quarta-feira, novembro 09, 2011

Filhos de Um Deus Maior #68



Quatro public service announcements, apropriadamente realizados por Darren Aronofsky (não fosse ele o autor de A VIDA NÃO É UM SONHO) para a Meth Project Foundation, com o propósito de sensibilizar os mais jovens sobre as consequências nefastas do consumo de metanfetaminas.

Ou como todas as campanhas deste género deveriam ser: brutais, incondicionais e totalmente revoltantes:










[Fonte: mediabistro]

terça-feira, novembro 08, 2011

Curiosidade da Semana



God's Eye View: angle where the camera lens is perpendicular to the subject without any POV reference, which gives the viewer an omniscient viewpoint of the character and the surrounding space.



N.B.: para os melómanos, o tema que acompanha este vídeo é "Down Boy", dos Yeah Yeah Yeah.

#28



... segundo as palavras do Nuno Barroso, do blog Delusion over Addiction:

1. TAXI DRIVER
(1976, Taxi Driver, Martin Scorsese)



Considero que a obra-prima de Martin Scorsese é este TAXI DRIVER. Somos transportados para Nova Iorque pela forma de como Scorsese capta todas as nuances da cidade que ele tanto adora. Creio que também nunca vi um filme que tão explorasse o background psicológico de uma personagem de uma maneira tão afincada como Travis Bickle é explorado. Aliado a isto temos ainda uma das (senão a maior) interpretações do Cinema com assinatura de Robert De Niro e uma banda sonora simplesmente deliciosa.

2. MULHOLLAND DRIVE
(2001, Mulholland Dr., David Lynch)



O que mais aprecio neste filme é a sua capacidade de nos deslumbrar sempre que o revisitamos. Misterioso e sedutor, MULHOLLAND DRIVE é a mais fantástica viagem ao profundo subconsciente e ao mundo dos sonhos.

3. O AMOR É UM LUGAR ESTRANHO
(2003, Lost in Translation, Sofia Coppola)



É um filme que consigo ver todos os dias. Tem uma atmosfera tão relaxante que a sua visualização torna-se algo terapêutica.

4. BONNIE E CLYDE
(1967, Bonnie and Clyde, Arthur Penn)



Interessante ver como um filme consegue constituir um marco tão significativo na história do cinema, alterando por completo a forma de como (neste caso) a violência era retratada no grande ecrã. BONNIE AND CLYDE é um desses filmes. Ainda me lembro vivamente da primeira vez que o vi e de ter ficado em êxtase com aquele final arrebatador.

5. CREPÚSCULO DOS DEUSES
(1950, Sunset Blvd., Billy Wilder)



Em termos de argumentos, Wilder é Rei. A nomeação deste SUNSET BLVD. prende-se um pouco com o facto de ter sido o primeiro filme a preto e branco que vi pro-activamente. Fiquei extremamente surpreendido pelo quão tenaz e intrigante foi!

6. A VIDA NÃO É UM SONHO
(2000, Requiem For a Dream, Darren Aronofsky)



Foi o filme que me fez olhar para o cinema com outros olhos. Potente e duro de se ver, o REQUIEM FOR A DREAM é bem capaz de ter sido o filme que mais me marcou. Fiquei sem palavras quando o vi, tamanho foi o soco que me deu. Apesar de o ter visto uma única vez por volta de 2004, são várias as cenas que ainda se mantêm vivas no meu pensamento e creio que isso é apenas um testamento ao verdadeiro poder do cinema.

7. ANTES DO ANOITECER
(2004, BEFORE SUNSET, Richard Linklater)



Juntamente com o BEFORE SUNRISE, este é o meu romance de eleição. Escolho o SUNSET, aqui, pelo facto de ser mais maduro que o seu antecessor. E aqui, a naturalidade é a palavra de ordem. Quer estejam a homenagear a Nina Simone ou a discutir os problemas sócio-políticos do Mundo, não consigo encontrar uma única falha neste filme. Simplesmente, enche-me o coração.

8. A JANELA INDISCRETA
(1954, Rear Window, Alfred Hitchcock)



Hitchcock é o mestre, e pouco mais há a acrescentar (também tenho em grande estima o VERTIGO, mas optei pelo REAR WINDOW). O desenvolvimento das personagens está no ponto, a tensão é palpável e o clímax é inesquecível. Love it to death.

