quarta-feira, fevereiro 04, 2009

ANTES QUE O DIABO SAIBA QUE MORRESTE (2008), de Sidney Lumet



Andy Hanson (Philip Seymour Hoffman) convence o irmão mais novo, Hank (Ethan Hawke), a participar num assalto à joalharia gerida pelos seus pais. O facto de o estabelecimento estar parcamente vigiado e com os seguros em dia ("um crime sem vítimas") atiça a realização do plano, que se pretende executado sem recurso a armas e cujo lucro poderá resolver os problemas económicos e pessoais que os dois enfrentam. Hank, relutante desde o momento em que aquiesceu ao repto do irmão, contrata outro indivíduo para fisicamente levar a cabo o assalto, que se salda no mais trágico dos falhanços. A partir daqui, assistimos à pura ineptitude dos dois irmãos em resolver os seus dilemas psicológicos e apagar os vestígios da sua responsabilidade no roubo falhado.



Sidney Lumet encontrou no argumento do estreante Kelly Masterson a possibilidade ideal de explanar um dos contos de moral que têm caracterizado a sua carreira (sobretudo, em UM DIA DE CÃO e O VEREDICTO). A narrativa não-linear adoptada não impede que, nem por um momento, duvidamos do desfecho pouco feliz que as personagens (merecidamente) sofrem no final.

Destaque indispensável para as interpretações deste ANTES QUE O DIABO SAIBA QUE MORRESTE: Hoffman faz-nos "sofrer" por um indivíduo com óbvias causas de repulsa, Hawke constrói a definitiva imagem da derrota psicológica, Albert Finney irrepreensível no papel de um homem forçado ao trabalho de vigilante, Marisa Tomei está fenomenal enquanto esposa infiel de Andy e Michael Shannon "exala" um pouco daquilo que concretiza no recente REVOLUTIONARY ROAD.

1 comentário:

Filipe Machado disse...

Não me canso de dizer isto a todos aqueles que passam por mim: grande, grande, grande, grande, grande FILME!!!! Talvez um dos mlehores do ano!! Fiquei de rasto depois de o ver!