sexta-feira, novembro 11, 2011

Hollywood Buzz #145

O que se diz lá fora sobre J. EDGAR, de Clint Eastwood:



«As a period biopic, J. EDGAR is masterful. Few films span seven decades this comfortably.»
Roger Ebert, Chicago Sun-Times.

«Mr. Eastwood doesn't just shift between Hoover's past and present, his intimate life and popular persona, he also puts them into dialectic play, showing repeatedly how each informed the other.»
Manohla Dargis, The New York Times.

«Any movie in which the longtime FBI honcho features as the central character must supply some insight into what made him tick, or suffer from the reality that the Bureau's exploits were far more interesting than the bureaucrat who ran it - a dilemma J. EDGAR never rises above.»
Peter Debruge, Variety.

«This surprising collaboration between director Clint Eastwood and MILK screenwriter Dustin Lance Black tackles its trickiest challenges with plausibility and good sense, while serving up a simmeringly caustic view of its controversial subject's behavior, public and private.»
Todd McCarthy, The Hollywood Reporter.

«J. EDGAR turns out to be one of the worst ideas anybody's ever had, a mendacious, muddled, sub-mediocre mess that turns some of the most explosive episodes of the 20th century into bad domestic melodrama and refuses to take any clear position on one of American history's most controversial figures.»
Andrew O'Hehir, Salon.com.

quinta-feira, novembro 10, 2011

#29



... segundo as palavras do Gabriel Martins, autor do blog Alternative Prison:

Os filmes estão pela ordem que eu os vi ao longo da vida. Se é uma lista de filmes da nossa vida faz-me sentido que a abranja toda.

. A GUERRA DAS ESTRELAS + O IMPÉRIO CONTRA-ATACA + O REGRESSO DE JEDI
(1977, Star Wars: Episode IV - A New Hope, George Lucas, 1980, Star Wars: Episode V - The Empire Strikes Back, Irvin Kershner, 1983, Star Wars: Episode VI - Return of the Jedi, Richard Marquand)



É daqueles filmes que apaixona qualquer criança, Star Wars é um imaginário divertidíssimo, carregado de personagens memoráveis. Fez-me sonhar e continua a fazê-lo, e isso não dá para esquecer. Adoro os 3 filmes mas o do meio é a obra-prima.

. PULP FICTION
(1994, Pulp Fiction, Quentin Tarantino)



PULP FICTION é um fenómeno. Um filme que parecia não querer saber das regras, contava a história como bem lhe apetecia. É um filme com personalidade, estilo e claro um argumento do caraças.

. O FESTIM NU
(1991, Naked Lunch, David Cronenberg)



David Cronemberg está e possivelmente estará sempre no topo das minhas listas de realizadores ou filmes favoritos. Acho-o simplesmente formidável. Foi o segundo filme que vi dele e tal como já foi mencionado por outra pessoa, abriu- me uma porta para um outro mundo cinematográfico. Um filme que deambula entre a realidade e o delírio nunca deixando de nos captar a atenção.

. VELVET GOLDMINE
(1998, Velvet Goldmine, Todd Haynes)



Uma das minhas maiores paixões cinematográficas. Deu-me a conhecer Todd Haynes, Oscar Wilde, Iggy Pop e David Bowie (mesmo que este não directamente). É portanto uma explosão de cinema, música e literatura; de cores, sons e irreverência.

. VEIO DO OUTRO MUNDO
(1982, The Thing, John Carpenter)



Mais um filme que me prendeu logo nos primeiros instantes e até hoje nunca mais me largou. A atmosfera claustrofóbica é absolutamente deliciosa. Não nenhum sítio para fugir quando estamos na Antárctida e quando uma forma de vida alienígena tem a capacidade de copiar qualquer organismo vivo, em quem se pode confiar? O homem é tal como a frase na capa promove "The Warmest Place To Hide". John Carpenter no seu melhor.

. A CORDA
(1948, Rope, Alfred Hitchock)



É impossível escolher apenas um Hitchcock, no entanto, Rope aborda uma temática que muito me agrada, a do super-homem de Nietzsche. Não é à toa que Crime e Castigo é um dos meus livros favoritos. O filme tem também a particularidade de se apresentar como se fosse filmado num único plano.

