Christopher Nolan possui um interessante efeito na minha personalidade cinéfila: à primeira vista, os seus filmes conseguem fazer-me acreditar outra vez naquilo a que alguns chamam de a magia do Cinema, mas após uma segunda ou terceira observação volto a nutrir sintomas de "descrença".
E se alguém, ao analisar uma das principais sequências de acção de THE DARK KNIGHT - O CAVALEIRO DAS TREVAS (2008), expõe convincentemente "lapsos na sua lógica visual", fico ainda mais recesoso pela minha tranquilidade em relação ao realizador de MEMENTO (2001) e A ORIGEM (2010)...
Jim Emerson, do blog Press Play, é o autor desta interessante e meticulosa análise, quase pedagógica no que toca aos básicos da montagem cinematográfica e que não se assume, de forma alguma, como crítica negativa ao filme. No mínimo, demonstra que Christopher Nolan necessita de ser ainda mais metódico:
Já agora, e for the record, THE DARK KNIGHT continua a ser um dos melhores blockbusters da década passada.
Eu, como grande fã do Nolan, fiquei deveras receosa antes de carregar no play. Há realmente ali lapsos indesculpáveis. Esperemos que ele comece a dar mais atenção a esses pormenores.
ResponderEliminarBtw, a análise de Jim Emerson está muito boa.
Cumprimentos cinéfilos,
Inês
Curioso, tenho uma reacção parecida aos filmes do Nolan. Em retrospectiva, quando penso neles depois, parecem-me sempre mais fracos.
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