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sexta-feira, janeiro 13, 2012

Agent Provocateur



Paz de la Huerta, provavelmente a actriz da actualidade que mais pele exibe por metro de película [veja-se OS LIMITES DO CONTROLO (2009, Jim Jarmusch) ou ENTER THE VOID (2009, Gaspar Noé)], assume as "rédeas" da nova campanha da Agent Provocateur e personifica toda a sensualidade da marca, com algum cabedal à mistura, nuns esteticamente irresistíveis sessão fotográfica e vídeo de apresentação:









[Fonte: London Evening Standard.]

terça-feira, agosto 23, 2011

#21



... segundo o João Lameira, do blog Numa Paragem do 28:

Para evitar os óbvios escolhos das escolhas, criei para mim mesmo um critério: seleccionar filmes formativos da minha cinefilia. O que implica, obviamente, escolher algumas obras que, nesta altura da minha vida, já não considero primas. (Mas negá-las seria negar-me). Não vou destacá-las, descubram quais são. Nos outros filmes, continuo a vislumbrar grandeza: alguns foram vistos recentemente (um, dois anos), mas não são menos marcantes.

. BLOW OUT — EXPLOSÃO
(1981, Blow Out, Brian De Palma)



O final mais triste do cinema: não é unhappy, é sad. Ou como um grito é, ao mesmo tempo, instrumento de trabalho e de maceração. Depois de OBSESSION, a descida a fundo à obsessão De Palma (a que o próprio só voltaria e força anos mais tarde com FEMME FATALE).

. ERA UMA VEZ NA AMÉRICA
(1985, Once Upon a Time in America, Sergio Leone)



A memória (deturpada), a nostalgia (desfocada), de todos os yesterdays, sobre uma amizade masculina muito perto do amor homossexual. A mulher, aqui, é só mais uma arma de arremesso.

. RIO BRAVO
(1959, Rio Bravo, Howard Hawks)



De novo, a amizade masculina: um xerife, um bêbado, um coxo e um imberbe cantor vão passando o tempo enquanto não são atacados. A mulher, aqui, não assume o mesmo papel do homem, mas batalha com ele.

. OS CHAPÉUS DE CHUVA DE CHERBURGO
(1964, Les Parapluies de Cherbourg, Jacques Demy)



O amor romântico e juvenil, e o seu reverso: a vida. A gasolina nunca cheirou tão bom, assim (en)cantada.

. CONTO DE VERÃO
(1996, Conte d'été, Eric Rohmer)



Amores juvenis e pueris numa estância balnear. Melvil Poupaud haveria de regressar à praia, para morrer. Mas, neste filme, a morte ainda vem longe e é a vida pequenina (a vida) que comanda.

. PARA ALÉM DO PARAÍSO
(1984, Stranger Than Paradise, Jim Jarmusch)



Jovens perdidos em amores mais do que de amores. Lurie, Balint, Edson. Três músicos à deriva no grande mapa americano. A Nova Iorque dos anos 80 ergue-se para a nostalgia que não tardaria.

. BASQUIAT
(1996, Basquiat, Julian Schnabel)



A nostalgia da Nova Iorque dos anos 80 em flor. Schnabel disfarça-se de personagem e filma um dos poucos artistas que foram maiores do que ele (mesmo que tivesse de morrer). Jeffrey Wright mostrou-se como o grande actor da sua geração.

. OS DIAS DA RÁDIO
(1987, Radio Days, Woody Allen)



Outra nostalgia. Outra Nova Iorque. Queens dos anos 40, ou melhor, os sons que se ouviam em Queens nos anos 40. A melhor versão de AMARCORD.

. A COMÉDIA DE DEUS
(1995, A Comédia de Deus, João César Monteiro)



Ainda outra nostalgia: de uma Lisboa que se foi e não existe, que a morte de César Monteiro ajudou a empurrar. O segundo tomo, e o melhor, da grande trilogia do senhor João de Deus.

. SYNDROMES AND A CENTURY
(2006, Sang sattawat, Apichatpong Weerasethakul)



A grande revelação dos últimos dez anos. Um prazer no e pelo cinema que não sentia há muito, o maravilhamento absoluto.

--//--

Obrigado, João, pela tua participação!

domingo, abril 17, 2011

Críticas da Semana

Breve resumo dos principais filmes visualizados esta semana.

NO INVERNO HÁ UM ANO (2008), de Caroline Link



Um ano depois do suicídio de Alexander, a sua mãe, Eliane, encomenda a Max, pintor de renome, um quadro que reúna a imagem do adolescente com a sua irmã Lilli. Inicialmente reticente em fazer parte de tão mórbido retrato, criticando o carácter meramente decorativo que se pretende associar à morte do irmão, Lilli desenvolve uma ligação emocional com o artista, homem isolado do resto do mundo mas o único capaz de ver para lá da atitude resiliente que ela ostenta teimosamente.

Mais do que a história da família que procura reconciliar-se com uma tragédia ainda fresca na memória de todos os seus membros, NO INVERNO HÁ UM ANO expressa a vontade de explorar a essência encoberta e o anseio de erguer barreiras muitas vezes inerente à personalidade humana, algo demonstrado na forma como as personagens são filmadas atrás de superfícies espelhadas ou nos pormenores descortinados pela profundidade de campo e no que está ou não focado. Um profundo e sincero melodrama, ausente de clichés e dificilmente comparável a outros títulos, que merece ser visto.

OS LIMITES DO CONTROLO (2009), de Jim Jarmusch



Um homem solitário e misterioso mantém actividades que permanecem meticulosamente à margem da lei. O seu alvo não é divulgado e o seu destino é incerto. A sua viagem, paradoxalmente determinada como irreal, leva-o não só a percorrer Espanha mas também a sua própria consciência.

