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sexta-feira, junho 17, 2011

Hollywood Buzz #128

O que se diz lá fora sobre GREEN LANTERN, de Martin Campbell:



«GREEN LANTERN does not intend to be plausible. It intends to be a sound-and-light show, assaulting the audience with sensational special effects. If that's what you want, that's what you get.»
Roger Ebert, Chicago Sun-Times.

«GREEN LANTERN is bad. This despite Mr. Reynolds's dazzling dentistry, hard-body physique and earnest efforts.»
Manohla Dargis, New York Times.

«An attempt to infuse an earnest piece of comicbook lore with an irreverent, tongue-in-cheek sensibility yields decidedly mixed results in GREEN LANTERN.»
Justin Chang, Variety.

«Reynolds makes Hal a perfectly functional comic-book hero, but there's a big difference between functional and super.»
Owen Gleiberman, Entertainment Weekly.

«Serves up all the requisite elements with enough self-deprecating humor to suggest it doesn't take itself too seriously.»
Todd McCarthy, The Hollywood Reporter.

sábado, janeiro 30, 2010

Hollywood Buzz #71

O que se diz lá fora sobre EDGE OF DARKNESS, de Martin Campbell:



«Gibson is a credible, attractive hero, as he has always been, so if you want fast-food action, here's your movie.»
Roger Ebert, Chicago Sun-Times.

«The best thing about EDGE OF DARKNESS in the early going is its atmosphere of hushed, pervasive menace.»
A.O. Scott, New York Times.

«The plot complications involving nuclear waste and political maneuvering have been trivialized beyond all meaning. But watching Gibson in a revenge fantasy feeds all my needs for a bloodlusting B-movie feast.»
Peter Travers, Rolling Stone.

«An intense Mel Gibson performance anchors this brutally effective crime thriller.»
Michael Rechtshaffen, Hollywood Reporter.

«As compressed and updated by screenwriters William Monahan and Andrew Bovell, it's just a conventional, divertingly propulsive, borderline boilerplate corporate-high-jinks thriller.»
Owen Gleiberman, Entertainment Weekly.

quinta-feira, janeiro 28, 2010

5 Momentos Memoráveis

#8: 'FEMMES FATALES' PARA O SÉC. XXI



Uma foto promocional de Rita Hayworth (na minha opinião pessoal, o arquétipo definitivo da femme fatale) relativa ao filme GILDA (1946, Charles Vidor), ilustra este post dedicado a uma das personagens-tipo femininas mais icónicas na história do Cinema. Com fugazes aparições desde os primórdios da Sétima Arte (Theda Bara, Pola Negri, Lilian Gish, entre outras), a sua imagem floresceu no film noir dos anos 40 e 50, como a personificação dos receios masculinos após a Segunda Guerra Mundial relativamente à fidelidade das esposas e namoradas dos soldados norte-americanos durante a sua ausência. A definição de femme fatale é extensa: sedutora, manipuladora, inflexível em alcançar fins sem olhar aos meios. E quem fica a perder é, quase sempre, o protagonista masculino que se deixa enredar na teia destas implacáveis mulheres.

Actualmente, tudo parece indicar que a sua presença encontra-se em declínio — e não estou só nesta declaração. Encontramos os últimos resquícios da absoluta femme fatale com Sharon Stone em INSTINTO FATAL (1992, Paul Verhoeven) ou Linda Fiorentino em A ÚLTIMA SEDUÇÃO (1994, John Dahl).

Na primeira década do Século XXI, detectar exemplos desta mítica figura feminina representa uma árdua tarefa, reflectida na complexidade com que me deparei para formular este oitavo capítulo da rubrica «Momentos Memoráveis». Provável sinal dos tempos modernos, as seis referências que se seguem não invocam, à primeira vista, o perfil clássico da femme fatale na Sétima Arte, mas preservam o típico e quase indescritível fascínio que lhe está associado...

MENÇÃO HONROSA: Vesper Lynd, em CASINO ROYALE (2006), de Martin Campbell



Interpretada por Eva Green, Vesper Lynd é a homenagem recente mais bem conseguida à longa lista de femmes fatales que povoaram a saga James Bond desde os anos 60.

