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quinta-feira, novembro 29, 2012

Dezembro na Cinemateca Portuguesa



Chantal Akerman, Shohei Imamura, Kon Ichikawa, Kiriro Urayama, Jun Ichikawa, Warren Sonbert, Carlos Reichenbach, Glauber Rocha, José Mojica Marins, Abbas Kiarostami, Asghar Farhadi, Miguel Gomes, Edgar Pêra, Harris Savides.

Programação completa.

domingo, outubro 28, 2012

VISÕES DE MADREDEUS (2012), de Edgar Pêra



Cine-diários dos Madredeus, de 1987 a 2006, da Europa ao Oriente. — Doclisboa 2012.



Documentário poético e experimental, VISÕES DE MADREDEUS extravasa os cânones do género do filme-concerto através do olhar sempre irrequieto e invulgar de Edgar Pêra e, acima de tudo, do que só um longo processo de maturação (afinal de contas, este é o produto de quase vinte anos a filmar os Madredeus) poderia ajudar a consolidar.



Do Teatro Ibérico até à "conquista" de Tóquio, com recursos que vão do Super 8 ao videotape, esta visão íntima do agrupamento musical fundado por Pedro Ayres de Magalhães é construída sem qualquer carácter biográfico directo — a evolução de Teresa Salgueiro, desde a tímida adolescência até ao seu "bailante" desprendimento em palco, a transformação da ambição e sucesso dos Madredeus, etc., apresentam-se subtilmente, sem legendas nem abundante voz-off. Apenas as imagens (mais ou menos nítidas), os sons (dos diegéticos aos totalmente distorcidos) e os acordes de O Pastor, Vaca de Fogo, Vem (Além de Toda a Solidão) e Haja o Que Houver configurados sob a égide criativa do cineasta português esteticamente mais inconformado da actualidade.

A experiência sensorial final é fresca, única e revigorante. Poderá não ser do agrado de todos, mas merece toda a exposição pública que lhe concederem.

quarta-feira, maio 30, 2012

O BARÃO (2011), de Edgar Pêra



Baseado na novela homónima de Branquinho da Fonseca e no conto "O Involuntário", do mesmo autor, O BARÃO retrata a vida de um barão, ditador e caciquista, arrogante e controlador, misógino e cruel, uma personagem draculesca raramente vista no cinema português.



Visto que este é um filme (e em 2D!) de Edgar Pêra, O BARÃO é 90% atmosfera e 10% história. E que extravagante atmosfera! Revelando-se moderno pelo seu visual retro (muito mérito para a fotografia de Luís Branquinho e a direcção artística de Fernando Areal), é impossível descrever o filme sem realçar as influências que exibe — de Jean Cocteau a David Lynch, de F.W. Murnau a Guy Maddin, de Jean Epstein a E. Elias Merhige —, salientar a diversidade de técnicas aplicadas — planos de câmara expressionistas, dissolves, overlaps, distorções de imagem, a criativa legendagem dos diálogos em Inglês e a permanente dúvida de ter sido filmado em película — e evidenciar como se trata de uma experiência cinematográfica única. E não só no panorama nacional.

Denotando apelo universal para qualquer espectador interessado em cinema experimental, a narrativa de O BARÃO, pouco preocupada em coerência e linearidade mas mormente equilibrada neste contexto imagético, é intrinsecamente portuguesa. Pela sua fonte literária, a metáfora ao cinzentismo e repressão salazaristas são imediatamente apreensíveis e a abundância de referências (religiosas, supersticiosas, os "senhores doutores" de Coimbra, etc.) a paradigmas nacionais demonstram que estamos perante algo definitivamente luso.

Destaque obrigatório para o protagonista. Num registo que mistura o Klaus Kinski de NOSFERATU, O FANTASMA DA NOITE (1979, Werner Herzog) com Gary Oldman em DRÁCULA DE BRAM STOKER (1992, Francis Ford Coppola), este Barão pertence definitivamente a Nuno Melo: pela forma cavernosa como debita as deixas mais emblemáticas do filme, pelos esgares vampirescos que nunca se assemelham a overacting, na sua omnipresença mesmo quando não ocupa tempo de ecrã, o actor conquista aqui a sua imortalidade na História do Cinema Português.

De visualização muito recomendada.

segunda-feira, maio 28, 2012

Agenda Cinematográfica

:: 9500 CINECLUBE DE PONTA DELGADA ::

O BARÃO (2011), de Edgar Pêra



Baseado na novela homónima de Branquinho da Fonseca e no conto "O Involuntário", do mesmo autor, O BARÃO retrata a vida de um barão, ditador e caciquista, arrogante e controlador, misógino e cruel, uma personagem draculesca raramente vista no cinema português.

«Tão simples e, ao mesmo tempo, tão diferente do que se pode esperar. Um argumento que nos faz recuar para os tempos da ditadura; diálogos simples, mas sempre com um duplo sentido, recheados de um humor subtil e mordaz; frases que ficam na cabeça ("Aqui quem manda sou eu", "A vida é devorar"...), tudo isto, O Barão tem.»
Inês Moreira Santos, in Espalha Factos.



[Hoje, pelas 21h30, na Sala 2 do Cine Solmar.]