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sexta-feira, abril 22, 2011

#5



... segundo a opinião e palavras do Pedro Duarte, do blog CLOSE UP!:

. MATRIX
(1999, The Matrix, Larry e Andy Wachowski)



Revolucionário.

. A ORIGEM
(2010, Inception, Christopher Nolan)



Imaginativo.

. SETE PECADOS MORTAIS
(1995, Se7en, David Fincher)



Melhor filme de serial-killers a que assisti.

. TRILOGIA REGRESSO AO FUTURO
((1985, 1989, 1990, Back to the Future, Robert Zemeckis)



Ficção científica do melhor com muito humor à mistura.

. LOS CRONOCRÍMENES
(2007, Los Cronocrímenes, Nacho Vigalondo)



A prova que é possível fazer um grande filme com um orçamento pequeno.

. BATMAN — O INÍCIO + O CAVALEIRO DAS TREVAS
(2005, Batman Begins + 2008, The Dark Knight, Christopher Nolan)



Muito mais do que dois filmes centrados num super-herói e os seus nemésis. Surpreendente!

. ULTIMATO
(2007, The Bourne Ultimatum, Paul Greengrass)



Acção pura e dura.

. O TERCEIRO PASSO
(2006, The Prestige, Christopher Nolan)



Para mim, o melhor filme desse grande realizador chamado Christopher Nolan. Fantástico, colossal!

. 300
(2006, 300, Zack Snyder)



Sangrento e visualmente espantoso. Um comic que toma vida diante dos nossos olhos.

. THE DEPARTED — ENTRE INIMIGOS
(2006, The Departed, Martin Scorsese)



Uma história bem contada, servida por um elenco cinco estrelas.

--//--

Obrigado, Pedro, pela tua participação!

sexta-feira, novembro 13, 2009

Hollywood Buzz #64

O que se diz lá fora sobre A CHRISTMAS CAROL, de Robert Zemeckis:



«The story that Dickens wrote in 1838 remains timeless, and if it's supercharged here with Scrooge swooping the London streets as freely as Superman, well, once you let ghosts into a movie, there's room for anything.»
Roger Ebert, Chicago Sun-Times.

«A branded piece of shiny seasonal entertainment.»
A.O. Scott, New York Times.

«Shortchanging traditional animation by literalizing it while robbing actors of their full range of facial expressiveness, the performance-capture technique favored by director Robert Zemeckis looks more than ever like the emperor's new clothes.»
Todd McCarthy, Variety.

«Disney's A CHRISTMAS CAROL is a marvelous and touching yuletide toy of a movie, and the miracle is that it goes right back to the gilded Victorian spirit of those black-and-white films of yore.»
Owen Gleiberman, Entertainment Weekly.

«A CHRISTMAS CAROL is, in its essence, a product reel, a showy, exuberant demonstration of the glories of motion capture, computer animation and 3D technology. On that level, it's a wow. On any emotional level, it's as cold as Marley's Ghost.»
Kirk Honeycutt, Hollywood Reporter.

terça-feira, outubro 27, 2009

5 Momentos Memoráveis

#5: O PALCO EM CINEMA

A relação entre o Cinema e as artes de palco são indissociáveis. Restam poucas dúvidas quanto à influência dos métodos da representação teatral nos actores que brilham no grande ecrã — aliás, a sua grande maioria possui background de teatro. Deste modo, abundam exemplos, em mais de 100 anos de Sétima Arte, em que estes dois meios se fundiram, sobretudo com vincados elementos musicais.

Foi precisamente esse factor musical que serviu de base à presente lista de cinco títulos, com a obrigatória menção honrosa, onde uma actuação em palco transformou-se num momento memorável para cinéfilos de todas as estirpes. Como sempre, aguardo as vossas opiniões e referência a outros filmes que, com toda a legitimidade, deveriam aqui figurar.

Menção Honrosa: A LEI DO DESEJO (1987), de Pedro Almodóvar



Se existe actriz a quem muita "instituição" (entre Hollywood e diversos festivais de cinema) está a dever reconhecimento é Carmen Maura. A sua carreira é transversal ao percurso ascendente de Pedro Almodóvar e constitui importante aliada no estatuto mundial do castelhano. Antes do irrepreensível MULHERES À BEIRA DE UM ATAQUE DE NERVOS, Maura surgiu como secundária em A LEI DO DESEJO onde interpretou Tina, uma actriz transexual com uma filha adoptiva chamada Ada.

