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quarta-feira, março 27, 2013

Curiosidade da Semana



Quarenta minutos de Woody Allen a gaguejar e a balbuciar em todos os seus filmes. Muito melhor e mais proveitoso do que ter Liam Neeson, olhos nos olhos, durante dez horas.



[Fonte: A.V. Club.]

sexta-feira, agosto 17, 2012

Curiosidade da Semana



Woody Allen. Anos 60. Stand-up comedy. Uma atribulada caça ao alce em Nova Iorque.

Fala por si.



[Fonte: SFWeekly.]

domingo, março 25, 2012

Críticas da Semana

Breve resumo dos principais filmes visualizados esta semana:

. LE HAVRE
. HAYWIRE
. THIS MUST BE THE PLACE
. O SONHO DE CASSANDRA

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. LE HAVRE (2011), de Aki Kaurismäki



Marcel Marx (André Wilms), antigo escritor e boémio famoso, exilou-se voluntariamente na cidade portuária do Havre, onde abandonou a sua ambição literária e leva uma vida satisfatória dentro do triângulo constituído pelo bar do canto, o seu trabalho de engraxador de sapatos e a sua mulher Arletty (Kati Outinen), quando o destino põe, bruscamente no seu caminho, uma criança (Blondin Miguel) imigrada oriunda da África negra.



Para quem aprecia a visão inexpressiva mas empática do mundo de Kaurismäki, os sentimentos em relação a este seu último filme possuirão a mesma quota de satisfação e desapontamento. Se por um lado encontramos os diálogos acolhedores e personagens delicadas habituais no cineasta finlandês, por outro percebemos, desde muito cedo, que o mesmo também já se revelou mais ousado (THE MATCH FACTORY GIRL, 1990) e mais entendedor da condição humana (O HOMEM SEM PASSADO, 2002).

Explorando cabalmente os exteriores da cidade portuária onde a acção decorre, com uma sentimentalidade de fábula humana e irresistível, LE HAVRE revela-se uma obra simpática mas inconsequente na (se é que tal intenção existia) análise sobre dilemas de imigração ilegal ou sentimentos gerais da classe média da Europa Moderna. Em suma, puro Kaurismäki sem argumentos para surpreender mas impossível de desiludir.

. HAYWIRE (2011), de Steven Soderbergh



Uma agente secreta (Gina Carano) procura, a todo o custo, vingar-se dos responsáveis pela traição de que foi vítima durante uma missão.



Será difícil que os anos vindouros registem HAYWIRE como título obrigatório para a compreensão da filmografia de Steven Soderbergh. Contudo, na sua simplicidade — alguns dirão "simplista" — narrativa e exigência formal tornada simples, é possível observar uma abordagem autoral rara no cinema de acção. Será esse o único mas muito categórico legado de um filme que aposta na impressionante presença física da sua protagonista, na elaboração de sequências onde o dinamismo provém do que se move diante da objectiva (e não do frenesim arquitectado numa sala de montagem) e num adequado respeito catedrático (não existem aqui ritmos nem raccords fora do sítio...) pelas regras da mise-en-scène para esbater as distâncias entre o comercial e o iconoclasta que Soderbergh tem perfilhado em duas décadas de actividade.

As personagens acabam por sofrer de um argumento parcamente desenvolvido, impossibilitando a simpatia ou antipatia por qualquer uma delas e Gina Carano, com um pouco mais de profundidade psicológica, poderia converter-se numa figura feminina emblemática do género. Contudo, HAYWIRE já é o melhor actioner dos últimos tempos, e só por uma sequência de luta entre Carano e Michael Fassbender, que alia violência e erotismo de forma "criminalmente" eficaz, vale a pena o preço de admissão...

. THIS MUST BE THE PLACE (2011), de Paolo Sorrentino



Uma estrela rock aposentada (Sean Penn) inicia uma viagem nos EUA em busca de um oficial e ex-criminoso de guerra nazi, que aprisionou e torturou o seu pai num campo de concentração durante a Segunda Guerra Mundial.



