quarta-feira, outubro 12, 2005

A ILHA (2005), de Michael Bay

Apesar de se tratar de um filme de ficção-científica, pensado e concebido para render dinheiro, A ILHA é um produto susceptível de várias leituras quase filosóficas, umas mais concisas do que outras.



Em 2019, Lincoln Six-Echo (Ewan McGregor) é um dos vários milhares de sobreviventes de uma contaminação que transformou o mundo num local teoricamente inabitável. Assim, Lincoln é obrigado a viver numa cidade artificialmente perfeita: o computador central analisa os sonhos de cada cidadão, decide o que cada um deve comer e proíbe, com terrível eficácia, qualquer espécie de dúvida ou contacto físico mais inconveniente. O único aspecto que faz estes indivíduos aceitarem estas condições, é a esperança de um dia serem loteados para viver na Ilha, o último local não contaminado da Terra. Mas Lincoln não se resigna; juntamente com Jordan Two-Delta (Scarlett Johansson), embarca numa viagem de fuga constante em busca dos porquês duma existência tão controladora...

Sem pretender revelar muito sobre o filme (embora o desenlace de A ILHA não ser grande segredo para muita gente...), a principal moral do argumento é, sem sombra de questão, os limites e a ética dos avanços científicos, sobretudo no que se refere à medicina genética. Contudo, outras interrogações se levantam durante as duas horas de projecção: o sentimento de esperança é o suficiente para fazer viver um indivíduo? se algum dia fabricarem um clone humano, as suas mentes também serão análogas ao seu modelo original? o sofrimento humano poderá, algum dia, sobrepor-se ao nosso triunfo técnico neste mundo?



No que diz respeito aos (fortes) valores técnicos do filme, A ILHA é a jóia da coroa do ano. Nunca os gráficos gerados por computador pareceram tão realistas - a visão de uma Los Angeles do futuro está primorosa e, graças à tecnologia digital, o realizador Michael Bay brinda-nos com a sequência de perseguição (e devida destruição de metal veículo) mais emocionante desde THE MATRIX RELOADED.

As interpretações são seguras, apesar de algumas falhas na caracterização dos protagonistas (por exemplo, o arco da personagem de Djimon Hounsou não é totalmente convincente), e não é graças a elas que o filme falhou nas bilheteiras americanas (sobretudo McGregor, em mais um registo seguro e capaz de rivalizar com os efeitos visuais que rodeiam o seu Lincoln Six-Echo). Talvez o principal "defeito" de A ILHA seja o próprio tema - a sobreposição das manigâncias económicas de mega-corporações em detrimento dos direitos do Homem já se apresenta um pouco dejá vu...

10 comentários:

Anónimo disse...

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André Carita disse...

Como já referi no meu blog e comentei noutros, praticamente dividi este filme em dois completamente diferentes. The Island começa muito bem na minha opinião, conseguindo apresentar uma visão futurista e umas ideias que na altura parecem bastante sólidas. O filme gira, ou devia girar em torno do seu tema principal: a clonagem. O problema é que Bay, não conseguiu aprofundar o tema e todos os problemas éticos em torno dessa problemática devido ao facto de ter tentado "agarrar" tudo e tentar trabalhar com toda a informação ao mesmo tempo. Isso simplesmente conduziu-o a um filme de acção como todos os outros a que Bay nos habituou. O homem não dá mais do que isto. O que foi pena, porque este The Island nas mãos de um Steven Spielberg teria sido completamente diferente! Um abraço!

brain-mixer disse...

Eu acho totalmente o oposto! Se por exemplo Burton, Lynch ou Spielberg têm um estilo característico, Bay também o tem e eu acho que é consistente! Por tudo isso, esperava por um filme mais... destrutivo! Só por isso achei-o uma desilusão: Ora era filosófico ora era acção(zinha).

S0LO disse...

Subscrevo aquilo que disse o André Carita :)!

Cumps. cinéfilos

David Santos disse...

pensei que era desta que o bay tinha um bom argumento.
a premissa tá lá...com referencias a thx de lucas e a Logan's run, só que cedo Bay abandona o misterio e a essencia da historia,as questões eticas todo o sumo que a historia podia dar e perfere a acção e a persiguição.

É pena...ainda assim é um entertenimento de qualidade
3/5

Miguel Andrade disse...

Primo, sabes que não tenho a mínima vontade de evr este filme... Mas agora, quem sabe? Ando com birra do mmundo, estão valorizando muita coisa ruim. Sera este o caso do sr. Bay? Há, vá no Cinemorama? Please.... http://cinemorama.blogdpot.com
abs
Primo Miguel

JSA disse...

Mas há quem defenda aquele monte de merda em forma de filme? Nem um -20 de 0 a 5 este filme merece. As personagens são todas ridículas de início ao fim, o argumento parece uma história para crianças, as premissas da acção ultrapassam os limites do ridículo (cair do, sei lá, 70º andar e ficarem inteirinhos????), a perseguição automóvel (?) é apalermada. Eu nem sei por onde começar. Mal empregado o dinheirinho que dei pelo filme. Comparar isto a Logan's Run ou ao THX (este também fortemente sobrevalorizado, como todos os filmes do Lucas, aliás) é passar um atestado de incompetência a quem o escreve.

Por favor, ganhem juízo...

brain-mixer disse...

Conclusão: O filme é mau, disso ninguém duvida! Mas quanto a mim, vou esperar pelo próximo de Bay, eu gosto do estilo dele... E quero lá saber do que os outros pensam!

gonn1000 disse...

Uma boa surpresa. Nunca gostei do Bay, mas desta vez fez um bom filme.

Anónimo disse...

adorei este filme principalmente da parte do sexo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!