A propósito da minha segunda visualização do excelente MIAMI VICE, de Michael Mann, fui "coscuvilhar", no YouTube, vestígios da série que originou o filme e que marcou os meus verdes anos. Tremi de nostalgia ao encontrar (e recordar) este genérico:
Quem não se lembra deste tema? Destas imagens? Dos Ferraris Testarossa e os Daytona Spider? Das t-shirts como acessórios de fatos Armani? Destes detectives tão cool?
segunda-feira, janeiro 29, 2007
sábado, janeiro 27, 2007
Óscar para Dakota Fanning em 2008?

Neste momento, trata-se de uma suposição com elevado grau de probabilidade, apesar da controvérsia que HOUNDDOG, o próximo filme a estrear com a jovem actriz, tem provocado no meio artístico norte-americano.
A causa de toda esta celeuma está na certeza que HOUNDDOG promete estilhaçar a imagem de candura que Dakota tem demonstrado em títulos anteriores (I AM SAM - PROVA DE AMOR; HOMEM EM FÚRIA; A GUERRA DOS MUNDOS). Interpretando uma menina pré-adolescente que sonha cantar como Elvis Presley mas vítima de abuso emocional e violação — a qual é visionada no filme — à mercê de um rapaz mais velho. Resumindo, é o papel que abrirá as portas à sua maturidade interpretativa.
Realizado por Deborah Kampmeier (a responsável por VIRGIN, de 2003), e contracenando com David Morse, Robin Wright Penn e Piper Laurie, diz quem já viu o filme que Dakota Fanning é o motor de uma obra que, em derradeira análise, está longe de perfeita. Contudo, HOUNDDOG ganhou a sua "maquia" de reconhecimento negativo pela referida cena de violência sexual. Muito cedo, as vozes de protesto dos segmentos conservadores norte-americanos ergueram-se, questionando o possível efeito negativo que uma sequência desta natureza teria numa criança, levantando-se mesmo a hipótese de a produção do filme estar a quebrar alguma lei relativa a pornografia infantil.

No entanto, não existem razões para consternação. Segundo a realizadora, esta cena não foi rodada no formato de um longo plano sequência, mas sim fragmentada em vários takes e dias de filmagem. Para além disso, e a propósito da pré-exibição de HOUNDDOG antes da sua passagem pelo Festival de Sundance, a violação dura menos de 30 segundos e não é, de modo algum, apelidável de explícita. Segundo Andrew O'Hair, crítico do Salon.com, é tão fugaz que, se piscarmos os olhos, corremos o risco de nem a ver...
Mais uma vez, entrou em acção a crítica desmedida antes de se ver o seu objecto de apreciação. Todavia, importa reter que tanto a mãe como a agente de Dakota Fanning são peremptórias numa questão: a promoção para tornar o filme elegível ao Óscar de Melhor Actriz já está em andamento. É o corolário natural de uma carreira, apesar de curta, impecável e sem vislumbres de insucesso. Convém não esquecer que, antes dos 10 anos, Dakota já contracenara com três actores de renome (Sean Penn, Denzel Washington e Robert De Niro) e trabalhara com Steven Spielberg, simplesmente o homem mais influente em Hollywood.
Quatro aliados poderosos para o futuro da melhor actriz infantil do momento?
sexta-feira, janeiro 26, 2007
Os 10 Melhores Anime de Sempre

A redacção da revista Empire, no seguimento de uma pertinente tradição de elaborar "top ten's" sobre todo e mais algum assunto cinéfilo, acaba de enunciar os 10 melhores produtos da animação japonesa (anime, segundo os nipónicos): não me recordo da última vez que consultei uma listagem, com tanta qualidade e magia cinematográfica, quanto esta.
A saber, e por ordem crescente:
1º Akira (este é indestronável);
2º O Verão de Chihiro (venceu, inclusive, o Óscar de Melhor Filme de Animação em 2002);
3º Metropolis (a adaptação de uma criação original de Osamu Tezuka, ou o "Walt Disney do Japão");
4º O Túmulo dos Pirilampos (o puro reflexo da influência que a 2ª Guerra Mundial ainda causa na cultura japonesa);
5º Vampire Hunter D (incluíria aqui também as séries televisivas que o sucederam);
6º Ghost in the Shell (obra profética e inspiradora para MATRIX);
7º Blood - O Último Vampiro (uma semi-curta metragem de grande "calibre");
8º A Princesa Mononoke (o apogeu do cinema ecológico de Hayao Miyazaki);
9º Perfect Blue (o único filme desta lista que eu ainda não vi);
10º Ninja Scroll (merecedor duma recente edição especial em DVD, é ainda um produto desconhecido para alguns - merece a descoberta).
Mais informações acerca desta lista aqui.
quarta-feira, janeiro 24, 2007
terça-feira, janeiro 23, 2007
Lawrence da Arábia (1962), de David Lean

De todos os grandes épicos produzidos na década de 60, existem dois que não cessam de figurar nas minhas escolhas para melhores filmes de sempre. Um é esse "épico da ficção científica" — passe a designação quase forçada — que dá pelo nome de 2001, ODISSEIA NO ESPAÇO (1968, Stanley Kubrick). O outro é, indiscutivelmente, LAWRENCE DA ARÁBIA.
Ambos os filmes partilham características que os tornam obras de referência para qualquer cinéfilo: intemporais na capacidade de surpreender e envolver o espectador; ambiciosos na escala da sua produção; incontornáveis por terem mostrado ao mundo imagens e atmosferas que nenhum outro título conseguiu alcançar.

