quinta-feira, março 08, 2012

Curiosidade da Semana



Se mais argumentos fossem necessários para provar que a Pixar é a principal geradora de ícones cinematográficos da actualidade, o designer Wonchan Lee acaba de acrescentar mais um. E bastante persuasivo, por sinal.

Mike Wazowski, Nemo, Mr. Incredible, Ratatui e Carl Fredricksen, entre outros, são recriados nestes posters minimalistas na forma mas encantadores no seu âmago. O melhor é observar alguns exemplos duma "colecção" que pode ser visualizada, na íntegra e em pormenor, aqui.











[Fonte: Fast Company.]

quarta-feira, março 07, 2012

Agenda Cinematográfica

:: APORDOC — ASSOCIAÇÃO PELO DOCUMENTÁRIO ::

. Possibilidade do Diferente: novo espaço de documentário promovido pela Apordoc em parceria com o Espaço Nimas, em Lisboa.

A promessa de programação: temas pouco explorados, olhares originais na forma e conteúdo, propostas de reinvenção do presente e pistas para o futuro. A intenção: que este novo espaço de programação seja veículo de inspiração, de imaginação, de crítica. Acima de tudo, que esta partilha de filmes e reflexões possa contribuir para alimentar a coragem de cada um para olhar além do evidente.

A Apordoc decide iniciar a programação no Nimas com quatro documentários sobre o processo de mudança sistémica que tem vindo a decorrer na Islândia, atendendo ao relativo desconhecimento em Portugal sobre a conjuntura desse país.

Islândia: Sentidos de Mudança

. 8 de Março: FUTURE OF HOPE, de Henry Bateman



Em 2008, uma crise financeira atingiu a Islândia. Porém, nem todos a encararam como um desastre. Para um empreendedor que foi à falência na época, o colapso do sistema capitalista foi a melhor coisa que poderia ter acontecido com o espírito do país, tomado pela sede de lucro. Surgiram então alternativas como a energia renovável, a agricultura biológica, a inovação e o ambiente. Parte da população do país descobriu desde então que as oportunidades para o desenvolvimento sustentável são inúmeras.

. 15 de Março: DREAMLAND, de Andri Snaer Magnason e Thorfinnur Gudnason



Meses antes de irromper a crise mais grave da história da Islândia, o governo inicia o maior projecto hidroeléctrico da Europa. Sob a promessa de crescimento económico, o propósito da barragem era fornecer electricidade de baixo custo a Alcoa, uma siderurgia norte-americana de aluminio. Hoje a Islândia enfrenta uma dívida avultada e um futuro incerto. Num país com abundantes recursos, os planos de construção de centrais hidroeléctricas e geotérmicas pretendem converter a natureza numa fonte de energia barata para empresas multinacionais e indústrias contaminantes.

. 22 de Março: GNARR, de Gaukur Úlfarsson



No meio do colapso económico do seu país, o mordaz humorista islandês Jon Gnarr lança o seu próprio partido político, The Best Party. Entre promessas de construção de uma Disneyland no país e a recusa de conversar com adversários políticos que não acompanhassem a série The Wire, Gnarr pretendia expor a falsa moralidade dos outros partidos políticos.
Mas quando o apoio aumenta e Gnarr é eleito mayor de Reykjavík, o que começou como uma brincadeira acaba por retratar o imaginário de uma nação desesperada por mudança.

. 29 de Março: MAYBE I SHOULD HAVE, de Gunnar Sigursson



O que se faz quando nos encontramos na peculiar situação de ir à falência por causa dos sonhos de uns quantos homens de negócios e da incapacidade do governo de proteger o homem comum? Gunnar Sigurosson vai a procura do dinheiro e das respostas...
Gunnars visita os "business vikings", políticos, jornalistas e membros do governo; a sua busca por respostas leva-o a viajar por todo o mundo; Londres, Nova York, Luxemburgo, até a ilha de Tortola. As respostas e as explicações são tão variadas como os seus encontros.

[Horário das sessões: 19:00 / 21:30 . Preço: 3,5€ / 2€ - Sócios Apordoc]

segunda-feira, março 05, 2012

Agenda Cinematográfica

:: 9500 CINECLUBE DE PONTA DELGADA ::

A QUEDA DA CASA DE USHER (1928), de Jean Epstein



Um exercício cinematográfico de pura mestria, inspirado no conto de Edgar Allan Poe, "A Queda da Casa de Usher", escrito por Jean Epstein e pelo até então assistente de realização, Luís Buñuel.

Este foi o filme que lançou Jean Epstein para o sucesso, com a sua assombrosa realização, uma verdadeira obra-prima!



