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segunda-feira, janeiro 17, 2011

Globos de Ouro 2010: vencedores e conclusões



Realizou-se, na madrugada passada, a 68ª edição dos Globos de Ouro. A Hollywood Foreign Press Association (HFPA), envolta em acusações de subornos e quebra de credibilidade nas últimas semanas, conseguiu eliminar algum do cepticismo a que foi votado com um certame positivo e, do que foi produzido em Cinema e TV durante 2010, revelou escolhas acertadas, outras há muito anunciadas e poucas surpresas.

Em termos de prémios, A REDE SOCIAL reforça a (inexplicável, para o Keyzer Soze's Place) senda de um dos melhores percursos nos últimos anos, ao arrecadar os Globos para Melhor Filme — Drama, Realizador, Argumento, Banda Sonora e o "estatuto" de título mais premiado da noite.



OS MIÚDOS ESTÃO BEM, comédia dramática realizada por Lisa Cholodenko, venceu nas categorias de Melhor Filme — Comédia ou Musical e a sua protagonista, Annette Bening, foi considerada Melhor Actriz — Comédia ou Musical.



Nas interpretações em filmes dramáticos, o desenlace esperado: Colin Firth (THE KING'S SPEECH) e Natalie Portman (BLACK SWAN) foram eleitos os melhores pela HFPA e carregam, ainda mais, "baterias" para a noite dos Óscares.





Paul Giamatti, ao vencer o Globo de Ouro para Melhor Actor — Comédia ou Musical por BARNEY'S VERSION, protagonizou uma das aclamações menos esperadas e, provavelmente, um dos discursos de agradecimento mais inspirados do evento.



Nas categorias de actores secundários, THE FIGHTER dominou por completo: Christian Bale reafirma o seu favoritismo e Melissa Leo distancia-se das "concorrentes" Helena Bonham-Carter, Jacki Weaver e Amy Adams na bolsa de apostas para os prémios da Academia.





Notas de destaque:

. o óptimo aspecto de Michael Douglas, após o recente anúncio de que o seu cancro encontra-se em definitiva remissão;

. o mega-blockbuster A ORIGEM foi o grande derrotado da noite, perdendo todas as categorias em que estava nomeado para (nem mais nem menos) A REDE SOCIAL;

. a surpreendente vitória do dinamarquês IN A BETTER WORLD no Globo de Ouro para Filme Estrangeiro, ultrapassando os favoritismos de BIUTIFUL e EU SOU O AMOR;

. o discurso de Robert De Niro aquando da entrega do Globo de Ouro Honorário: mais inspirador que inspirado ou humorado;

. e Ricky Gervais assinou a sua "sentença" de, em Hollywood, nunca mais vir a apresentar uma cerimónia deste género, sobretudo pelo cáustico e quase sinistro monólogo inicial (o Keyzer Soze não desgostou...), durante o qual o humorista britânico "desancou", em apenas cinco minutos, Charlie Sheen, a HFPA, Cher, todo o elenco de SEXO E A CIDADE 2, a Igreja da Cientologia e até Hugh Heffner. É ver para crer:



A lista completa dos vencedores, incluindo as categorias de TV, pode ser consultada aqui.

[Imagens cedidas por: Reuters e Getty Images]

domingo, janeiro 16, 2011

Critic’s Choice Awards 2010



A Broadcast Film Critics Associations (BFCA) anunciou, na passada madrugada, as suas escolhas relativas ao melhor Cinema de 2010.

Acompanhando a tendência da actual temporada, A REDE SOCIAL — cada vez mais o previsível vencedor da próxima cerimónia dos Óscares — foi o filme da noite, arrecadando os galardões de Filme, Realizador e Argumento Adaptado.

Nas interpretações, a principal expectativa pendeu para o lado feminino. Com as vitórias de Natalie Portman (Melhor Actriz, por BLACK SWAN) e Melissa Leo (Melhor Actriz Secundária, por THE FIGHTER), e sendo a entrega dos Globos de Ouro já amanhã, não tarda que possamos dissipar dúvidas acerca dos principais candidatos aos prémios finais.

O filme mais premiado da noite acabou por ser A ORIGEM, dominando, por inteiro, as nomeações técnicas (fotografia, direcção artística, efeitos visuais, montagem e som).