9. THE END OF EVANGELION
(1997, Shin seiki Evangelion Gekijô-ban: Air/Magokoro wo, kimi ni, Hideaki Anno e Kazuya Tsurumaki)



A conclusão de uma das minhas séries preferidas. É um filme incrível e recomendo-o fortemente (contudo, a visualização da série é obrigatória antes de se partir para este THE END OF EVANGELION).

10. O SILÊNCIO DOS INOCENTES
(1991, The Silence of the Lambs, Jonathan Demme)



O meu thriller preferido. O thriller que mais vezes devo ter visto. É um daqueles filmes que sempre que passa na televisão, tenho de parar tudo o que estou a fazer para o ir ver. É claustrofóbico (se eu tivesse que eleger as "As 10 cenas da minha vida" - :P -, a da visão nocturna estaria entre elas, sem pensar duas vezes), brilhantemente executado e para além disso tem também duas interpretações magistrais por parte da Jodie Foster e do Anthony Hopkins. É um clássico!

--//--

Obrigado, Nuno, pela tua participação!

segunda-feira, novembro 07, 2011

Add to Cart #22





Agenda Cinematográfica

:: 9500 CINECLUBE DE PONTA DELGADA ::

. FANTASIA LUSITANA (2010), de João Canijo



FANTASIA LUSITANA é um documentário que explora a relação do povo português com os estrangeiros refugiados da II Guerra Mundial, a forma como a sua estadia no nosso país influenciou (ou não) o nosso olhar sobre a guerra, e uma procura pela herança cultural deixada (ou não) pela sua passagem.

Uma leitura interpelante da história portuguesa do século XX construída inteiramente a partir de imagens de arquivo e da leitura de testemunhos desses refugiados nas vozes de Hanna Schygulla, Rudiger Vogler e Christian Patey.



Hoje, pelas 21h30, no Cine Solmar.

domingo, novembro 06, 2011

Críticas da Semana

Breve resumo dos principais filmes visualizados esta semana:

. TARTUFO
. A DAMA DO LAGO
. BRUTALIDADE
. THE PHANTOM CARRIAGE

--//--

. TARTUFO (1925), de F.W. Murnau



Um jovem actor (André Mattoni) apresenta ao seu avô milionário (Hermann Picha) um filme sobre o impostor Tartüff (Emil Jannings), de modo a expor a hipocrisia dos planos fatais de uma empregada (Rosa Valetti) que pretende deitar as mãos à fortuna do seu velho patrão.



Exemplo modesto de Expressionismo Alemão, TARTUFO será um dos trabalhos menos conhecidos da filmografia de Murnau, mas revelador de um lado humanista do realizador que a maioria dos cinéfilos só detecta em AURORA (1927). Com essa menor predominância técnica, os valores da célebre peça de Molière sobre cobiça e hipocrisia, são imediatamente colocados em primeiro plano, por vezes de uma forma deliciosamente cómica — inclusivamente, com direito a quebra da chamada fourth wall.

A veia expressionista (iluminação, enquadramento e representação) de Murnau só se encontra na sequência nocturna em que a natureza ignóbil de Herr Tartüff é exposta, vilão irrepreensivelmente encarnado por Emil Jannings, numa perfeita combinação de humor e horror. Eis um sublime conto moral, sem pejo em lembrar a plateia, incluindo a contemporânea, de se acautelar perante hipócritas e manipuladores, pois eles, tal como a pobreza, estão sempre entre nós...

. A DAMA DO LAGO (1947), de Robert Montgomery



Uma editora (Audrey Totter) de uma revista contrata Philip Marlowe (Robert Montgomery) para descobrir o paradeiro da esposa do seu patrão. Rapidamente, o detective privado vê-se envolvido num caso de homicídio.



Curioso exercício de estilo noir, onde toda a história — com excepção de alguns interlúdios em que o próprio Marlowe partilha as suas suposições com o espectador — é contada através do ponto de vista do protagonista mas que, infelizmente, não se torna memorável após a sua visualização.