Por quê, então, este súbito desejo de escrever sobre um filme acerca do qual tudo parece já ter sido manuscrito? Para já, realço o pack de dois DVD, da colecção Noir Collection, lançado pela Columbia (para quem é fã dos clássicos, é possível seleccionar uma variedade de títulos e a bom preço).
No entanto, a razão de força maior é o efeito que LAWRENCE DA ARÁBIA ainda exerce sobre o meu "paladar cinematográfico". Vi-o, pela primeira vez, com 12 ou 13 anos, e deixou a sua marca indelével — cá está, a tal intemporalidade. David Lean filma o deserto em toda a sua majestade, transformando o vazio percepcionado por aquele espaço seco e estéril numa autêntica personagem.
Paralelamente à sua beleza visual, LAWRENCE DA ARÁBIA subcontextualiza as motivações interiores da figura de T.E. Lawrence, conservando aquela figura misteriosa que, ainda hoje, suscita especulações em historiadores e biógrafos. Mesmo para um filme produzido nos idos de 60 — época em que a indústria cinematográfica ainda era controlada por um rígido "código moral" —, é possível vislumbrar as suspeitas da homossexualidade do protagonista, assim como o rótulo de masoquista e sanguinário que alguns dos seus opositores lhe colaram. Tudo isto condimentado por uma maturidade narrativa poucas vezes igualada, mesmo comparado ao panorama cinéfilo contemporâneo.

Concluindo este rol de "bajulação", faço minhas as palavras de Lars Penning, crítico de cinema alemão, aquando da sua dissertação sobre LAWRENCE DA ARÁBIA no livro MOVIES OF THE 60'S: «LAWRENCE DA ARABIA é um dos maiores e melhores filmes alguma vez realizado». Não poderia estar mais de acordo.
Sobre as nomeações para os Óscares...
...por mais incrível que pareça, não vou tecer grandes comentários. Vou, tão somente, sintetizar as minhas primeiras impressões dos nomeados.

a) achei surpreendente a "nega" infligida a DREAMGIRLS para o Óscar de Melhor Filme, sobretudo se pensarmos que já era o mais certo candidato à vitória, desde o início da temporada de prémios — é que nem lhe valeu o Globo de Ouro alcançado na categoria de Melhor Filme Comédia / Musical este ano...;
b) ainda acerca de DREAMGIRLS, gostei sinceramente da nomeação de Eddie Murphy para Actor Secundário — sempre nutri alguma admiração pelo actor norte-americano, não obstante alguma "porcaria" que figura no seu currículo...;
c) com uma linha de partida tão competitiva para Melhor Filme, pode ser que este ano as surpresas apareçam...;
d) fiquei revoltado com a ausência, na categoria de Melhor Direcção de Fotografia, do nosso Eduardo Serra — contam que o seu trabalho em BLOOD DIAMOND é outra obra-prima cinematográfica...
e) por fim, vejamos se é este ano que dão a Martin Scorsese a sua primeira estatueta (apesar de não considerar THE DEPARTED - ENTRE INIMIGOS um magnífico filme), se Forest Whitaker e Helen Mirren recebem os previsíveis (e, segundo alguns, merecidos) galardões, e seria engraçado a vitória de BORAT para Melhor Argumento Adaptado.
P.S.: mesmo assim, acho que cheguei a prolongar-me nos comentários...

a) achei surpreendente a "nega" infligida a DREAMGIRLS para o Óscar de Melhor Filme, sobretudo se pensarmos que já era o mais certo candidato à vitória, desde o início da temporada de prémios — é que nem lhe valeu o Globo de Ouro alcançado na categoria de Melhor Filme Comédia / Musical este ano...;
b) ainda acerca de DREAMGIRLS, gostei sinceramente da nomeação de Eddie Murphy para Actor Secundário — sempre nutri alguma admiração pelo actor norte-americano, não obstante alguma "porcaria" que figura no seu currículo...;
c) com uma linha de partida tão competitiva para Melhor Filme, pode ser que este ano as surpresas apareçam...;
d) fiquei revoltado com a ausência, na categoria de Melhor Direcção de Fotografia, do nosso Eduardo Serra — contam que o seu trabalho em BLOOD DIAMOND é outra obra-prima cinematográfica...
e) por fim, vejamos se é este ano que dão a Martin Scorsese a sua primeira estatueta (apesar de não considerar THE DEPARTED - ENTRE INIMIGOS um magnífico filme), se Forest Whitaker e Helen Mirren recebem os previsíveis (e, segundo alguns, merecidos) galardões, e seria engraçado a vitória de BORAT para Melhor Argumento Adaptado.
P.S.: mesmo assim, acho que cheguei a prolongar-me nos comentários...
domingo, janeiro 21, 2007
Déjà Vu (2006), de Tony Scott