Através de toda a maquilhagem carregada e maneirismos extremos do seu protagonista (uma mistura de Robert Smith com Ozzy Osbourne) e para lá do virtuosismo da câmara do realizador, não custa encontrar um profundo estudo de personalidade, que transcende fantasmas pessoais e almeja reflectir estados de alma colectivos. É este o grande mérito de THIS MUST BE THE PLACE, obra que aparenta caminhar, num futuro próximo e a passos largos, para o "limbo da subvalorização" mas dominada por uma mensagem de transformação individual genuína e naturalmente emocional — característica cinematográfica tão rara nos dias que correm...

Apesar dos aspectos políticos e históricos do seu argumento, o filme "mergulha" num inspirado universo de referências pop — até David Byrne, autor da maioria dos temas que compõem a banda sonora, tem direito a um memorável cameo —, traçando um contraste entre o passado e presente de paradigmas musicais, tendências artísticas e percepção popular dos mesmos que poderia muito bem ser interpretado como uma pertinente e original análise dos nossos tempos. Destaque final para as interpretações de Sean Penn, Judd Hirsch e, sobretudo, Eve Hewson (nem mais nem menos do que a filha de Bono Vox), jovem actriz de auspicioso porvir.

. O SONHO DE CASSANDRA (2007), de Woody Allen



Ian (Ewan McGregor) e Terry (Colin Farrell) enfrentam graves problemas financeiros. Quando um tio afastado (Tom Wilkinson) dos dois pede-lhes um favor, em troca da resolução daquelas dificuldades, as suas vidas ficarão enredadas numa sinistra situação com intensos e infelizes resultados.



História amarga, de lento desenvolvimento e com um sentido muito Allenesco de crime, culpa e castigo (poderia muito bem pertencer a uma trilogia onde também figurassem CRIMES E ESCAPADELAS e MATCH POINT), retoma as habituais obsessões, e já autênticas marcas de autor, do cineasta nova-iorquino pelas temáticas de fidelidade, honra e peso psicológico em seio familiar.

É notório, desde os seus primeiros minutos, que não estamos perante o produto de um bom momento de forma criativa de Woody Allen. A "reciclagem" narrativa e de propósitos aqui concebida apenas confirmam a sensação de que este filme já foi por ele realizado antes, mas com melhores interpretações (McGregor e Farrell raramente conseguem ultrapassar uma performance tolhida, Wilkinson destaca-se mas surge poucas vezes), circunstâncias mais verossímeis e diálogos realmente acutilantes. De visualização agradável mas nunca obrigatória. Nem mesmo para os fãs mais acérrimos do "cânone" Woody Allen.

terça-feira, dezembro 13, 2011

#33



... segundo as palavras do Gonçalo Trindade, duplamente nomeado nos TCN Blog Awards 2011 para Melhor Iniciativa (entrevista a John Carpenter) e Melhor Crítica (A Árvore da Vida), do Ante-Cinema:

Sem ordem específica. Hoje, são estes. Amanhã, provavelmente seriam outros.

. OLDBOY — VELHO AMIGO
(2003, Oldboy, Chan-wook Park)



Marcante. É um filme que vi inúmeras vezes, e de longe um dos meus filmes favoritos. É daqueles filmes que me parece audiovisualmente perfeito, em que o realizador tem controlo completo sobre cada aspecto, da fotografia à banda-sonora, das interpretações ao argumento. Tem cenas que me estão marcadas a fogo na memória. Ainda me lembro muito bem do impacto que teve na altura. Demorei dias até conseguir colocar o queixo no sítio certo.

. CINEMA PARAÍSO
(1988, Nuovo Cinema Paradiso, Giuseppe Tornatore)



O primeiro filme que alguma vez me fez chorar. Sou profundamente susceptível ao sentimento de nostalgia, e sendo este filme o que é, era inevitável que me tivesse marcado como marcou. Um filme sobre o amor pelo cinema, visto por mim numa idade em que esse amor começava a despertar verdadeiramente. Mesmo hoje em dia, comove-me profundamente.

