domingo, janeiro 08, 2006

NO DIA EM QUE A TERRA PAROU (1951), de Robert Wise



Um clássico da ficção-científica e filme de culto imediato, NO DIA EM QUE A TERRA PAROU é, definitivamente, uma das obras mais interessantes a que pude assistir nos últimos tempos. Exemplo supremo do tipo de filme "invasores do espaço", tão em voga nos anos 40/50, este título também se destaca pela sua omnipresente temática pacifista, o que não só revela a sua (permanente) actualidade como torna-o num dos primeiros, na história do Cinema, a abordar o perigo da energia nuclear aplicada a arsenais bélicos.



E, não obstante a complexidade do seu assunto fulcral, a narrativa é bastante simples: uma nave espacial aterra um dia em Washington, e o seu tripulante, Klaatu (Michael Rennie), apresenta-se à Humanidade como o portador de uma importante mensagem para todos os indivíduos do planeta, desde a líderes das nações como aos seus anónimos cidadãos. Desde logo, as suas intenções são encaradas com suspeita, receio e até violência. Klaatu, numa tentativa de obrigar a Terra a ouvi-lo, leva a cabo uma demonstração do seu avançado poder tecnológico, acção esta que justifica o título do filme...

Sem querer revelar muito mais, o filme está repleto de momentos e imagens clássicas, as quais são referenciadas em outras obras do género amiudemente. Começando pela primeira aparição do robot — baptizado de Gort — que acompanha a visita de Klaatu, até ao trabalho de fotografia e direcção artística, passando pela misteriosa banda sonora de Bernard Herrmann, tudo contribuiu para distinguir NO DIA EM QUE A TERRA PAROU de outras obras estreadas na época e que se debruçaram pelo mesmo tema :THE THING FROM ANOTHER WORLD, WHEN WORLDS COLLIDE, THE CREEPING TERROR, para nomear alguns. Contudo, nenhum destes títulos conseguiu a legião de fãs e constante renovação geracional de admiradores que o filme de Robert Wise granjeou.



2 comentários:

Francisco Mendes disse...

É realmente um filme maravilhoso. Um clássico do género que descobri há alguns anos na mesma altura em que descobria "Metropolis" de Fritz Lang. Fiquei fascinado.

Anónimo disse...

bom filme