quinta-feira, janeiro 12, 2012

Curiosidade da Semana



A moda dos mash-ups (união de dois trailers distintos, conferindo todo um novo aspecto a um determinado filme) não é recente. Contudo, Brad Hansen começa a ser um nome a ter em atenção neste género de exercício.

Depois de The Lion King Rises, é a vez de WALL-E receber um tratamento semelhante, agora inspirado nos sons e atmosfera do trailer de PROMETHEUS, próximo filme de Ridley Scott que estreia, em Portugal, no próximo mês de Junho. E, uma vez mais, o resultado é fantástico:



[Fonte: Cinema Blend]

terça-feira, janeiro 10, 2012

segunda-feira, janeiro 09, 2012

Agenda Cinematográfica

:: 9500 CINECLUBE DE PONTA DELGADA ::

PREMIADOS CINANIMA 2011



. PRÉMIO JOVEM CINEASTA PORTUGUÊS < DE 18 ANOS

NÓS TERRA



Realização: Colectivo de Crianças da EB1 de Trás-os-Montes, Polo 3 — Ilha de Santiago, Cabo Verde.

"Vou contar essa estória..." NÓS TERRA é um filme animado, contado e vivido por meninos do interior da Ilha de Santiago. Através dos seus testemunhos, cruzam-se experiências comuns a todos os que partilham um lugar que aguarda que a chuva caia, pois o cultivo da terra é a sua fonte de riqueza e de subsistência.
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. PRÉMIO JOVEM CINEASTA PORTUGUÊS > DE 18 ANOS

BATS IN THE BELFRY



Realização: João Alves.

Após uma tentativa frustrada durante o dia, Deadeye Jack tenta retomar um assalto usando a noite como cobertura. Mas, ao surpreender os donos do dinheiro, Jack interrompe uma refeição da qual se arrisca a tornar-se o prato principal.
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. PRÉMIO ANTÓNIO GAIO

SEM QUERER



Realização: João Fazenda.

Uma jovem mulher recebe um postal com o quadro que o pai lhe apresentou na infância como sendo uma lição de vida. Resolve ir ao museu revê-lo tantas e tão prolongadas vezes que a tela desaparece. Terá sido um roubo banal ou demasiado desejo?
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. PRÉMIO RTP2: ONDA CURTA / PRÉMIO JOSÉ ABEL

MAIS UMA VEZ!



Realizacão: T. Okruzhnova, E. Ovchinnikova, N. Pavlycheva, E. Petrova, M. Arkhipova e A. Yakhyaeva.

Um dia da infância que queremos lembrar uma vez, e outra vez...
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. PRÉMIO MELHOR BANDA SONORA ORIGINAL

ARACHMANINOFF



Realização: René Lange.

Uma aranha desceu até à mesa de som. Um martelo tira o pio a aranha.
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. PRÉMIO DO PÚBLICO

DANNY BOY



Realização: Marek Skrobecki.

DANNY BOY é um filme que aborda o problema social da alienação, contudo em forma de sátira social. Um jovem, claramente diferente dos demais, vagueia pelas ruas sem destino. Um dia, conhece uma jovem. Será que esta, ciente das suas diferenças, o vai rejeitar?
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. PRÉMIO MELHOR CURTA-METRAGEM — FILME DE FIM DE ESTUDOS E/OU DE ESCOLA / PRÉMIO GASTON ROCH

PLAYING GHOST



Realização: Bianca Ansems.

Amy, de cinco anos de idade, e a mãe estão devastadas com a morte do pai, mas de formas muito diferentes. Enquanto a mãe se refugia na solidão e tenta manter-se fiel à sua rotina, Amy procura uma fuga mágica mas que também tem os seus perigos.
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. PRÉMIO ESPECIAL DO JÚRI / PRÉMIO RTP2: ONDA CURTA

AS CORDAS DE MUYBRIDGE



Realização: Pawel Debski.

