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quarta-feira, junho 12, 2013

Jukebox #37

(«Jukebox»: boa música e os videoclips mais criativos do ponto de vista cinematográfico).

. David Lynch & Lykke Li, «I'm Waiting Here»



David Lynch "regressa" a ESTRADA PERDIDA por intermédio do primeiro single para 'The Big Dream', o seu novo álbum a solo.

Concebido pela própria Lykke Li e Daniel Erasure, «I'm Waiting Here» não esconde a inspiração que bebe às ambiências noir de David Lynch, e o universo melancólico da vocalista sueca parece ter encontrado um perfeito complemento visual:



quarta-feira, março 13, 2013

O Cinema dos Anos 2000: Mulholland Drive, de David Lynch




"Desafio", psicológico e visual, é uma boa forma de definir o indefinível MULHOLLAND DRIVE. David Lynch trouxe em 2001 um dos filmes mais inesquecíveis dos anos 2000, uma provocadora e exigente obra de arte cinematográfica. Subtil no meio da sua complexidade, a longa-metragem de David Lynch nunca poderia ser banal, se analisarmos a sua filmografia. É importante pôr a mente e a imaginação da plateia a trabalhar, oferecer sonhos, ilusões, surpresas, até ao último minuto e muito para lá dele. MULHOLLAND DRIVE está bem à frente nesta categoria de filmes que levamos connosco no pensamento para casa durante dias.

A acção centra-se em Rita, sobrevivente a um acidente de carro em Mulholland Drive, fica amnésica, e refugia-se na casa onde vive Betty, uma aspirante a actriz que se mudou para Hollywood para concretizar o seu sonho. É da aproximação destas duas mulheres e das tentativas para chegar à verdadeira identidade de Rita que o desafio começa — para as protagonistas e para o espectador.

Por um lado, desde o primeiro momento que nos são dadas todas as ferramentas para descobrir os mistérios por detrás de MULHOLLAND DRIVE. Todavia, as aparências iludem, como o próprio filme nos diz, basta estar alerta, bem despertos, já que as pistas estão por todo o lado. Mas Lynch consegue iludir a atenção do espectador não só numa primeira, mas em repetidas visualizações desta película que nos convida, já por si, a realizá-las.

As interpretações são um ponto de destaque, com uma jovem e fulgurante Naomi Watts, naquele que foi o papel que a catapultou para a fama, e uma sensual Laura Elena Harring essencial para o desenrolar da trama, ambas com desempenhos fortes e envolventes. Tecnicamente, o estilo autoral de Lynch está bem marcado, com uma fotografia recheada de cores fortes, desfoques, a que se junta uma montagem que é a chave para todo o enigma.

Psicologicamente, MULHOLLAND DRIVE joga com os sonhos e medos da plateia, tal como parece fazer com a vida de Rita. E é num emaranhado de mistérios que se constrói um filme arrepiante, erótico, comovente e, sem dúvida, singular no seu tempo. E com o cinema — ou mais propriamente a sua desconstrução —, de uma forma e de outra, no centro da narrativa, a que se juntam cenas inesquecíveis como o momento em que escutamos o tema "Llorando" — perante as lágrimas das protagonistas —, o título só poderia constituir um marco no percurso cinematográfico mais recente.

por Inês Moreira Santos (Hoje Vi(vi) Um Filme, editora de cinema do Espalha-Factos).

Elenco
. Naomi Watts (Betty Elms / Diane Selwyn), Laura Elena Harring (Rita), Ann Miller (Catherine 'Coco' Lenoix), Dan Hedaya (Vincenzo Castigliane), Justin Theroux (Adam Kesher), Brent Briscoe (Detective Neal Domgaard), Robert Forster (Detective Harry McKnight)


Palmarés
. Festival de Cannes: Melhor Realizador (David Lynch)
. BAFTA: Melhor Montagem (Mary Sweeney)
. Césares: Melhor Filme Estrangeiro
. Independent Spirit Awards: Melhor Fotografia (Peter Deming)
. National Board of Review: Melhor Estreante Feminina (Naomi Watts)


Sobre David Lynch

Cineasta de singular percurso, explanou as suas marcas autorais — onde sonho e realidade convivem, no seio de atmosferas opressivas e do carácter distorcido das personagens — em obras seminais como NO CÉU TUDO É PERFEITO (1977), VELUDO AZUL (1986), UM CORAÇÃO SELVAGEM (1990) e ESTRADA PERDIDA (1998). Nos últimos anos, tem dedicado maior esforço criativo na literatura e música, havendo sempre a promessa de um filme futuro.



domingo, fevereiro 10, 2013

Visões Exteriores #4



«Ambas as versões da femme fatale, a versão noir clássica e a versão pós-moderna, são defeituosas e cairam na armadilha ideológica; e afirmamos que a saída para esta armadilha está em ESTRADA PERDIDA de David Lynch, um filme que funciona de facto como uma espécie de metacomentário da oposição entre a femme fatale noir clássica e a pós-moderna. (...)»