. SAGA A GUERRA DAS ESTRELAS
(1977, Star Wars, George Lucas, 1980, Star Wars: Episode V - The Empire Strikes Back, Irvin Kershner, 1983, Star Wars: Episode VI - Return of the Jedi, Richard Marquand)



Tinha de aqui estar, claro. A saga da minha infância, que cresci a ver com o meu pai, e que ainda hoje povoa por completo a minha imaginação. Para mim, talvez a grande saga de aventuras do cinema. Ainda sorrio como uma criança de sete anos quando o Darth Vader atira o Imperador para o abismo, e ainda fico entusiasmado quando o Luke destrói a Estrela da Morte. São filmes que ficarão comigo para o resto da vida. Apesar de o Lucas não estar muito a favor disso, mas isso já é outra história.

. OS SETE SAMURAIS
(1954, Shichinin no samurai, Akira Kurosawa)



O meu filme de acção predilecto. Vê-lo no cinema, na primeira vez que fui à Cinemateca, foi uma experiência que nunca hei-de esquecer. É daqueles que estaria sempre nesta lista, em qualquer dia da semana.

. AURORA
(1927, Sunrise: A Song of Two Humans, F.W. Murnau)



Oh Deus, onde é que eu começo com este? Mais uma vez, é um filme perfeito, sem falhas, tão honesto e simples quanto revelador de uma mestria exemplar por parte do Murnau, como contador de histórias. Passei anos a querer vê-lo, e só o fiz há cerca de três anos, quando um grande amigo meu me deu o DVD. Fiquei num misto de encanto e lágrimas, e creio que tem verdadeiramente alguns dos momentos mais memoráveis que alguma vez verei num filme. Demasiado belo.

. OS QUATROCENTOS GOLPES
(1959, Les Quatre Cents Coups, François Truffaut)



Repito o que disse em relação ao SUNRISE: demasiado belo. É tão simples quanto isso.

. ANNIE HALL
(1977, Annie Hall, Woody Allen)



Melhor argumento de sempre? O meu favorito do Allen, e um filme que me parece rigorosamente genial desde o primeiro ao último segundo. Literalmente, do primeiro ao último. Ainda o revejo imensas vezes.

. A VIAGEM DE CHIHIRO
(2001, Sen to Chihiro no kamikakushi, Hayao Miyazaki)



Era entre este e o CASTLE IN THE SKY... e este ganhou, porque foi o primeiro. Foi este o filme que me fez apaixonar pelo seu cinema, e que teve o impacto imediato de começar a idolatrar o homem. Ainda hoje em dia fico com lágrimas nos olhos quando o vejo, e descubro facilmente novos pormenores que fazem com que adore o filme ainda mais.

. THE FOUNTAIN — O ÚLTIMO CAPÍTULO
(2006, The Fountain, Darren Aronofsky)



Tinha de aqui estar. Perfeição audiovisual, que tem no seu cerne um coração do tamanho do mundo. Isto é, afinal, uma história de amor. Um dos poucos filmes que me arrebataram verdadeiramente, em todos os aspectos. Põe-me lágrimas nos olhos enquanto me deslumbra os sentidos.

. O MUNDO A SEUS PÉS
(1941, Citizen Kane, Orson Welles)



O meu filme favorito, ponto. Tenho um fascínio absoluto por cada plano, cada linha de diálogo, e acima de tudo pelo homem que é Charles Foster Kane. A personagem bigger than life por excelência, para mim a representação perfeita do quão impossível é, e sempre será, compreender verdadeiramente alguém. Fascina-me verdadeiramente.

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Obrigado, Gonçalo, pela tua participação!

segunda-feira, dezembro 05, 2011

#32



... segundo as palavras da Inês Moreira Santos, colaboradora do Espalha-Factos:

Aqui ficam os 10 filmes da minha vida, sem qualquer ordem de preferência. A estes poderiam juntar-se tantos outros, mas tendo eu que (hoje) escolher apenas 10, são estas as minhas escolhas.

. ANNIE HALL
(1977, Annie Hall, Woody Allen)



Woody Allen no seu melhor. ANNIE HALL não podia deixar de entrar na minha lista por tudo o que é. Um dos meus filmes favoritos.

