domingo, novembro 28, 2004

"Alexandre, o Grande (Fracasso?)"





Nas palavras de Oliver Stone, realizador de ALEXANDER, "este é um filme difícil, mas eu nunca fiz filmes fáceis". De facto, assim parece, sobretudo para quem o vê.
Foi quinta feira passada, dia 25, que estreou, nas salas americanas, a mais recente incursão cinematográfica pela Antiguidade Clássica: ALEXANDER. Com um elenco de luxo (Colin Farrell, Angelina Jolie, Val Kilmer, Jared Leto, Anthony Hopkins,...) e "empunhando" fortes valores artísticos, a nova obra de Stone foi absolutamente arrasada pela crítica americana, e nem os resultados de bilheteira estão ao nível do esplendor do filme.
Na realidade, do que mais se tem falado (mal) é, sobretudo, do ritmo de ALEXANDER: há quem diga que é uma "chatice com duração de 3 horas", durante a qual fica a sensação de que a intensa narração do filme mais não é do que uma escapatória para "acelerar" o desenrolar dos eventos. Segundo outras opiniões, o problema reside na fraca densidade das personagens e/ou na má escolha de rumo atribuída às mesmas (exemplo disso é o sotaque imposto a Angelina Jolie, cuja caracterização já mereceu o epíteto de "vampira"), e ainda surgem os que afirmam que só as sequências das batalhas salvam o espectador de adormecer na cadeira do cinema.
Contudo, e aparentemente averso a este "vendaval" de más-línguas, Stone já afirmou, numa entrevista ao New York Times, que tem "a certeza absoluta" de que o filme vai ser encarado doutra forma na Europa. O filme já cá chegou, agora há que constatar se as certezas do realizador de PLATOON e JFK estão correctas. Estarei atento...

quinta-feira, novembro 25, 2004

Trailers a não perder...



Aqui está a minha selecção dos trailers dos filmes mais interessantes a estrear. Há para todos os gostos, por isso não se acanhem em dar uma espreitadela:



Kill Bill - O Filme da Década





Há expectativas que nunca nos decepcionam, e KILL BILL (volumes 1 e 2) é uma delas. Nada falha neste novo capítulo da filmografia de Quentin Tarantino: acção desenfreada, diálogos acutilantes, interpretações excelentes e a (já famosa) recuperação dum ídolo de décadas anteriores, David Carradine.
Já apelidado de produto barroco, KILL BILL não só é uma homenagem retrospectiva dum certo passado do Cinema (nomeadamente, os filmes de samurais, o western spaghetti, a anime, etc.) como se mostra completamente actualizado com as tendências do movie actual.


Posto isto, é com renovada expectativa que fico à espera da próxima fornada de personagens originais e diálogos de primeira linha que Tarantino tão bem cozinha como mais ninguém. Será que vou esperar mais 6 anos?



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