«Em ESTRADA PERDIDA, o universo noir das mulheres corrompidas e dos pais obscenos, do assassínio e da traição — o universo em que penetramos após a misteriosa mudança de identidade Fred/Pete, o herói masculino do filme —, é confrontado, não com a vida idílica da província, mas com a vida conjugal na magalópole suburbana asséptica, insípida e "alienada". Assim, em vez da oposição clássica entre superfície idílica hiper-realista e o seu inverso pavoroso, temos a oposição entre dois homens: o horror fantasmático do universo noir medonho, feito de sexo perverso, traição e assassínio, e o desespero (talvez muito mais perturbante) da nossa vida quotidiana monótona e "alienada", marcada pela impotência e pela desconfiança.»

The Art of the Ridiculous Sublime: On David Lynch's Lost Highway, por Slavoj Žižek, in 'Lacrimae Rerum', edição Orfeu Negro, 2008.

quinta-feira, novembro 22, 2012

Quando o Cinema Se Demarca das Outras Artes #1

Em MULHOLLAND DRIVE (2001), de David Lynch.



Toda a ilusão do Cinema, capaz de nos transportar através de eras, dimensões e percepções diversas, condensada num único travelling out de 50 segundos:

















[in motion]

terça-feira, agosto 07, 2012

Jukebox #32

(«Jukebox»: boa música e os videoclips mais criativos do ponto de vista cinematográfico).

. Chrysta Bell Feat. David Lynch, «Bird Of Flames»



Qualquer manifestação artística em que David Lynch esteja envolvido, provoca sempre uma aura surreal e assombrosa na "alma" que a acompanhar.

Se mais provas fossem necessárias para tal constatação, este videoclip (assinado por Chel White, realizador norte-americano de tendências experimentais) para um dos singles que compõem o álbum 'This Train' — produzido por Lynch — ajudará a perpetuar o "cânone" de estranheza em torno do criador de VELUDO AZUL (1986) e MULHOLLAND DRIVE (2001).



E sim, a influência do cinema de David Lynch neste videoclip é quase palpável.

[Fonte: Bloody Disgusting.]

terça-feira, julho 31, 2012

Sight & Sound: 10 Greatest Films of All Time 2012



Faltam poucas horas para o anúncio da lista dos 10 Melhores Filmes de Sempre da Sight & Sound (os eleitos de 2012 serão divulgados, durante o dia de amanhã, no perfil de Twitter da revista).

Realizada de dez em dez anos desde 1952, a lista é formada a partir dos veredictos de críticos de cinema, programadores de festivais, académicos, escritores e diversos cinéfilos. Este ano, o total de participações ascende a 846, nas quais contam-se 2045 filmes mencionados.

Obviamente, o Keyzer Soze não foi convidado a submeter dez títulos para a contagem final. Contudo, se tivesse acesso a um boletim da Sight & Sound, a minha participação ficaria assim disposta:


  1. 2001: ODISSEIA NO ESPAÇO (1968), de Stanley Kubrick.




  2. O ÚLTIMO ANO EM MARIENBAD (1961), de Alain Resnais.




  3. BARRY LYNDON (1975), de Stanley Kubrick.




  4. A MULHER QUE VIVEU DUAS VEZES (1958), de Alfred Hitchcock.




  5. RASHÔMON — ÀS PORTAS DO INFERNO (1950), de Akira Kurosawa.




  6. TEMPOS MODERNOS (1936), de Charles Chaplin.




  7. A CAIXA DE PANDORA (1929), de G.W. Pabst.




  8. BLADE RUNNER — PERIGO IMINENTE (1982), de Ridley Scott.




  9. MULHOLLAND DRIVE (2001), de David Lynch.




  10. FINIS TERRAE (1929), de Jean Epstein.




E quais seriam os 10 filmes que submeteriam à Sight & Sound?

segunda-feira, junho 11, 2012

Curiosidade da Semana



Quase uma hora de sequências — algumas delas envolvem mamilos a arder, tentativas de violação e velhinhas arrepiantes, portanto ficam avisados os mais impressionáveis — não utilizadas por David Lynch em VELUDO AZUL (1986), redescobertas o ano passado num estúdio da MGM e recentemente publicadas na Internet para o deleite de milhares de fãs de um dos maiores filmes de culto dos anos 80.