Só divulgados mesmo no final, os motivos da tarefa assumida pelo protagonista (de identidade sempre anónima) revelam-se aqui os menos importantes. Jim Jarmusch assina, sobretudo, um exercício de estilo repleto das suas habituais ironias e obsessões visuais, pautado por uma fotografia irrepreensível, onde a repetição, assim como o onirismo, tomam conta de um argumento labiríntico e anti-climático. Não sendo dos melhores do cineasta norte-americano, é um bom filme.

O RITUAL (2011), de Mikael Håfström



Michael, seminarista americano, é enviado para o Vaticano com o objectivo de estudar a prática do exorcismo, perante a qual expressa muitas reservas. Desafiando as próprias convicções dos seus superiores, Michael acompanha o padre Lucas — com centenas de exorcismos no seu "currículo" — e será testemunha de um perturbador caso de possessão demoníaca.

Anthony Hopkins em overacting há-de ser sempre um dos meus prazeres cinematográficos: ninguém pode negar que o seu desempenho é o melhor aspecto de um filme que, pela ausência de gratuitidade, seriedade e (dependendo no que cada um acredita) convicção com que aborda o tema do exorcismo, teria melhor potencial nas mãos de alguém menos fiel às regras do mercado. Mas (diabos me levem!) não vou mentir sobre o gáudio que, a espaços, O RITUAL me provocou...

UMA PEQUENA VINGANÇA (2004), de Jacob Aaron Estes



Numa pequena cidade do Oregon, um grupo de amigos engendra um plano para humilhar George, o bully da escola local. Sob o pretexto de uma falsa festa de aniversário, iniciam uma viagem de barco e, durante a mesma, George revela uma faceta desconhecida — um rapaz solitário e carente — e a inicial motivação do grupo é posta em causa.

Há pormenores exploratórios neste drama sobre pecado e responsabilidade que nem a inexperiência do seu realizador conseguem perdoar. O desenlace fatal, talvez demasiado previsível, parece adivinhar — e o filme só ganharia com isso — circunstâncias muito mais devastadoras do que a tímida contenção patenteada. Entre a "decepção", salienta-se o óbvio talento de Aaron Estes (uma sublime direcção de actores, com destaque para Scott Mechlowicz e Rory Culkin, o "benjamim" de um dos clãs mais notórios de jovens actores) para o qual é necessário encontrar o género adequado à sua inteira potencialização.

sexta-feira, maio 01, 2009

Hollywood Buzz #45

O que se diz lá fora acerca de THE LIMITS OF CONTROL:



«A nondramatic work best appreciated as a pure image-and-sound event.»
Manohla Dargis, New York Times.

«THE LIMITS OF CONTROL, even with its flow of star cameos (Tilda Swinton, Gael García Bernal, a frenetic Bill Murray), is a listless long pause that rarely refreshes.»
Owen Gleiberman, Entertainment Weekly.

«For those who prefer substance over style, THE LIMITS OF CONTROL has little to offer beyond the tedium of a half-baked storyline with undeveloped characters.»
James Berardinelli, ReelViews.

«It just feels tired and recycled -- the referencing of Rimbaud and Blake, the flagrant hipsterism that here falsifies rather than refreshes...the above-it-all attitude toward connecting on a human level.»
Todd McCarthy, Variety.

«With THE LIMITS OF CONTROL, Jim Jarmsuch gets tangled up in his own deadpan.»
Peter Travers, Rolling Stone.

domingo, abril 19, 2009

Movie Clipping



Notícias em destaque:

  • Coppola a preto e branco:



  • A última vez que o cineasta havia explorado as potencialidades do chiaroescuro data de 1983 e intitulava-se JUVENTUDE INQUIETA. De acordo com esta fonte, o próximo filme de Coppola, TETRO, será apresentado num formato cromático idêntico.
    A antestreia mundial de TETRO está prevista para Maio próximo, durante o Festival de Cannes.

  • Eis um filme que se vende pelas personagens:



  • Chama-se THE LIMITS OF CONTROL, é realizado por Jim Jarmusch e, para além do magnífico poster acima apresentado, possui o leque de personagens, à primeira vista, mais excêntrico e icónico do ano. As imagens dizem tudo:


    Isaach DeBankole


    Bill Murray


    Tilda Swinton


    Gael Garcia Bernal


    John Hurt


    Youki Kudoh


    Luis Tosar


    Alex Descas e Jean-Francois Stevenin

  • Brüno em grande estilo:

  • Depois do surreal trailer divulgado na passada semana, o marketing do novo filme de Sacha Baron Cohen, BRÜNO, dá a conhecer ao mundo o quão "fotogénico" é este personagem. Sendo eu um grande fã do que Cohen fez em BORAT, não receio em afirmar que isto promete...







    Novos Trailers:

  • THE COUNTESS



  • ANTICHRIST



  • HARRY POTTER AND THE HALF-BLOOD PRINCE



  • sábado, março 14, 2009

    Movie Clipping



    Notícias em destaque:

  • O futuro de Hollywood:

  • Segundo a Forbes, eis os 10 nomes com mais potencial de desenvolvimento. Neste link, é analisado o ranking de cada jovem actor, assim como os motivos para a sua inclusão na lista.

  • Scarlett Johansson expande o seu curriculum...:


  • ... em personagens baseadas de obras de banda desenhada. Depois de GHOST WORLD e THE SPIRIT, a actriz norte-americana personificará a Black Widow (uma assassina do KGB criada, entre outros, por Stan Lee nos anos 60), no segundo filme dedicado ao Homem de Ferro, com estreia prevista para 2010.

    Novos Trailers:

  • UP



  • BLOOD: THE LAST VAMPIRE



  • THE LIMITS OF CONTROL



  • DRAG ME TO HELL



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