. O FABULOSO DESTINO DE AMÉLIE
(2001, Le fabuleux destin d'Amélie Poulain, Jean-Pierre Jeunet)



Há tanto para dizer sobre este filme, mas "mágico" assenta-lhe bem e já diz muito. A vida da Amélie faz-nos sonhar.

. CINEMA PARAÍSO
(1988, Nuovo Cinema Paradiso, Giuseppe Tornatore)



O retrato do amor pelo cinema (e não só). É daquelas escolhas onde não tive qualquer dúvida.

. O GABINETE DO DR. CALIGARI
(1920, Das Cabinet des Dr. Caligari, Robert Wiene)



O início do cinema de horror, o Expressionismo Alemão, um marco na história do cinema. Até de inspiração para Tim Burton criar EDWARD SCISSORHANDS ele serviu. Tudo boas razões para gostar tanto deste excelente filme mudo.

. PULP FICTION
(1994, Pulp Fiction, Quentin Tarantino)



Tudo neste filme é genial, as histórias, toda a linha que as liga, o elenco, o humor negro que caracteriza o realizador... Provavelmente o melhor filme de Tarantino.

. BLUE VALENTINE — SÓ TU E EU
(2010, Blue Valentine, Derek Cianfrance)



Pode ser uma das escolhas mais controversas desta lista, mas este é, definitivamente, um dos filmes da minha vida. Tão real e, por vezes, duro. Gosto mais dele a cada visualização, por muito blue que possa ser.

. JANELA INDISCRETA
(1954, Rear Window, Alfred Hitchcock)



Aqui poderia estar qualquer outro filme de Hitchcock. Escolhi este em especial por ter sido o primeiro que vi do mestre.

. LARANJA MECÂNICA
(1971, A Clockwork Orange, Stanley Kubrick)



Como estou sempre a dizer que gosto de loucos, nunca poderia de deixar de adorar este filme. E como também gosto de génios, Kubrick não poderia deixar de figurar aqui. Um dos meus favoritos de sempre.

. OS DIAS DA RÁDIO
(1987, Radio Days, Woody Allen)



E Woody Allen, mais uma vez. Recorrendo a MIDNIGHT IN PARIS, gostava de passar uns dias na era da rádio que sempre me fascinou. E RADIO DAYS transporta-nos tão bem para essa realidade.

. O GRANDE PEIXE
(2003, Big Fish, Tim Burton)



Mais uma vez a fantasia marca presença na minha lista. BIG FISH está cheio de beleza e magia, e é inevitável que nos deixemos encantar pelas histórias do protagonista.

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Obrigado, Inês, pela tua participação!

terça-feira, novembro 22, 2011

#30



... segundo as palavras da Andreia Mandim, blogger nomeada aos TCN Blog Awards pelo seu Cinema's Challenge:

. SANTA SANGRE
(1989, Santa sangre, Alejandro Jodorowsky)



Seria difícil não incluir este filme na minha lista. Quando o vi, pela primeira vez, não sabia absolutamente nada do mesmo. Resolvi vê-lo apenas porque não tinha mais nenhum filme na altura. Sem muito ânimo, confesso. Mas no fim do filme, considerei que foi uma das melhores 'surpresas' que poderia ter. Deparei-me com uma obra surrealista, embora absolutamente rica culturalmente e cinematograficamente. Algo que raramente se vê actualmente, mesmo que o filme seja do final dos anos 80 — 1989, mais concretamente, é necessário o frisar. Mas penso que a história, personagens, ambiente e toque do realizador foram os elementos-chave que tornaram possível que o incluísse como um dos meus preferidos. Há qualquer coisa de esotérico que passa o ecrã e entra em nós ao vê-lo.

. SLEEPERS — SENTIMENTO DE REVOLTA
(1996, Sleepers, Barry Levinson)



Lembro-me de o ver quando ainda era criança. A minha irmã consumia tudo o que tinha "o menino bonito de hollywood", na altura, Brad Pitt, e eu acabava também por assistir ao filmes. Mas o que conta para aqui para o caso é que foi um filme que me marcou. Na altura era ainda ingénua e gostei de perceber que realmente existem situações, pequenos momentos, em que podemos fazer a coisa errada, na hora errada e decidir parte importante do rumo da nossa vida. Pode parecer um pouco dramático e até absurdo, para alguns, mas é um filme que me diz muito e que ultrapassa o thriller dramático que hoje se vê para aí a pontapés. Não esquecendo o excelente cast que reúne grandes nomes — Brad Pitt, Robert De Niro, Kevin Bacon, etc...

. MYSTERIOUS SKIN
(2004, Mysterious Skin, Gregg Araki)



Revi-o há pouco tempo.É um filme com uma abordagem extremamente inteligente. É a mistura de dois assuntos completamente díspares: ficção científica e abusos sexuais. Num ambiente indie, com um actor que tem dado sinais da sua eficiência (Joseph Gordon-Levitt) e com um argumento fabuloso. Acho difícil não incluir como uma das melhores coisas que vi, pelo menos dentro do seu género.

. MANHATTAN
(1979, Manhattan, Woody Allen)



Respondo como se fosse o próprio: Life doesn't imitate art, it imitates bad television, por isso preciso da minha dose de arte e optei por ver algo de Woody. Podem o chamar pretensioso ou qualquer outra coisa, mas basicamente há sempre deixas brilhantes nos seus filmes e em MANHATTAN temos bastantes exemplos. Podia inventar mil explicações do porquê de ser um dos que mais gosto do Woody Allen, mas penso que talvez goste de vários, porém é o que tenho mais vivo com sinal verde na minha mente.

. SHINING
(1980, The Shining, Stanley Kubrick)



Se Kubrick não fosse realizador, provavelmente seria Deus. Vi uma vez esta piada em algum lugar que já não me recordo, mas acredito mesmo que esteja próximo, pelo menos nas suas capacidades/poderes que tinha para fazer cinema. Vi o SHINING umas 4 vezes na mesma semana, fiquei maravilhada com o filme. Tudo tinha um grau tão assustadoramente elevado de tensão e um certo terror que nunca chega a ser terror que foi impossível não cair de amores pelo filme.

. BOOGIE NIGHTS — JOGOS DE PRAZER
(1997, Boogie Nights, Paul Thomas Anderson)



Outro recente amor. Gostei de tudo neste filme. Actores, abordagem, argumento. E o realizador é talvez dos mais prendados da sua época. Sou sincera, não tinha noção disso. Até começar a ver o seu historial, percebi que já tinha visto muitos filmes que adorei e lhe pertenciam. Quanto ao BOOGIE NIGHTS penso que é um dos filmes mais marcantes para um amante de cinema, e mais não digo.

. CLUBE DE COMBATE
(1999, Fight Club, David Fincher)



É o filme que provavelmente mais vezes vi. Chamem comercial, digam o que quiserem, mas acho que não há uma única pessoa que não tenha gostado da película de Fincher. É tudo tão delicioso. Montagem, personagens, actores. Desenvolvi uma empatia com este filme, talvez por ter nascido na época que ele retrata, neste mundo consumista e com regras sociais que ninguém acredita, num mundo que já acabou antes de ter começado.

. VOANDO SOBRE UM NINHO DE CUCOS
(1975, One Flew Over the Cuckoo's Nest, Milos Forman)



É majestoso. Jack Nicholson faz, mais uma vez, um papel que é absolutamente brilhante. O filme em si tem uma trama que prende o espectador. E a ideia de ver um filme passado num manicómio é sempre tentadora. Afinal de médico e de louco todos temos um pouco — já dizia o outro.

. UMA QUESTÃO DE CONFIANÇA
(1990, Trust, Hal Hartley)



É uma obra quase clássica. Bastante calma, mas que conta muita coisa. Ficamos embebecidos com as personagens que vivem histórias dispares, porém é a confiança que os salva. Acho que foi mais uma surpresa quando o vi, não estava à espera de algo assim tão bom e recomendo vivamente.

