quarta-feira, junho 16, 2010

Vogue



Aproveitando a eminente estreia de INCEPTION — A ORIGEM (onde a actriz figura como interesse romântico de Leonardo DiCaprio), a VOGUE decidiu convidar Marion Cotillard para a capa da sua edição do próximo mês de Julho.

Para além da photo session, assinada por Mario Testino, que nos mostra esta "sereia" francesa em todo o seu (a vários níveis, já que a câmara fotográfica domina esta série de imagens) fotogénico glamour, Cotillard fala do Óscar conquistado por LA VIE EN ROSE e de como esse galardão alterou o seu rumo pessoal e profissional, as inspirações que utilizou para construir a sua personagem de NOVE e dos motivos que a leva a colaborar com o agrupamento musical Expressionista/Surrealista Yodelice, onde toca guitarra baixo e pandeireta.

Enquanto a revista não chega às bancas, segue o obrigatório "aperitivo fotográfico":









sexta-feira, junho 11, 2010

Hollywood Buzz #85

O que se diz lá fora sobre JOAN RIVERS: A PIECE OF WORK, de Ricki Stern e Anne Sundberg:



«This convulsively funny movie takes an up-close and sometimes queasy-personal approach to its motormouth subject, who, when she’s not making you howl with laughter (or freeze up in horror), brandishes her deeply held hurts, fears, prejudices, poor judgment and bad taste as if they were stigmata.»
Manohla Dargis, The New York Times.

«She's a teller of hilarious gutbucket truths as surely as Lenny Bruce and Richard Pryor ever were. Yet while they were consumed by their demons, Rivers is just the opposite.»
Owen Gleiberman, Entertainment Weekly.

«Mixing hilarious standup footage with admiring if not exactly cuddlesome behind-the-scenes glimpses.»
Dennis Harvey, Variety.

«A highly entertaining documentary revealing a serious talent behind the one-note present-day reputation.»
John DeFore, The Hollywood Reporter.

«Maybe Joan Rivers is a high-powered engine of self-debasement who will go lower than anyone else for a laugh and a dollar, and maybe she's a skilled actress who has spent her whole life playing one. Either way, yes, she's quite something. And I'd rather appreciate her from a distance.»
Andrew O'Hehir, Salon.com.

terça-feira, junho 08, 2010

Festival de Xangai 2010



Prestes a cumprir 13 edições, o Festival Internacional de Xangai é considerado como um dos maiores certames cinematográficos do continente asiático. Palco perfeito para a descoberta e revelação de talentos ocultos, os filmes em competição primam sempre pela diversidade temática e geográfica.

Este ano, entre 12 e 20 de Junho, o júri (presidido por John Woo e composto por nomes como Amos Gitaï, Leos Carax e Zhao Wei) avaliará 16 títulos candidatos ao Golden Goblet.

O Keyzer Soze destaca, de seguida, os principais filmes a concurso:

  • Em Competição


  • . DÉTOUR (Canadá), de Sylvain Guy



    Há mais de vinte e dois anos que Leo Huff trabalha no mesmo escritório, reside com a mesma mulher no mesmo apartamento suburbano decorada com a mesma mobília velha e nutre a mesma rotina diária. Resumindo, a sua vida é um manifesto de monotonia. Este panorama altera-se quando Leo faz-se passar por engenheiro junto de uma comunidade rural, onde conhece Lou, uma rapariga jovem e angustiada, e embarca numa viagem emocional recheada de inesperados contornos.
    Sylvain Guy é um dos realizadores canadianos mais emergentes da actualidade, tendo sido galardoado, em 2005, com o Genie Award (o equivalente no Canadá aos Óscares) de Melhor Argumento por MONICA LA MITRAILLE.

    . BACIAMI ANCORA (Itália), de Gabriele Muccino



    Dez anos depois, Muccino reúne o elenco de O ÚLTIMO BEIJO. Carlo e os seus amigos — tanto os casados como os divorciados, todos procuram conciliar as obrigações familiares com as profissionais — reúnem-se para fortalecer laços, descobrir novas relações e reacender antigas paixões numa busca pelo amor duradouro. Uma homenagem à amizade e amor vitalícios.

    . LA PRIMA COSA BELLA (Itália), de Paolo Virzì



    Bruno Michelucci retorna à estância balnear de Livorno onde, trinta anos antes, uma série de acontecimentos levou-o a romper com todos os seus laços familiares. Sobretudo com a mãe, um espírito inquieto e vibrante, que conseguirá fazer Bruno reconciliar-se com o passado, apesar das novas e surpreendentes descobertas que o momento actual lhe apresenta.
    Paolo Virzì é ainda um nome a descobrir do Cinema Italiano contemporâneo, apesar de já somar presenças de peso nos festivas de Veneza (OVOSODO, 1997) e Locarno (BACI E ABBRACCI, 1999).

