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sábado, agosto 20, 2011
quarta-feira, dezembro 29, 2010
"What are your Oscar chances?" #10
TRUE GRIT

Os irmãos Coen já estão familiarizados com o sucesso em cerimónias de Óscares: ambos possuem quatro estatuetas. Contudo, procuram mais glória com TRUE GRIT, remake de VELHA RAPOSA, pelo qual John Wayne foi considerado Melhor Actor em 1969.
Existem, no entanto, dois pormenores que se podem afigurar como obstáculo a TRUE GRIT: o positivo historial dos Coen nos Óscares (a Academia não procura agraciar sempre os mesmos) e a longa batalha dos westerns enquanto género habitualmente premiado.
Análise factual:
Desempenho de bilheteira: Prestes a cumprir a primeira semana de exibição comercial, TRUE GRIT já superou o seu orçamento (38 milhões) ultrapassando, no mercado norte-americano, a barreira dos 40 milhões de dólares(1).
Recepção crítica: Muito positiva, sendo de registar um rating de 94% pelo Rotten Tomatoes(2). Salientam-se os diversos elogios ao elenco (sobretudo, Jeff Bridges e a estreante Hailee Steinfeld) e a noção de que este «é um filme que resistirá ao teste do tempo».
(3)
Avaliação de cenários:
Cenário provável: A sua inclusão entre os dez nomeados para Melhor Filme não surpreenderá ninguém, assim como a indicação de Jeff Bridges (actual "detentor" da estatueta) a Melhor Actor. Nomeações para Argumento Adaptado e categorias técnicas (nomeadamente, Fotografia) são bem prováveis.
Cenário de sonho: Se uma nomeação para a jovem Hailee Steinfeld vier a confirmar-se, será um grande reconhecimento para a direcção de actores dos irmãos Coen. Embora esteja a ser discreto na sua auto-promoção, TRUE GRIT registará uma cerimónia positiva se arrecadar, pelo menos, um Oscar técnico.
Cenário a evitar: Ser ignorado, total ou parcialmente, nas nomeações.
--//--
O excelente percurso dos Coen na Academia terá continuidade? Ou teremos aqui o "esquecimento" surpresa? Partilhem a vossa opinião.

Os irmãos Coen já estão familiarizados com o sucesso em cerimónias de Óscares: ambos possuem quatro estatuetas. Contudo, procuram mais glória com TRUE GRIT, remake de VELHA RAPOSA, pelo qual John Wayne foi considerado Melhor Actor em 1969.
Existem, no entanto, dois pormenores que se podem afigurar como obstáculo a TRUE GRIT: o positivo historial dos Coen nos Óscares (a Academia não procura agraciar sempre os mesmos) e a longa batalha dos westerns enquanto género habitualmente premiado.
Análise factual:
Desempenho de bilheteira: Prestes a cumprir a primeira semana de exibição comercial, TRUE GRIT já superou o seu orçamento (38 milhões) ultrapassando, no mercado norte-americano, a barreira dos 40 milhões de dólares(1).
Recepção crítica: Muito positiva, sendo de registar um rating de 94% pelo Rotten Tomatoes(2). Salientam-se os diversos elogios ao elenco (sobretudo, Jeff Bridges e a estreante Hailee Steinfeld) e a noção de que este «é um filme que resistirá ao teste do tempo».
(3)Avaliação de cenários:
Cenário provável: A sua inclusão entre os dez nomeados para Melhor Filme não surpreenderá ninguém, assim como a indicação de Jeff Bridges (actual "detentor" da estatueta) a Melhor Actor. Nomeações para Argumento Adaptado e categorias técnicas (nomeadamente, Fotografia) são bem prováveis.
Cenário de sonho: Se uma nomeação para a jovem Hailee Steinfeld vier a confirmar-se, será um grande reconhecimento para a direcção de actores dos irmãos Coen. Embora esteja a ser discreto na sua auto-promoção, TRUE GRIT registará uma cerimónia positiva se arrecadar, pelo menos, um Oscar técnico.
Cenário a evitar: Ser ignorado, total ou parcialmente, nas nomeações.
--//--
O excelente percurso dos Coen na Academia terá continuidade? Ou teremos aqui o "esquecimento" surpresa? Partilhem a vossa opinião.
segunda-feira, março 08, 2010
Óscares 2009: O Comentário Final