Hoje, pelas 21h30, no Cine Solmar.

domingo, março 04, 2012

Críticas da Semana

Breve resumo dos principais filmes visualizados esta semana:

. INNI
. CAVALO DE GUERRA
. O DIÁRIO A RUM
. JOVEM ADULTA

--//--

. INNI (2011), de Vincent Morisset



Relato hipnótico e intenso, que intercala material de arquivo com imagens de concertos ao vivo, sobre os Sigur Rós, uma das bandas rock mais influentes e afamadas dos últimos anos.



«Somos apenas quatro gajos numa banda». Assim se apresentam os islandeses Sigur Rós neste documentário que complementa o seu mais recente e homónimo trabalho (um álbum ao vivo), ao mesmo tempo que nos deixam espreitar as raízes da contida, sombria e quase poética sonoridade que os caracteriza.

Embora permita um raro "acesso" à intimidade do conjunto, INNI é marcado por um impressionante trabalho de experimentalismo visual — o preto-e-branco dominado pelo grão constante que só a película consegue garantir, actuações em palco para plateias inexistentes, etc. —, o qual potencia ainda mais a imagem mítica e insondável de que gozam os Sigur Rós fora da Islândia. Obra documental imperdível, não só pela qualidade musical que partilha como pela sua fascinante imagética, digna de ser projectada em grande ecrã.

. CAVALO DE GUERRA (2011), de Steven Spielberg



Da comovente amizade entre um cavalo de nome Joey e Albert (Jeremy Irvine), que o doma e treina, até à extraordinária viagem do cavalo e o seu percurso na Primeira Guerra Mundial, mudando e inspirando as vidas daqueles que com ele se cruza — a cavalaria Britânica, soldados Alemães, um agricultor Francês e a sua neta.



Muito ocasionalmente, nem toda a fantasia visual que celebrizou Steven Spielberg desculpa um ou outro "devaneio" (basta recordar títulos como 1941 — ANO LOUCO EM HOLLYWOOD, SEMPRE ou HOOK para se ficar com uma ideia) que o cineasta aparenta ter predilecção por produzir. CAVALO DE GUERRA será, em última análise, mais uma entrada tímida numa filmografia que se distinguiu pela inovação e por um elevar de fasquias emocionais e sensoriais no cinema mainstream norte-americano.

Embora retome um dos temas mais recorrentes de Spielberg — os grandes conflitos armados mundiais do Século XX —, o filme sofre do problema, mal resolvido logo na sua própria génese, ao querer "forçar" uma personalidade no cavalo protagonista, em vez de permitir que a história extraia de forma natural as características salientadas ao longo das suas duas horas e vinte de duração. O resultado é uma obra de apurada atmosfera épica do ponto de vista técnico, cujo tom lírico seria mais apropriado à pura fabulação. E a estrutura fragmentada do argumento assume-se como o "abate" de um cavalo de guerra que, ao invés de extraordinário, é apenas enfadonho.

. O DIÁRIO A RUM (2011), de Bruce Robinson



Paul Kemp (Johnny Depp) é um jornalista freelancer que encontra trabalho num decrépito jornal numa ilha das Caraíbas. O álcool, as drogas e as mulheres continuarão a ser os seus vícios, numa complicada teia de interesses com Sanderson (Aaron Eckhart), um dos homens mais poderosos da ilha.



Baseado no romance homónimo de Hunter S. Thompson, O DIÁRIO A RUM pretende ser uma amálgama de vários temas (recriação de época, comentário social, conto romântico e olhar desencantado sobre o fim do american dream na América Latina) unido pela tentativa de retratar o autor durante a sua juventude. O que Bruce Robinson (cineasta de actividade irregular e muito espaçada) nos oferece é, simplesmente, um "fresco" recheado pelo humor deadpan de Johnny Depp, muito álcool e uma ou outra sequência alucinatória só para confirmar que estamos, de facto, a observar uma adaptação oriunda do universo de Thompson.

Apesar de todo o charme inegável do filme, a dinâmica da narrativa não acompanha o que nos é proporcionado visualmente, sobretudo numa conclusão anti-climática e indecisa entre a ode ao falhanço do protagonista e a sublime mensagem de que "o sucesso reside onde e quando menos se espera". Num final de extrema insatisfação, reina também a ideia de que O DIÁRIO A RUM, desde o seu início, ficou sempre a um pequeno passo de ser uma obra bastante regular.

. JOVEM ADULTA (2011), de Jason Reitman



Mavis Gary (Charlize Theron) é uma autora de literatura juvenil que regressa à sua pequena terra natal para reviver os seus gloriosos dias e tentar reconquistar o seu namorado do secundário (Patrick Wilson), agora um feliz homem casado. Quando o regresso a casa se torna mais dificil do que ela pensava, Mavis forma uma estranha dupla com um antigo colega (Patton Oswalt) que, tal como ela, ainda não ultrapassou a vida do secundário.



