Ao décimo primeiro e último dia de Festival, num atribulado anúncio marcado pela confusão na entrega de alguns dos prémios, o júri presidido por Michael Mann atribuiu o Leão de Ouro da 69ª edição do Festival de Veneza a PIETÀ, de Kim Ki-Duk.
Outro grande vencedor do certame é THE MASTER, com Paul Thomas Anderson a arrecadar o Leão de Prata (Melhor Realizador), enquanto Joaquin Phoenix e Philip Seymour Hoffman receberam, ex-aequo, a Coppa Volpi de Melhor Actor.
O prémio de Melhor Actriz foi para Hadas Yaron por LEMALE ET HA’CHALAL (de Rama Bursthein).
Prémio Marcello Mastroianni (Melhor Actor/Actriz Jovem): Fabrizio Falco, por LA BELLA ADDORMENTATA (Marco Bellocchio) e È STATO IL FIGLIO (Daniele Ciprí).
Nanni Moretti e restantes membros do Júri do 65º Festival de Cannes anunciaram, há poucas horas e durante a Cerimónia de Encerramento, os galardoados nas diversas categorias em Competição.
Apesar de uma presença considerável de títulos, o cinema norte-americano foi completamente sonegado aquando do anúncio dos vencedores. O mesmo sucedeu com HOLY MOTORS, de Leos Carax, e DE ROUILLE ET D'OS, de Jacques Audiard, várias vezes apontados, durante os últimos dias, como filmes a ter em conta no palmarés do presente Festival.
O palmarés da edição de 2012 ficou assim estabelecido:
«Se existir algum tema recorrente durante todo o filme, será o amor, amor não correspondido», Jeff Nichols, durante a conferência de imprensa para MUD.
«A very fine film about innocence, father figures and love, a work that manages to be thrilling, unsentimental and emotionally rewarding», Jason Solomons inThe Guardian.
«Confidently expanding his inquiry into the essence of American masculity, Nichols' latest pressure-cooker pastoral conjures a wily figure of endangered Southern chivalry whose name is... you guessed it», Peter Debruge inVariety.
«As unmoving as it is because aims so low that it doesn’t aspire to be anything other than a competent anti-fairy tale whose paint-by-number morals are enforced by equally obvious main protagonists», Simon Abrams inindieWIRE.
«Quis que fossem capazes de criar empatia, apesar de tudo. São grotescas, mas também bastante excêntricas», Im Sang-Soo, sobre as personagens de THE TASTE OF MONEY.
«Brilliantly lighted spectacular sets, glorious photography, fast paced action and plenty of Korean star power. But there is no real story to tell here, just a bunch of old fashioned, tired clichés», Dan Fainaru inScreenDaily.
«Even with such heady ingredients as sex, power and murder, there's little flavor to THE TASTE OF MONEY, a trite and tangled potboiler that, despite its polemical pretensions, is just a glorified Korean domestic drama with classier couture and shapelier champagne flutes», Maggie Lee inVariety.
«Fiz este filme mergulhando no meu próprio passado e no que concretizei com os meus trabalhos anteriores», Lee Daniels, durante a conferência de imprensa para THE PAPERBOY.
«This gripping, scary and queasily funny picture nurtures a dark threat which lurks like one of its gators just below the surface», Peter Bradshaw inThe Guardian.
«A risibly overheated, not unenjoyable slab of late-'60s Southern pulp trash, marked by a sticky, sweaty atmosphere of delirium and sexual frustration that only partly excuses the woozy ineptitude of the filmmaking», Justin Chang inVariety.
«Overstuffed with too many plots and themes and then festooned with loose plot threads and laughable images sticking out of it; it's like a dead porcupine, bloated with rot in the sun», James Rocchi inindieWIRE.
«Penso que é sempre melhor deixar que as coisas aconteçam naturalmente; mas tal não significa que o filme é pós-moderno. Possui uma lógica instintiva. Senti a necessidade de transformar tudo o que via», Carlos Reygadas sobre a concepção estética de POST TENEBRAS LUX.
«At its best, in glimmers, POST TENEBRAS LUX can be tender, touching and even oddly thrilling in its bold imagery and determination to take the path less travelled. But it's an opaque, unforthcoming, exasperating work all the same», Xan Brooks inThe Guardian.
«Auds will go for "perplexing," likely to be the kindest word used when describing this challenging non-story about a family living in the grandeur of Mexico's wilds, Jay Weissberg inVariety.
«Not a "good movie" in the classical sense of the term. But it sure is something else», Simon Abrams inindieWIRE.
. E já são conhecidos os primeiros laureados d0 65º Festival de Cannes. Na secção Semana da Crítica, AQUÍ Y ALLÁ, de Antonio Méndez Esparza, foi considerado como o Melhor Filme desta competição.
Todos os vencedores, incluindo curtas-metragens, podem ser consultados aqui.
Este foi mesmo o "ano da nostalgia". E não só pelo facto de O ARTISTA e A INVENÇÃO DE HUGO, duas obras imbuídas de um profundo espírito consagratório aos primeiros anos da Sétima Arte, terem arrecadado dez estatuetas, cinco para cada um.
A ausência de um sentimento de novidade (nem se fez sentir o "apelo" a uma franja mais jovem da audiência, não obstante Justin Bieber surgir a certa altura...) na cerimónia da 84ª entrega dos Óscares da Academia começou logo na prestação de Billy Crystal como anfitrião — pela nona vez, tal como o próprio fez questão de frisar assim que pisou o palco —, a repetir a sua habitual e já saudosa routine mas sem a "chama" nem a vitalidade de outros tempos. Talvez Jack Nicholson devesse mesmo ter comparecido à cerimónia...
E por falar em repetição, o mesmo substantivo pode ser aplicado aos resultados finais deste ano. Os vencedores foram todos os esperados e nem mesmo nas denominadas categorias técnicas se pode falar em surpresas. Assim, os principais vencedores foram:
. Melhor Filme: O ARTISTA
. Melhor Realizador: Michel Hazanavicius, por O ARTISTA
. Melhor Actor Principal: Jean Dujardin, por O ARTISTA
. Melhor Actriz Principal: Meryl Streep, por A DAMA DE FERRO
. Melhor Actor Secundário: Christopher Plummer, por ASSIM É O AMOR
. Melhor Actriz Secundária: Octavia Spencer, por AS SERVIÇAIS
. Melhor Filme Estrangeiro: UMA SEPARAÇÃO (Irão)
. Melhor Filme de Animação: RANGO
A lista detalhada dos vencedores pode ser consultada neste endereço.
Keyzer Soze é um personagem do filme de 1995, OS SUSPEITOS DO COSTUME.
Soze era o líder de uma secreta organização criminosa; a sua impiedosa personalidade e obscura influência granjeou-lhe um estatuto quase mítico entre agentes da lei e gangsters.
O seu papel no supreendente twist final do filme tornou-se num dos ícones da cultura popular dos anos 90.