sexta-feira, setembro 03, 2010

Hollywood Buzz #97

O que se diz lá fora sobre THE AMERICAN, de Anton Corbijn:



«Here is a gripping film with the focus of a Japanese drama, an impenetrable character to equal Alain Delon's in LE SAMOURAI, by Jean-Pierre Melville.»
Roger Ebert, Chicago Sun-Times.

«It is a reasonably skillful exercise in genre and style, a well-made vessel containing nothing in particular, though some of its features - European setting, slow pacing, full-frontal female nudity - are more evocative of the art house than of the multiplex.»
A.O. Scott, The New York Times.

«Nothing really adds up, and the ending is downright absurd. You would like even the most austere, doctrinaire existential movie to earn its downbeat ending. This one fails utterly to do so.»
Kirk Honeycutt, The Hollywood Reporter.

«The film is ultimately most memorable as a vehicle for George Clooney at his steeliest, playing an assassin realizing he's being targeted by his hires. This may be a Clooney movie, but it's a very European one, and that may ultimately limit box office.»
Robert Koehler, Variety.

«What redeems the movie, and then some, is the soulful weariness of Clooney's performance, which is in some ways an earthier and less glib version of the go-go axeman from UP IN THE AIR.»
Sam Adams, Salon.com.

quinta-feira, setembro 02, 2010

Festival de Veneza 2010 — Dia 2



Dez anos depois de ter arrecadado o Prémio do Júri por ANTES QUE ANOITEÇA, o eclético Julian Schnabel regressa ao Lido com MIRAL (Em Competição), uma história acerca do conflito entre Israel e a Palestina visto pelos olhos de uma órfã judia.



Sob o espectro das notícias vindas a lume que relatam a proibição de viajar imposta ao cineasta iraniano Jafar Panahi pelo governo do seu país, MIRAL manteve as atenções do Festival viradas para as turbulências políticas no Médio Oriente. Tanto pelo seu tema como pelas individualidades com que Schnabel se apresentou, nomeadamente a palestiniana Rula Jebreal, autora do livro que inspirou o filme.

Sobre os motivos que convenceram Schnabel a filmar MIRAL, o nova-iorquino foi peremptório: «Uma das razões foi ter percebido que existem mais semelhanças que diferenças entre os dois povos. É um conflito que tem de acabar. Não há motivos para que continuem a morrer crianças de cada lado».

Um nobre empenho que não está a encontrar ressonância na crítica. O tema do filme "emerge como um tímido mosaico sobre esperança" e a interpretação de Freida Pinto demonstra "mais esforço que expressividade".

Julian Schnabel deixa-se fotografar diante de um retrato seu

Schnabel e a escritora palestiniana Rula Jebreal

O cinema meditativo de Anh Hung Tran regressa ao Lido com NORWEGIAN WOOD (Em Competição), a adaptação do best-seller de Haruki Murakami.



Confessando que a transposição do livro para o grande ecrã representou uma tarefa intrincada, o cineasta contou, durante a conferência de imprensa, que se reuniu com Murakami para solicitar conselhos. Segundo Anh Hung Tran, o romancista nipónico apenas pediu que «fizesse o filme tal como tinha em mente. Só estava "obrigado" a torná-lo atraente».

Uma característica totalmente louvada pela crítica especializada. NORWEGIAN WOOD capta brilhantemente a paisagem rural japonesa e merece, em alguns momentos, a alcunha de "sumptuoso festival visual". No entanto, o ritmo imposto ao filme, vagaroso e demasiado contemplativo, é o ponto fraco mais destacado. "O humor do romance foi severamente omitido ou reduzido" e "poucos terão paciência para se deixarem enredar em duas horas de amor e sexo adolescente": sinal de desempenho irregular na presente edição do Festival?

'Cast and crew' de NORWEGIAN WOOD

Uma saudação muito especial de Kiko Mizuhara e Rinko Kikuchi

Imagens retiradas de: Site Oficial do Festival, AFP e Reuters.

quarta-feira, setembro 01, 2010

Festival de Veneza 2010 — Dia 1



O programa da 67ª Mostra Internacional de Veneza arrancou oficialmente hoje com a projecção de BLACK SWAN (Em Competição), o novo filme de Darren Aronofsky e que conta no elenco com Natalie Portman, Vincent Cassel e Mila Kunis.



E tudo indica que o início do Festival não poderia ter sido mais auspicioso. Thriller psicológico acerca da rivalidade entre duas bailarinas nova-iorquinas, ambas desejosas de triunfar num mundo de feroz competitividade e conflito de egos como é o do ballet, foi recebido calorosamente — embora sejam perceptíveis reservas quanto à coerência no estilo do filme — pela crítica presente no Lido.

De "um SAPATOS VERMELHOS on acid" até à percepção que tem todos os argumentos para ser "um guilty pleasure instantâneo, maravilhosamente filmado e de grande complexidade visual". E no que parece ser um comentário de completa redenção a BLACK SWAN, ainda foi possível ler: "Tarantino cairá no ridículo se não der a Aronofsky o Leão de Ouro". Eloquente, não?

