quarta-feira, dezembro 31, 2008

Óscares de Marketing Cinematográfico: os vencedores!

Eis chegado o momento tão aguardado.

Sem mais demoras, aqui ficam os vencedores (e, digamos, os "vice-campeões") da 1ª edição dos «Óscares de Marketing Cinematográfico», iniciativa do Keyzer Soze's Place:

A) Melhor Poster de 2008

ANTES QUE O DIABO SAIBA QUE MORRESTE


2º lugar: NOME DE CÓDIGO: CLOVERFIELD


B) Melhor Trailer de 2008

O ASSASSÍNIO DE JESSE JAMES PELO COBARDE ROBERT FORD


2º lugar: HAVERÁ SANGUE


C) Melhor Site Oficial de 2008

PERSEPOLIS


2º lugar: O LADO SELVAGEM


D) Melhor Campanha Publicitária de 2008

THE DARK KNIGHT — O CAVALEIRO DAS TREVAS

2º lugar: NOME DE CÓDIGO: CLOVERFIELD

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A todos os que participaram, comentaram e visitaram a iniciativa, o meu profundo obrigado!

Votos de um Feliz 2009!



Óscares de Marketing Cinematográfico: contagem decrescente...

... para o anúncio dos resultados.

A votação foi intensa — aproveito para agradecer, desde já, a todos os que enviaram as suas preferências — e a iniciativa, para uma primeira edição, salda-se num motivador sucesso de participação e interesse por parte da comunidade blogger.

Comprometo-me a repetir estes Óscares para o próximo ano, melhorando o sistema de votação — não ficarei impávido e sereno perante as dificuldades que alguns de vós encontraram em enviar o seu voto pelo formulário...

Mais logo, serão aqui publicados os vencedores. Até lá, a votação continua aberta para quem ainda não a fez.

terça-feira, dezembro 30, 2008

Vogue

Anne Hathaway não perde, com os anos, aquele ar amistoso e de menina bem comportada, bem ao jeito da eterna sucessora de Julia Roberts como a "namoradinha" da América.

Nem mesmo com alguns títulos considerados adultos na sua filmografia — como é o caso de O SEGREDO DE BROKEBACK MOUNTAIN (2005) — ou a perspectiva de arrecadar um Óscar pelo novo filme de Jonathan Demme, RACHEL GETTING MARRIED, Hathaway prossegue não faz pejo em capitalizar o look juvenil que a celebrizou.

E a sessão fotográfica que protagoniza para a Vogue Americana do próximo mês de Janeiro é testemunha disto mesmo:









sexta-feira, dezembro 26, 2008

Hollywood Buzz #38

O que se diz lá fora acerca de THE CURIOUS CASE OF BENJAMIN BUTTON:



«Given the resources and talent here, quite a movie might have resulted. But it's so hard to care about this story. There is no lesson to be learned. No catharsis is possible.»
Roger Ebert, Chicago Sun-Times.

«An extravagantly ambitious movie that's easy to admire but a challenge to love.»
Lisa Schwarzbaum, Entertainment Weekly.

«Many may see this as a more grown-up version of FORREST GUMP, but it feels to me like something from the pen of Charlie Kaufman, who enjoys playing with time and conventions in much the way Fincher and Roth do here.»
James Berardinelli, ReelViews.

«Though Hollywood suits have been trying to make it for decades, "THE CURIOUS CASE OF BENJAMIN BUTTON" is not a project that cries out to be filmed. Now that it's finally been turned into a major motion picture, complete with megawatt stars Brad Pitt and Cate Blanchett, you have to wonder why everyone bothered.»
Kenneth Turan, Los Angeles Times.

«THE CURIOUS CASE OF BENJAMIN BUTTON [...], is a slender piece of whimsy, a charming fantasy about a man who ages in reverse, descending through the years from newborn senescence to terminal infancy.»
A.O. Scott, New York Times.

quarta-feira, dezembro 24, 2008

Feliz Natal!

...Ao som de "Christmas in Heaven", pelos impagáveis Monty Python:



Movie Clipping



Notícias em destaque:

  • Stephen King enumera o seu top 10 de 2008:

  • Disponível aqui. E com THE DARK KNIGHT - O CAVALEIRO DAS TREVAS em primeiro lugar...

  • Mais um top de 2008...