Se pudéssemos medir o sucesso de ESTADO DE GUERRA durante a época de atribuição de prémios cinematográficos, diríamos que foi tão repentino e electrizante como o desarmamento de dispositivos explosivos representado no filme. Apenas falhando nos Globos de Ouro (onde sucumbiu ao "poder 3D" de AVATAR), ESTADO DE GUERRA iniciou o seu percurso vitorioso ainda em 2008, quando recebeu vários prémios durante o Festival de Veneza e, apesar da sua lenta distribuição comercial em 2009, conquistou a crítica e os vários sindicatos (produtores, realizadores, etc.) da indústria.
Na última madrugada, ESTADO DE GUERRA dominou a 82ª cerimónia dos Óscares da Academia, arrecadando seis estatuetas, incluindo Melhor Filme, e fez história ao consagrar Kathryn Bigelow como a primeira mulher a receber o galardão de Melhor Realizador.

Numa noite sem grandes surpresas, os quatro Óscares nas categorias de interpretação foram entregues aos respectivos favoritos. Jeff Bridges, por CRAZY HEART, obteve a longa e esperada consagração dos seus pares na Academia que o elegeram Melhor Actor Principal. Se o seu talento já era um facto inegável, os prémios que recebeu só aumentam a minha (a nossa?) curiosidade em ver este título.

Curiosidade extensível ao desempenho de Sandra Bullock em THE BLIND SIDE, premiado com o Óscar de Melhor Actriz Principal, batendo as consistentes nomeações de Meryl Streep e Gabourey Sidibe (que era a minha candidata pessoal).

Nos secundários, Christoph Waltz (o único prémio recolhido por SACANAS SEM LEI e Mo'Nique (pelo seu assombroso retrato em PRECIOUS) confirmaram o favoritismo.


Quanto à cerimónia, e apesar do prévio feedback da Academia nesse sentido, não se viram inovações ou formatos que a distinguisse de edições anteriores. Na verdade, chegou a ter momentos paupérrimos: o exemplo máximo surgiu na forma de uma desconexa coreografia que introduziu os nomeados a Melhor Banda Sonora. Steve Martin e Alec Baldwin estiveram bastante discretos (por vezes, demais) nos seus papéis de anfitriões.

O monólogo (este ano, convertido em diálogo) inicial revelou-se um jogo de "parada e resposta" bem cronometrado. O duo só brilhou quando decidiu parodiar ACTIVIDADE PARANORMAL:
Mas o momento cómico mais conseguido da noite acabou por pertencer a Ben Stiller, que se inspirou em AVATAR para apresentar o Óscar de Melhor Make-Up:
N.B.: a lista completa dos vencedores pode ser consultada aqui.
Óscares 2009: Live coverage #5
E o Óscar de Melhor Actor Principal vai para ...

Jeff Bridges, por CRAZY HEART.
Finalmente, o reconhecimento do Dude, ou Sua Dudiness, ou El Duderino. Ou de um dos grandes actores da sua geração.

Jeff Bridges, por CRAZY HEART.
Finalmente, o reconhecimento do Dude, ou Sua Dudiness, ou El Duderino. Ou de um dos grandes actores da sua geração.
segunda-feira, janeiro 18, 2010
Globos de Ouro 2009: vencedores e conclusões
Olhando para os principais vencedores, nas categorias relativas a Cinema, da 67ª edição dos Globos de Ouro, apetece exclamar: a revolta manifestada pela ausência, no ano passado, de THE DARK KNIGHT — O CAVALEIRO DAS TREVAS, o filme mais rentável de 2008 e imensamente aclamado pela crítica mundial, nas cerimónias dos principais prémios cinematográficos abalou estruturas aparentemente inabaláveis e abriu caminho ao reconhecimento de todo o mainstream possível.
Esta será, provavelmente, a justificação mais plausível para as vitórias de AVATAR (Drama) e A RESSACA (Comédia ou Musical), anunciadas esta madrugada no Beverly Hilton, em Los Angeles.

James Cameron, que também arrecadou o Globo de Melhor Realizador, deixou (permitam-me a ironia fácil) "azul" toda a falange de crentes num triunfo dos desafiadores THE HURT LOCKER — ESTADO DE GUERRA, UP IN THE AIR — NAS NUVENS ou, até, de SACANAS SEM LEI. Contudo, é possível aceitar, com resignação, a inovação tecnológica de AVATAR como principal responsável pela sua vitória sobre os títulos supracitados. Mas será mesmo o melhor que se fez em Drama durante 2009?
Quanto à categoria de Comédia ou Musical, e apesar do ténue calibre dos nomeados, a consagração de A RESSACA (em minha opinião, filme realmente divertido mas dificilmente meritório de prémios) constituiu a maior surpresa da noite. Confesso: JULIE & JULIA ou NOVE (que ainda não vi) pareciam melhor posicionados à conquista do Globo de Ouro.