Esse tratamento subjectivo da "câmara enquanto actor" apenas pode ser considerado como parcialmente bem sucedido, revelando-se A DAMA DO LAGO como um título apropriado para aficionados do film noir clássico, para os mais atentos a truques técnicos (sobretudo, os cortes disfarçados em aparentes longos planos-sequência) e para observar o quão longe os criadores do género eram capazes de ir de forma a imprimir variedade e interesse a um argumento que, desde a sua premissa, poucos caminhos possuía para explorar.

. BRUTALIDADE (1947), de Jules Dassin



Numa penitenciária de alta segurança, o prisioneiro Joe Collins (Burt Lancaster) planeia uma revolta contra o Capitão Munsey (Hume Cronyn), um violento e implacável chefe prisional.



Esqueçam EU SOU UM EVADIDO (1932, Mervyn LeRoy), OS CONDENADOS DE SHAWSHANK (1994, Frank Darabont) ou O HOMEM DE ALCATRAZ (1962, John Frankenheimer); o melhor filme norte-americano sobre a vida de um encarcerado é este drama semi-desconhecido do grande público, absolutamente noir sem "requisitar os serviços" de um detective privado e mais interessado na dissecação de temas como poder social em detrimento da observação de justiça prisional ou da típica e heróica narrativa sobre uma fuga da prisão.

Com duas grandes interpretações de Burt Lancaster e, sobretudo, Hume Cronyn na caracterização de um guarda prisional sádico e sedento por poder, BRUTALIDADE é, também, produto do espírito norte-americano da era em que foi produzido, onde as feridas da Segunda Guerra Mundial ainda estavam em processo de catarse. Dassin não deixa de aludir ao conflito, tanto explícita como implicitamente, tornando-se inevitável a comparação entre a repressão carcereira e os métodos do Terceiro Reich. Destaque final para o extenso elenco feminino (Yvonne De Carlo, Ann Blyth, Ella Raines) que povoa as memórias em flashback dos reclusos da cela R-17.

. THE PHANTOM CARRIAGE (1921), de Victor Sjöström



É véspera de Ano Novo. Três homens evocam a lenda do destino de quem for o último pecador a morrer naquele ano: ser condutor da carruagem que recolhe a alma dos falecidos durante um ano inteiro. David Holm (Victor Sjöström), alcoólico e arruaceiro, morre quando soa a última badalada da meia-noite...



Ingmar Bergman afirmou, a certa altura, que este é «o filme de todos os filmes» e a obra mais inspiradora da sua carreira. A mesma impressão pode ser assumida pelo cinéfilo que se deparar com THE PHANTOM CARRIAGE, obra-prima de apelo universal e intemporal, intrinsecamente Dickensiana, que vagueia entre o drama moral e o terror sobrenatural e reveladora de uma proficuidade técnica quase hipnótica (a visão da "carruagem fantasma" é um portento no uso primitivo da dupla exposição em Cinema).

Mais do que um dos primeiros exemplos de terror cinematográfico, o filme de Sjöström é um importante argumento para a validade moral da Sétima Arte (e esta constatação reveste-se de tremendo significado nos dias que correm, onde o debate acerca da sua relevância actual para a educação dos públicos indica, quase sempre, o prenúncio de morte deste meio artístico). Aqui, a "carruagem fantasma" é o próprio Cinema, um veículo que nos pode entreter, assombrar ou deprimir, mas também instruir e aperfeiçoar. O filme exibe claramente a estilização da época em que foi produzido — a versão restaurada e editada pela Criterion, numa interessante decisão, deixou intactas as impiedosas marcas de degradação que o tempo aplica à película de nitrato —, mas a sua mensagem sobreviverá, sem dificuldades, ao decorrer dos anos.

sexta-feira, novembro 04, 2011

Hollywood Buzz #144

O que se diz lá fora sobre TOWER HEIST, de Brett Ratner:



«The movie is broad and clumsy, and the dialogue cannot be described as witty, but a kind of grandeur creeps into the screenplay by Ted Griffin and Jeff Nathanson.»
Roger Ebert, Chicago Sun-Times.

«TOWER HEIST could and should have been much more. Mr. Ratner goes for the safe bet and the easy score.»
A.O. Scott, The New York Times.

