domingo, fevereiro 22, 2009

Oscares 2008 Live Coverage #1



Faltam poucas horas para que Hugh Jackman confirme a sua estreia enquanto anfitrião da 81ª Entrega dos Prémios da Academia. Com este óbvio motivo de interesse para acompanhar a cerimónia, existem outros tópicos que poderão torná-la mais cativante do que a priori se julgaria.

A começar, temos a expectativa (mundial, diria eu) de ver se Heath Ledger concretiza o anunciado prémio póstumo pelo Joker que concebeu em THE DARK KNIGHT - O CAVALEIRO DAS TREVAS. Como Jorge Leitão Ramos afirmou no Expresso desta semana, «pareceu uma daquelas coisas que se fazem e, depois... só resta morrer.» Não poderia estar mais de acordo, e confesso a minha secreta vontade de que a ovação à vitória de Ledger se materialize.

Em segundo lugar, 2009 assinalará o ano de todas as coberturas ao vivo da cerimónia. O Twitter veio revolucionar a comunicação em tempo real da Internet - e já conto com alguns parceiros esta noite...

Por fim, e depois de já ter explanado os meus palpites no que se refere aos vencedores, recordo três filmes, e seus intervenientes, que, na minha opinião, foram injustamente esquecidos nas nomeações de 2008:

THE DARK KNIGHT - O CAVALEIRO DAS TREVAS
No panorama geral, a presença deste título entre os principais candidatos ao Melhor Filme justificar-se-ia por vários motivos: não só foi a película mais lucrativa de 2008 e será encarado, no futuro, como o filme-padrão para as adaptações vindouras de personagens de banda desenhada e graphic novels. Apesar das nomeações técnicas, fiquei com sabor a pouco...

REVOLUTIONARY ROAD
O melhor filme de Sam Mendes desde BELEZA AMERICANA (1999) foi totalmente olvidado nesta cerimónia. Trata-se de um dos melhores títulos de 2008 e não tenho pejo em afirmar que o desempenho de Kate Winslet neste filme é superior ao patenteado em O LEITOR. Isto para não falar do fantástico argumento adaptado de Justin Haythe (do romance de Richard Yates) e da fotografia de Roger Deakins, um dos artistas ainda por homenagear nos Óscares.

FOME
Se os Oscares da Academia foram criados para agraciar o melhor que se faz em Cinema num determinado período, então a total ausência deste filme britânico é incompreensível. Nem que fosse pela interpretação de Michael Fassbender ou a realização do semi-estreante Steve McQueen, ficou-se aquém do que merecia.

4 comentários:

Vitor Marques disse...

Caro Sam, respeito o sr Oscar únicamente pela sua provecta idade. De resto cumpre integralmente os objectivos para que foi criado: premiar o melhor que se faz em cada ano no cinema americano.
Concordo com o que dizes da Kate e do Steve.

Sam disse...

Caro Vitor,

os Oscares conseguem, realmente, premiar o Cinema Americano mas, infelizmente, deixam um pouco de lado produções europeias ou asiáticas.

Afinal, premeiam os achievements in filmmaking... Mas é uma festa sempre bonita de ver e acompanhar.

Aguardo com ansiedade o programa do Ciclo de Cinema e Arquitectura.

Cumps.

Vitor Marques disse...

Durante esta semana, estará cá fora. Dificuldades em conseguir alguns dos filmes inicialmente pensados. Felizmente a lista inicial pecava por excesso.

Sam disse...

Antes a mais do que a menos!

Fica, desde já, garantida a devida referência neste blogue.