  • ...e merecedor de "bolinha vermelha". O sempre atento Joblo publicou, esta semana, as suas escolhas para as Cenas Mais Quentes do ano. Conteúdos escaldantes, a ver com discrição e por conta própria...

    Novos trailers:

  • NIGHT AT THE MUSEUM 2: BATTLE OF THE SMITHSONIAN



  • STATE OF PLAY



  • 2008: As Decepções

    Depois da anterior publicação dos melhores filmes de 2008, de acordo com o Keyzer Soze's Place, é chegado o momento de dar "espaço" aos títulos que constituíram o menos positivo do ano.

    Uma ou outra escolha poderá ser, aos vossos olhos, polémica, mas estou sempre disponível para acolher opiniões.


    SPEED RACER


    Quatro filmes depois (BOUND - SEM LIMITES e a trilogia MATRIX) e com a decente produção de V DE VINGANÇA, é (ainda?) impossível definir o calibre dos irmãos Wachowski enquanto cineastas. SPEED RACER contribui, decisivamente, para esta dúvida. Argumento sem rumo, personagens unidimensionais e cores berrantes a explodir no ecrã não são sinónimo de cinema de entretenimento - e nem o claro desejo de o promover junto de públicos mais jovens salva este "desastre digital".


    JUMPER


    Apesar da sua auspiciosa premissa, JUMPER torna-se rapidamente numa obra cansativa. O «efeito-fascínio» com que nos é apresentada a capacidade do protagonista em mudar, espacial e temporalmente, a sua localização dura pouco menos de meia hora, e recordo-me perfeitamente de desejar que o filme "saltasse" para os créditos finais com a mesma rapidez. O meu desabafo não fica por aqui: Hayden Christensen prova que tem muito a melhorar enquanto aspirante a protagonista de actioners e Samuel L. Jackson necessita de maior ponderação nas suas escolhas.


    PONTO DE MIRA


    Promovido com a chancela de conceber o Efeito Rashomon mais radical e excitante do ano, PONTO DE MIRA sofre, infelizmente, de um argumento pouco inspirado, inverosímil e com imensos buracos "por tapar". O seu talentoso elenco é esforçado na tentativa de imprimir alguma coerência, mas nem assim se consegue evitar a tragédia. E não me refiro à retratada na película, mas sim à do filme inteiro.


    MICHAEL CLAYTON - UMA QUESTÃO DE CONSCIÊNCIA


    Exceptuando o fantástico desempenho de Tom Wilkinson (sobretudo o virtuosismo daquele seu monólogo no início do filme), este thriller corporativo nunca consegue atingir um patamar qualitativo idêntico, resvalando numa série de sequências pouco entusiasmantes e personagens sem carisma, tornando este MICHAEL CLAYTON num dos filmes mais sobrevalorizados do ano. Quanto ao Óscar atribuído a Tilda Swinton, ainda hoje cismo sobre como tal foi possível...


    MY BLUEBERRY NIGHTS - O SABOR DO AMOR


    Wong Kar-Wai (realizador dos fascinantes CHUNGKING EXPRESS e 2046) prova que nem sempre acerta. A sua estreia numa produção norte-americana não foi das melhores, e fico à espera da sua breve remissão. Desde os seus tremendos erros de casting, sendo o caso de Norah Jones o mais flagrante, até à indecisão do tom a dar ao filme, MY BLUEBERRY NIGHTS constitui uma experiência de imediato esquecimento.

    terça-feira, dezembro 23, 2008

    2008: Os Melhores

    E chegamos à inevitável época de balanço do ano que agora termina. Como já é tradição no Keyzer Soze's Place, deixo-vos com o Top 10 dos melhores filmes de 2008, de acordo com este "autor":


    HAVERÁ SANGUE


    Um filme completo em todos os sentidos, começando pelo brilhantismo da (multipremiada) interpretação de Daniel Day-Lewis até ao fantástico trabalho de recriação histórica dos primórdios da exploração do petróleo nos EUA. Destaque também para a forma como esta história de ambição e crueldade ecoa com a situação económica dos nossos dias. É a confirmação de Paul Thomas Anderson como o cineasta maior da sua geração.


