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domingo, janeiro 16, 2011

Susannah York (1939 — 2011)



«I did not want to have an image, be seen as the blue-eyed, golden-haired ingénue.»

Conhecida pela sua beleza e versatilidade, Susannah York foi um dos principais ícones femininos dos sixties, tanto pela sua presença no grande ecrã como por detalhes da sua vida privada.

Numa carreira que registou o seu auge durante as décadas de 60 e 70, a actriz britânica destacou-se em TOM JONES, ROMÂNTICO E AVENTUREIRO (1963), UM HOMEM PARA A ETERNIDADE (1966), OS CAVALOS TAMBÉM SE ABATEM (1969, pelo qual foi nomeada ao Óscar de Melhor Actriz Secundária), IMAGES (1972) e, no seu último mas memorável grande papel em Cinema, como a condenada mãe biológica do SUPER-HOMEM (1978).

Faleceu ontem, em Londres, vítima de doença prolongada.

segunda-feira, janeiro 10, 2011

Peter Yates (1929 — 2011)



«Will be fondly remembered among action fanatics for his groundbreaking direction of one of the baddest badass car chases in the history of cinema», Marc Campbell.

A carreira de Peter Yates conheceu imensos altos e baixos, contudo ninguém pode negar que o cineasta britânico deixou marca indelével na indústria norte-americana, concebendo alguns dos clássicos mais duradouros da história do Cinema.

Formado pela Royal Academy of Dramatic Art, Yates iniciou o seu percurso cinematográfico como assistente de realização, acompanhando, nessa tarefa, J. Lee Thompson em OS CANHÕES DE NAVARONE (1961) e Tony Richardson em A TASTE OF HONEY (1968).

Após a sua estreia como realizador em 1963, BULLITT (1968) — aquela icónica sequência, com dez minutos, de perseguição automóvel foi idealizada por ele —, OS QUATRO DA VIDA AIRADA (1979) e O COMPANHEIRO (1983) granjeou-lhe uma dedicada falange de adeptos e quatro nomeações aos Óscares.

Faleceu hoje, em Londres, vítima de doença prolongada.

segunda-feira, janeiro 03, 2011

Pete Postlethwaite (1946 — 2010)



«At the end of the day, acting is all about telling lies. We are professional imposters and the audience accept that.»

Steven Spielberg descreveu-o, uma vez, como o melhor actor do Mundo e se olharmos com atenção para a carreira de Pete Postlethwaite, é seguro afirmar que se tratou de um dos performers mais versáteis dos últimos anos.

Detentor de extenso background em produções teatrais londrinas, estreou-se em Cinema nos anos 70, mas foi na década de 90 que o seu nome alcançou reconhecimento crítico e público. Em 1993, deu finalmente nas vistas com EM NOME DO PAI, pelo qual foi nomeado ao Oscar de Melhor Actor Secundário.

Desde então, participou em vários títulos de grande apelo popular, nomeadamente OS SUSPEITOS DO COSTUME (1995), ROMEU + JULIETA (1996), O FIEL JARDINEIRO (2005) e A ORIGEM (2010).

Faleceu ontem, aos 64 anos, vítima de doença prolongada.

segunda-feira, dezembro 27, 2010

Bernard-Pierre Donnadieu (1949 — 2010)



«Quanto mais nos desvanecemos, mais se é discreto e se está presente.»

Para além de um extenso percurso no teatro e televisão, foi um dos secundários franceses de luxo para muitos realizadores que filmaram na Europa, nomeadamente Roman Polanski, Jean-Jacques Annaud, Claude Lelouch e Alain Resnais. O INQUILINO (1976) e UNS E OS OUTROS (1981) são dois títulos fundamentais da sua carreira.

Mas foi sob as ordens de Georges Lautner que Donnadieu chamou maior atenção, encarnando o inspector Farges em O PROFISSIONAL (1981), ao lado de Jean-Paul Belmondo.

Faleceu hoje, em Paris, vítima de doença prolongada.

quinta-feira, dezembro 16, 2010

Blake Edwards (1922 — 2010)



«Nunca seria capaz de aguentar os sofrimentos da vida se não a visse por uma perspectiva cómica».

