sexta-feira, setembro 09, 2011

Hollywood Buzz #136

O que se diz lá fora sobre CONTAGION, de Steven Soderbergh:



«One aspect of the film is befuddling. Alan Krumwiede (Jude Law) is a popular blogger with conspiracy theories about the government's ties with drug companies. His concerns are ominous but unfocused. Does he think drug companies encourage viruses? The blogger subplot doesn't interact clearly with the main story lines and functions mostly as an alarming but vague distraction.»
Roger Ebert, Chicago Sun-Times.

«Soderbergh's smart, spooky thriller about a thicket of contemporary plagues - a killer virus, rampaging fear, an unscrupulous blogger - is as ruthlessly effective as the malady at its cool, cool center.»
Manohla Dargis, New York Times.

«Without fully rounded characters, it's hard to care who lives or dies in what amounts to an extended procedural on how disease prevention organizations might respond to such a scenario.»
Peter Debruge, Variety.

«The pressure cooker plot calls for intense performances all around but first among equals are Winslet and Ehle.»
Todd McCarthy, The Hollywood Reporter.

«Here's a scare-the-crap-out-of-you medical thriller about a viral pandemic that will have the immediate post-screening effect of causing a handwashing stampede.»
Lisa Schwarzbaum, Entertainment Weekly.

quarta-feira, setembro 07, 2011

Add To Cart #16



For over thirty years, audiences have been simultaneously captivated and appalled as the spaceship Nostromo is invaded and its crew stalked by a terrifying parasitic creature. From the gore of the infant alien bursting from Kane’s chest to the mounting claustrophobia as Ripley discovers the monster has followed her into the escape shuttle, Alien is a chilling masterpiece.

Now,
Alien Vault: The Definitive Story of the Making of the Film opens a portal into the making of this legendary film, tracing its path from embryonic concept to fully fledged box office phenomenon.

«It saddens me that cinema has become almost completely digital, and that the black spaces between images have been lost. I value liberty in cinema and in life. I wanted to make a film about people who are free and unafraid to plunge from the mountaintop.», Teresa Villaverde sobre CISNE, exibido hoje em Veneza.



Filhos de Um Deus Maior #66



A beleza ostentada por Charlize Theron é indubitavelmente devedora do padrão clássico de Hollywood. Não constitui surpresa, portanto, que a TBWA a coloque, lado a lado, com versões CGI (impressionantemente reais!) de Grace Kelly, Marlene Dietrich ou Marilyn Monroe neste spot televisivo para a Dior.



Rodado na Galeria dos Espelhos do Palácio de Versailles por Jean-Jacques Annaud, "explode" de glamour e saudosismo icónico cinematográfico e, pelos diversos pormenores que encerra, exige repetidas visualizações.

[Fonte: Adweek]

terça-feira, setembro 06, 2011

Movie Moments #14



. TEMPO DE AMAR (1971), de John Cassavetes



«You know, in movies is never like that. You know I think that movies are a conspiracy? I mean it. I mean... they... they are actually a conspiracy because they set you up, Florence. They set you up from the time you were a little kid, they set you up to believe in everything. They set you up to believe in... ideals, and strenght and good guys and romance and... and, of course, love. Love, Florence.»

segunda-feira, setembro 05, 2011

Jukebox #24

(«Jukebox»: boa música e os videoclips mais criativos do ponto de vista cinematográfico).

. Marylin Manson, «Born Villain»



Felizmente, Marilyn Manson aparenta estar a ver muito Luis Buñuel, Alejandro Jodorowsky e Guy Maddin. O resultado é um poderoso videoclip ostensivo de todos os sentimentos que nutrimos acerca deste conjunto oriundo da Florida: surreal, grotesco sexy e muito chocante - desde já, fica aqui feito o aviso...

Mas o mais surpreendente neste novo "esforço audiovisual" de Marilyn Manson, capaz de levar mais longe o que foi concretizado em «Beautiful People» ou «mOBSCENE», é o seu realizador: nem mais nem menos que Shia LaBeouf, actor e menino-bonito de Hollywood cujo talento visual deixa qualquer um desarmado. Incluíndo os mais precavidos...



Quê? Estraguei-vos o jantar?

terça-feira, agosto 23, 2011

#21



... segundo o João Lameira, do blog Numa Paragem do 28:

Para evitar os óbvios escolhos das escolhas, criei para mim mesmo um critério: seleccionar filmes formativos da minha cinefilia. O que implica, obviamente, escolher algumas obras que, nesta altura da minha vida, já não considero primas. (Mas negá-las seria negar-me). Não vou destacá-las, descubram quais são. Nos outros filmes, continuo a vislumbrar grandeza: alguns foram vistos recentemente (um, dois anos), mas não são menos marcantes.

