domingo, fevereiro 01, 2004



VAMPIROS (a propósito de "Underworld")

Uma das lendas mais requisitadas pela 7ª Arte está de volta: a dos vampiros. Desta feita, ela surge no filme UNDERWORLD, recentemente estreado em Portugal. Quanto a este título, posso dizer que é uma excelente adição ao eterno mito do morto-vivo - um pouco do mesmo que DRÁCULA 2000 já tinha feito, ou seja, refrescou-se a história dos assassinos sedentos de sangue.
Contudo, serve esta introdução para reflectir acerca dos bons (e maus) filmes que já se debruçaram sobre este tema. Referência incontornável é NOSFERATU, de F.W. Murnau - na minha opinião, o primeiro filme de terror a sério, que ainda hoje não perdeu nenhum do seu impacto. Não posso deixar de falar do assumido tom de série B que foram as obras saíads dos estúdios Hammer, com a impressionante e inesquecível presença de Christopher Lee no papel principal. Recentemente, outras grandes películas dedicadas ao tema foram DRACULA, de Coppola, do qual gostei muito - pena que Gary Oldman não tenha conseguido trazer mais charme ao protagonista! - e de ENTREVISTA COM O VAMPIRO - SIM!, eu gostei deste filme, apesar de todo o hype negativo que o rodeou.
Apesar deste rol de grandes filmes, infelizmente também existem os maus (por vezes, péssimos!) dedicados à história do Conde Drácula. Por vezes, realizados por grandes senhores do Cinema, dos quais sou fã. É o caso de Roman Polanski, com o seu DANÇA DOS VAMPIROS. Na minha opinião, o único pormenor que pode fazer valer a pena visioná-lo é mesmo Sharon Tate! Já referido mais a cima, DRÁCULA 2000 tentou revitalizar o género, mas a única classificação que lhe posso dar é de Bram Stoker para adolescentes. Neste título, o que mais me impressionou foi o desperdício de bons actores, como Jonny Lee Miller e Christopher Plummer, num produto de fraca qualidade como este.
Num ponto mais intermédio (no que toca à qualidade da película e ligação ao mito) há que citar OS VICIOSOS, de Abel Ferrara. Um filme que tanto poderá agradar a Marylin Manson como a Nietschze, tem doses generosas de sangue como de cadeira filosófica de Universidade, para além de que conta com a participação de Lili Taylor, a melhor actriz do cinema independente americano da actualidade.
Quanto a UNDERWORLD, o responsável por esta reflexão, que dizer? Talvez seja um novo "gostinho" para os fãs de vampiros, apesar de ser (cada vez mais) nítida a influência que o culto Matrix trouxe ao cinema actual. Visualmente é bonito, mas creio que já começa a fartar sequências de acção filmadas em câmara lenta!

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