No entanto, a "noitada" tornou-se mais satisfatória com os prémios de interpretação. Jeff Bridges, por CRAZY HEART, e Sandra Bullock, com THE BLIND SIDE, foram consagrados como Melhor Actor e Melhor Actriz Drama. Como estes títulos ainda aguardam estreia no nosso país, não poderei argumentar condignamente. Mas nutro uma certa satisfação por o talento de Bridges ser reconhecido em eventos desta natureza.


Em Comédia ou Musical, os Globos foram atribuídos ao «totalmente-reabilitado-e-em-estado-de-graça-juntos-dos-seus-pares» Robert Downey Jr., por SHERLOCK HOLMES, e a Meryl Streep pela sua interpretação em JULIE & JULIA. Destaque para Streep, que continua a acumular prémios e a agradecer cada um como se fosse o primeiro da sua carreira.


A "justiça" pairou mais nas categorias dos Actores Secundários, onde os galardões atribuídos a Christoph Waltz, pelo seu temível Coronel Hans Landa de SACANAS SEM LEI, e Mo'Nique, por PRECIOUS: BASED ON THE NOVEL 'PUSH' BY SAPPHIRE, prenunciam as irredutíveis certezas para a cerimónia dos Óscares.


Ricky Gervais, enquanto anfitrião, cumpriu a sua parte. Num registo situado entre o bazófio e o cauteloso, ficou sempre a sensação de que poderia ter ido mais longe no monólogo inicial. Contudo, esteve no seu melhor assim que lhe deram um copo de cerveja para a mão...
A lista completa dos vencedores pode ser consultada aqui.
Esta será, provavelmente, a justificação mais plausível para as vitórias de AVATAR (Drama) e A RESSACA (Comédia ou Musical), anunciadas esta madrugada no Beverly Hilton, em Los Angeles.

James Cameron, que também arrecadou o Globo de Melhor Realizador, deixou (permitam-me a ironia fácil) "azul" toda a falange de crentes num triunfo dos desafiadores THE HURT LOCKER — ESTADO DE GUERRA, UP IN THE AIR — NAS NUVENS ou, até, de SACANAS SEM LEI. Contudo, é possível aceitar, com resignação, a inovação tecnológica de AVATAR como principal responsável pela sua vitória sobre os títulos supracitados. Mas será mesmo o melhor que se fez em Drama durante 2009?
Quanto à categoria de Comédia ou Musical, e apesar do ténue calibre dos nomeados, a consagração de A RESSACA (em minha opinião, filme realmente divertido mas dificilmente meritório de prémios) constituiu a maior surpresa da noite. Confesso: JULIE & JULIA ou NOVE (que ainda não vi) pareciam melhor posicionados à conquista do Globo de Ouro.

No entanto, a "noitada" tornou-se mais satisfatória com os prémios de interpretação. Jeff Bridges, por CRAZY HEART, e Sandra Bullock, com THE BLIND SIDE, foram consagrados como Melhor Actor e Melhor Actriz Drama. Como estes títulos ainda aguardam estreia no nosso país, não poderei argumentar condignamente. Mas nutro uma certa satisfação por o talento de Bridges ser reconhecido em eventos desta natureza.


Em Comédia ou Musical, os Globos foram atribuídos ao «totalmente-reabilitado-e-em-estado-de-graça-juntos-dos-seus-pares» Robert Downey Jr., por SHERLOCK HOLMES, e a Meryl Streep pela sua interpretação em JULIE & JULIA. Destaque para Streep, que continua a acumular prémios e a agradecer cada um como se fosse o primeiro da sua carreira.


A "justiça" pairou mais nas categorias dos Actores Secundários, onde os galardões atribuídos a Christoph Waltz, pelo seu temível Coronel Hans Landa de SACANAS SEM LEI, e Mo'Nique, por PRECIOUS: BASED ON THE NOVEL 'PUSH' BY SAPPHIRE, prenunciam as irredutíveis certezas para a cerimónia dos Óscares.


Ricky Gervais, enquanto anfitrião, cumpriu a sua parte. Num registo situado entre o bazófio e o cauteloso, ficou sempre a sensação de que poderia ter ido mais longe no monólogo inicial. Contudo, esteve no seu melhor assim que lhe deram um copo de cerveja para a mão...
A lista completa dos vencedores pode ser consultada aqui.
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