Eis algo de extremamente raro. A ver (e descobrir) o mais depressa possível.

[Fonte: Gawker.]

sábado, junho 02, 2012

Curiosidade da Semana



A suite 111 do Hotel Lutetia, em Paris, será a partir de agora o espaço hoteleiro mais desejado pelos fãs do cinema de David Lynch.

O realizador, actualmente concentrado em tudo menos na estreia de uma nova longa-metragem, foi escolhido para dar o seu toque pessoal à decoração da suite em questão, onde se poderá encontrar "uma intrigante atmosfera de amor, morte, sonhos e erotismo". Bem em consonância com a cinematografia de Lynch.



Irresistível. Não tanto, talvez, ao sabermos que o preço de uma noite ronda os 960 euros...

[Fonte: Paste Magazine.]

terça-feira, abril 10, 2012

Jukebox #27.1

(«Jukebox»: boa música e os videoclips mais criativos do ponto de vista cinematográfico).

. David Lynch, «Crazy Clown Time»



Mais precisamente, o making-of do vídeo aqui publicado há dias.

Porque é sempre bom observar o método de David Lynch na cadeira de realizador. Porque as imagens e os sons falam por si. Porque Lynch sabe mesmo como criar uma determinada atmosfera. Porque sim.



terça-feira, abril 03, 2012

Jukebox #27

(«Jukebox»: boa música e os videoclips mais criativos do ponto de vista cinematográfico).

. David Lynch, «Crazy Clown Time»



«It's the party we wish we were always at. It got babes with their boobs out, a dude with his mohawk on fire, and the place is so trashed you could do whatever you want and no-one would notice. It's genius». Ou como Noisey, vice-presidente do canal de música do YouTube, resume o videoclip que David Lynch assinou para o single que dá nome ao seu próprio e mais recente trabalho musical.

Estamos em puro território lynchiano, com direito à "etiqueta" de vídeo para maiores de 16 anos. Motivo mais que suficiente para se vislumbrar sete minutos desregrados, dementes e burlescos ao som do falsete de Lynch:



terça-feira, dezembro 27, 2011

Curiosidade da Semana



David Lynch em Quatro Movimentos, um tributo vídeo ilustrado pelas icónicas partituras de Angelo Badalamenti da autoria de Richard Vezina, pretende invocar os temas e obsessões visuais do realizador de VELUDO AZUL (1986) e MULHOLLAND DRIVE (2001).

E apesar da sua duração (20 minutos), revela-se um produto audiovisual obrigatório para fãs de Lynch:



O segundo movimento, intitulado «The Pink Room», é prodigioso na súmula do dinamismo que abunda na obra do cineasta...

[Fonte: Flickering Myth.]

terça-feira, novembro 22, 2011

#30



... segundo as palavras da Andreia Mandim, blogger nomeada aos TCN Blog Awards pelo seu Cinema's Challenge:

. SANTA SANGRE
(1989, Santa sangre, Alejandro Jodorowsky)



Seria difícil não incluir este filme na minha lista. Quando o vi, pela primeira vez, não sabia absolutamente nada do mesmo. Resolvi vê-lo apenas porque não tinha mais nenhum filme na altura. Sem muito ânimo, confesso. Mas no fim do filme, considerei que foi uma das melhores 'surpresas' que poderia ter. Deparei-me com uma obra surrealista, embora absolutamente rica culturalmente e cinematograficamente. Algo que raramente se vê actualmente, mesmo que o filme seja do final dos anos 80 — 1989, mais concretamente, é necessário o frisar. Mas penso que a história, personagens, ambiente e toque do realizador foram os elementos-chave que tornaram possível que o incluísse como um dos meus preferidos. Há qualquer coisa de esotérico que passa o ecrã e entra em nós ao vê-lo.

. SLEEPERS — SENTIMENTO DE REVOLTA
(1996, Sleepers, Barry Levinson)



Lembro-me de o ver quando ainda era criança. A minha irmã consumia tudo o que tinha "o menino bonito de hollywood", na altura, Brad Pitt, e eu acabava também por assistir ao filmes. Mas o que conta para aqui para o caso é que foi um filme que me marcou. Na altura era ainda ingénua e gostei de perceber que realmente existem situações, pequenos momentos, em que podemos fazer a coisa errada, na hora errada e decidir parte importante do rumo da nossa vida. Pode parecer um pouco dramático e até absurdo, para alguns, mas é um filme que me diz muito e que ultrapassa o thriller dramático que hoje se vê para aí a pontapés. Não esquecendo o excelente cast que reúne grandes nomes — Brad Pitt, Robert De Niro, Kevin Bacon, etc...

