domingo, setembro 18, 2011

Agenda Cinematográfica

:: 9500 CINECLUBE DE PONTA DELGADA ::

. ANIKI IN DA HOUSE (2009), de Tiago Pereira



ANIKI IN DA HOUSE é um filme do realizador Tiago Pereira, que documenta o processo criativo de um espectáculo transdisciplinar que acrescenta de forma inovadora uma perspectiva contemporânea ao filme ANIKI-BÓBÓ, realizado por Manoel de Oliveira em 1942.

Para além disso, Tiago Pereira mergulha na cidade do Porto do século XXI, criando um diálogo singular entre o passado e presente, e descobre o impacto que o filme do célebre realizador tem ainda hoje nesta cidade, ao verificar a tendência de alguns portuenses se apropriarem, num inesperado fenómeno de identificação, das personagens principais do mítico filme.



Hoje, pelas 20h00, no Relvão (Palco principal do Dançarilhas).

sábado, setembro 17, 2011

#22



... segundo O Projeccionista, do blog A Última Sessão:

. METROPOLIS
(1927, Metropolis, Fritz Lang)



Ao contrário do que possa parecer, o período mudo não era tão limitado quanto isso. Filmes como este provam exactamente o contrário. Que bastava querer para fazer algo grandioso. E Fritz Lang fê-lo como poucos. Este filme, que continua a influenciar muita gente, é um dos meus filmes de ficção científica favoritos.

. CREPÚSCULO DOS DEUSES
(1950, Sunset Blvd., Billy Wilder)



Um fantástico filme sobre Hollywood durante a transição do mudo para o sonoro, com interpretações assombrosas de velhas glórias daquela época, que 'sofreram' na pele a chegada do som. A Norma Desmond de Gloria Swanson é uma personagem bigger than life.

. OS INÚTEIS
(1953, I vitelloni, Federico Fellini)



Fellini tem inúmeros grandes filmes, mas para mim, dos que vi, este é o melhor. Simples e uma bela homenagem às suas origens.

. O SÉTIMO SELO
(1957, Det sjunde inseglet, Ingmar Bergman)



Tal como referi com Fellini, Bergman tem também uma grande variedade de grandes obras no currículo. O confronto entre o Homem e a Morte, num célebre jogo de xadrez, é uma das maiores histórias do Cinema.

. OS QUATROCENTOS GOLPES
(1959, Les Quatre Cents Coups, François Truffaut)



Um grande filme sobre a infância, que me deu a conhecer uma das minhas personagens preferidas: Antoine Doinel.

. PSICO
(1960, Psycho, Alfred Hitchcock)



Escolher um filme de Hitchcock é tarefa ingrata, pois são poucos os filmes que o mestre do suspense realizou que não tenham deixado marcas em quem os viu. Psico é o meu preferido e é para mim um dos melhores filmes de terror de sempre.

. ACONTECEU NO OESTE
(1968, C'era Una Volta Il West, Sergio Leone)



Westerns há muitos, mas poucos souberam levar o género para fora das fronteiras dos EUA como Leone. Este filme é qualquer coisa. Lembro-me de ter ficado completamente fascinado logo na primeira vez que o vi com aquela fantástica cena de abertura na estação de comboios.

. LARANJA MECÂNICA
(1971, A Clockwork Orange, Stanley Kubrick)



É difícil explicar porque gosto deste filme. É daqueles filmes que já vi mais vezes e de cada vez que o vejo, parece que gosto mais dele.

. TRILOGIA INDIANA JONES
(1981, 1984, 1989, Raiders of the Lost Ark, Indiana Jones and the Temple of Doom, Indiana Jones and the Last Crusade, Steven Spielberg)



Se há herói que me marcou no cinema foi Indiana Jones. Parece parvo dizer isto, mas estes filmes fizeram-me sonhar com aventuras em busca de tesouros perdidos. E durante muitos anos pensei ser arqueólogo à conta do Indy. Não entra o quarto, pois considero-o um dos piores filmes que vi e não o incluo na saga.

