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quinta-feira, junho 30, 2011

#15



... segundo o César Paulo Salema, do A Vida É Uma Magnólia, o primeiro blog não-cinéfilo a contribuir para esta iniciativa:

1. MAGNÓLIA
(1999, Magnolia, Paul Thomas Anderson)



Porque os sapos da nossa vida tombam dos outros céus, porque é difícil falar-se de vidas tão sérias de forma mais sublime...

2. COLISÃO
(2004, Crash, Paul Haggis)



Porque o toque no outro faz-nos sempre muito bem e seca as nossas indiferenças...

3. O MISTÉRIO DE OBERWALD
(1981, Il mistero di Oberwald, Michelangelo Antonioni)



Porque as águias têm sempre duas cabeças e o coração tem sempre três portas...

4. CINEMA PARAÍSO
(1988, Nuovo Cinema Paradiso, Giuseppe Tornatore)



Porque a Sétima Arte é a primeira e nunca ninguém a cantou tão bem...

5. O FABULOSO DESTINO DE AMÉLIE
(2001, Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain, Jean-Pierre Jeunet)



Porque sinceridade significa não ter máscaras («sem ceras», percebem?)...

6. O PACIENTE INGLÊS
(1996, The English Patient, Anthony Minghella)



Porque os poetas andam à solta mesmo nas páginas mais negras da nossa História e porque o Amor Maior vence sempre, mesmo que «post mortem»...

7. GOSFORD PARK
(2001, Gosford Park, Robert Altman)



Porque é o mais fantástico «policial» que vi até hoje e porque lá brilha Maggie Smith...

8. A BARREIRA INVISÍVEL
(1998, The Thin Red Line, Terrence Malick)



Porque ali tudo faz sentido, mesmo numa guerra sem sentido...

9. FALA COM ELA
(2002, Hable con ella, Pedro Almodóvar)



Porque as melhores palavras são aquelas que ficam por dizer, ao som de Caetano e valsando Pina Baush...

10. O CAÇADOR
(1978, The Deer Hunter, Michael Cimino)



Porque o absurdo vinga no Mundo, porque há sempre uma roleta russa a marcar-nos a vida...

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Obrigado, César, pela tua participação!

terça-feira, setembro 01, 2009

Festival de Veneza 2009



Arranca amanhã a 66ª Mostra Internacional de Arte Cinematográfica de Veneza, um dos festivais de Cinema mais conceituados da Sétima Arte e que será palco de algumas das antestreias mais interessantes de 2009.

Este ano, o júri é presidido por Ang Lee (realizador de O TIGRE E O DRAGÃO, 2000, e O SEGREDO DE BROKEBACK MOUNTAIN, 2005) e conta, entre outros, com os nomes de Sandrine Bonnaire e Joe Dante.

Da selecção oficial, o Keyzer Soze's Place destaca doze títulos que estarão em competição até ao dia 12 de Setembro:

  • SOUL KITCHEN, de Fatih Akin (Alemanha)



  • Realizador premiado em Cannes pelo argumento de DO OUTRO LADO (2007), Akin concorre pela primeira vez em Veneza com esta comédia agridoce sobre um jovem proprietário do restaurante cujo nome dá o título ao filme e as suas tentativas — com uma passagem por Shanghai — de recuperar o sucesso do seu negócio.

  • PERSÉCUTION, de Patrice Chéreau (França)



  • Daniel (Romain Duris) acompanha, incessantemente, os movimentos de Sonia (Charlotte Gainsbourg, cuja interpretação em ANTICHRIST, de Lars Von Trier, foi recentemente premiada em Cannes), a mulher por quem está apaixonado há mais de três anos. Entretanto, o próprio Daniel vê-se perseguido por um homem que se intromete na sua vida.

  • MR. NOBODY, de Jaco Van Dormael (França)



  • No ano 2092, época em que já é possível ir de férias a Marte, Nemo Nobody (Jared Leto) é o último mortal da Terra. Graças aos avanços da ciência, Nemo conta 120 anos e, no seu leito da morte, faz uma retrospectiva das três existências que poderia ter vivido. O regresso de um dos principais cineastas belgas da actualidade, tendo este filme de ficção-científica conhecido uma "gestação" de quase dez anos.

  • A SINGLE MAN, de Tom Ford (EUA)



  • O estilista norte-americano assinala a sua estreia na Sétima Arte com a história de George (Colin Firth), um professor universitário britânico que tenta ultrapassar a perda de Jim (Matthew Goode), o seu amante de longa data. Entretanto, a crise dos mísseis de Cuba, em 1962, domina as atenções do Mundo. Contando com Julianne Moore no elenco, este é um dos títulos que mais curiosidade irá gerar em Veneza.