. MYSTERIOUS SKIN
(2004, Mysterious Skin, Gregg Araki)



Revi-o há pouco tempo.É um filme com uma abordagem extremamente inteligente. É a mistura de dois assuntos completamente díspares: ficção científica e abusos sexuais. Num ambiente indie, com um actor que tem dado sinais da sua eficiência (Joseph Gordon-Levitt) e com um argumento fabuloso. Acho difícil não incluir como uma das melhores coisas que vi, pelo menos dentro do seu género.

. MANHATTAN
(1979, Manhattan, Woody Allen)



Respondo como se fosse o próprio: Life doesn't imitate art, it imitates bad television, por isso preciso da minha dose de arte e optei por ver algo de Woody. Podem o chamar pretensioso ou qualquer outra coisa, mas basicamente há sempre deixas brilhantes nos seus filmes e em MANHATTAN temos bastantes exemplos. Podia inventar mil explicações do porquê de ser um dos que mais gosto do Woody Allen, mas penso que talvez goste de vários, porém é o que tenho mais vivo com sinal verde na minha mente.

. SHINING
(1980, The Shining, Stanley Kubrick)



Se Kubrick não fosse realizador, provavelmente seria Deus. Vi uma vez esta piada em algum lugar que já não me recordo, mas acredito mesmo que esteja próximo, pelo menos nas suas capacidades/poderes que tinha para fazer cinema. Vi o SHINING umas 4 vezes na mesma semana, fiquei maravilhada com o filme. Tudo tinha um grau tão assustadoramente elevado de tensão e um certo terror que nunca chega a ser terror que foi impossível não cair de amores pelo filme.

. BOOGIE NIGHTS — JOGOS DE PRAZER
(1997, Boogie Nights, Paul Thomas Anderson)



Outro recente amor. Gostei de tudo neste filme. Actores, abordagem, argumento. E o realizador é talvez dos mais prendados da sua época. Sou sincera, não tinha noção disso. Até começar a ver o seu historial, percebi que já tinha visto muitos filmes que adorei e lhe pertenciam. Quanto ao BOOGIE NIGHTS penso que é um dos filmes mais marcantes para um amante de cinema, e mais não digo.

. CLUBE DE COMBATE
(1999, Fight Club, David Fincher)



É o filme que provavelmente mais vezes vi. Chamem comercial, digam o que quiserem, mas acho que não há uma única pessoa que não tenha gostado da película de Fincher. É tudo tão delicioso. Montagem, personagens, actores. Desenvolvi uma empatia com este filme, talvez por ter nascido na época que ele retrata, neste mundo consumista e com regras sociais que ninguém acredita, num mundo que já acabou antes de ter começado.

. VOANDO SOBRE UM NINHO DE CUCOS
(1975, One Flew Over the Cuckoo's Nest, Milos Forman)



É majestoso. Jack Nicholson faz, mais uma vez, um papel que é absolutamente brilhante. O filme em si tem uma trama que prende o espectador. E a ideia de ver um filme passado num manicómio é sempre tentadora. Afinal de médico e de louco todos temos um pouco — já dizia o outro.

. UMA QUESTÃO DE CONFIANÇA
(1990, Trust, Hal Hartley)



É uma obra quase clássica. Bastante calma, mas que conta muita coisa. Ficamos embebecidos com as personagens que vivem histórias dispares, porém é a confiança que os salva. Acho que foi mais uma surpresa quando o vi, não estava à espera de algo assim tão bom e recomendo vivamente.

. O HOMEM ELEFANTE
(1980, The Elephant Man, David Lynch)



É difícil não ficarmos sensibilizados quando vemos este filme. Entre o surrealismo quase extremo de Lynh, com o preto e branco e personagens inconcebíveis no mundo real, encontramos também um mundo onde os sentimentos são impulsionados, são quase provocados, mesmo que através de histórias pouco prováveis de acontecer no mundo real, pelo menos com um homem elefante. Mas que acontece com outro tipo de pessoas que têm diferenças, mas que têm algo mais para além do aspecto, tal como o Elephant Man.

Estes filmes escolhidos são apenas uma parcela dos que considero os filmes da minha vida. É uma lista diferente das que fiz para outros blogues, propositadamente. É uma forma de mostrar todos aqueles filmes que me foram marcando e ainda marcam, mas que não totalizam tudo o que vi e gostei de ver até hoje.

