domingo, janeiro 11, 2004

LISTA DOS 5 FILMES MAIS INJUSTIÇADOS DA HISTÓRIA

Por ordem decrescente:

5º OPERAÇÃO SWORDFISH (2001), por razões óbvias: o atentado ao WTC foi determinante para o fraco resultado de bilheteiras nos EUA. Compreendo que há sequências que fazem lembrar a tragédia, o tema fulcral é o terrorismo, mas afinal qual foi a nação que durante anos exportou filmes com atentados bombistas, ataques alienígenas arrasadores e vilões armados até aos dentes com bombas atómicas? Acho que não preciso de responder...

4º REVELAÇÃO (1994), por estar adiantado ao seu tempo. Creio que as mulheres (na altura, as principais detractoras da película) deviam ter orgulho neste filme. Afinal, quantas vezes uma personagem já foi demonstrada com tanta força como neste filme? Talvez a Sigourney Weaver, no ALIENS (1986)...

3º OS OLHOS DA SERPENTE (1998), por ser o mais palmaniano dos filmes de Brian DePalma. Quem tiver dois dedos de testa e perceber de cinema, saberá que os temas principais da sua filmografia sempre foram a (cada vez mais) constante vigilância das nossas vidas, a ameaça omnipresente das câmaras de segurança, as barreiras à nossa liberdade. Estão todos aqui, é só saber procurar bem.

2º O JOGO (1997), pelo argumento mais original e ousado desde SCARFACE. É verdade que a história poderá parecer um bocado recambolesca, mas também é verdade que gostamos de ser surpreendidos (pelo menos, eu gosto!). Ou será enganados pelo poder das imagens?

E o 1º lugar vai para: O ÚLTIMO GRANDE HERÓI (1993), pela maior sentido de auto-ironia dum actor da História do Cinema. Concordo que as habilidades de performance de Schwarzenegger estão muito aquém dum Denzel Washington, mas é de louvar a coragem duma celebridade ao parodiar a sua imagem e os seus filmes numa obra assinada por um dos realizadores que ajudaram a criar o estatuto de mega-star que Arnold detém na actualidade: falamos de John McTierman, que o dirigiu em PREDADOR. Hilariante a referência a Shakespeare, que pertence à minha galeria de melhores momentos cómicos de sempre.

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