Assim, os principais vencedores foram:
(Títulos em português indicam filmes já estreados no nosso país)

Melhor Filme
A REDE SOCIAL

Melhor Realizador
David Fincher, por A REDE SOCIAL



Melhor Actor Principal
Colin Firth, por THE KING'S SPEECH



Melhor Actriz Principal
Natalie Portman, por BLACK SWAN



Melhor Actor Secundário
Christian Bale, por THE FIGHTER



Melhor Actriz Secundária
Melissa Leo, por THE FIGHTER



Melhor Filme Animaço
TOY STORY 3

Melhor Filme Estrangeiro
MILLENNIUM 1. OS HOMENS QUE ODEIAM AS MULHERES

Melhor Documentário
WAITING FOR SUPERMAN

Prémio Honorário
Quentin Tarantino



A lista detalhada dos vencedores pode ser consultada aqui.

domingo, janeiro 09, 2011

National Society of Film Critics 2010



Uma das principais organizações de crítica cinematográfica norte-americana, a National Society of Film Critics anunciou, ontem, quais os melhores de 2010 em Cinema.

Sem surpresa, A REDE SOCIAL volta a ser considerado como Melhor Filme, ao qual se acrescentam os prémios de Realizador e Actor. Registe-se, contudo, as novidades nas interpretações, sobretudo Giovanna Mezzogiorno, um nome que surge, pela primeira vez, entre estas "cogitações".

Os principais vencedores foram:
(Títulos em português indicam filmes já estreados no nosso país)

Melhor Filme
A REDE SOCIAL

Melhor Realizador
David Fincher, por A REDE SOCIAL

Melhor Actor Principal
Jesse Eisenberg, por A REDE SOCIAL

Melhor Actriz Principal
Giovanna Mezzogiorno, por VENCER

Melhor Actor Secundário
Geoffrey Rush, por THE KING'S SPEECH

Melhor Actriz Secundária
Olivia Williams, por O ESCRITOR FANTASMA

Melhor Filme Estrangeiro
CARLOS (Alemanha/França)

Melhor Documentário
INSIDE JOB — A VERDADE DA CRISE

A lista detalhada dos vencedores pode ser consultada aqui.

quinta-feira, dezembro 02, 2010

National Board of Review 2010



Com a divulgação de A REDE SOCIAL, pelo National Board of Review, como o melhor de 2010, o filme sobre a criação do Facebook conquista a pole position para dominar a actual época de prémios. Para além do galardão principal, David Fincher foi considerado Melhor Realizador e Jesse Eisenberg, como Melhor Actor, triunfa sobre os favoritos Colin Firth (por THE KING'S SPEECH) e James Franco (127 HOURS).



127 HOURS, de Danny Boyle, foi, aliás, um dos notáveis esquecidos pelo National Board of Review, assim como outros títulos que surgem preenchidos de Oscar Buzz. Não há sinal de BLACK SWAN, OS MIÚDOS ESTÃO BEM ou BLUE VALENTINE. Mas assiste-se a um aumento de notoriedade por parte de ANOTHER YEAR, A CIDADE, ANIMAL KINGDOM e, com o surpreendente prémio para Melhor Argumento Original, BURIED.

Assim, os principais vencedores foram:
(Títulos em português indicam filmes já estreados no nosso país)

Melhor Filme
A REDE SOCIAL

Melhor Filme Estrangeiro
DOS HOMENS E DOS DEUSES (França)

Melhor Documentário
WAITING FOR 'SUPERMAN'

Melhor Filme Animado
TOY STORY 3

Melhor Actor Principal
Jesse Eisenberg, por A REDE SOCIAL

Melhor Actriz Principal
Lesley Manville, por ANOTHER YEAR

Melhor Actor Secundário
Christian Bale, por THE FIGHTER

Melhor Actriz Secundária
Jacki Weaver, por ANIMAL KINGDOM

Melhor Elenco
A CIDADE

Melhor Realizador
David Fincher, por A REDE SOCIAL

11 Melhores Filmes de 2010 (por ordem alfabética)
. ANOTHER YEAR
. THE FIGHTER
. HEREAFTER
. A ORIGEM
. THE KING'S SPEECH
. SHUTTER ISLAND
. A REDE SOCIAL
. A CIDADE
. TOY STORY 3
. INDOMÁVEL
. WINTER'S BONE

6 Melhores Filmes Estrangeiros de 2010
. IO SONO L'AMORE
. INCENDIES
. LIFE, ABOVE ALL
. DOS HOMENS E DOS DEUSES
. SOUL KITCHEN
. WHITE MATERIAL

A lista detalhada dos vencedores pode ser consultada aqui.

domingo, novembro 28, 2010

"What are your Oscar chances?" #3

A REDE SOCIAL



Como o Facebook conseguiu dominar a vida de milhões de pessoas e entidades (o Keyzer Soze's Place não é excepção), a concretização em filme da história do seu nascimento constituiu um passo lógico.

