domingo, janeiro 11, 2004

Para mim, falar e debater sobre cinema começou por ser uma actividade verbal, sobretudo com o meu avô, responsável pela minha paixão pela 7ª Arte. Eram diálogos bastante pacíficos (do género:"poça avô, já disse que não gosto do Cantinflas!") e frutíferos (do tipo: "poça rapaz, agora com essa conversa não percebi porque caiu o actor!"). Contudo, sempre fomos grandes companheiros no que tocava a ver um filme na sala de estar.
Mais tarde, aprendi a escrever e o papel transformou-se na primeira cobaia da "minha crítica cinematográfica". Sobretudo, desenhava aquele pormenor que mais me seduzira num dos desenhos animados que vira no fim-de-semana anterior.
Com a adolescência veio a maturidade, a maturidade influenciou o despoletar do gosto pela imprensa dedicada ao assunto, com a imprensa veio a consulta de obras dedicadas ao Cinema, com as obras literárias surgiu as minhas primeiras críticas dignas desse nome - críticas essas que seriam "publicadas" num dossier que, para mal dos meus pecados, se perdeu nas brumas do tempo.
Pouco tempo depois, surgiram nos meus horizontes o Microsoft Word e o Microsoft Publisher, software o qual permitiu durante uns tempos ver as minhas críticas em formato de publicação. Não era uma publicação nem diária, nem mensal (nem sequer anual), mas sim irregular - fazia-as quando havia tempo e força de vontade!
Finalmente, chegou a hora de verificar se tenho talento ou não para a arte de falar e debater sobre Cinema - realidade tornada possível graças à Internet. Em formato de Blog, irei abrir alas ao meu desejo de reflectir sobre todas as ordens e classes que constituem a 7ª Arte, aceitando de bom grado toda e qualquer opinião sobre o que escrevo. Opiniões mesmo acerca da qualidade do texto, se não for pedir demais.
Concluindo, o Mundo ganha mais um crítico de cinema. Se é bom ou não, só o tempo e as reacções do "público" o dirão. Mas que é uma paixão, ai isso é...


Sem comentários: