quinta-feira, maio 20, 2010

Festival de Cannes 2010 — Dia 9



O único título norte-americano em Competição, FAIR GAME, de Doug Liman, baseia-se no caso verdadeiro de Valerie Plame, uma ex-operacional da CIA que, em 2005, viu a sua "identidade secreta" exposta publicamente numa retaliação, por parte da Administração Bush, ao artigo do New York Times, assinado pelo marido de Plame, que denunciava a negligência norte-americana face ao tráfico de urânio entre a Nigéria e o Iraque:



Numa sessão "acidentada" (constatou-se, poucos minutos antes da projecção, a inexistência de legendagem em francês do filme, o que enraiveceu alguns espectadores), Liman apresentou um filme no mesmo estilo hiper-cinético que caracterizou IDENTIDADE DESCONHECIDA (2002), cujos «contornos políticos são de acessível compreensão» e muito apoiado na química entre o duo protagonista, Sean Penn (ausente da Croisette por motivos pessoais) e Naomi Watts. A actriz australiana, na conferência de imprensa, confessou ter sido importante «compreender quem é Valerie Plame. Embora conhecesse a sua história, necessitava de pesquisar mais e de contactá-la. Trocamos e-mails, jantamos juntas, e consegui perceber que esta extraordinária mulher ainda guarda muitos segredos. Apesar de delicada e feminina, possui um lado negro na sua personalidade».

Naomi Watts, 'pretty in pink'

A equipa (quase completa) de FAIR GAME

De modo a realçar o esforço que tem sido efectuado, nos últimos anos, na restauração de clássicos mundiais da Sétima Arte, a organização do 63º Festival de Cannes levou a cabo uma programação especial apropriadamente baptizada de «Cannes Classics». E hoje assinalou-se o término desta secção que desde dia 13, e entre outros títulos, passou:

LA BATAILLE DU RAIL, de René Clément, Prémio do Júri em 1946.


BOUDU QUERIDO, de Jean Renoir.


TRISTANA, de Luis Buñuel.


O LEOPARDO, de Luchino Visconti, Palma de Ouro em 1963.


O TAMBOR, de Volker Schlöndorff, Palma de Ouro em 1979.


LA 317E SECTION, de Pierre Schoendoerffer, Melhor Argumento em 1965.


A RAINHA AFRICANA, de John Huston.


PSICO, de Alfred Hitchcock.


O BEIJO DA MULHER-ARANHA, de Hector Babenco, Melhor Actor (William Hurt) em 1985.


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