Mostrar mensagens com a etiqueta Richard Linklater. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Richard Linklater. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, agosto 14, 2012

MORRE... E DEIXA-ME EM PAZ (2011), de Richard Linklater



Na pequena urbanização de Carthage, no Estado do Texas, Bernie Tiede (Jack Black), o director assistente de uma agência funerária, é um dos moradores mais queridos da cidade pela generosidade e tacto que demonstra. Uma afeição tão grande que os cidadãos são incapazes de o descrever com palavras pejorativas — nem sequer quando Bernie comete um enorme e monstruoso crime.Mubi.com.



De forma totalmente inesperada, MORRE... E DEIXA-ME EM PAZ (péssima adaptação do título original, um simples e eficaz BERNIE, para Português; mas já lá iremos...) revela-se como a melhor comédia negra que o cinema independente norte-americano nos ofereceu em muitos anos.

Depois de ESCOLA DO ROCK (2003), Linklater volta a recorrer à força expressiva de Jack Black — que aqui compõe, até ao momento, a composição mais irrepreensível da sua carreira, capaz de ir do pacífico, passando pelo alucinado e culminando numa convincente demonstração de penitência em poucos segundos — para, paradigmaticamente, mostrar como a realidade consegue ser, amiúde e definitivamente, mais obscura que a ficção (os eventos reais que inspiraram o filme podem ser lidos neste peculiar artigo da imprensa texana).

O surreal ambiente de docudrama que atravessa o filme inteiro, potenciado pelos testemunhos reais dos habitantes da pequena cidade de Carthage, coloca o espectador numa estranha e constante posição de desconforto. Logo na primeira sequência, onde o protagonista explica numa pequena conferência, com a minuciosidade e alvura de um professor da primária, as melhores práticas de preparação de um falecido para o seu funeral, entendemos que iremos pisar estranhos territórios narrativos e morais.







A simpatia popular demonstrada em relação a Bernie Tiede, não obstante a natureza repreensível dos seus actos, será, também e quase necessariamente, a nossa — e tal é uma sensação comparável a de se possuir uma transtornante "pedra no sapato". Esse dilema moral, mais do que as interpretações (para além de Black, Shirley MacLaine e Matthew McConaughey são secundários de luxo e em topo de forma), constitui a força motriz de uma obra merecedora de maior atenção do que aquela que lhe tem sido granjeada.

É chegado o momento de fazer a minha "crítica" à infeliz tradução portuguesa do filme, que poderá trazer a BERNIE a errada conotação de comédia romântica de segundo grau e "fabricada" para satisfazer o ego de produtores com défice de criatividade.

terça-feira, novembro 08, 2011

#28



... segundo as palavras do Nuno Barroso, do blog Delusion over Addiction:

1. TAXI DRIVER
(1976, Taxi Driver, Martin Scorsese)



Considero que a obra-prima de Martin Scorsese é este TAXI DRIVER. Somos transportados para Nova Iorque pela forma de como Scorsese capta todas as nuances da cidade que ele tanto adora. Creio que também nunca vi um filme que tão explorasse o background psicológico de uma personagem de uma maneira tão afincada como Travis Bickle é explorado. Aliado a isto temos ainda uma das (senão a maior) interpretações do Cinema com assinatura de Robert De Niro e uma banda sonora simplesmente deliciosa.

2. MULHOLLAND DRIVE
(2001, Mulholland Dr., David Lynch)



O que mais aprecio neste filme é a sua capacidade de nos deslumbrar sempre que o revisitamos. Misterioso e sedutor, MULHOLLAND DRIVE é a mais fantástica viagem ao profundo subconsciente e ao mundo dos sonhos.

3. O AMOR É UM LUGAR ESTRANHO
(2003, Lost in Translation, Sofia Coppola)



É um filme que consigo ver todos os dias. Tem uma atmosfera tão relaxante que a sua visualização torna-se algo terapêutica.

4. BONNIE E CLYDE
(1967, Bonnie and Clyde, Arthur Penn)



Interessante ver como um filme consegue constituir um marco tão significativo na história do cinema, alterando por completo a forma de como (neste caso) a violência era retratada no grande ecrã. BONNIE AND CLYDE é um desses filmes. Ainda me lembro vivamente da primeira vez que o vi e de ter ficado em êxtase com aquele final arrebatador.

5. CREPÚSCULO DOS DEUSES
(1950, Sunset Blvd., Billy Wilder)



Em termos de argumentos, Wilder é Rei. A nomeação deste SUNSET BLVD. prende-se um pouco com o facto de ter sido o primeiro filme a preto e branco que vi pro-activamente. Fiquei extremamente surpreendido pelo quão tenaz e intrigante foi!