Faleceu aquele que era considerado o maior mestre contemporâneo do cinema de humor, um "resistente" que sempre lutou pela integridade da sua visão e identidade artísticas.

Blake Edwards começou por conquistar Hollywood com o mítico BONECA DE LUXO (1961), para logo de seguida criar uma das personagens mais icónicas da comédia cinematográfica: o Inspector Closeau, interpretado por Peter Sellers, em filmes como A PANTERA COR-DE-ROSA (1963) e THE PINK PANTHER STRIKES AGAIN (1976). Também com a colaboração de Sellers, realizou A FESTA (1968), uma comédia que não perdeu qualquer do seu poder hilariante.

Com o mesmo grau de sucesso crítico, Edwards também assinou outras obras imprescindíveis: ESCRAVOS DO VÍCIO (1962, o único filme dramático da sua carreira), UMA MULHER DE SONHO (1979) e VICTOR/VICTORIA (1982) — estes últimos dois protagonizados pela sua esposa, Julie Andrews.

Faleceu hoje, aos 88 anos, vítima de complicações derivadas de pneumonia.

Jean Rollin (1938 — 2010)



«Nunca existiu uma verdadeira tradição do Cinema fantástico em França».

É costume afirmar-se que um artista obtém maior reconhecimento depois do seu falecimento. O caso de Jean Rollin será, provavelmente, um dos mais flagrantes na comprovação dessa ideia.

Urge, portanto, descobrir a obra deste cineasta, que com LE VIOL DU VAMPIRE (1968) realizou o primeiro filme francês de vampiros. Foi um dos principais rostos do gore europeu, assinando os polémicos LE FRISSON DES VAMPIRES (1970), LES RAISINS DE LA MORT (1978) e FASCINATION (1979), filmes que se revelaram uma mistura de pornografia e terror gótico para espectadores elitistas.

Faleceu ontem, aos 72 anos, vítima de doença prolongada.

terça-feira, dezembro 07, 2010

Virgílio Teixeira (1917 — 2010)



«Se alguém conseguir fazer melhor nas mesmas circunstâncias, dou-lhe os meus parabéns, pois só eu e Deus sabemos quanto custou».

Apesar do seu carácter modesto e humilde, desenvolveu uma carreira invejável tanto a nível nacional como internacional, tendo trabalhado e contracenado junto dos melhores da sua época.

No grande ecrã português, foi JOSÉ DO TELHADO (1945) e o interesse romântico de Amália Rodrigues em FADO, HISTÓRIA D'UMA CANTADEIRA (1947).

Nos anos 50 e 60, iniciou aquele que seria o mais longo percurso de um actor luso em Hollywood, participando (mas nunca protagonista, fazia questão de o sublinhar) em filmes emblemáticos como EL CID (1961), A QUEDA DO IMPÉRIO ROMANO (1964) e DOUTOR JIVAGO (1965).

Faleceu no passado Domingo, na cidade do Funchal, vítima de problemas respiratórios.

terça-feira, novembro 30, 2010

Mario Monicelli (1915 — 2010)



«“All Italian comedy is dramatic. The situation is always dramatic, often tragic, but it’s treated in a humorous way. But people die in it, there’s no happy ending. That’s just what people like about it. The Italian comedy, the kind I make, always has this component».

Foi um dos mestres do estilo que ficou para a História como 'Comédia à Italiana', mas o anúncio do seu suicídio, ontem à noite, não poderia ter sido mais dramático.

Realizador e argumentista, foi um profissional sempre activo durante quase 70 anos de uma carreira multi-premiada. Conquistou o Leão de Ouro, em Veneza, por A GRANDE GUERRA (1959), foi candidato por várias vezes à Palma de Ouro com obras como POLÍCIA E LADRÃO (1951) e foi duplamente nomeado ao Óscar de Melhor Argumento Adaptado pelos filmes I COMPAGNI (1963) e CASANOVA '70 (1965).

A influência da sua visão e particular maneira de contar tragicomédias inspirou, sobretudo, cineastas norte-americanos, como são os exemplos admitidos de Woody Allen ou Alan Taylor.