. BLOW OUT — EXPLOSÃO
(1981, Blow Out, Brian De Palma)



O final mais triste do cinema: não é unhappy, é sad. Ou como um grito é, ao mesmo tempo, instrumento de trabalho e de maceração. Depois de OBSESSION, a descida a fundo à obsessão De Palma (a que o próprio só voltaria e força anos mais tarde com FEMME FATALE).

. ERA UMA VEZ NA AMÉRICA
(1985, Once Upon a Time in America, Sergio Leone)



A memória (deturpada), a nostalgia (desfocada), de todos os yesterdays, sobre uma amizade masculina muito perto do amor homossexual. A mulher, aqui, é só mais uma arma de arremesso.

. RIO BRAVO
(1959, Rio Bravo, Howard Hawks)



De novo, a amizade masculina: um xerife, um bêbado, um coxo e um imberbe cantor vão passando o tempo enquanto não são atacados. A mulher, aqui, não assume o mesmo papel do homem, mas batalha com ele.

. OS CHAPÉUS DE CHUVA DE CHERBURGO
(1964, Les Parapluies de Cherbourg, Jacques Demy)



O amor romântico e juvenil, e o seu reverso: a vida. A gasolina nunca cheirou tão bom, assim (en)cantada.

. CONTO DE VERÃO
(1996, Conte d'été, Eric Rohmer)



Amores juvenis e pueris numa estância balnear. Melvil Poupaud haveria de regressar à praia, para morrer. Mas, neste filme, a morte ainda vem longe e é a vida pequenina (a vida) que comanda.

. PARA ALÉM DO PARAÍSO
(1984, Stranger Than Paradise, Jim Jarmusch)



Jovens perdidos em amores mais do que de amores. Lurie, Balint, Edson. Três músicos à deriva no grande mapa americano. A Nova Iorque dos anos 80 ergue-se para a nostalgia que não tardaria.

. BASQUIAT
(1996, Basquiat, Julian Schnabel)



A nostalgia da Nova Iorque dos anos 80 em flor. Schnabel disfarça-se de personagem e filma um dos poucos artistas que foram maiores do que ele (mesmo que tivesse de morrer). Jeffrey Wright mostrou-se como o grande actor da sua geração.

. OS DIAS DA RÁDIO
(1987, Radio Days, Woody Allen)



Outra nostalgia. Outra Nova Iorque. Queens dos anos 40, ou melhor, os sons que se ouviam em Queens nos anos 40. A melhor versão de AMARCORD.

. A COMÉDIA DE DEUS
(1995, A Comédia de Deus, João César Monteiro)



Ainda outra nostalgia: de uma Lisboa que se foi e não existe, que a morte de César Monteiro ajudou a empurrar. O segundo tomo, e o melhor, da grande trilogia do senhor João de Deus.

. SYNDROMES AND A CENTURY
(2006, Sang sattawat, Apichatpong Weerasethakul)



A grande revelação dos últimos dez anos. Um prazer no e pelo cinema que não sentia há muito, o maravilhamento absoluto.

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Obrigado, João, pela tua participação!

segunda-feira, agosto 22, 2011

Curiosidade da Semana



Em 1967, Joseph Losey estreou ACIDENTE, drama sagaz sobre luta de classes e tensão sexual com argumento assinado por Harold Pinter.

Hoje, é considerado como um dos títulos que melhor revelam o talento de Dirk Bogarde. E o actor britânico, já naquela época, pareceu estar ciente desse facto ao remeter a Losey um fax — agora divulgado pelo British Film Institute — de apreciação pela oportunidade que lhe foi concedida de encarnar Stephen, o protagonista de ACIDENTE, num documento que, como poucos, permite vislumbrar a natureza da relação pessoal entre Losey e Bogarde.



Nesse fax, pode-se ler:

"Obrigado, do fundo do meu coração, por estes últimos três meses. O Stephen já não mora em mim, mas parece que levou parte da minha personalidade consigo. Nunca me senti tão abandonado e destruído como agora pelo desaparecimento de uma personagem. Contudo, preservo uma enorme felicidade por ter confiado em mim para o interpretar, mesmo que, a espaços, o possa ter desapontado, algo que tentei, constante e desesperadamente, não fazer. Tenho saudades do nosso convívio e a estima que sinto por si é maior do que possa imaginar."

[Fonte: via Facebook, em referência aos arquivos do British Film Institute.]