Será que podemos parar o tempo? Será que podemos fazer com que o tempo volte atrás? Este filme é uma meditação sobre este tema, colocando em contraste o mundo do fotógrafo Eadweard Muybridge — que, em 1878, fotografou com sucesso as diferentes fases do galope de um cavalo — e o de uma mãe, que, ao tomar consciência do crescimento da filha, se apercebe que ela lhe foge por entre as mãos.
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. GRANDE PRÉMIO CINANIMA 2011

O INQUILINO



Realização: Jason Carpenter.

Um menino é deixado em casa de uma mulher idosa para passar o dia. A casa fica no meio de um campos de ervas daninhas e peras que apodrecem. Um homem solitário, que tem aí um quarto alugado, acrescenta um ar mais assustador ao ambiente. A morte de uma galinha faz com que essa casa de acolhimento seja um local cruel e estranho para o menino, que aprende que o carinho pode ser manifestado de formas inesperadas.
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. PRÉMIO MELHOR CURTA-METRAGEM — até 5 minutos / PRÉMIO ALVES COSTA

KUBLA KHAN



Realização: Joan Gratz.

Interpretação animada de um poema de Samuel Taylor Coleridge, de 1797. A sua "visão num sonho" foi escrita sob a influência do ópio.
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. PRÉMIO MELHOR CURTA-METRAGEM — mais de 5 até 25 minutos

SEGUNDA MÃO



Realização: Isaac King.

Prefere poupar tempo ou guardar coisas? O filme analisa a desigualdade e desperdício criados pelas obsessões dos tempos modernos.

Hoje, pelas 21h30, no Cine Solmar — Entrada livre.

domingo, janeiro 08, 2012

TCN Blog Awards 2011 — A Cerimónia

Antes de mais ei-lo:



Obrigado a todos os que deram a honra ao Keyzer Soze's Place, este blog de nome estranho, administrado a partir do meio do Atlântico e que, curiosamente, completou nove anos de existência no passado dia 6, de ser escolhido como Melhor Blog Individual de 2011.

Impera, agora, fazer justiça a esta inesperada e gratificante honra.

E parabéns aos merecidos vencedores:

Melhor Blogger: Pedro Andrade (TVDependente)
Melhor Blog Colectivo: TVDependente
Melhor Artigo: Mundo Mágico vs. Caixinha Mágica (Vítor Rodrigues, TVDependente)
Melhor Crítica: Game of Thrones: 1×01 – Winter is Coming (HBO) (Syrin, TVDependente)
Melhor Iniciativa: José e Pilar aos Óscares (Tiago Ramos, Split Screen)
Melhor Novo Blog: Blockbusters
Melhor Revista: Empire

Parabéns, igualmente, a todos os nomeados e ao Miguel Reis do Cinema Notebook por esta iniciativa que possibilita o fantástico momento de reunir, presencialmente, uma significativa fatia da comunidade blogger de Cinema e TV nacional.

E ainda há um vídeo da cerimónia!



[Vídeo: Antestreia, o qual, a respeito da blogosfera de Cinema e TV portuguesa, afirma que "não há vencedores nem vencidos, apenas super bloggers". E eu concordo plenamente.]

quarta-feira, janeiro 04, 2012

"Óscares" de Marketing Cinematográfico [4ª Edição]

É com enorme prazer que o Keyzer Soze's Place volta a desafiar a comunidade blogger cinematográfica e generalista a votar no melhor que se concretizou, durante o ano de 2011, em termos de promoção cinematográfica.

Os últimos doze meses foram férteis em criatividade direccionada para a comercialização de um filme e, nas escolhas que constituem as nomeações, é interessante observar como o melhor não foi proporcionado pelos blockbusters (investidores agressivos de campanhas de marketing), mas sim por produções de ambições modestas.

Assim, as categorias são Melhor Poster, Melhor Trailer, Melhor Site Oficial e Melhor Campanha Publicitária — cada uma acompanhada de opções pré-definidas, existindo também a possibilidade de cada um indicar outro caso meritório de reconhecimento na própria janela de votação.

Os dados estão lançados e a "urna" estará aberta até ao dia 31 de Janeiro.
Agradeço, desde já, a vossa participação.

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A) Melhor Poster de 2011

Nesta categoria, os nomeados são:

1) O ATALHO


Design: Marlene McCarty

2) O DEUS DA CARNIFICINA


Design: monsieur x studio

3) JANE EYRE


Design: BLT & Associates

4) MEIA-NOITE EM PARIS


Design: Cardinal Communications USA

5) SUPER 8


Design: BLT & Associates



B) Melhor Trailer de 2011

Nesta categoria, os nomeados são:

1) CISNE NEGRO



2) CONFISSÕES DE UMA NAMORADA DE SERVIÇO



3) ENTERRADO



4) RANGO



5) ROAD TO NOWHERE — SEM DESTINO





C) Melhor Site Oficial de 2011

Nesta categoria, os nomeados são:
(para acederem aos sites, basta clicar na imagem que acompanha as nomeações)

1) A ÁRVORE DA VIDA



2) CARLOS



3) CISNE NEGRO



4) O GATO DAS BOTAS



5) A TOUPEIRA

(para aceder ao site, é solicitado um código — se olharem com atenção para a página de entrada, encontra-lo-ão depressa...)





D) Melhor Campanha Publicitária de 2011

Nesta categoria, os nomeados são:

1) APOLLO 18



Já não é segredo para ninguém que o recém-estreado APOLLO 18 é um faux-documentary revelador dos motivos secretos pelos quais a NASA decidiu terminar o seu programa de exploração lunar.

Mas, durante os meses anteriores ao seu lançamento comercial, e escondido no site oficial do filme, uma página intitulada "cerberus station 9" foi divulgando supostos documentos confidenciais — subrepticiamente anunciados via Twitter — e que descortinavam o encobrimento, pela NASA, do "fatídico destino" dos tripulantes da Apollo 18.

2) SUCKER PUNCH — MUNDO SURREAL



Entre as opções disponíveis no site oficial de um dos filmes menos consensuais de 2011, encontrava-se a opção Trailer Painter, onde os visitantes poderiam seleccionar o(s) seu(s) frame(s) favorito(s) do trailer de SUCKER PUNCH — MUNDO SURREAL e conferir-lhe, segundo a sua inspiração e criatividade, um aspecto totalmente renovado.

O resultado visual conseguiu ser diversificado e, em alguns casos, impressionante, naquela que foi uma das ideias de marketing mais participadas do ano transacto.

3) SUPER 8



Em termos de marketing viral, foi a campanha mais "omnipresente" de 2011. Logo desde o seu teaser (que nos encaminhava para o site Scariest Thing I Ever Saw) até à revelação do Super 8 Editing Room, outro endereço que publicou, durante meses e com aviso prévio nas redes sociais, pequenos excertos de um pequeno e secreto documentário produzido pelos mesmos militares presentes no filme de J.J. Abrams.

Para além disso, ainda nos foi proporcionada mais informação viral nos seguintes locais:

. Rocket Poppeteers: site oficial de uma marca de gelados, onde se promovia um "programa de treino espacial" para adolescentes, com o astronauta 'Coop' Cooper como mascote;
. Hookline and Minker: blog de Josh Minker, um apaixonado por pesca desportiva, cujo pai ausente estaria envolvido em pesquisas sobre tecnologia extra-terrestre;
. Revalistic: blog dedicado aos segredos da Área 51, administrado por uma "Sarah", amiga do acima referido Josh;
. What Is The #Super8Secret?: endereço viral que oferecia pré-visionamentos de SUPER 8 (actualmente incorporado no site oficial do filme).



terça-feira, janeiro 03, 2012

Curiosidade da Semana



THE DARK KNIGHT RISES meets O REI LEÃO naquela que já é, muito provavelmente, uma das ideias mais bem conseguidas deste novo ano: a junção do áudio do trailer do próximo filme de Christopher Nolan dedicado a Batman com as imagens do clássico da Disney.