Faleceu em Roma, aos 95 anos de idade.

segunda-feira, novembro 29, 2010

Irvin Kershner (1923 — 2010)



«There's nothing more interesting than the landscape of the human face».

O IMPÉRIO CONTRA-ATACA (1980) há-de ser sempre o meu filme favorito da saga GUERRA DAS ESTRELAS. Por isso, o nome de Irvin Kershner nunca abandonou aquele grupo restrito de cineastas que me cativaram, não obstante a curta ou pouco mediática carreira que formularam.

Realizador oriundo dos mundos da fotografia (leccionava esta arte na Universidade da Califórnia) e TV, constam ainda na sua filmografia NUNCA DIGAS NUNCA (capítulo "não oficial" das aventuras de 007 produzido em 1983), ROBOCOP 2 (1990) e estreou-se na interpretação com um pequeno papel em A ÚLTIMA TENTAÇÃO DE CRISTO (1988, de Martin Scorsese).

Faleceu hoje, em Los Angeles, de doença prolongada.

Leslie Nielsen (1926 — 2010)



«Doing nothing is very hard to do... you never know when you're finished».

Nas décadas de 80 e 90, o nome e rosto de Leslie Nielsen foram sinónimo de spoof movie, género de comédia que parodia filmes dramáticos ou de grande sucesso. Na sua carreira, ficaram para a memória colectiva títulos como AIRPLANE (1980) e ONDE PÁRA A POLÍCIA? (1988).

Segundo as palavras de Roger Ebert, era o "Laurence Olivier dos filmes cómicos". Mas a carreira de Nielsen começou em produções série B de ficção científica que, com os anos, geraram culto inigualável. Realce para PLANETA PROIBIDO (1956), onde a sua interpretação nunca faria adivinhar o percurso que o actor canadiano viria a trilhar nos últimos anos de vida.

Faleceu ontem, na Florida, vítima de complicações respiratórias.

quinta-feira, novembro 11, 2010

Dino De Laurentiis (1919 — 2010)



«Produzir filmes é uma questão de instinto».

"Lendário". É com esta palavra que, normalmente, se apresenta a obra cinematográfica de Dino de Laurentiis. Produtor de mais de 150 filmes, com uma vida inteira dedicada à Sétima Arte, teve um papel fundamental na afirmação de cineastas como Federico Fellini, Roger Vadim, Milos Forman ou David Lynch.

Na sua extensa filmografia como produtor, contam-se A ESTRADA (1954), BARBARELA (1968), o enorme sucesso financeiro de KING KONG (1976), RAGTIME (1981) e o polémico VELUDO AZUL (1986).

Faleceu hoje, aos 91 anos, na sua casa em Los Angeles.

terça-feira, outubro 05, 2010

Norman Wisdom (1915 — 2010)



«Não sei contar anedotas, por isso sempre me foi mais fácil simular uma queda para efeitos cómicos».

Foi o principal rosto do slapstick britânico, protagonizando mais de 20 películas durante os anos 50 e 60 onde explanou a sua personagem mais típica: o trapalhão que origina as piores situações por se encontrar no local errado à hora errada.

Da sua filmografia, destacam-se A LOJA DO DOIDO (1953, pelo qual foi galardoado com um BAFTA), O DOIDO FAZ TUDO (1955) e NORMAN JORNALISTA (1966).

Charles Chaplin elegeu-o como o seu "palhaço" favorito; a popularidade de Norman Wisdom na Albânia era imensa — aposto que hoje é dia de luto em Tirana — porque os seus filmes eram o único "produto" ocidental que o regime comunista de então permitia exibição; e, permitam-me este toque pessoal, era um dos actores favoritos do meu avô.

Faleceu ontem de causas naturais, aos 95 anos, na sua residência da Ilha de Man.

quinta-feira, setembro 30, 2010

Tony Curtis (1925 — 2010)



«A fama é outra profissão. Por isso, tenho duas profissões: a profissão de actor e a profissão de famoso.»