Entre algumas passagens pela televisão, Tina destaca-se numa peça de teatro acompanhada da filha, ocasionando esta interessante sequência de um playback do clássico de Jacques Brel «Ne Me Quittes Pas» (aqui interpretado por Maysa Matarazzo). O palco preenche-se de surrealismo e humor subtis, repartindo a nossa atenção entre a figura angélica de Ada e a rajada destruidora de Tina.



5. MULHOLLAND DRIVE (2001), de David Lynch



No mais aclamado filme de Lynch da presente década, o cineasta elaborou uma lista com 10 pistas para desbloquear os segredos de MULHOLLAND DRIVE. Uma delas pedia que o espectador tivesse em consideração o "Que se sente, acontece e se reúne no Club Silencio?".

Confesso que, até à data, escapa-me a resposta à questão supracitada, contudo é inegável o factor "pertubador" das sequências decorridas naquele espaço, nomeadamente quando esta melancólica cantora, de seu nome Rebekah Del Rio, surge em palco debitando a versão espanhola e a cappella de «Crying», tema originalmente composto por Roy Orbinson. Uma brilhante actuação... até ao seu inesperado desfecho.



4. HORIZONTES DE GLÓRIA (1957), de Stanley Kubrick



Sequência única na história do Cinema, trata-se também da última cena do filme que, à época, afirmou Stanley Kubrick como um talento singular. Única porque nenhum outro filme de guerra (antes ou depois) alguma vez contrapôs um desenlace trágico (a execução de três soldados desobedientes) com imagens de encantamento por soldados desgastados e de aspecto pouco heróico pela voz de uma jovem prisioneira alemã, ao ponto de murmurarem os acordes de «Der treue Husar» e chorarem genuína e copiosamente.

Em jeito de curiosidade, esta deverá ter sido, também, uma das cenas mais pessoais do realizador. A cantora é interpretada por Susanne Christian, que estaria casada com Stanley Kubrick até ao falecimento deste.



3. QUEM TRAMOU ROGER RABBIT? (1988), de Robert Zemeckis



Filme revolucionário a nível tecnológico e que, não obstante a imensidão de efeitos visuais, ostenta um dos argumentos mais equilibrados dos anos 80, ficou marcado pelas imagens da inesquecível primeira aparição de uma animada e estonteante Jessica Rabbit a cantar «Why Don't You Do Right?» e respectiva estupefacção do público. Uma reacção motivada pelos atributos de Jessica, a qual se justificaria, pela áspera voz de Kathleen Turner, «I'm not bad. I'm just drawn that way»...

De notar a conjunção das diversas influências que serviram de base à criação de Jessica Rabbit: Rita Hayworth em GILDA (1946), Gene Tierney em LAURA (1944), Lana Turner em O DESTINO BATE À PORTA (1946) e, de forma mais evidente, o jogo do "revela e esconde" característico dos penteados de Veronica Lake.



2. VELVET GOLDMINE (1998), de Todd Haynes



De entre as (boas) várias razões para considerar VELVET GOLDMINE como um dos filmes mais originais dos anos 90, conta-se a figura de Curt Wild, um monstro do Rock hipersexualizado, um decalque não assumido de Iggy Pop e que tem tanto de atraente como de repulsivo.

Ewan McGregor despe-se (literalmente) de preconceitos e, na primeira aparição do seu personagem em palco, interpretando «TV Eye» (lá está, um tema habitualmente cantado por Iggy Pop), arrebata por completo o filme e o espectador. Em nota pessoal, confesso as saudades que tenho do "sacrifício" à arte de representar que McGregor exibia no início da sua carreira...
[Aviso que esta é uma daquelas sequências com direito a "bolinha vermelha".]



1. FARINELLI (1994), de Gérard Corbiau



Ferir o orgulho de um rico, talentoso e egocêntrico artista — e Carlo 'Farinelli' Broschi era isto e muito mais — pode ser muito arriscado. Gérard Corbiau filmou a vida do mais famoso castrato do Séc. XVIII, numa obra que alguns apelidaram de "sex, drugs and opera", em 1994, o ano das super-produções europeias (A RAINHA MARGOT, por exemplo, estreou naquela altura).

Esta sequência de FARINELLI arrecada o primeiro lugar deste top de momentos memoráveis pelos inúmeros detalhes que patenteia: a fabulosa direcção artística, recriando o ambiente, físico e humano, dos teatros da época; a montagem de efeitos sonoros, na qual o distinto som dos castrati foi desenvolvido através da fusão das vozes de um contratenor masculino e uma soprano feminina; e o timing perfeito no crescendo de indignação do artista que não admitia, aos seus espectadores, qualquer emoção que não fosse o êxtase...