. OS TENENBAUMS — UMA COMÉDIA GENIAL
(2001, The Royal Tenenbaums, Wes Anderson)



De todos os filmes aqui apresentados, este é talvez a carta mais fora do baralho. Mas tinha de aqui estar por ser mesmo um dos meus filmes preferidos e o primeiro que me levou mais do que uma vez ao cinema para ver o mesmo filme. E revejo-o vezes sem conta, gostando cada vez mais a cada visionamento. Tem uma excelente história, personagens bastante originais (o Royal de Gene Hackman, um dos maiores filhos da mãe dos últimos anos, é genial), até o Ben Stiller e o Owen Wilson ficam bem na fotografia de família. E claro, foi realizado por Wes Anderson, que considero ser um dos cineastas mais originais que apareceu nos últimos anos nos EUA. Só tenho pena do título em português ser tão idiota.

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Obrigado, O Projeccionista, pela tua participação!

sexta-feira, setembro 16, 2011

Hollywood Buzz #137

O que se diz lá fora sobre DRIVE, de Nicolas Winding Refn:



«The entire film, in fact, seems much more real than the usual action-crime-chase concoctions we've grown tired of. Here is a movie with respect for writing, acting and craft. It has respect for knowledgable moviegoers.»
Roger Ebert, Chicago Sun-Times.

«The virtuosity on display is also the director's, of course, and that, for better and for worse, is pretty much the point of DRIVE, the coolest movie around and therefore the latest proof that cool is never cool enough.»
A.O. Scott, New York Times.

«Starring Ryan Gosling as a Hollywood stuntman/getaway driver, DRIVE takes the tired heist-gone-bad genre out for a spin, delivering fresh guilty-pleasure thrills in the process.»
Peter Debruge, Variety.

«So it's a fun, if not exhilarating, ride, one sped along with the help of a wonderfully assembled cast.»
Todd McCarthy, The Hollywood Reporter.

«Among Gosling's many star-making qualities is his nuanced mastery, since THE BELIEVER, of a facial expression of infinitely adaptable, imperturbable, sustained calm that can read as chilling or ardent, hard or soft, as the role demands.»
Lisa Schwarzbaum, Entertainment Weekly.

quarta-feira, setembro 14, 2011

Curiosidade da Semana



Christopher Nolan possui um interessante efeito na minha personalidade cinéfila: à primeira vista, os seus filmes conseguem fazer-me acreditar outra vez naquilo a que alguns chamam de a magia do Cinema, mas após uma segunda ou terceira observação volto a nutrir sintomas de "descrença".

E se alguém, ao analisar uma das principais sequências de acção de THE DARK KNIGHT - O CAVALEIRO DAS TREVAS (2008), expõe convincentemente "lapsos na sua lógica visual", fico ainda mais recesoso pela minha tranquilidade em relação ao realizador de MEMENTO (2001) e A ORIGEM (2010)...

Jim Emerson, do blog Press Play, é o autor desta interessante e meticulosa análise, quase pedagógica no que toca aos básicos da montagem cinematográfica e que não se assume, de forma alguma, como crítica negativa ao filme. No mínimo, demonstra que Christopher Nolan necessita de ser ainda mais metódico:



Já agora, e for the record, THE DARK KNIGHT continua a ser um dos melhores blockbusters da década passada.

terça-feira, setembro 13, 2011

Add To Cart #17



«The new Blu-ray is just as spotless (more so, actually), but it also retains the texture, the grain, and all the rest. In those startling shots where director Orson Welles and his cinematographer, Greg Toland, light the set so everything from close-up foreground to distant background is in focus, we finally do see everything clearly. In that last shot of all of Kane's discarded junk in the warehouse, we see what all the junk is. Facial expressions, bric-a-brac on shelves, the full jolt of the jump-cuts from a dark scene to a bright scene and all the shades-of-gray scenes in between—everything is clear and looking very much like film.»
Fred Kaplan, Slate.



segunda-feira, setembro 12, 2011

Agenda Cinematográfica

:: 9500 CINECLUBE DE PONTA DELGADA ::

. CANINO (2010), de Giorgos Lanthimos



O pai, a mãe e os três filhos vivem numa casa nos subúrbios da cidade. À volta da casa existe uma cerca alta, que as crianças nunca passaram. Estão a ser educadas, entretidas, chateadas e exercitadas da forma que os pais consideram adequada, sem qualquer influência do mundo exterior. Acreditam que os aviões que voam por cima da casa são brinquedos e, que os zombies são pequenas flores amarelas.

A única pessoa autorizada a entrar em casa é Cristina, que trabalha como segurança na empresa do pai. O pai organiza as suas visitas lá em casa para que ela apazigue os impulsos sexuais do filho. Toda a família gosta dela, sobretudo a filha mais velha. Um dia, Cristina dá-lhe como presente uma bandolete com umas pedras que brilham no escuro e pede-lhe algo em troca.