Talvez pelo sucesso que envolve o referido site, assim como pelos seus próprios méritos, A REDE SOCIAL tornou-se num dos fenómenos obrigatórios para a compreensão do cinema de 2010 e, não surpreendentemente, apresenta-se bem posicionado para disputar os prémios da Academia.

Análise factual:

Desempenho de bilheteira: Com 89 milhões facturados no mercado norte-americano e, até à data, totalizando mais de 170 milhões a nível mundial(1), A REDE SOCIAL teve desempenho bastante positivo para uma obra orçada em 50 milhões de dólares(2).

Recepção crítica: Foi um dos filmes mais aclamados pela imprensa especializada — havendo quem tenha encontrado aqui o «melhor filme do ano» —, com 97% de aprovação no agregador de críticas do Rotten Tomatoes(3).

(4)

Avaliação de cenários:

Cenário provável: A REDE SOCIAL está bem encaminhado para ser um dos mais nomeados para a próxima cerimónia dos Óscares, estando quase garantidas as indicações para Filme, Realizador e Argumento Adaptado. Categorias técnicas como Fotografia, Montagem e Banda Sonora também se encontram bem "alinhavadas". O filme espreita, no mínimo, duas nomeações para categorias interpretativas, sendo que Jesse Eisenberg (Actor Principal) ou Andrew Garfield (Actor Secundário) são as hipóteses melhor elegíveis.

Cenário de sonho: Sem grande margem de dúvidas, ser considerado pela Academia como o Melhor Filme de 2010 e David Fincher o Melhor Realizador. A máquina promocional de A REDE SOCIAL não esconde o ensejo de querer ser a película mais premiada da noite, almejando a conquista do maior número de estatuetas.

Cenário a evitar: Se a Academia apenas prestar atenção às nomeações técnicas, tal pode ser encarado como uma derrota para A REDE SOCIAL. Mas a "obliteração" perante outros candidatos seria, definitivamente, o pior desfecho.

--//--

Consideram A REDE SOCIAL como candidato de peso? Haverão posts de congratulação ou de pesar no perfil deste filme no Facebook? Partilhem a vossa opinião.

terça-feira, novembro 09, 2010

A REDE SOCIAL (2010), de David Fincher



Mais do que um estudo acerca dessa "máquina" de interacção virtual chamada Facebook ou uma biografia do seu criador, Mark Zuckerberg, inspirada em O MUNDO A SEUS PÉS, A REDE SOCIAL representa, acima de tudo, a certeza de que nem tão cedo teremos em David Fincher um realizador inventivo. O satisfatório ZODÍACO, na sua abordagem histórico-documental, pareceu "desvio" de percurso; O ESTRANHO CASO DE BENJAMIN BUTTON incrementou um estilo emocional que lhe desconhecíamos mas não totalmente eficaz; e agora, nesta narrativa centrada no bilionário mais jovem do mundo que mistura sátira social, comédia de costumes e tragédia grega, o adeus definitivo ao cineasta que mais procurou sobressair no mainstream norte-americano através de arrojo visual (CLUBE DE COMBATE, SALA DE PÂNICO) e surpreendente reinvenção do thriller enquanto género cinematográfico (SETE PECADOS MORTAIS).

Não significa o parágrafo anterior que A REDE SOCIAL seja um mau filme. Na verdade, vê-se muito bem — a premissa de um individuo associal que concebe uma poderosa ferramenta para facilitar amizades não deixa de ser deliciosamente irónica, o argumento possui diálogos cativantes e algumas interpretações suscitam empatia. Contudo, e observando o que se tem dito e escrito desde a sua estreia, surpreende-me afirmações como «o filme do ano», «o principal candidato aos Óscares» ou «o retrato de uma geração». Zuckerberg e eu, na altura dos acontecimentos, partilhávamos quase a mesma idade; sou utilizador assíduo do Facebook; reconheço benefícios na possibilidade de interagir online com conhecidos e estranhos. Mas não me identifico com as ilações e personagens que pululam no filme. Se existe mensagem a reter em A REDE SOCIAL, é a de como ser um empreendedor de sucesso na sociedade global dos nossos dias — sugerindo que esta tanto poderia ser a história do Facebook como do Google...



