segunda-feira, maio 12, 2008

Tops, escolhas e afins

Desde que a Sétima Arte completou um século de existência, multiplicou-se a quantidade de periódicos, impressos ou digitais, que publicaram as suas classificações dos melhores e/ou mais influentes filmes de todos os tempos.

Uma das principais referências neste âmbito continua a ser, na minha opinião, o Top 250 que o Internet Movie DataBase tem desenvolvido bem desde o seu início. Outra lista importante foi a elaborada pelo American Film Institute, que em 1998 elegeu O MUNDO A SEUS PÉS (1941), de Orson Welles, como o melhor filme made in USA de todos os tempos (este descritivo foi actualizado em 2007). A partir de então, rubricas como a Channel 4 desdobraram-se na explanação dos porquês das suas escolhas.

Entre tanto "ranking", eis que a versão electrónica do britânico Times publicou, recentemente, o seu Top 100. É, de longe, o mais versátil e surpreendente de todos os que até hoje foram concebidos. As justificações são parcas, mas não deixam de constituir um interessante objecto de análise.

Senão, vejamos:

  • é a primeira lista em que O MUNDO A SEUS PÉS não surge entre os dez primeiros eleitos - aliás, nem surge entre estes 100 filmes;

  • o factor update é quase levado ao extremo, atribuindo a segunda posição a HAVERÁ SANGUE (2007);

  • a lista inclui uma série de filmes pouca ou nunca referenciados neste tipo de ensembles, nomeadamente SHINING (1980), THIS IS SPINAL TAP (1984) ou TOY STORY (1995);

  • e para que conste, a única presença de Orson Welles nesta lista ocupa um modesto 89º lugar, com A SEDE DO MAL (1958).



O rol de observações é infinito. Contudo, esta "brincadeira" dos Top 100 fez-me ponderar sobre quais os títulos que escolheria caso alguém me solicitasse a elaboração desta tarefa.

Eis então, e para quem tiver a perseverança - porque ainda levei alguns dias a organizar toda esta informação - de a ler até ao fim, o meu Top 100 de todos os tempos.

Sem comentários: