segunda-feira, março 28, 2005

JOGOS DE LUZES



O filme já tem mais de um ano, mas só recentemente tive a oportunidade de o ver. Contudo, RAPARIGA COM BRINCO DE PÉROLA (Girl With a Pearl Earring, como título original) volta a suscitar em mim a tese de que o Cinema, de entre todas as artes, é a das que mais sentimentos comunica através da imagem, sem obrigar um filme a ser demasiado palavroso ou a depender demasiado das suas personagens.E RAPARIGA COM BRINCO DE PÉROLA é um exemplo máximo disto mesmo.
A par de outras obras que ficaram na História por demonstrarem o poder visual do Cinema (2001 - ODISSEIA NO ESPAÇO, SETE PECADOS MORTAIS, ASSASSINOS NATOS, etc.), este filme destaca-se pelo seu cuidadoso trabalho de iluminação e enquadramento, retratando uma época — o séc. XVII — e as suas vivências — a pintura de Jan Vermeer — por estes processos. A quantidade de pormenores visuais abunda, e talvez por isso o argumento sofra um bocado. No entanto, esta é daquelas obras que nunca me cansarei de ver repetidas vezes — é uma experiência que até poderá ganhar relevância se o som estiver no mínimo, de modo a prestar mais atenção aos deliciosos jogos de luzes concebidos pelo nosso Eduardo Serra, director de fotografia que conseguiu uma nomeação para os Óscares por este filme.
Uma forma diferente de encarar o Cinema, RAPARIGA COM BRINCO DE PÉROLA conta ainda com a fulgurante interpretação de Scarlett Johansson, cuja delicada aparência e pálida pigmentação só contribui para a força da iluminação patenteada no ecrã.
Falando deste modo, poderá aparentar que se trata de um filme excessivamente técnico. Na verdade, é quase metodicista, almejando ombrear com outros filmes repletos de efeitos visuais. Aqui, o efeito visual é a luz e é isso que interessa reter.

2 comentários:

Paulo Pacheco disse...

olá

belo blog!
belos posts!

força continua!

S0LO disse...

Tem a minha musa Scarlett por isso tenho que ver :P!

Cumps. cinéfilos