    . OCEAN HEAVEN (China), de Xue Xiao-Lu



    Sam Wong cuida do seu filho David, um autista apreciador de natação e que nunca se apercebeu da morte da sua própria mãe. Com enorme carinho e perseverança, Sam faz tudo para cuidar de David, embora saiba que, um dia, não poderá continuar a viver com ele — e esse dia chegará mais cedo do que se espera...
    Um dos argumentistas mais regulares de Chen Kaige, Xue Xiao-Lu estreia-se na realização com um conto moral interpretado por Jet Li, aqui totalmente afastado da imagem internacional que possui como estrela de filmes de acção.

    . ONDINE (Irlanda), de Neil Jordan



    A história de um pescador irlandês (Colin Farrell) que descobre, arrastada pela sua rede de pesca, uma mulher que ele acredita tratar-se de uma sereia.
    Provavelmente o filme mais comercial em competição, assinala o regresso de Neil Jordan aos dramas fantásticos (lembram-se do onirismo de A COMPANHIA DOS LOBOS?) e a sua estreia no festival asiático de cinema com maior reputação.

    . PAY BACK (Irão), de Tahmineh Milani



    Quatro mulheres, vítimas de diversos problemas sociais, conhecem-se numa prisão. Decididas em obter vingança do jugo masculino que as rodeia, formam um gang criminoso. Após uma série de incidentes, irão perceber que a origem dos seus problemas não está relacionada com a luta entre géneros, mas sim com a ausência de entendimento social...
    Tahmineh Milani é, a par de Samira Makhmalbaf e Mona Zandi, uma das principais cineastas da Nova Vaga Iraniana, cujos filmes — e PAY BACK não é excepção — lidam principalmente com os direitos das mulheres e a Revolução Iraniana de 1979.

    . LA DERNIÈRE FUGUE (Canadá), de Léa Pool



    Os Lévesque reúnem-se para celebrar o Natal. Contudo, a ocasião é assombrada pelo patriarca da família: uma figura habituada a controlar a vida de todos, padece rapidamente ao efeitos debilitantes do síndroma de Parkinson. Prisioneiro no seu próprio corpo, os filhos "estremecem" sempre que leva um pedaço de comida à boca. Como lidar com alguém a quem foram negados todos os prazeres da vida?
    Segunda presença canadiana em competição, Léa Pool possui uma carreira com mais de vinte anos, tendo sido premiada em Berlim (com EMPORTE-MOI, 1999) e motivo de inúmeros tributos e retrospectivas por todo o mundo. O seu estilo cinematográfico emocional ainda está para ser descoberto pelo público português.

    . SALVE GERAL (Brasil), de Sérgio Rezende



    Inspirado em factos verídicos, recorda os ataques terroristas de 2006, em São Paulo, levados a cabo pela organização criminosa Primeiro Comando da Capital contra as autoridades civis da cidade — no que ficou conhecido como o «11 de Setembro Brasileiro» — pelos olhos de Lúcia, uma professora de piano viúva, que atravessa dificuldades financeiras enquanto tenta, desesperadamente, tirar o filho adolescente da prisão.
    Um dos realizadores mais activos na história recente do Cinema Brasileiro, Sérgio Rezende é presença constante em diversos festivais internacionais (o seu filme MAUÁ — O IMPERADOR E O REI esteve em competição na edição de 2000 do Festróia).

    . DESAUTORIZADOS (Colômbia/Peru/Uruguai/Venezuela), de Elia Schneider



    No meio de uma surrealista cidade de Caracas, Elia Schneider embarca numa fantástica viagem rumo à sua própria imaginação, onde um dramaturgo chamado Elias vê-se confrontado com o dilema de escrever uma peça que não o entusiasma ou enfrentar as consequências da sua liberdade artística.
    Com background teatral, Elia Schneider revelou-se ao mundo, em 2004, com PUNTO Y RAIA, uma sátira sobre o absurdo dos cenários de guerra, vencedor de vários prémios internacionais.

    . ZONAD (Irlanda), de John Carney e Kieran Carney



    A chegada de Liam, um toxicodependente que fugiu da clínica de desintoxicação onde estava internado, a uma pequena cidade irlandesa coincide com o avistamento de um raro cometa. O espanto causado pelo fenómeno faz com que a comunidade local veja Liam como um extraterrestre de outra galáxia.
    Oriundos da televisão irlandesa, os irmãos John e Kieran Carney assinalam, com esta comédia politicamente incorrecta, a sua estreia no grande ecrã. Escusado será dizer que ZONAD, pela sua sinopse, revela-se como uma das propostas mais sui generis da presente edição.

    A lista completa dos filmes Em Selecção pode ser consultada aqui.

    segunda-feira, junho 07, 2010

    Cineclubismo

    CADA UM O SEU CINEMA preenche o cartaz da próxima e muito especial (a vários níveis) sessão do 9500 Cineclube de Ponta Delgada.