Com o seu cabelo escuro "ornamentalmente" encaracolado (que, sem dúvida, Elvis Presley imitou), olhos azul-claro e lábios carnudos, Tony Curtis representou o novo tipo de beleza masculina que se tornou moda nos inícios dos anos 50. Apesar disto, e de uma vigorosa heterossexualidade bastante publicitada, a sua carreira ficou marcada por papéis onde dominou a ambiguidade de género: a imitação de uma mulher em QUANTO MAIS QUENTE MELHOR (1959), um escravo que atrai o interesse de um Senador romano em SPARTACUS (1960) e um homem atraído por uma misteriosa loira que é a reencarnação do seu falecido melhor amigo em QUANDO ELA ERA ELE (1964).

Mas Tony Curtis também foi um actor de grande capacidade dramática, que combinava a ambição desmedida com profunda vulnerabilidade. Tal ficou patente em títulos como THE DEFIANT ONES (1958), ao lado de Sidney Poitier e pelo qual foi nomeado para um Óscar, THE BOSTON STRANGLER (1968) ou UMA NOITE INESQUECÍVEL (1985).

Do seu romance com Janet Leigh nasceu a actriz Jamie Lee Curtis, cujos representantes anunciaram, oficialmente, o falecimento de Tony Curtis, na sua casa em Las Vegas, vítima de paragem cardíaca.

Arthur Penn (1922 — 2010)



«Nunca existiu muito mercado para o que consigo fazer. Não estou interessado em fazer épicos espaciais ou filmes de adolescentes.»

Numa época em que os americanos apoiavam cowboys e polícias, Arthur Penn foi o primeiro a reinventar, respectivamente, os géneros do western e do policial e, subitamente, deixou plateias a desejarem pelo final feliz de índios e gangsters.

Oriundo do ambiente teatral da Broadway, durante a qual recebeu três nomeações para os Tony, estreou-se na Sétima Arte com O MILAGRE DE ANNE SULLIVAN (1962), um drama emocional que premiou Anne Bancroft e Patty Duke nos Óscares daquele ano. Mas foi com o monumental BONNIE E CLYDE (1967), exibindo um realismo na representação da violência como Hollywood nunca havia testemunhado, que o nome de Penn ficou registado na memória de milhões de espectadores.

Numa carreira com poucos títulos, destacam-se também O PEQUENO GRANDE HOMEM (1970) e DUELO NO MISSOURI (1976), os quais figuram nas listas dos melhores westerns de sempre.

Faleceu ontem em Nova Iorque, aos 88 anos, vítima de insuficiência cardíaca.

quarta-feira, setembro 29, 2010

Sally Menke (1953 — 2010)



«A sua montagem redefina a precisão», Todd McCarthy (crítico da Variety) sobre o seu trabalho em PULP FICTION.

Ninguém terá compreendido tão bem, e desde o início dessa colaboração, a "mecânica" das narrativas não-lineares de Quentin Tarantino como Sally Menke, a montadora de todos os seus filmes.

Nomeada ao Óscar por duas ocasiões — pelo seu trabalho em PULP FICTION (1994) e SACANAS SEM LEI (2009) —, a sua influência nas obras de Tarantino foi unanimemente considerada como fulcral e a quem o cineasta solicitava sempre opinião no aperfeiçoamento de argumentos ou para a escolha de actores.

O seu corpo foi encontrado ontem de manhã, já sem vida, numa ravina em Los Angeles, suspeitando-se que a causa do seu falecimento esteja relacionada com o extremo calor que se registou na passada Segunda-Feira. Tinha 56 anos.

terça-feira, setembro 28, 2010

Gloria Stuart (1910 — 2010)



«Quando terminei o curso no Liceu de Santa Monica, em 1927, fui eleita a rapariga com maiores hipóteses de sucesso. Nunca pensei que iria durar tanto tempo.»

As gerações mais novas reconhecerão a centenária Gloria Stuart na pela da versão idosa de Rose (Kate Winslet) em TITANIC (1997) — filme pelo qual arrecadou uma nomeação ao Óscar de Actriz Secundária, sendo, até ao presente, a actriz mais velha a consegui-lo.

Contudo, a carreira da actriz californiana atravessou sete décadas, tendo conhecido o seu ponto alto nos anos 30, com memoráveis participações em THE OLD DARK HOUSE (1932) e O HOMEM INVISÍVEL (1933).

