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segunda-feira, fevereiro 23, 2009

Oscares 2008: O Comentário Final



A 81ª Entrega dos Oscares da Academia foi pautada, de uma ponta à outra das suas três horas de duração, pela regularidade nos premiados e originalidade q.b. do alinhamento da cerimónia.

Hugh Jackman — a escolha mais radical para anfitrião dos Óscares desde Jon Stewart — foi, acima de tudo, discreto, mas a vontade de retornar ao glamour e razzle dazzle dos tempos áureos da Academia saldou-se num modesto sucesso.



A quebra de monotonia surgiram em três momentos: no óbvio spoof de Ben Stiller à adaptada nova imagem e bizarro comportamento em público de Joaquin Phoenix,



no modo acrobático como o destemido e peculiar Phillipe Petit, protagonista do Melhor Documentário MAN ON WIRE, subiu ao palco para demonstrar a sua alegria pela conquista da estatueta,



e na emoção esperada pelo Oscar Póstumo de Heath Ledger. Sob o olhar "ameaçador" do Joker, a sua família foi receber o prémio de Melhor Actor Secundário.



Também foi agradável o breve mas convincente discurso de Jerry Lewis para agradecer a aceitação do Óscar Humanitário Jean Hersholt — histriónico no grande ecrã, solidário na vida real.



Por fim, e embora nunca enuncie qual a movie star melhor ou pior vestida da noite (para mim, elas estão sempre bem...), quem precisa de olhar para Armanis ou Guccis quando se ostenta uma tatuagem como a de Evan Rachel Wood?



P.S.: para quem não ainda não esteja ao corrente, a lista completa dos vencedores pode ser consultada neste endereço. Para o ano há mais!

domingo, fevereiro 22, 2009

Oscares 2008 Live Coverage #3



A cerimónia começa razoavelmente bem, com Hugh Jackman a cantar, a dançar, a recriar os principais filmes de 2008 através de cenários de cartão e, no seu momento mais alto, conseguiu pegar na Anne Hathaway ao colo!

De qualquer modo, não esteve muito longe do que os anos anteriores nos têm habituado.

Oscares 2008 Live Coverage #1



Faltam poucas horas para que Hugh Jackman confirme a sua estreia enquanto anfitrião da 81ª Entrega dos Prémios da Academia. Com este óbvio motivo de interesse para acompanhar a cerimónia, existem outros tópicos que poderão torná-la mais cativante do que a priori se julgaria.

A começar, temos a expectativa (mundial, diria eu) de ver se Heath Ledger concretiza o anunciado prémio póstumo pelo Joker que concebeu em THE DARK KNIGHT - O CAVALEIRO DAS TREVAS. Como Jorge Leitão Ramos afirmou no Expresso desta semana, «pareceu uma daquelas coisas que se fazem e, depois... só resta morrer.» Não poderia estar mais de acordo, e confesso a minha secreta vontade de que a ovação à vitória de Ledger se materialize.

Em segundo lugar, 2009 assinalará o ano de todas as coberturas ao vivo da cerimónia. O Twitter veio revolucionar a comunicação em tempo real da Internet - e já conto com alguns parceiros esta noite...

Por fim, e depois de já ter explanado os meus palpites no que se refere aos vencedores, recordo três filmes, e seus intervenientes, que, na minha opinião, foram injustamente esquecidos nas nomeações de 2008:

THE DARK KNIGHT - O CAVALEIRO DAS TREVAS
No panorama geral, a presença deste título entre os principais candidatos ao Melhor Filme justificar-se-ia por vários motivos: não só foi a película mais lucrativa de 2008 e será encarado, no futuro, como o filme-padrão para as adaptações vindouras de personagens de banda desenhada e graphic novels. Apesar das nomeações técnicas, fiquei com sabor a pouco...

REVOLUTIONARY ROAD
O melhor filme de Sam Mendes desde BELEZA AMERICANA (1999) foi totalmente olvidado nesta cerimónia. Trata-se de um dos melhores títulos de 2008 e não tenho pejo em afirmar que o desempenho de Kate Winslet neste filme é superior ao patenteado em O LEITOR. Isto para não falar do fantástico argumento adaptado de Justin Haythe (do romance de Richard Yates) e da fotografia de Roger Deakins, um dos artistas ainda por homenagear nos Óscares.

FOME
Se os Oscares da Academia foram criados para agraciar o melhor que se faz em Cinema num determinado período, então a total ausência deste filme britânico é incompreensível. Nem que fosse pela interpretação de Michael Fassbender ou a realização do semi-estreante Steve McQueen, ficou-se aquém do que merecia.

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