sexta-feira, novembro 09, 2012

Visões Exteriores #2



«É compreensível que não seja possível continuar com os luxuosos catálogos que eram distintivos da Cinemateca Portuguesa, e até mesmo que, no referente à programação mensal, tenha deixado de haver os desdobráveis cartonados e passado a haver sim um jornal, para mais impresso na Imprensa Nacional. Mas quando a Cinemateca está assim coarctada muito para além da contenção orçamental, não é apenas a instituição que está em causa: há também um inquietante sinal de uma “ditadura das Finanças”, cultural e socialmente desastrosa e politicamente perigosa.

E não deixo de achar estranho que, tendo havido no passado várias movimentações respeitantes à Cinemateca, os graves constrangimentos actuais não tenham ecos públicos. A memória viva e uma possibilidade vital de conhecimento e de experiência da arte cinematográfica estão em causa.
»

Atenção à Cinemateca!, por Augusto M. Seabra, in Ípsilon, 09 de Novembro de 2012.

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