 Vincent Cassel, Natalie Portman e Darren Aronofsky posam para os fotógrafos

Uma estonteante Natalie Portman

Ao final da tarde, outra grande ante-estreia em Veneza. MACHETE (Fora de Competição), a transposição para longa-metragem do faux trailer que enfeitou, em 2007, GRINDHOUSE.



Para rodar a história de um mercenário mexicano em modo de vingança incontrolável contra o seu antigo patrão, Robert Rodriguez reuniu Danny Trejo, Robert De Niro, Jessica Alba, Michelle Rodriguez, Lindsay Lohan e Steven Seagal num irreverente título cuja escolha para exibição no primeiro dia do Festival surpreendeu muita gente. Não nos esqueçamos, nunca, que Quentin Tarantino é o presidente do Júri...

No entanto, a crítica não se mostrou tão delirante quanto o ritmo do filme, com reacções mistas e pouco entusiasmadas. Existe "a nítida percepção de que todos os intervenientes estão a divertir-se à grande", embora se lamente que Rodriguez tenha "misturado humor com uma pretensiosa mensagem política".

Rodriguez durante a conferência de imprensa de MACHETE

Danny Trejo ou Machete, qual deles é real?

Imagens retiradas de: Site Oficial do Festival e Reuters.

segunda-feira, agosto 30, 2010

Cineclubismo

O 9500 Cineclube inaugura um novo ciclo temático sobre artes plásticas com PELAS SOMBRAS, de Catarina Mourão.



Um filme que nos faz mergulhar no universo de Lourdes Castro, mostrando-a no seu quotidiano, a casa que construiu com Manuel Zimbro (falecido em 2003) na Madeira.



Hoje, pelas 21h30, no Cine Solmar.

sexta-feira, agosto 27, 2010

Hollywood Buzz #96

O que se diz lá fora sobre MESRINE: KILLER INSTINCT, de Jean-François Richet:



«The acting is macho understatement. Mesrine is a character who might have been played years ago by Gerard Depardieu, who appears here as Guido, a bullet-headed impresario of larceny.»
Roger Ebert, Chicago Sun-Times.

«It makes for continuously riveting, visceral entertainment that evokes a Gallic SCARFACE without the drugs.»
Stephen Holden, The New York Times.

«Part One, at least, is a French BONNIE AND CLYDE.»
Kirk Honeycutt, The Hollywood Reporter.

«The events may be accurate, but MESRINE is so episodic that it's slightly maddening to watch.»
Owen Gleiberman, Entertainment Weekly.

«KILLER INSTINCT is generally fast-paced but the need to cram about 15 years of Mesrine's life into less than two hours results in uneven patches.»
James Berardinelli, ReelViews.

sexta-feira, agosto 20, 2010

Hollywood Buzz #95

O que se diz lá fora sobre A FILM UNFINISHED, de Yael Hersonski:



«Remarkable as much for its speculative restraint as for its philosophical reach.»
Jeannette Catsoulis, The New York Times.

«It stands as a unique film-within-a-film, of significance for the historical value of the raw images, the memories they spur and internal evidence of how the Nazis staged scenes long assumed to be real.»
Todd McCarthy, Variety.

«Hersonski enriches this evidence by bringing in survivors of the ghetto, who tell stories of life there while watching the film themselves.»
John DeFore, The Hollywood Reporter.

«Hersonski quietly and insistently unravels reality from "reality"; her commitment to archival authenticity is its own tribute to those no longer able to testify.»
Lisa Schwarzbaum, Entertainment Weekly.

«The first Holocaust movie that's actually about another Holocaust movie, and in some peculiar way it brings us closer to the terror and tragedy of the original event.»
Andrew O'Hehir, Salon.com.

quarta-feira, agosto 18, 2010

Elle Magazine



De encantadora amiga de um extra-terrestre, passando por um precoce e degradante consumo de álcool e drogas até ao estatuto da mais reputada 'protégée' de Steven Spielberg, Drew Barrymore personifica o melhor e o pior que Hollywood consegue produzir — está-lhe, certamente, nos genes...

Mas de vez em quando surpreende o Mundo, e a sua participação na edição de Agosto da Elle comprova-o, numa sessão fotográfica conduzida pelo experiente Carter Smith.











Permitam-se o êxtase: "Drew, you kill me..."

sexta-feira, agosto 13, 2010

Hollywood Buzz #94

O que se diz lá fora sobre SCOTT PILGRIM VS. THE WORLD, de Edgar Wright:



«Its speedy, funny, happy-sad spirit is so infectious that the movie makes you feel at home in its world even if the landscape is, at first glance, unfamiliar.»
A.O. Scott, The New York Times.

«This is a discouragingly limp movie in which nothing is at stake.»
Kirk Honeycutt, The Hollywood Reporter.

«SCOTT PILGRIM is a breathless rush of a movie that jumps off the screen, spins your head around and then stealthily works its way into your heart.»
Peter Travers, Rolling Stone.

«Highly entertaining, from minute to minute, and its semi-mythical portrayal of Torontonian life is entirely charming. If you can stand massive doses of cute and clever, it's a fine use for your summer-movie dollar (whether or not that dollar has a funny old lady on it).»
Andrew O'Hehir, Salon.com.

«The first rock & roll kung fu videogame youth love story.»
Owen Gleiberman, Entertainment Weekly.