A sincronia dos dois elementos é deveras impressionante, o autor (Brad Hansen) está de parabéns pelo fantástico trabalho e só nos resta esperar por mais paródias relacionadas com o trailer de THE DARK RISES:



E quem bem fica Scar a "proferir" a já célebre ameaça de Bane...

[Fonte: BuzzFeed]

segunda-feira, janeiro 02, 2012

Agenda Cinematográfica

:: 9500 CINECLUBE DE PONTA DELGADA ::

SOY CUBA / SOU CUBA (1964), de Mikhail Kalatozov



"Sou Cuba, Cuba dos casinos, mas também das pessoas."

Em 1961, ano em que os Estados Unidos cortaram relações diplomáticas com Cuba, o presidente russo Nikita Krushev, em acordo com Fidel Castro, recém-chegado ao poder, produziu um filme para servir de propaganda da revolução cubana. Naquela época, Cuba era o primeiro país da América Latina a fazer uma revolução contra o regime capitalista.

Assim nasce SOU CUBA, um filme que teve dois anos de produção e contou com aproximadamente 200 pessoas na equipe. Dirigido pelo russo Mikhail Kalatozov e fotografado por Serguey Urusevski, a mesma dupla já consagrada por QUANDO PASSAM AS CEGONHAS (vencedor da Palma de Ouro do Festival de Cannes em 1958), SOU CUBA era para ser a epopeia de uma revolução, um "poema filmado" em homenagem ao regime socialista.



Hoje, pelas 21h30, no Cine Solmar.

domingo, janeiro 01, 2012

Críticas da Semana

Breve resumo dos principais filmes visualizados esta semana:

. O DEUS DA CARNIFICINA
. TEXAS KILLING FIELDS
. MONEYBALL
. BELLFLOWER

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. O DEUS DA CARNIFICINA (2011), de Roman Polanski



Os Longstreet (John C. Reilly e Jodie Foster) e os Cowan (Christoph Waltz e Kate Winslet) reúnem-se civilizadamente para conversar a propósito duma cena de violência entre os dois filhos de onze anos. E, no decorrer de uma tarde, os dois casais revelam a sua verdadeira natureza.



Na sua génese, O DEUS DA CARNIFICINA era um projecto cinematográfico com todos os ingredientes para a concepção de um filme electrizante em todos os sentidos: elenco infalível, fonte literária mordaz e apurada e o background de Polanski na adaptação de peças de teatro (veja-se o impressionante mas sonegado pelo decorrer dos anos A NOITE DA VINGANÇA) e proficuidade narrativa em espaços exíguos (patenteado em REPULSA ou O INQUILINO).

Surpreendentemente, esta verborrágica demonstração de inumanidade urbana não ganha muito com a sua transposição para o grande ecrã, deixando-nos perante um filme pouco "cinemático". Em contrapartida, temos a exibição de talento por parte do elenco (sobretudo o inevitável Christoph Waltz, numa divertidíssima composição de white trash capitalista e incapaz de largar o telemóvel mesmo quando a discussão atinge níveis incendiados) e a nossa atenção irremediavelmente virada para a acutilância dos diálogos, os quais são a força motriz de um título capaz de reacender o debate sobre o carácter filmíco de algumas produções teatrais. Já agora, estejam atentos a mais um muito discreto cameo do próprio Roman Polanski...

. TEXAS KILLING FIELDS (2011), de Ami Canaan Mann



Nos pântanos de uma pequena localidade do Texas, um detective local (Sam Worthington) forma parceria com Brian Heigh (Jeffrey Dean Morgan), um polícia de Nova Iorque, para investigar e solucionar uma série de homicídios.



