
(1958, Touch of Evil, Orson Welles)

6. HENRY: A SOMBRA DE UM ASSASSINO
(1986, Henry — Portrait of a Serial Killer, John McNaughton)

7. DO FUNDO DO CORAÇÃO
(1982, One From the Heart, Francis Ford Coppola)

8. STALKER
(1979, Stalker, Andrei Tarkovsky)

9. A HORA DO LOBO
(1968, Vargtimmen, Ingmar Bergman)

10. ACONTECEU NO OESTE
(1968, C'era Una Volta il West, Sergio Leone)

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Obrigado, Francisco, pela tua participação!
segunda-feira, junho 06, 2011
#13

... segundo as palavras do Pedro Ponte, do blog Ante-Cinema:
1. JULES E JIM
(1962, Jules et Jim, François Truffaut)

O epítome da Nouvelle Vague e de tudo o que Truffaut fez ao longo de três décadas. Um filme provocante, absurdamente romântico, idealista e trágico.
2. 8½
(1963, 8½, Federico Fellini)

Uma obra absolutamente essencial para compreender não apenas o cinema mas também o processo criativo em si, incida ele sobre que forma de arte incidir.
3. DR. ESTRANHO AMOR
(1964, Dr. Strangelove or: How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb, Stanley Kubrick)

O primeiro filme que me vem à cabeça quando penso em Kubrick não é 2001 ou LARANJA MECÂNICA, mas sim o mais atípico da sua carreira. Uma das coisas mais brilhantes já filmadas; uma criação nascida de um idealismo profundamente anti-guerra mas também de um humor do mais negro concebível.
4. A MULHER QUE VIVEU DUAS VEZES
(1958, Vertigo, Alfred Hitchcock)

A essência do cinema de Hitchcock. Um filme fabuloso, que nunca deixará de desafiar, intrigar e perturbar — tudo o que Hitch adorava fazer.
5. VELUDO AZUL
(1986, Blue Velvet, David Lynch)

Um dos primeiros filmes a despertar em mim coisas que não fazia ideia sequer que existiam. Capaz de chocar, frustrar e maravilhar, é em muitos sentidos o filme mais 'Lynchiano' já feito: surreal em imagens e ao mesmo tempo realista na forma como aborda temas como a sexualidade e a natureza boa vs. má do Homem.
6. ANNIE HALL
(1977, Annie Hall, Woody Allen)

Tudo aquilo a que Woody Allen se dedicou estudar (por detrás do humor, das neuroses, do intelectualismo) está presente neste maravilhoso filme: um olhar memorável e hilariante sobre as relações contemporâneas. Dos poucos filmes que posso — e poderei — rever todos os anos durante toda a minha vida.
7. PULP FICTION
(1994, Pulp Fiction, Quentin Tarantino)

Muito mais que um simples ícone da cultura popular ou um marco dos anos 90. Ironicamente moralista, tendo em conta o quão violento, sádico e profano consegue ser e pela forma como Tarantino se diverte genuinamente a "brincar" com a facilidade do Homem em escolher a violência e o crime, mantém-se até hoje como um dos filmes mais solenemente realizados e escritos de sempre.
8. DISPONÍVEL PARA AMAR
(2000, In the Mood for Love, Wong Kar-wai)

Descobri Wong Kar-wai tarde, mas talvez seja quem me ensinou que é possível captar a essência da beleza em filme. Eventualmente o filme mais belo que vi até hoje.
9. O FABULOSO DESTINO DE AMÉLIE
(2001, Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain, Jean-Pierre Jeunet)

Anti-cinismo puro, deliciosamente romântico e encantador. Uma autêntica dose de encanto e pura inocência, cada vez mais raros nos dias de hoje.
10. O REI LEÃO
(1994, The Lion King, Roger Allers e Rob Minkoff)

Para terminar (mas sem dar demasiada relevância à ordem), o filme que mais me terá marcado até hoje, por ter sido a primeira experiência dentro de uma sala de cinema e, como tal, inesquecível. Expoente máximo (a par de A BELA E O MONSTRO) da segunda vaga da Disney, continua a ser exactamente o mesmo filme que foi no longínquo inverno
de 94: mágico, encantador, possuidor de valores familiares muitas vezes esquecidos, relevante para o crescimento de qualquer pessoa e para relembrar os que já cresceram de coisas importantes, muitas vezes esquecidas pelo caminho.
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Obrigado, Pedro, pela tua participação!
quinta-feira, abril 28, 2011
#7