--//--

Obrigado, Andreia, pela tua participação!

terça-feira, novembro 08, 2011

#28



... segundo as palavras do Nuno Barroso, do blog Delusion over Addiction:

1. TAXI DRIVER
(1976, Taxi Driver, Martin Scorsese)



Considero que a obra-prima de Martin Scorsese é este TAXI DRIVER. Somos transportados para Nova Iorque pela forma de como Scorsese capta todas as nuances da cidade que ele tanto adora. Creio que também nunca vi um filme que tão explorasse o background psicológico de uma personagem de uma maneira tão afincada como Travis Bickle é explorado. Aliado a isto temos ainda uma das (senão a maior) interpretações do Cinema com assinatura de Robert De Niro e uma banda sonora simplesmente deliciosa.

2. MULHOLLAND DRIVE
(2001, Mulholland Dr., David Lynch)



O que mais aprecio neste filme é a sua capacidade de nos deslumbrar sempre que o revisitamos. Misterioso e sedutor, MULHOLLAND DRIVE é a mais fantástica viagem ao profundo subconsciente e ao mundo dos sonhos.

3. O AMOR É UM LUGAR ESTRANHO
(2003, Lost in Translation, Sofia Coppola)



É um filme que consigo ver todos os dias. Tem uma atmosfera tão relaxante que a sua visualização torna-se algo terapêutica.

4. BONNIE E CLYDE
(1967, Bonnie and Clyde, Arthur Penn)



Interessante ver como um filme consegue constituir um marco tão significativo na história do cinema, alterando por completo a forma de como (neste caso) a violência era retratada no grande ecrã. BONNIE AND CLYDE é um desses filmes. Ainda me lembro vivamente da primeira vez que o vi e de ter ficado em êxtase com aquele final arrebatador.

5. CREPÚSCULO DOS DEUSES
(1950, Sunset Blvd., Billy Wilder)



Em termos de argumentos, Wilder é Rei. A nomeação deste SUNSET BLVD. prende-se um pouco com o facto de ter sido o primeiro filme a preto e branco que vi pro-activamente. Fiquei extremamente surpreendido pelo quão tenaz e intrigante foi!

6. A VIDA NÃO É UM SONHO
(2000, Requiem For a Dream, Darren Aronofsky)



Foi o filme que me fez olhar para o cinema com outros olhos. Potente e duro de se ver, o REQUIEM FOR A DREAM é bem capaz de ter sido o filme que mais me marcou. Fiquei sem palavras quando o vi, tamanho foi o soco que me deu. Apesar de o ter visto uma única vez por volta de 2004, são várias as cenas que ainda se mantêm vivas no meu pensamento e creio que isso é apenas um testamento ao verdadeiro poder do cinema.

7. ANTES DO ANOITECER
(2004, BEFORE SUNSET, Richard Linklater)



Juntamente com o BEFORE SUNRISE, este é o meu romance de eleição. Escolho o SUNSET, aqui, pelo facto de ser mais maduro que o seu antecessor. E aqui, a naturalidade é a palavra de ordem. Quer estejam a homenagear a Nina Simone ou a discutir os problemas sócio-políticos do Mundo, não consigo encontrar uma única falha neste filme. Simplesmente, enche-me o coração.

8. A JANELA INDISCRETA
(1954, Rear Window, Alfred Hitchcock)



Hitchcock é o mestre, e pouco mais há a acrescentar (também tenho em grande estima o VERTIGO, mas optei pelo REAR WINDOW). O desenvolvimento das personagens está no ponto, a tensão é palpável e o clímax é inesquecível. Love it to death.

9. THE END OF EVANGELION
(1997, Shin seiki Evangelion Gekijô-ban: Air/Magokoro wo, kimi ni, Hideaki Anno e Kazuya Tsurumaki)



A conclusão de uma das minhas séries preferidas. É um filme incrível e recomendo-o fortemente (contudo, a visualização da série é obrigatória antes de se partir para este THE END OF EVANGELION).

10. O SILÊNCIO DOS INOCENTES
(1991, The Silence of the Lambs, Jonathan Demme)



O meu thriller preferido. O thriller que mais vezes devo ter visto. É um daqueles filmes que sempre que passa na televisão, tenho de parar tudo o que estou a fazer para o ir ver. É claustrofóbico (se eu tivesse que eleger as "As 10 cenas da minha vida" - :P -, a da visão nocturna estaria entre elas, sem pensar duas vezes), brilhantemente executado e para além disso tem também duas interpretações magistrais por parte da Jodie Foster e do Anthony Hopkins. É um clássico!

--//--

Obrigado, Nuno, pela tua participação!

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