Quatro anos depois de JUNO, comédia atractiva, vigorosa, idiossincrática quando comparada com a maioria dos teen movies actuais e que apresentou ao mundo Ellen Page, Reitman e a argumentista Diablo Cody reencontram-se sem obter o sucesso daquele filme mas capazes de oferecer aos olhos cinéfilos outra memorável interpretação feminina, isto é, uma Charlize Theron alcoólica, frustrada e promiscua: ou a principal razão para se recomendar a visualização de JOVEM ADULTA, no melhor trabalho da actriz desde MONSTRO (2003).

E o meu principal "obstáculo" relativamente ao filme é de surpreendente natureza. Por norma, aprecio o filme americano que resiste à exibição de redenção e cura (ou, pior ainda, de pedagogia) no seu último acto. Contudo, e depois da encenação de um explosivo confronto final entre as personagens, JOVEM ADULTA termina com um twist irresoluto, cuja insipidez da-lhe contornos mais mesquinhos do que (e tudo aponte para essa a intenção) subversivos. O que temos é uma protagonista que, mesmo perante as "duras lições da vida", decide manter tudo na mesma. Assim se sente também o espectador quando os créditos finais começam a rodar: "na mesma", como se nada tivesse acontecido...

sábado, março 03, 2012

Add to Cart #31



«Whatever happened to Darren Aronofsky’s Batman movie starring Clint Eastwood? Why were there so many scripts written over the years for Steven Spielberg and George Lucas’s fourth Indiana Jones movie? Why was Lara Croft’s journey to the big screen so tortuous, and what prevented Paul Verhoeven from filming what he calls "one of the greatest scripts ever written"? Why did Ridley Scott’s Crisis in the Hot Zone collapse days away from filming, and were the Beatles really set to star in Lord of the Rings? What does Neil Gaiman think of the attempts to adapt his comic book series The Sandman?»

O sumário detalhado de inúmeros e fascinantes projectos perdidos que estiveram nas cogitações das majors de Hollywood, recuperados neste livro que inclui entrevistas com os cineastas e argumentistas neles envolvidos.

[Fonte: The Fandom Post.]

sexta-feira, março 02, 2012

Filhos de Um Deus Maior #73



Surf e fragrâncias masculinas combinam-se para assinalar o regresso de Kathryn Bigelow não só ao mundo da publicidade, como também à revisitação dos ambientes de um dos principais títulos da sua carreira, RUPTURA EXPLOSIVA (1991), neste conjunto de quatro spots televisivos para o Allure Homme Sport Extreme da Chanel:









P.S.: e para o público feminino interessado do Keyzer Soze, o modelo desta campanha é o surfista e fotógrafo Daniel Fuller.

Hollywood Buzz #158

O que se diz lá fora sobre DR. SEUSS' THE LORAX, de Chris Renaud e Kyle Balda:



«The key to Seuss' tales, as with all good fables, is not only their cleverness but their surpassing elegance and simplicity, qualities that this busy, over-cluttered contraption of a movie seems entirely uninterested in replicating.»
Justin Chang, Variety.

«The movie is a noisy, useless piece of junk, reverse-engineered into something resembling popular art in accordance with the reigning imperatives of marketing and brand extension.»
A.O. Scott, The New York Times.

«The movie is like a less original WALL•E, but it's still vibrant and touching.»
Owen Gleiberman, Entertainment Weekly.

«Armed with a splendid voice cast and a gorgeously-rendered 3D-CG landscape, DR. SEUSS' THE LORAX entertains while delivering it's pro-environmental, anti-greed message wrapped in a bright package of primary colors that truly pop.»
Michael Rechtshaffen, The Hollywood Reporter.

«THE LORAX is so big, flashy and redundant that it courts precisely the kind of blind consumerism it's supposed to be condemning. It doesn't trust kids to sit still and pay attention for even a minute.»
Stephanie Zacharek, Movieline.

quinta-feira, março 01, 2012

Antestreia da Semana



Já se encontra disponível on-line o primeiro trailer de FRANKENWEENIE, onde Tim Burton refaz a sua curta-metragem de mesmo nome de 1984.



Simultaneamente uma homenagem e paródia à obra seminal de James Whale, FRANKENSTEIN (1931), será o primeiro filme em stop-motion com projecção em 3D e IMAX e reúne um elenco composto por colaboradores regulares de Burton, tais como Catherine O'Hara, Winona Ryder, Martin Landau e Martin Short.





Estreia, nos EUA, a 5 de Outubro.