... segundo a opinião e discurso directo do Edgar Ascensão a.k.a. brain-mixer, do blog Brain-Mixer:
Qual Top mais ou Top Gun, este é o meu TOP
Já não é vergonha nenhuma um cinéfilo assumir o seu gosto por blockbusters. A predilecção pode passar por todos os géneros e estilos cinematográficos. A minha, essa, infelizmente não passa dos anos 80 para lá... Tendo nascido no início dessa década, cresci a ver os mesmos, as obras que se foram tornando cultura pop, de divindade audiovisual, de "nerdice" juvenil. Hoje, olho para trás e reparo que a bagagem que me acompanhou é pesada. Com qualidade. Incontornáveis.
Para mim (e todos os que concordarem), os melhores filmes que se podem eleger são aqueles que podemos ver e rever vezes sem conta, apesar de se lhe conhecer os diálogos, as surpresas, as acções de cor e salteado. Daqueles filmes que são tão conhecidos que ninguém tem a coragem de os atirar para o ar. Poderia banalizar a coisa e referir Citizen Kane ou algum filme de Truffaut. Não, isso não é carga para a minha bagagem... São sim, belezas como OS SALTEADORES DA ARCA PERDIDA, ASSALTO AO ARRANHA-CÉUS ou ROBOCOP — O POLÍCIA DO FUTURO. Estão em mim no antro dos intocáveis. As três dos 'eighties', os tais 80's. Antes disso? Retenho O BOM, O MAU E O VILÃO como o fenómeno que hoje perdura na minha neura.

(1981, Raiders of the Lost Ark, Steven Spielberg)

(1988, Die Hard, John McTierman)

(1987, Robocop, Paul Verhoeven)

(1966, Il buono, il brutto, il cattivo, Sergio Leone)
Viremos a página do calendário, EXTERMINADOR IMPLACÁVEL 2: O DIA DO JULGAMENTO e LÉON, O PROFISSIONAL são coisas cinemáticas assombrosas dos anos 90. Quem desmentir, que levante o dedo.

(1991, Terminator 2: Judgment Day, James Cameron)

(1994, Léon, Luc Besson)
Mais tarde concentro-me em algo mais complexo como CONTACTO e ESTRADA PERDIDA: Era um caminho que tomaria na minha vida, a das coisas intricadas.

(1997, Contact, Robert Zemeckis)

(1997, Lost Highway, David Lynch)
São os Brain-movies de gema, os quebra-cabeças que tanto refiro pela blogosfera fora. Na "nova" década surgem-me em catadupa. E QUERES SER JOHN MALKOVICH? sobrepõe-se a tantas obras-primas. Mas é com THE FOUNTAIN — O ÚLTIMO CAPÍTULO que percebo a essência da arte, da intimidade que o som pode ter com a imagem, e a narrativa me conseguir converter numa besta bipolar. Amo o filme.

(1999, Being John Malkovich, Spike Jonze)

(2006, The Fountain, Darren Aronofsky)
Mas não renego a minha "escola": Sim, os filmes podem ser arte, podem ser de autor, podem ser de culto. Mas sim, também podemos ter o prazer de nos deleitar com um riquíssimo blockbuster de vez em quando. Para isso, que nos prezem, façam-mos bons!
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Obrigado, Edgar, pela tua participação!
terça-feira, abril 19, 2011
#4

... segundo a opinião e palavras do João Bizarro, do blog CANTINHO DAS ARTES:
1. À BEIRA DO ABISMO
(1946, The Big Sleep, Howard Hawks)

Exemplo perfeito do film noir.
2. VELUDO AZUL
(1986, Blue Velvet, David Lynch)

Bizarro.
3. O PADRINHO
(1972, The Godfather, Francis Ford Coppola)

Porque foi o primeiro dos três e aquele que deu a conhecer ao mundo do cinema a família Corleone.
4. L.A. CONFIDENCIAL
(1997, L.A. Confidential, Curtis Hanson)

O melhor film noir dos tempos modernos.
5. INTRIGA INTERNACIONAL
(1959, North by Northwest, Alfred Hitchcock)

Numa lista dos filmes da Minha Vida tinha de surgir um do mestre. E este é dos melhores dele.
6. HÁ LODO NO CAIS
(1954, On the Waterfront, Elia Kazan)

A excelência ao serviço do cinema. Guião, direcção, representação.
7. ERA UMA VEZ NA AMÉRICA
(1984, Once Upon a Time in America, Sergio Leone)

Divinal.
8. OS SETE SAMURAIS
(1954, Shichinin no samurai, Akira Kurosawa)

Outro mestre da 7ª arte que deve figurar em qualquer lista dos melhores.
9. CREPÚSCULO DOS DEUSES
(1950, Sunset Blvd., Billy Wilder)

Um dos maiores clássicos de sempre. Visão aterradora da própria industria cinematográfica.
10. EL
(1953, El, Luis Buñuel)

Uma obra prima do mestre do expressionismo.
--//--
Obrigado, João, pela tua participação!
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