6. A VIDA NÃO É UM SONHO
(2000, Requiem For a Dream, Darren Aronofsky)



Foi o filme que me fez olhar para o cinema com outros olhos. Potente e duro de se ver, o REQUIEM FOR A DREAM é bem capaz de ter sido o filme que mais me marcou. Fiquei sem palavras quando o vi, tamanho foi o soco que me deu. Apesar de o ter visto uma única vez por volta de 2004, são várias as cenas que ainda se mantêm vivas no meu pensamento e creio que isso é apenas um testamento ao verdadeiro poder do cinema.

7. ANTES DO ANOITECER
(2004, BEFORE SUNSET, Richard Linklater)



Juntamente com o BEFORE SUNRISE, este é o meu romance de eleição. Escolho o SUNSET, aqui, pelo facto de ser mais maduro que o seu antecessor. E aqui, a naturalidade é a palavra de ordem. Quer estejam a homenagear a Nina Simone ou a discutir os problemas sócio-políticos do Mundo, não consigo encontrar uma única falha neste filme. Simplesmente, enche-me o coração.

8. A JANELA INDISCRETA
(1954, Rear Window, Alfred Hitchcock)



Hitchcock é o mestre, e pouco mais há a acrescentar (também tenho em grande estima o VERTIGO, mas optei pelo REAR WINDOW). O desenvolvimento das personagens está no ponto, a tensão é palpável e o clímax é inesquecível. Love it to death.

9. THE END OF EVANGELION
(1997, Shin seiki Evangelion Gekijô-ban: Air/Magokoro wo, kimi ni, Hideaki Anno e Kazuya Tsurumaki)



A conclusão de uma das minhas séries preferidas. É um filme incrível e recomendo-o fortemente (contudo, a visualização da série é obrigatória antes de se partir para este THE END OF EVANGELION).

10. O SILÊNCIO DOS INOCENTES
(1991, The Silence of the Lambs, Jonathan Demme)



O meu thriller preferido. O thriller que mais vezes devo ter visto. É um daqueles filmes que sempre que passa na televisão, tenho de parar tudo o que estou a fazer para o ir ver. É claustrofóbico (se eu tivesse que eleger as "As 10 cenas da minha vida" - :P -, a da visão nocturna estaria entre elas, sem pensar duas vezes), brilhantemente executado e para além disso tem também duas interpretações magistrais por parte da Jodie Foster e do Anthony Hopkins. É um clássico!

--//--

Obrigado, Nuno, pela tua participação!

sexta-feira, abril 15, 2011

#2



... segundo a opinião e palavras da Diana Silva, do Close Up!:

1. O FABULOSO DESTINO DE AMÉLIE
(2001, Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain, Jean-Pierre Jeunet)



É o filme mais divertido que eu já assisti! Apaixonei-me irremediavelmente por ele!

2. OS CONDENADOS DE SHAWSHANK
(1994, The Shawshank Redemption, Frank Darabont)

shawshank

Um filme sobre esperança e o poder da amizade.

3. ANTES DE AMANHECER + ANTES DO ANOITECER
(1995, Before Sunrise, 2004, Before Sunset, Richard Linklater)

beforesunrise_beforesunset

The ultimate love story!

4. A VIDA É BELA
(1997, La vita è Bella, Roberto Benigni)

lavitaèbella

Este filme faz rir, chorar, vociferar... é um filme de emoções fortes!

5. AMOR OU CONSEQUÊNCIA
(2003, Jeux d'Enfants, Yann Samuell)

jeuxdenfants

Apesar do par de protagonistas ter uma química indesmentível, gostei sobretudo da história original, bizarra, comovente e cativante... O final então, é qualquer coisa!

6. THE DEPARTED — ENTRE INIMIGOS
(2006, The Departed, Martin Scorsese)

thedeparted

O argumento não tem falhas, é uma história envolvente e que me fez suster a respiração até ao último minuto! E que dizer da personagem de Mark Whalberg? Hilariante!

7. PLEASANTVILLE — VIAGEM AO PASSADO
(1998, Pleasantville, Gary Ross)

pleasantville

Provavelmente vou ser vaiada por nomear este filme mas quem não sonha em entrar no seu programa televisivo predilecto?

8. O AMOR ACONTECE
(2003, Love Actually, Richard Curtis)

loveactually

Vejo este filme e sinto-me uma criança novamente... tem lá os clichés todos, mas é o filme-mosaico por excelência e a banda sonora é simplesmente magnífica!

9. KRAMER CONTRA KRAMER
(1979, Kramer vs. Kramer, Robert Benton)

kramervskramer

Arrebatador! Interpretação magnífica de Dustin Hoffman numa história apaixonante!

10. O BOM REBELDE
(1997, Good Will Hunting, Gus Van Sant)

goodwillhunting

Na altura que o vi identifiquei-me bastante com o personagem de Matt Damon e o seu distanciamento do resto do mundo.

--//--

Obrigado, Diana, pela tua participação!