«During the heist itself, the suspense is palpable, if only because Christophe Beck's funky score blares its horns so insistently, one can't help but feel anxious. But the laughs don't follow.»
Peter Debruge, Variety.

«A smoothly engineered crowd pleaser.»
Todd McCarthy, The Hollywood Reporter.

«TOWER HEIST is the cinematic version of a Trump property: overblinged, eye-catching, and essentially tacky.»
Lisa Schwarzbaum, Entertainment Weekly.

quinta-feira, novembro 03, 2011

#27



... segundo as palavras da Sarah Queiroz, do blog Depois do Cinema:

1. MATRIX
(1999, The Matrix, Larry e Andy Wachowski)



My personal favourite, atinge a perfeição! A interessante e paradoxal narrativa, que envolve metafísica e a filosofia, juntamente com a tremenda e espectacular acção e efeitos visuais são, sem dúvida, dois elementos bastante apelativos. O facto de nos desafiar intelectualmente também constitui um dos motivos pelo qual eu idolatro este filme e é, verdadeiramente, o número 1 da minha lista.

2. O SENHOR DOS ANÉIS — A IRMANDADE DO ANEL
(2001, The Lord of the Rings: The Fellowship of the Ring, Peter Jackson)



LORD OF THE RINGS alcança o nível de excelência e nunca me canso de ver os filmes, é espectacular em todos os níveis. Peter Jackson criou das melhores sagas da história do cinema, muito obrigada Peter!

3. KILL BILL — A VINGANÇA
(2003, Kill Bill: Vol. 1, Quentin Tarantino)



My dear Quentin... Adoro-o! Todos os seus filmes são de génio, mas a história de Beatrix Kiddo consegue ser a minha favorita.

4. CÃES DANADOS
(1992, Reservoir Dogs, Quentin Tarantino)



Outra genialidade por Tarantino, filme este que iniciou a sua magnífica carreira enquanto realizador, e digo-vos: não poderia ter começado da melhor maneira! A narrativa não linear, as grandes actuações, um diálogo soberbo e inteligente, tendo depois uma banda sonora que complementa da melhor maneira fazem deste filme um clássico!

5. A RESSACA
(2009, The Hangover, Todd Phillips)



Não há filme que tenha conseguido a proeza de me fazer cair da cadeira de tanto rir sendo A RESSACA a excepção! Sinceramente, acho-o inagualável, e dificilmente outro filme de comédia tem o nível de qualidade que este tem.

6. RESIDENT EVIL
(2002, Resident Evil, Paul W.S. Anderson)



Automaticamente constou da minha lista de preferências, logo desde a primeira vez que o vi. A história, os actores, a banda sonora... Vários são os elementos que tornam este filme absolutamente fantástico, apesar da grande maioria não concordar.

7. SHUTTER ISLAND
(2010, Shutter Island, Martin Scorsese)



A combinação DiCaprio & Scorsese é simplesmente perfeita. Este filme está arrebatador, é dos melhores filmes de 2010. SHUTTER ISLAND é acima de tudo um filme inteligente, que nos permite puxar pela cabeça. Adoro!

8. ZOMBIES PARTY — UMA NOITE DE... MORTE
(2004, Shaun of the Dead, Edgar Wright)



Eu adoro filmes de zombies, e este especialmente, pois combina o meu género predilecto com humor britânico do melhor! Não é possível resistir, é de facto hilariante, e tem um fantástico elenco e banda sonora.

9. SETE PECADOS MORTAIS
(1995, Se7en, David Fincher)



Dos melhores filmes do género e dos anos 90, SE7EN está fantástico a todos os níveis, apesar do seu final super depressivo! Adoro.

10. A CHAVE
(2005, The Skeleton Key, Iain Softley)



É daqueles filmes que eu não consigo explicar porque é que adoro ou porque é que consta nas minhas preferências. O facto de ser um pouco obscuro, super subestimado, e conter elementos pouco convencionais são capazes de ser dos motivos pelo qual me levaram a gostar verdadeiramente deste filme, que para mim é incansável. Ou se calhar é mesmo só por causa do Peter Sarsgaard.

--//--

Obrigado, Sarah, pela tua participação!