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sexta-feira, abril 27, 2012

Filhos de Um Deus Maior #75



Fast is the new strong, e este anúncio, realizado por Mark Romanek para a Nike Football, demonstra-o cabalmente. Cinético e robusto, ambientado em esplêndido cenário sci-fi e protagonizado por um rol quase interminável de vedetas do futebol americano, este já é um dos spots televisivos esteticamente mais interessantes.

E mesmo que a abundância de motivos visuais possa distrair-nos da mensagem publicitária veiculada, o cansaço de repetidas visualizações não chegará depressa...:



quarta-feira, janeiro 05, 2011

Críticas da Semana

Breve resumo dos filmes visualizados esta semana.

BURIED (2010), de Rodrigo Cortés



Durante 90 minutos, acompanhamos a agonia de Paul Conroy que nos surge, sempre e a princípio inexplicavelmente, fechado dentro de um caixão enterrado vários metros abaixo do solo. A sua única "companhia" é um telemóvel, ali colocado por perversos motivos de índole política, através do qual tem a possibilidade de contactar com o mundo exterior em busca de ajuda.

Puro exercício de estilo que testa a resistência do espectador numa narrativa confinada a um único e mal iluminado cenário, sobressai a mestria técnica patenteada (sobretudo, a direcção de fotografia, claustrofóbica mas extraordinariamente dinâmica) e um Ryan Reynolds com surpreendente capacidade dramática. O temor de sermos enterrados vivos está de regresso ao grande ecrã...

WINTER'S BONE (2010), de Debra Granik



Com 17 anos, Ree Dolly não tem uma vida pródiga em comodidades: para além de cuidar da mãe enferma e de dois irmãos menores, vê-se obrigada a saber do paradeiro do pai, um fabricante de metanfetamina foragido, quando descobre que ele apresentou a própria casa para uma fiança cujas condições nunca foram satisfeitas. Nesse processo, tem a sua primeira e crua experiência com as regras e interacções de poder de uma comunidade Ozark.

No meio rural, onde a natureza envolve, tudo se apresenta animalesco — o mesmo se pode dizer das personagens e situações de WINTER'S BONE, numa história de sobrevivência revestida de estudo social filmada em estado "bruto", onde a figura cinematográfica do redneck não aparece como criminoso empedernido nem objecto de humor. Jennifer Lawrence arrasa num desempenho em que só a intensidade do olhar lhe retira juventude e John Hawkes merece, definitivamente, uma nomeação a Oscar.

EASY A (2010), de Will Gluck



Olive, uma estudante com percurso quase invisível para colegas do sexo masculino, vê a reputação liceal modificar-se completamente quando uma mentira sobre a sua vida sexual ganha contornos de verdade inquestionável. Decide, então, tirar proveito da fama de rapariga promiscua, procurando subir no seu estatuto social e financeiro.

Comédia teen com momentos inspirados mas nunca memoráveis, consegue transmitir uma peculiar metáfora sobre o poder (de destruição) do boato. Emma Stone, omnipresente, torna interessante um argumento simples, fazendo lembrar, a espaços, uma jovem Kathleen Turner. Num elenco superpovoado, lamenta-se que não seja dado mais tempo de ecrã a alguns secundários, nomeadamente Amanda Bynes, Lisa Kudrow e Thomas Haden Church. E como é possível que Malcolm McDowell continue a desperdiçar-se desta maneira? A crise mostra-se assim tão severa?

NEVER LET ME GO (2010), de Mark Romanek



Kathy, Tommy e Ruth vivem num mundo e tempo muito semelhante ao nosso mas, simultaneamente, totalmente diferente. Desde a infância que lhes está reservado um destino atroz, o qual é encarado de forma quase resignada e altera-lhes a perspectiva acerca de amor e amizade.

Inspirado no romance homónimo de Kazuo Ishiguro, é um drama com toques de realidade alternativa (ou ficção científica?) que nunca envolve o espectador. Muito é explicado e denunciado desde o início e, como consequência, o interesse pelas personagens desvanece. Andrew Garfield (tal como em A REDE SOCIAL), pela sua "fuga" à contenção formal de todo o filme, é o nome a reter do elenco . Como já é hábito em Mark Romanek, NEVER LET ME GO tem a melhor fotografia de 2010 que nunca concorrerá a prémios.

sexta-feira, setembro 17, 2010

Hollywood Buzz #99

O que se diz lá fora sobre NEVER LET ME GO, de Mark Romanek:



«Alas, what's missing is the spark of life, the jolt of the unexpected - something beyond tears - to puncture the falseness of a film world, which, by its insistence on its own beauty, obscures the tragedy that the three characters, by their nature, cannot express.»
Manohla Dargis, The New York Times.

«NEVER LET ME GO is that rare find, a fragile little four-leaf clover of a movie that's emotionally devastating, yet all too easily trampled by cynics.»
Peter Debruge, Variety.

«Expertly acted, impeccably photographed, intelligently written, even intermittently touching, the film is also too parched and ponderous to connect with a large audience.»
Stephen Farber, The Hollywood Reporter.

«The melancholy attached to the impermanence of life and love suffuses this film, making it memorably haunting and hypnotic.»
Peter Travers, Rolling Stone.

«Director Mark Romanek captures the slightly seedy and rundown reality of '70s and '80s British life in astonishing and even tragic detail; this is more like a period piece than a science-fiction movie.»
Andrew O'Hehir, Salon.com.

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