Primeiro filme de Ami Canaan Mann, filha do também realizador Michael Mann, é uma obra onde abundam os tiques de estreante e a influência genética de quem deseja seguir "trajectos paternais". E embora tenhamos a adequada atmosfera suja e húmida do sul do Texas, parecendo emular, a espaços, um episódio de TWIN PEAKS (e isso muito antes de percebermos que Sheryl Lee integra o elenco), o argumento é um caos de relações mal desenvolvidas e pontas soltas em demasia.

Indeciso entre um comentário sobre a anarquia inerente a qualquer investigação criminal no seio de uma comunidade suburbana conservadora e os esforços da justiça para a resolução de um caso particular de violência doméstica, TEXAS KILLING FIELDS sofre, acima de tudo, por não ter apostado na velha fórmula do "quanto mais simples melhor" — a sua "dimensão" afecta também as interpretações, não sendo possível destacar quem está, neste contexto, mais inspirado. Num filme pelo qual nutria expectativas elevadas, acaba por me "consolar" a probabilidade de, num futuro próximo, ser-nos disponibilizado o seu director's cut.

. MONEYBALL (2011), de Bennett Miller



A história de Billy Beane (Brad Pitt), director desportivo da equipa de beisebol Oakland A's, que procura compensar um orçamento reduzido para transferências de jogadores com a aplicação de análise estatística e informática para recrutar os melhores talentos disponíveis.



Título apropriado para fãs de Brad Pitt e/ou de beisebol (e estejam atentos para a sua presença nas principais atribuições de prémios que agora se avizinham), MONEYBALL é um daqueles exemplos flagrantes de filme sobre vitórias morais com um determinado enquadramento — neste caso, o desportivo — como pano de fundo sem nunca conseguir elevar-se da mediania sobrevalorizada.

Não sendo desprovido dos seus momentos distintos — o detalhar do método matemático para a constituição de uma equipa de beisebol vencedora ou a sugestão de como a neurose supersticiosa do general manager protagonista pode influenciar o desenlace de um jogo são pautados por um trabalho de montagem muito eficaz — e de uma interpretação segura (quem sabe, premiada) por parte de Brad Pitt, MONEYBALL sofre, acima de tudo, da "estranheza" que o seu assunto poderá encontrar fora dos EUA (frases como «He gets on base a lot» serão autênticos mistérios para mim até ao dia em que me inteirar das regras da modalidade...) e de uma metragem desnecessariamente longa. Todavia, recomenda-se a visualização.

. BELLFLOWER (2011), de
Evan Glodell



Dois amigos (Evan Glodell e Tyler Dawson) decidem concretizar um sonho de infância inspirado em MAD MAX: construir um carro apetrechado de lança-chamas e garantir, assim, a sua sobrevivência quando o "Apocalipse" acontecer. Entretanto, um deles apaixona-se e enceta numa viagem de traição, ódio e infidelidade com consequências extremas.



Encarem-no como uma "resolução de Ano Novo", mas passarei a dar, sem reservas, nota muito positiva a todo o filme que se revelar tão visualmente impressionante e semi-inovador quanto este BELLFLOWER, cuja estética aparenta soçobrar a vacuidade de uma história que explode (literalmente, aliás) na sua última meia-hora. Obra de intensa paixão, energia e carácter pessoal — note-se que o realizador também é aqui a personagem principal —, confunde deliberadamente o espectador através da sua narrativa não-linear, linhas temporais alternativas e ausência de motivações dos intervenientes para culminar numa das mais arrepiantes "dor de corno" a que assisti em tempos recentes.

Embora o argumento não esteja livre de falhas — e quando Glodell tiver um em seu poder que não as tenha, então veremos mesmo algo de realmente único —, o seu esquema cromático onde o amarelo-quente é predominante, o seu pragmatismo trágico digno de Michael Haneke e as suas referências pop tornam-no num projecto a não perder de vista. Mesmo que ainda não possua data prevista de estreia em Portugal...