segunda-feira, abril 22, 2013

FRANCINE (2012), de Brian M. Cassidy e Melanie Shatzky



Depois de sair da prisão, Francine instala-se numa pequena cidade rural dos EUA, onde leva uma vida solitária, evitando criar laços afectivos com as pessoas. O seu amor pelos animais parece dominá-la completamente, a ponto de não hesitar em agir em defesa deles. — IndieLisboa.



Francine é libertada da prisão, procura reintegrar-se na sociedade através de uma série de empregos onde os animais de estimação são o foco da actividade (loja de animais, um estábulo, uma clínica veterinária), encontra maior afeição precisamente junto de cães e gatos, e o seu processo de socialização começará, gradualmente, a revelar-se penoso. No fim, o maior problema de FRANCINE não se apresenta nos conflitos da personagem, mas sim no facto de tudo o que acontece parecer desprovido de consequência e, até, lógica.

Por outras palavras, neste filme de absoluta sensibilidade independente (para o bem ou para o mal, mais indie que isto não há), e onde Melissa Leo ostenta a irrepreensível e intensa dedicação a que nos tem habituado, pouco permanece para reflectir ou de enriquecimento pessoal no espectador.

FRANCINE quase almeja ser uma tentativa de experiência mítica (sobretudo, na meia-hora inicial), mas acaba por ser um filme tão irregular quanto a personagem que lhe dá o título.

[Filme em Competição no IndieLisboa 2013.]



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