. DISPONÍVEL PARA AMAR + 2046
(2000, Fa yeung nin wa, 2004, 2046, Wong Kar Wai)



Vou aproveitar-me da possibilidade de metermos sequelas para escolher estes dois. Não têm de seguir esta ordem, eu vi primeiro 2046 e os filmes são belíssimos e funcionam independentes um do outro. No entanto, a experiência é mais enriquecedora se virmos os dois. Isto porque a personagem de Tony Leung é uma pessoa diferente nos dois filmes, viveu, mudou. Os acontecimentos de um filme reflectem-se no outro. Duas odes ao amor como só Wong Kar Wai é capaz de fazer.

. A MÁSCARA
(1966, Persona, Ingmar Bergman)



Duas actrizes. Um monólogo. Persona é uma obra-prima que prova que para termos um grande filme só precisamos de uma grande ideia, uma grande visão. Um dos melhores filmes sobre a psique humana com um final absolutamente arrebatador.

. THE GENERAL
(1926, The General, Buster Keaton e Clyde Bruckman)



O filme é inspirado numa grande perseguição a uma locomotiva que decorreu em 1862 durante a guerra civil americana, quando um grupo de membros do Union Army, o exército do Norte, tomaram em sua posse o comboio "The General". Keaton, baseando-se nesta história, construiu uma das maiores comédias mudas do Cinema, é um daqueles imperdíveis.

. 2001: ODISSEIA NO ESPAÇO
(1968, 2001: A Space Odyssey, Stanley Kubrick)



O 2001 é um dos filmes mais completos e grandiosos que vi até hoje. Dividido em diferentes partes, todas elas interligadas mas completamente distintas, contribuem para que o filme oscile ao longo do tempo entre diversos géneros. Assim temos uma narrativa, por vezes carregada de tensão e suspense na parte sobre o HAL 9000 ou simplesmente a força das imagens num belíssimo bailado espacial. E não podemos esquecer que a elipse cinematográfica mais poderosa do Cinema se encontra aqui.

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Obrigado, Gabriel, pela tua participação!

Add to Cart #23



Un film de Almodóvar: whether appearing in his stylish opening credits or on the suggestive poster that invariably accompanies each of his films, this announcement triggers a range of expectations.

Sexy and subversive, colorful and controversial, passionate and provocative, Pedro Almodóvar’s world is unlike any other director's. Thanks to his remarkably cohesive and consistent œuvre, the Manchegan maverick has become a reliable brand, his name a byword for the visual opulence, experimentation and eroticism of post-Franco Spanish cinema.


quarta-feira, novembro 09, 2011

Filhos de Um Deus Maior #68



Quatro public service announcements, apropriadamente realizados por Darren Aronofsky (não fosse ele o autor de A VIDA NÃO É UM SONHO) para a Meth Project Foundation, com o propósito de sensibilizar os mais jovens sobre as consequências nefastas do consumo de metanfetaminas.

Ou como todas as campanhas deste género deveriam ser: brutais, incondicionais e totalmente revoltantes:










[Fonte: mediabistro]

terça-feira, novembro 08, 2011

Curiosidade da Semana



God's Eye View: angle where the camera lens is perpendicular to the subject without any POV reference, which gives the viewer an omniscient viewpoint of the character and the surrounding space.



N.B.: para os melómanos, o tema que acompanha este vídeo é "Down Boy", dos Yeah Yeah Yeah.

#28



... segundo as palavras do Nuno Barroso, do blog Delusion over Addiction:

1. TAXI DRIVER
(1976, Taxi Driver, Martin Scorsese)



Considero que a obra-prima de Martin Scorsese é este TAXI DRIVER. Somos transportados para Nova Iorque pela forma de como Scorsese capta todas as nuances da cidade que ele tanto adora. Creio que também nunca vi um filme que tão explorasse o background psicológico de uma personagem de uma maneira tão afincada como Travis Bickle é explorado. Aliado a isto temos ainda uma das (senão a maior) interpretações do Cinema com assinatura de Robert De Niro e uma banda sonora simplesmente deliciosa.

2. MULHOLLAND DRIVE
(2001, Mulholland Dr., David Lynch)



O que mais aprecio neste filme é a sua capacidade de nos deslumbrar sempre que o revisitamos. Misterioso e sedutor, MULHOLLAND DRIVE é a mais fantástica viagem ao profundo subconsciente e ao mundo dos sonhos.

