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Sétimo dia de Festival marcado pela presença de Aki Kaurismäki, onde apresentou a concurso LE HAVRE, comédia surreal sobre imigração ilegal e com um escritor que inicia carreira como engraxador de sapatos no centro da narrativa.

Uma espécie de «conto de fadas influenciado pelo cinema clássico», captura com «extrema humanidade, calor e humor» a imagem do imigrante foragido na Europa, um tema recorrente em muitos cineastas do "Velho Continente". No cômputo geral, LE HAVRE constitui forte aposta para a Palma de Ouro do Festival deste ano — galardão nunca arrecadado por Kaurismäki...
Alain Cavalier, outro 'habituée' de Cannes, realiza e protagoniza PATER, uma farsa sobre dois foliões (o segundo a cargo de Vincent Lindon) que vivem e representam uma espécie de reportagem a dois motivada por gostos gastronómicos.
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Projecto curioso, tanto na sinopse como na sua concretização, «cativa pela sua capacidade de deixar o espectador rejubilante e atónito», levando-nos a «pensar e repensar o que vemos e ouvimos».
O resumo do dia fica marcado pela exibição de um dos títulos mais sonantes fora de competição: THE BEAVER, de Jodie Foster. Assinalando o regresso de Mel Gibson, após as muitas polémicas que envolveram o seu nome nos últimos tempos, narra o dilema de um executivo a sofrer de depressão e que encontra cura numa marioneta em forma de castor.
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
Apesar de não concorrer a qualquer prémio, já detém a honra de ser o filme mais ovacionado, até ao momento, do Festival: nada mais, nada menos, do que dez minutos de efusivos aplausos. E, de acordo com Jodie Foster, é a presença de Mel Gibson que converte THE BEAVER em algo de especial: «Se fosse outro actor, teria enveredado por uma direcção diferente. Para Mel, era importantíssimo fazer este filme, e sei que ele está muito orgulhoso dele».
Orgulhoso ou não, Mel Gibson esteve igual a si próprio e brindou-nos com uma das imagens mais memoráveis (ou a esquecer rapidamente?) desta edição do Festival:
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[Crédito de imagens: EPA, Site Oficial do Festival, AFP e E!Online]
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