  • BAD LIEUTENANT: PORT OF CALL NEW ORLEANS, de Werner Herzog (EUA)



  • Se é ou não um remake do controverso O POLÍCIA SEM LEI (1992, Abel Ferrara), o debate (ou seja, a troca de insultos entre Ferrara e Herzog) prolonga-se sem fim à vista. Quanto ao filme, centra-se em Terence McDonagh (Nicolas Cage), um detective de Nova Orleães, que mede forças com o dealer Big Fate ao mesmo tempo que luta com a sua dependência em cocaína, analgésicos e sexo.

  • THE ROAD, de John Hillcoat (EUA)



  • Com estreia prevista para Novembro de 2008, esta adaptação do romance de Cormac McCarthy (o mesmo autor de ESTE PAÍS NÃO É PARA VELHOS, dos irmãos Coen) só conhecerá distribuição comercial em Outubro próximo e há quem prenuncie a sua presença assídua nas entregas de prémios deste ano. Num cenário pós-apocalíptico, Viggo Mortensen interpreta um pai decidido em proteger o seu filho do estado de sítio em que o país, inexplicavelmente, mergulhou.

  • CAPITALISM: A LOVE STORY, de Michael Moore (EUA)



  • O documentarista mais polémico dos nossos tempos (BOWLING FOR COLUMBINE, 2002, e FAHRENHEIT 9/11, 2004) aponta a sua viperina atenção para o desastroso impacto do domínio corporativo-financeiro na vida quotidiana de milhões de pessoas em todo o mundo. Com humor e provocação, Moore explora, sobretudo, o preço que os EUA estão a pagar pelo seu «amor ao capitalismo».

  • 36 VUES DU PIC SAINT LOUP, de Jacques Rivette (França)



  • Um dia antes do início da tournée de Verão, o fundador e estrela maior de um pequeno circo morre subitamente. Numa tentativa de salvar a temporada, os membros da companhia recorrem a Kate (Jane Birkin), a filha mais velha do falecido, a qual, apesar de ter abandonado a actividade circense há mais de quinze anos, aceita o desafio. Com este filme, Jacques Rivette, o cineasta mais experimental da presente Nouvelle Vague francesa, é um dos grandes favoritos ao Leão de Ouro.

  • SURVIVAL OF THE DEAD, de George Romero (EUA)



  • Numa ilha costeira da América do Norte, os habitantes locais resistem a uma epidemia de mortos-vivos, demonstrando resistência (em matar os seus entes queridos afectados pela "maleita") e empenho (na busca por uma solução médica para os que se encontram zombificados). "Enésima" versão de George Romero sobre o tema dos mortos-vivos, este filme não deixa, contudo, de ser um dos pontos altos da presente edição da Biennale.

  • LIFE DURING WARTIME, de Todd Solondz (EUA)



  • Todd Solondz, realizador norte-americano de poucos consensos, já assumiu que esta é uma sequela não autorizada do "infame" HAPPINESS - FELICIDADE (1998), cujas personagens regressam à nossa presença motivados pela busca do amor, de redenção e do sentido da vida após os acontecimentos do primeiro filme.

  • BAARÌA — LA PORTA DEL VENTO, de Giuseppe Tornatore (Itália)



  • Divertida e melancólica história sobre o percurso, durante três gerações, de uma família Siciliana, vem assinada por um dos principais mestres cinematográficos deste género de películas, Giuseppe Tornatore (CINEMA PARAÍSO, 1988). Representa, também, mais um filme autobiográfico do cineasta italiano — "Baarìa", em calão siciliano, refere-se a Bagheria, a cidade natal do próprio Tornatore.

  • TETSUO: THE BULLET MAN, de Shinya Tsukamoto (Japão)



  • Após o sucesso internacional dos dois primeiros filmes deste franchising, Shinya Tsukamoto tentou convencer Quentin Tarantino a escrever uma nova versão de TETSUO (1989), desta vez situada nos EUA. Nunca produzido, o cineasta nipónico recuperou o projecto e apresenta a história de Anthony (Eric Bossick), um Americano a residir em Tóquio, cuja vida fica totalmente alterada após uma misteriosa e pessoal tragédia.


    N.B.: a lista detalhada de toda a programação do Festival de Veneza pode ser consultada aqui.