. O HOMEM ELEFANTE
(1980, The Elephant Man, David Lynch)



É difícil não ficarmos sensibilizados quando vemos este filme. Entre o surrealismo quase extremo de Lynh, com o preto e branco e personagens inconcebíveis no mundo real, encontramos também um mundo onde os sentimentos são impulsionados, são quase provocados, mesmo que através de histórias pouco prováveis de acontecer no mundo real, pelo menos com um homem elefante. Mas que acontece com outro tipo de pessoas que têm diferenças, mas que têm algo mais para além do aspecto, tal como o Elephant Man.

Estes filmes escolhidos são apenas uma parcela dos que considero os filmes da minha vida. É uma lista diferente das que fiz para outros blogues, propositadamente. É uma forma de mostrar todos aqueles filmes que me foram marcando e ainda marcam, mas que não totalizam tudo o que vi e gostei de ver até hoje.

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Obrigado, Andreia, pela tua participação!

terça-feira, outubro 18, 2011

#26



... segundo as palavras do Pedro Cinemaxunga, autor do blogs CinemaXunga e O Gémeo Mau:

Se fazer uma lista é sempre complicado, escolher os 10 filmes da nossa vida é ainda mais difícil, é como escolher o nosso filho preferido. Esta lista, como todas as listas, está incompleta e não numerada e não espelha verdadeiramente os meus 10 filmes preferidos, porque isso são coisas que mudam diariamente. Depende de tantos factores que é impossível ser uma verdade absoluta. Escolhi aqueles que numa altura ou outra me surpreenderam e fizeram repensar as minhas prioridades cinematográficas.

. O FESTIM NU
(1991, Naked Lunch, David Cronenberg)



Quando o vi pela primeira vez era jovem (e inexperiente) e a minha noção de cinema ainda rodava em volta de Hollywood. Com Naked Lunch percebi que havia muito cinema além daquele que nos é imposto. Basta procurar em vez de ser procurado.

. CLERKS
(1994, Clerks, Kevin Smith)



Talvez o meu filme preferido. Devaneio ultra-low-budget com aquele que considero o melhor guião de sempre.

. FAUSTO 5.0
(2001, Fausto 5.0, Àlex Ollé, Isidro Ortiz e Carles Padrissa)



Fura Dels Baus em cinema. Não há que falhar.

. MONTY PYTHON E O CÁLICE SAGRADO
(1974, Monty Python and the Holy Grail, Terry Gilliam e Terry Jones)



A melhor comédia de todos os tempos.

. O DIA DA BESTA
(1995, El día de la bestia, Álex de la Iglesia)



Clássico de ponta a ponta.

. O ÓDIO
(1995, La Haine, Mathieu Kassovitz)



Mathieu Kassovitz prometia tanto com este filme absolutamente fabuloso. Ficou este filme, o resto da obra é para esquecer.

. OLDBOY — VELHO AMIGO
(2003, Oldboy, Chan-wook Park)



Quem ler a sinopse deste filme percebe imediatamente que, para o bem ou para o mal, tem que o ver. Extravagância coreana de um realizador que pinta com luz.

. 2001: ODISSEIA NO ESPAÇO
(1968, 2001: A Space Odyssey, Stanley Kubrick)



Meu Deus, 2001. It’s full of stars. Uma vez por ano, pelo menos, tem que ser revisto.

. OS TENENBAUMS — UMA COMÉDIA GENIAL
(2001, The Royal Tenenbaums, Wes Anderson)



Um dos melhores realizadores de sempre, o rei da estética e da câmara fixa. De entre todos os seus geniais filmes, este é o melhor.

. O HERÓI DO ANO 2000 + BANANAS
(1973, Sleeper + 1971, Bananas, Woody Allen)





Não consigo fazer uma lista destas sem inserir Woody Allen. Gosto de todos, melhores ou menores, adoro! Prefiro a fase inicial, mas não desgosto das outras. Os meus preferidos terão mesmo que ser Sleeper e Bananas, curiosamente suas obras mais Slapstick. O que querem que vos diga? Sou um eterno parolo.

De fora fica tanta coisa que será certamente incluída na segunda volta quando o Samuel propuser a lista "10 filmes que te esqueceste aquando da elaboração da primeira lista de 10 filmes da tua vida".

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Obrigado, Pedro, pela tua participação! E a tua sugestão será devidamente ponderada :)

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