    TEMPESTADE TROPICAL


    A melhor comédia de 2008, constitui uma prova final do que pode acontecer quando se dá "rédea solta" aos ímpetos criativos de Ben Stiller, que aqui acumulou os cargos de protagonista, realizador, argumentista e produtor. Mais do que uma sátira mordaz aos meandros da fama e poder instituídos em Hollywood, TEMPESTADE TROPICAL vive das suas interpretações, nas quais se destacam Robert Downey Jr. e um irreconhecível Tom Cruise no seu papel mais "louco" desde MAGNÓLIA.


    THE DARK KNIGHT - O CAVALEIRO DAS TREVAS


    A interpretação de Heath Ledger é assombrosa, mas todo o filme consegue fazer-lhe frente. Como se estivesse a adaptar uma versão em banda desenhada de HEAT - CIDADE SOB PRESSÃO, Christopher Nolan concebeu um épico urbano onde as personagens, apesar das suas "origens cartoon", têm espaço privilegiado entre todos os (fantásticos) efeitos especiais do filme. Após o seu retumbante sucesso, só resta uma dúvida: conseguirá mesmo lutar pelos grandes prémios de Cinema este ano?


    HOMEM DE FERRO


    Robert Downey Jr. é a grande força motriz deste filme, conseguindo sobrepor-se aos fenomenais efeitos visuais aqui patenteados. Não me canso de referir o quão satisfatório é ver este actor de regresso à boa forma, depois de alguns anos de conturbada recuperação de toxicodependências. HOMEM DE FERRO vale, também, como símbolo da nova vaga de adaptações de heróis BD, que têm conhecido uma seriedade nunca antes testemunhada.


    ESTE PAÍS NÃO É PARA VELHOS


    Há muito tempo que não víamos os irmãos Coen produzirem uma obra plena de violência e humor negro (provavelmente, desde FARGO), e desta vez assente no excelente background literário que é Cormac McCarthy. Javier Bardem merece todos os elogios e prémios que angariou, concebendo aquele que será o serial killer mais icónico deste princípio de século XXI.


    WALL-E


    Uma história de amor entre robots que assinala a indiscutível maturidade técnica e narrativa dos estúdios Pixar. Fabulosa a forma como o filme nos transmite as emoções dos personagens através dos seus subtis movimentos ou peculiares "zumbidos" electrónicos. Merecedor do buzz que tem obtido recentemente como provável concorrente ao Óscar de Melhor Filme (e não apenas na categoria de Animação), é uma obra de (re)visão obrigatória.


    NOME DE CÓDIGO: CLOVERFIELD


    Primeiro blockbuster de 2008, e angariou esse estatuto assim que iniciou a sua campanha de marketing. O culto e a discussão à volta do seu conteúdo foram maciços mesmo antes da sua estreia, e o produto final está perfeitamente à altura dessa antecipação. A magnífica combinação de efeitos visuais e imagens filmadas com camcorder proporcionam uma experiência única - e ainda nos dá personagens por quem vale a pena "sofrer"...


    O ASSASSÍNIO DE JESSE JAMES PELO COBARDE ROBERT FORD


    A obra mais "bonita" de 2008, graças à paleta de cores escolhida pelo director de fotografia Roger Deakins, o visual do filme supera o seu ritmo complexo e vagaroso, tornando-o, de forma quase imperceptível, num dos meus vícios cinematográficos recentes. A somar, presenciamos as duas grandes performances de Brad Pitt e Casey Affleck, maravilhosamente escolhidos para os seus papéis. E quem pode resistir ao encanto do seu título, tão longo que quase não permitia a sua comercialização?


    VIGILÂNCIA


    Detentor de "pedigree de luxo", o segundo filme de Jennifer Lynch (filha do mestre David) foi sempre devassado pela crítica por onde quer que tenha passado - desde Cannes até ao New York City Horror Film Festival -, a qual não ficou seduzida perante o poderoso exercício de humor negro encapotado de thriller policial que VIGILÂNCIA encerra, possuindo ainda o twist final mais perverso do ano. Merecedor duma atenta revisão às suas qualidades.

    10º
    TROPA DE ELITE


    Polémico q.b., ao qual se colou o epíteto de elogiar a violência exercida por uma das forças policiais mais específicas do mundo, TROPA DE ELITE sobreviveu a toda e qualquer pressão - incluindo o montante recorde de pirataria digital de que foi alvo. Fiel à escola do «cinema verité brasileiro», esta obra é um retrato social e drama humano num só pacote, conseguindo ser, também, um dos casos mais particulares de filme de culto.

    E quais são as vossas escolhas?