3. O AMOR É UM LUGAR ESTRANHO
(2003, Lost in Translation, Sofia Coppola)



É um filme que consigo ver todos os dias. Tem uma atmosfera tão relaxante que a sua visualização torna-se algo terapêutica.

4. BONNIE E CLYDE
(1967, Bonnie and Clyde, Arthur Penn)



Interessante ver como um filme consegue constituir um marco tão significativo na história do cinema, alterando por completo a forma de como (neste caso) a violência era retratada no grande ecrã. BONNIE AND CLYDE é um desses filmes. Ainda me lembro vivamente da primeira vez que o vi e de ter ficado em êxtase com aquele final arrebatador.

5. CREPÚSCULO DOS DEUSES
(1950, Sunset Blvd., Billy Wilder)



Em termos de argumentos, Wilder é Rei. A nomeação deste SUNSET BLVD. prende-se um pouco com o facto de ter sido o primeiro filme a preto e branco que vi pro-activamente. Fiquei extremamente surpreendido pelo quão tenaz e intrigante foi!

6. A VIDA NÃO É UM SONHO
(2000, Requiem For a Dream, Darren Aronofsky)



Foi o filme que me fez olhar para o cinema com outros olhos. Potente e duro de se ver, o REQUIEM FOR A DREAM é bem capaz de ter sido o filme que mais me marcou. Fiquei sem palavras quando o vi, tamanho foi o soco que me deu. Apesar de o ter visto uma única vez por volta de 2004, são várias as cenas que ainda se mantêm vivas no meu pensamento e creio que isso é apenas um testamento ao verdadeiro poder do cinema.

7. ANTES DO ANOITECER
(2004, BEFORE SUNSET, Richard Linklater)



Juntamente com o BEFORE SUNRISE, este é o meu romance de eleição. Escolho o SUNSET, aqui, pelo facto de ser mais maduro que o seu antecessor. E aqui, a naturalidade é a palavra de ordem. Quer estejam a homenagear a Nina Simone ou a discutir os problemas sócio-políticos do Mundo, não consigo encontrar uma única falha neste filme. Simplesmente, enche-me o coração.

8. A JANELA INDISCRETA
(1954, Rear Window, Alfred Hitchcock)



Hitchcock é o mestre, e pouco mais há a acrescentar (também tenho em grande estima o VERTIGO, mas optei pelo REAR WINDOW). O desenvolvimento das personagens está no ponto, a tensão é palpável e o clímax é inesquecível. Love it to death.

9. THE END OF EVANGELION
(1997, Shin seiki Evangelion Gekijô-ban: Air/Magokoro wo, kimi ni, Hideaki Anno e Kazuya Tsurumaki)



A conclusão de uma das minhas séries preferidas. É um filme incrível e recomendo-o fortemente (contudo, a visualização da série é obrigatória antes de se partir para este THE END OF EVANGELION).

10. O SILÊNCIO DOS INOCENTES
(1991, The Silence of the Lambs, Jonathan Demme)



O meu thriller preferido. O thriller que mais vezes devo ter visto. É um daqueles filmes que sempre que passa na televisão, tenho de parar tudo o que estou a fazer para o ir ver. É claustrofóbico (se eu tivesse que eleger as "As 10 cenas da minha vida" - :P -, a da visão nocturna estaria entre elas, sem pensar duas vezes), brilhantemente executado e para além disso tem também duas interpretações magistrais por parte da Jodie Foster e do Anthony Hopkins. É um clássico!

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Obrigado, Nuno, pela tua participação!

segunda-feira, novembro 07, 2011

Add to Cart #22





Agenda Cinematográfica

:: 9500 CINECLUBE DE PONTA DELGADA ::

. FANTASIA LUSITANA (2010), de João Canijo



FANTASIA LUSITANA é um documentário que explora a relação do povo português com os estrangeiros refugiados da II Guerra Mundial, a forma como a sua estadia no nosso país influenciou (ou não) o nosso olhar sobre a guerra, e uma procura pela herança cultural deixada (ou não) pela sua passagem.

Uma leitura interpelante da história portuguesa do século XX construída inteiramente a partir de imagens de arquivo e da leitura de testemunhos desses refugiados nas vozes de Hanna Schygulla, Rudiger Vogler e Christian Patey.



Hoje, pelas 21h30, no Cine Solmar.