Inspirado no polémico livro Milionários Acidentais, de Ben Mezrich, A REDE SOCIAL situa-nos numa noite de Outubro de 2003 em que Mark Zuckerberg (Jesse Eisenberg) decide criar um site, ilegalmente alojado na própria rede da universidade, onde se podia classificar alunas pelo critério sexista de hot or not como resposta à "tampa" que sofreu de uma colega (fossem todas as decepções românticas assim tão criativas e rentáveis...). Condenado a seis meses de suspensão, Mark é instigado pelos irmãos gémeos Cameron e Tyler Winklevoss, membros de uma fraternidade, a conceber uma página de encontros entre universitários. Ele aceita a proposta, mas a sua ambição (e ideias) levam-no a solicitar ajuda ao amigo Eduardo Saverin (Andrew Garfield) para financiar uma rede social que "agarre em toda a dinâmica da vida universitária e a disponibilize na Internet", fundando assim o Facebook. Da parceria de êxito até à ruptura da "sociedade" por irregularidades legais e disputas financeiras foi um passo.

Dividindo a narrativa principal com a descrição dos dois litígios judiciais que Mark Zuckerberg teve de enfrentar logo após o boom do Facebook (uma acusação de roubo de propriedade intelectual e outra movida por Saverin a exigir compensação pelo seu estatuto de fundador do site), A REDE SOCIAL ganha ritmo (e esse é um mérito que não se pode mesmo tirar ao filme) e tenta expressar moralismo expectável, ou seja, o défice que as comunidades virtuais provocam às relações interpessoais.



Poder-se-à concluir que o maior problema de A REDE SOCIAL parece residir nos contextos engendrados pelo argumento de Aaron Sorkin (UMA QUESTÃO DE HONRA). Independentemente da afirmação pública de que nem tudo o que aqui vemos é para ser tomado como verídico, divaga em algumas sequências talvez desnecessárias — exemplo acabado disto é a corrida de remo, com a redobrada ironia de talvez ser, a nível formal, a mais reconhecidamente Fincheriana — e apresenta-nos como protagonista um autista social, obcecado por reconhecimento, que o desempenho (monótono e monocórdico) de Eisenberg não consegue tornar interessante. Tanto podemos ter alguém que padece de Síndroma de Asperger como de um indivíduo emocionalmente carente... tanto, que é capaz de encontrar em Sean Parker (um apropriado Justin Timberlake), esse Fausto moderno que inventou o Napster e revolucionou a indústria musical, um mentor para o sucesso do Facebook. Apenas Andrew Garfield, a quem é permitido variedade de registo, se destaca dos demais.

Como anteriormente opinei, David Fincher volta a "negar-se" ao virtuosismo e inventividade de outros tempos. Mas continua a ser evidente que se rodeia de alguns dos melhores profissionais técnicos do ramo, nomeadamente Jeff Cronenweth na direcção de fotografia, a dupla Kirk Baxter/Angus Wall à frente da sala de montagem e a subtileza dos efeitos visuais integrados nos gémeos Winklevoss. Já para não falar de Trent Reznor, que compôs uma das mais surpreendentes bandas sonoras de 2010. Poderá uma partitura composta por música electrónica ser nomeada ao Óscar daquele categoria? A concretizar-se, será motivo de regozijo pessoal, o qual será devidamente anunciado. De preferência, no Facebook.

sexta-feira, outubro 01, 2010

Hollywood Buzz #101

O que se diz lá fora sobre THE SOCIAL NETWORK, de David Fincher:



«David Fincher's film has the rare quality of being not only as smart as its brilliant hero, but in the same way. It is cocksure, impatient, cold, exciting and instinctively perceptive.»
Roger Ebert, Chicago Sun-Times.

«When Mr. Eisenberg makes Mark's face go blank, the character seems scarily emptied out: it's a subtly great, at times unsettling, performance.»
Manohla Dargis, The New York Times.

«Continues Fincher's fascinating transition from genre filmmaker extraordinaire to indelible chronicler of our times.»
Justin Chang, Variety.

«The power of THE SOCIAL NETWORK is that Zuckerberg is a weasel with a mission that can never be dismissed. The movie suggests that he may have built his ambivalence about human connection into Facebook's very DNA. That's what makes him a jerk-hero for our time.»
Owen Gleiberman, Entertainment Weekly.

«Keep your eyes on Garfield - he's shatteringly good, the soul of a film that might otherwise be without one. THE SOCIAL NETWORK is the movie of the year. But Fincher and Sorkin triumph by taking it further. Lacing their scathing wit with an aching sadness, they define the dark irony of the past decade.»
Peter Travers, Rolling Stone.