Faleceu no passado Domingo, em Los Angeles, de causas naturais.

segunda-feira, setembro 13, 2010

Kevin McCarthy (1914 - 2010)



«Sempre tentei entrar no maior número possível de projectos. Eu amo trabalhar».

Para a maioria dos adeptos da Sétima Arte, Kevin McCarthy poderá não soar familiar. Mas este nativo de Seattle participou numa série de títulos de culto dos anos 50 e 60, num percurso artístico marcado pela multitude de obras a que associou o seu nome.

Tornou-se devidamente reconhecido, em 1956, com INVASION OF THE BODY SNATCHERS, talvez a versão mais icónica desta história de uma tenebrosa invasão extraterrestre. Mas McCarthy já possuía um interessante desempenho — e respectiva nomeação ao Óscar de Melhor Actor Secundário — em DEATH OF A SALESMAN (1951), onde ofuscou o maior estatuto de Fredric March.

Durante 50 anos de carreira, contam-se inúmeras participações em peças de teatro, série televisivas e nos filmes THE BEST MAN (1964, de Franklin J. Schaffner) e O UIVO DA FERA (1981, de Joe Dante).

Faleceu hoje, com 96 anos, de causas naturais.

domingo, setembro 12, 2010

Claude Chabrol (1930 - 2010)



«Só o mar produz "novas ondas".»

Sem ele não existiria a Nouvelle Vague, um dos movimentos mais radicais da História do Cinema, no qual se defendia uma nova abordagem à arte de fazer filmes — baseada num guião bem estruturado, realista, livre dos impedimentos financeiros dos estúdios e das correntes do star system.

Quando Chabrol realizou UM VINHO DIFÍCIL (1958), o seu primeiro filme, colocou de imediato estes princípios em prática, algo que se prolongaria numa carreira preenchida com mais de 70 títulos, dos quais se destacam LES COUSINS (1959, Urso de Ouro no Festival de Berlim), A MULHER INFIEL (1969), O CARNICEIRO (1970) e A CERIMÓNIA (1995).

Faleceu hoje, na sua casa em Paris, aos 80 anos.

segunda-feira, agosto 09, 2010

Patricia Neal (1926 - 2010)



«I think I was born stubborn, that's all.»

A vida pessoal de Patricia Neal possuiu tanto drama e tragédia como os papéis que representou no Cinema e no Teatro.

Não por acaso, foi na interpretação dramática que a actriz se notabilizou. Depois de afirmar-se em Hollywood no clássico de ficção-científica O DIA EM QUE A TERRA PAROU (1951), Neal participou nos emblemáticos UM ROSTO NA MULTIDÃO (1957), BONECA DE LUXO (1961) e, notavelmente, ao lado de Paul Newman em HUD — O MAIS SELVAGEM ENTRE MIL (1963), pelo qual arrecadou o Óscar de Melhor Actriz.

Uma série de aneurismas cerebrais, em 1965, obrigou Neal a empreender uma longa reabilitação física para readquirir locomoção e a fala. Um exemplo de luta e perseverança contra a adversidade — apesar da sua carreira, no grande ecrã, nunca mais ter conhecido êxito semelhante ao da década de 60. Nos últimos anos, espalhou o seu talento em diversas produções televisivas e teatrais.

Faleceu ontem, em Massachusetts, vítima de doença prolongada.

sexta-feira, julho 16, 2010

Vonetta McGee (1945 — 2010)



«Not many black actors had that opportunity to be in a movie where color doesn't matter».

Figura maior do blaxpoitation, Vonetta McGee conheceu uma meteórica mas curta ascensão durante os anos 70. Contudo, os títulos BLACULA (1972), HAMMER (1972) e SHAFT IN AFRICA (1973) garantiram-lhe a imortalidade para os cinéfilos adeptos dos filmes série B.

Apesar de repudiar o termo blaxpoitation (por considerar a inclusão da palavra 'black' como pejorativa), Vonetta McGee confessou que este foi o único género que lhe permitiu desempenhar personagens femininas "que tomam decisões". Indício de uma mulher de fortes convicções.

Faleceu hoje, aos 65 anos, vítima de problemas cardíacos.