quarta-feira, junho 06, 2012

THE MASCOT / FÉTICHE (1934), de Wladyslaw Starewicz



Um pequeno cão de peluche escuta uma menina a pedir uma laranja. Como a mãe da criança não tem dinheiro para comprar fruta, o cão de peluche decide procurar uma forma de lhe satisfazer o pedido. Mas antes que consiga realizar essa vontade, atravessará uma série de estranhas e assustadoras aventuras.



Para quem, actualmente, releva as produções da Aardman e filmes como QUEM TRAMOU ROGER RABBIT? (1988, Robert Zemeckis) ou TOY STORY 3 (2010, Lee Unkrich) enquanto pináculos da História do cinema de animação, terá agora também de contemplar THE MASCOT nesse lote de títulos de referência.

É uma das minhas maiores e mais recentes surpresas cinéfilas, um dos filmes de animação mais fascinantes, criativos, assombrosos e inexplicavelmente desconhecidos a que já pude assistir:



De argumento tremendamente simples, o destaque em THE MASCOT vai imediatamente para a proficuidade técnica inusitada que exibe, tendo em conta a sua época de produção: junção de stop-motion com imagem real, fluidez na animação, movimentos de câmara que nunca se demonstram repetidos e/ou forçados, a genial pormenorização das emoções das personagens animadas... Os anos 30 nunca se assemelharam tanto à "contemporaneidade".



Para além do seu estatuto de pequena maravilha através das peculiares imagens que convoca, possui a capacidade única de surpreender fotograma após fotograma — é "palpável" a ambição de Starewicz em expandir as possibilidades criativas do meio — e, desde muito cedo durante a sua visualização, resta a certeza de que se trata, narrativa e tematicamente, de uma inegável influência para as sagas Toy Story e Wallace & Gromit.

[Só para que não restem dúvidas, o vídeo acima publicado contém esta pérola na íntegra.]

2 comentários:

Inês Moreira Santos disse...

Tens absoluta razão nas comparações que fazes. E o filme é tão adorável como surpreendente. É incrível acreditar como data dos anos 30.
Excelente mesmo.

Cumprimentos cinéfilos :*

Sam disse...

Inês, foi um prazer dar a conhecer esta pequena e (infelizmente) desconhecida obra-prima de animação.

E fico muito contente em saber que também gostaste :*