Hoje, pelas 21h30, no Cine Solmar.

sábado, setembro 10, 2011

Festival de Veneza 2011 — Os Vencedores



Ao décimo primeiro dia de Festival, Darren Aronofsky anunciou o Leão de Ouro da 68ª edição da Mostra Internacional de Arte Cinematográfica. Este ano, o galardoado é FAUST, nova interpretação cinematográfica da tragédia de Goethe realizada por Alexander Sokurov.



O Leão de Prata (Melhor Realizador) foi atribuído ao cineasta chinês Shangjun Cai por REN SHAN REN HAI (PEOPLE MOUNTAIN PEOPLE SEA), considerado por muitos como o "filme surpresa" da presente edição do Festival.



Nas interpretações, Michael Fassbender foi considerado Melhor Actor pelo seu retrato de um sex addict em SHAME, (de Steve McQueen)...



... e o prémio de Melhor Actriz também foi para a Àsia: nomeadamente, Deanie Ip por TAO JIE (A SIMPLE LIFE) (de Ann Hui).



Cerimónia de atribuição dos prémios — Competição:


Cerimónia de atribuição dos prémios — Secção Orizzonti:


Cerimónia de atribuição dos prémios — Secção Controcampo:


O palmarés completo pode ser consultado aqui.

Imagens: Associated Press.
Vídeos: Biennale Channel

Venice Buzz



Faltam poucas horas para o anúncio dos principais galardoados da 68ª edição do Festival de Veneza.

Independentemente do que o júri presidido pelo realizador Darren Aronofski deliberar, aqui ficam dez dos filmes mais bem recebidos pela crítica durante o certame.

Títulos a ter em atenção, e não só para os prémios...

. TINKER, TAILOR, SOLDIER, SPY (Alemanha/EUA), de Tomas Alfredson



«Right here, right now, it's the film to beat at this year's festival.»
Xan Brooks, Guardian.

. THE IDES OF MARCH (EUA), de George Clooney



«A political thriller exploring themes of loyalty, ambition and the gap between public ideals and private fallibility, it engages the brain within the context of a solid entertainment.»
David Gritten, Telegraph.

. A DANGEROUS METHOD (Alemanha/Canadá), de David Cronenberg



«Precise, lucid and thrillingly disciplined, this story of boundary-testing in the early days of psychoanalysis is brought to vivid life by the outstanding lead performances of Keira Knightley, Viggo Mortensen and Michael Fassbender.»
Todd McCarthy, Hollywood Reporter.

. TAO JIE (A SIMPLE LIFE) (China/Hong Kong), de Ann Hui



«Susan Chan and Roger Lee's script is a bittersweet, unmistakably heartfelt look at ties between people who aren't blood relations but who have in effect a mother/son bond.»
Neil Young, Hollywood Reporter.

. ALPS (Grécia), de Giorgos Lanthimos



«It'd be rash to call it a better film than DOGTOOTH, but it is, in the relative scheme of these things, a bigger one, and exciting evidence of restless formal development on the part of its director.»
Guy Lodge, In Contention.

. SHAME (Reino Unido), de Steve McQueen



«[...] a formidable, and formidably sober, provocation.»
Jonathan Romney, Sight & Sound.

. L'ULTIMO TERRESTRE (Itália), de Gian Alfonso Pacinotti



«Loosely inspired by a collection of comics from colleague Giacomo Monti, pic cleverly uses its sci-fi elements to explore people's fear of diversity and the unknown.»
Boyd Van Hoeij, Variety.

. FAUST (Rússia), de Alexander Sokurov



«[...] and since we are yet before hell, the path to get there is, remarkably, a vibrantly soulful, terrible and funny feast.»
Daniel Kasman, MUBI.com.

. WUTHERING HEIGHTS (Reino Unido), de Andrea Arnold



«Full credit to director Andrea Arnold for taking such a bold and distinctive approach to Emily Brontë's account of sweeping passion on the Yorkshire moors.»
Xan Brooks, Guardian.

. CARNAGE (Alemanha/Espanha/França/Polónia), de Roman Polanski



«Snappy, nasty, deftly acted and perhaps the fastest paced film ever directed by a 78-year-old, [CARNAGE] fully delivers the laughs and savagery of the stage piece while entirely convincing as having been shot in New York, even though it was filmed in Paris for well-known reasons.»
Todd McCarthy, Hollywood Reporter.