De uma beleza simultaneamente clássica e invulgar, Eva Green delineia uma das poucas 'Bond Girls' com profundidade psicológica, exalando uma personagem imprevisível e vulnerável em doses equitativas, transformando-a num "osso duro de roer" para o Agente 007. A atmosfera parece mudar sempre que Vesper Lynd "anuncia" a sua presença...



5. Geum-ja Lee, em SYMPATHY FOR LADY VENGEANCE — VINGANÇA PLANEADA (2005), de Chan-wook Park



Interpretada por Yeong-ae Lee, constitui a prova cinematográfica que femme fatale rima com "vingança", pois a protagonista Geum-ja Lee vive, durante todo o filme, controlada por esse louco ímpeto de desforra após sujeitar-se a treze anos e meio de encarceramento por um crime que não cometeu, de modo a garantir a sobrevivência da própria filha.

A angélica face de Geum-ja é puro fogo de vista: a sua libertação constitui o móbil para a deflagração, isso sim, de um "anjo vingador" forjado durante a quase década e meia que passou atrás das barras.



4. Maria, em CALL GIRL (2007), de António-Pedro Vasconcelos



Interpretada por Soraia Chaves — actriz que, no presente panorama nacional, é o exemplo acabado de uma femme fatale lusitana —, Maria é a peça central no suborno financeiro e sexual de um autarca, com o propósito de obter deste o aval necessário para a construção de um empreendimento turístico de contornos pouco lícitos.

De mero peão até ser rainha num "xadrez" de corrupção, esta call girl de luxo possui todos os recursos para lucrar com o esquema, iludindo criminosos e agentes da Judiciária com a mesma "arma" que qualquer femme fatale maneja inatamente: a eloquente sexualidade.



3. Julie, em SWIMMING POOL (2003), de François Ozon



Interpretada por Ludivine Sagnier, a inquietude e beleza emanada por Julie consegue perturbar tanto os egos masculinos (que "caem" facilmente na sua aura de sensualidade) como os femininos (nomeadamente, o da escritora representada por Charlotte Rampling que encontra escape para o seu bloqueio criativo no voluptuoso mas frágil carácter da jovem francesa).

No panorama europeu da última década, a figura de Julie sobressai como a perfeita miscelânea entre a femme fatale clássica e moderna: exibe o seu desprendimento romântico sob a forma de promiscuidade sexual; a sua sensualidade não é sugerida mas totalmente exibida; e o confronto verbal não se cinge apenas à guerra dos sexos, extravasando-o para a tensão inerente a divergências geracionais.



2. Laure Ash / Lily Watts, em MULHER FATAL (2002), de Brian De Palma



Interpretada por Rebecca Romijn, é, acima de tudo, a encarnação de uma amálgama das homenagens cinematográficas que perfilham a carreira de Brian De Palma. Desde a dupla identidade assumida pela protagonista (A MULHER QUE VIVEU DUAS VEZES, Alfred Hithcock) até à sequência inicial que retrata um assalto filmado quase sem diálogos (DU RIFIFI CHEZ LES HOMMES, Jules Dassin), essas referências conseguem ser tão interessantes quanto a femme fatale do título.

Do presente top, Laure Ash é o exemplo contemporâneo mais clássico deste género de personagens, constatação acrescida pela forma como transforma o simplório paparazzo Antonio Banderas na vítima mais impotente perante os planos de uma mulher em tempos recentes.



1. Nola Rice, em MATCH POINT (2005), de Woody Allen



Interpretada por Scarlett Johansson, é a típica "arrasadora" de felizes e prósperos lares burgueses. A vítima é o inglês Chris Wilton que, apesar do seu noivado assegurar-lhe estabilidade financeira e estatuto social vitalícios, cede aos encantos da norte-americana Nola Rice. Como em qualquer film noir que envolva paixões extra-conjugais, o final de MATCH POINT é azedo, mas contrabalançado pela imprevisibilidade de Woody Allen no tratamento da sua mais notória femme fatale.

Nola Rice arrecada o primeiro lugar desta lista não apenas pelas características físicas e psicológicas ostentadas, mas também por ser Scarlett Johansson a encarná-la, actriz que representa, sem dúvida, um dos principais sex symbols gerados nos "anos zero" do Século XXI.



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