    Realizado por ocasião dos 60 anos do Festival de Cannes, reúne o modo como 33 cineastas de 25 países olham o Cinema e as salas de cinema, lugar de comunhão de milhões de cinéfilos.

    Através desta compilação, é possível conhecer a diversidade da Sétima Arte a nível mundial, observar múltiplos estilos cinematográficos e, acima de tudo, viver todo o género de emoções — da nostalgia ao futurismo, da contenção à exuberância, do hilariante ao surpreendente.

    CADA UM O SEU CINEMA é um projecto que se define pelos seus intervenientes, desafiados a realizar uma curta-metragem de três minutos e com a "obrigação" da mesma possuir, pelo menos, uma cena no interior de uma sala de cinema. Entre as principais participações, salientam-se David Cronenberg, Walter Salles, Claude Lelouch, Ken Loach, David Lynch, Wim Wenders e Manoel de Oliveira, aliás responsável por um dos segmentos mais originais deste conjunto.

    Em suma, trata-se de um objecto cinematográfico imperdível, autêntico compêndio do estado do mundo e das singularidades de cada cineasta.



    sexta-feira, junho 04, 2010

    Hollywood Buzz #84

    O que se diz lá fora sobre SPLICE, de Vincenzo Natali:



    «Disappointing then, that the movie introduces such an extraordinary living being and focuses mostly on those around her. All the same, it’s well done, and intriguing.»
    Roger Ebert, Chicago Sun-Times.

    «Mr. Natali, whose earlier films include CUBE, hasn’t reinvented the horror genre. But with SPLICE he has done the next best thing with an intelligent movie that, in between its small boos and an occasional hair-raising jolt, explores chewy issues like bioethics, abortion, corporate-sponsored science, commitment problems between lovers and even Freudian-worthy family dynamics.»
    Manohla Dargis, New York Times.

    «Vincenzo Natali's outlandish sci-fier sustains a grotesque and funny fascination throughout its slightly protracted runtime.»
    Justin Chang, Variety.

    «A cheeky, great-looking, thoughtfully loopy creature feature about the lure and dangers of cutting-edge gene splicing.»
    Lisa Schwarzbaum, Entertainment Weekly.

    «Writer/director Vincenzo Natali takes his tale in some truly icky directions, not quite making it into Cronenbergland but going far enough to elicit solid 'ewww' laughs from the crowd.»
    John Defore, The Hollywood Reporter.

    quinta-feira, junho 03, 2010

    Keyzer Soze na Antena 3



    Na "ressaca" da estreia da colaboração do Keyzer Soze com o programa Sem Fios, apresentado por Tiago Ribeiro e emitido todas as Quartas na recém-inaugurada Antena 3 Açores, é tempo de recapitular os destaques da rubrica de ontem (podem ouvir a emissão no podcast abaixo publicado).

    Referência a esse projecto único que se intitula CADA UM O SEU CINEMA, a ser exibido pelo 9500 Cineclube no próximo dia 7 de Junho, e assinalou-se os dez anos da estreia de ALTA FIDELIDADE.



    quarta-feira, junho 02, 2010

    Jukebox #13

    («Jukebox»: boa música e os videoclips mais criativos do ponto de vista cinematográfico).

    BROKEN BELLS, «The Ghost Inside»



    Posicionados entre o rock alternativo e a cena 'indie' norte-americana, os Broken Bells acabam de editar um homónimo primeiro álbum de originais, que apresenta como single de apresentação este «The Ghost Inside».

    E o grande atractivo vai, desde já, para o videoclip do tema, protagonizado por Christina Hendricks, a bombshell ruiva da série MAD MEN, no papel de uma andróide adepta de stripper... anatómico. O ambiente futurista, embora pouco elaborado, está em perfeita harmonia com a subtileza vocal e percussão electrónica demonstradas no single.



    sábado, maio 29, 2010

    Dennis Hopper (1936 - 2010)



    «There are moments that I've had some real brilliance, you know. But I think they are moments. And sometimes, in a career, moments are enough».

    Responsável por transportar a "contra-cultura" dos 'sixties' para Hollywood ao realizar, escrever e interpretar EASY RIDER (1968), Dennis Hopper afirmou-se como uma das figuras mais icónicas, durante os últimos quarenta anos, do Cinema norte-americano.

    A sua estreia no grande ecrã verificou-se em O GIGANTE (1956), onde figurou como filho inconformado de Rock Hudson. Um inconformismo que acompanhou toda a sua carreira — debateu-se com o alcoolismo e a droga por vários anos, integrou projectos emblemáticos e concebeu personagens inesquecíveis (sendo APOCALYPSE NOW o melhor exemplo).

    1986 assinalou o seu regresso definitivo à grande forma, com HOOSIERS (para o qual foi nomeado ao Óscar de Actor Secundário) e, notavelmente, na pele do execrável Frank Booth em VELUDO AZUL.

    Faleceu hoje em Los Angeles, aos 74 anos, vítima de doença prolongada.