Absurdices à parte, a verdade tem de ser dita: DÉJÀ VU é um dos filmes mais recreativos e cativantes do ano que há pouco findou. E não digo isto por se tratar de uma obra de Tony Scott (o homem por trás de AMOR À QUEIMA-ROUPA, MARÉ VERMELHA e HOMEM EM FÚRIA), nem por ser protagonizado por Denzel Washington (para mim, e actualmente, o melhor actor americano na casa dos 50 anos) e também não pelas sequências de acção que caracterizam este género de películas (elas existem em DÉJÀ VU, e são excitantes). O filme ganha pela originalidade do seu argumento, mesmo que este seja categorizável, no mínimo, de implausível.
Numa Nova Orleães pós-Katrina, um ferry-boat apinhado de gente explode em pleno Mardi Gras, e o agente Doug Carlin (Washington), da ATF, é encarregado de investigar o atentado. Destacado para uma equipa especial de peritos do FBI, munidos de tecnologia capaz de observar o passado — neste caso, a realidade de quatro dias antes —, cedo se apercebe que a génese da explosão poderá residir na vida de uma das suas vítimas, Claire Kuchever (Paula Patton). Contudo, a análise forense ao cadáver da jovem mulher indica que a sua morte ocorreu antes do atentado...

É neste ambiente de filme policial vs. ficção científica que decorre a acção de DÉJÀ VU. Deslumbrante e envolvente desde a sequência inicial — um crescendo de tensão até ao momento da detonação no ferry —, este é um filme com perfeita coerência de todos os mecanismos básicos de um thriller. Tão perfeito que é praticamente impossível não nos perdermos na amálgama de conceitos pseudo-científicos que são desbobinados pelas personagens, o que só prova a segurança de concretização dos responsáveis da produção.
Desde a explicação do sistema de "vigilância do passado", passando pela sequência de perseguição automóvel multi-temporal, até a uma rocambolesca viagem no tempo, o espectador nunca se sente insultado. Mesmo quando DÉJÀ VU parece perder o seu rumo, é a motivação emocional de Denzel Washington, perante a morte de Claire, que sustenta o filme.

Destaque final para Val Kilmer e Bruce Greenwood, em boas caracterizações tipo CSI, mas é a Paula Patton que se permite espaço para a fascinante representação de uma mulher vista, à priori, longe temporal e espacialmente, para surgir mais tarde em pleno grande plano. Por fim, menção honrosa para Jim Caviezel — sim, o Cristo de A PAIXÃO DE CRISTO — num desempenho de pura maldade patriótica, em forte contraste com a sua habitual aura de benevolência.
sábado, janeiro 20, 2007
Antestreia da Semana
Nada me deixa mais desconfiado do que um trailer de um filme animado... sem animação nenhuma (com animação, entenda-se, refiro-me a humor).

E este HAPPILY N'EVER AFTER é a mais recente desilusão.
Sejam sinceros: acharam alguma piada a isto? Ou os produtores terão guardado o melhor para quem pagar o preço de admissão?

E este HAPPILY N'EVER AFTER é a mais recente desilusão.
Sejam sinceros: acharam alguma piada a isto? Ou os produtores terão guardado o melhor para quem pagar o preço de admissão?
sexta-feira, janeiro 19, 2007
Questionário Cinéfilo

A pedido do Edgar (a.k.a. Brain-Mixer), é com muito gosto que respondo ao desafio por ele proposto. E estou totalmente convicto que estes "posts em cadeia" permitem, da melhor forma, um vínculo permanente e divertido entre a blogosfera. Ora cá vai:
O que é para ti um MAU filme?
Embora considere o argumento um factor fundamental para a construção de um bom filme, não aprecio "faltas de criatividade visual" de alguns realizadores — sobretudo quando parece que não sabem o que fazer com o material entre mãos. As duas coisas fundem-se impecavelmente, e os exemplos de Ingmar Bergman, Woody Allen e Quentin Tarantino provam-no. Inevitavelmente, detesto os recheados de clichés.
Remakes ou sequelas: Havendo apenas estas duas escolhas sem opção de recusa, qual assistirias?
Não havendo mais hipóteses, a minha resposta recai nas sequelas. Contudo, acredito existir filmes aos quais não faria mal um remake ou, no mínimo, um valente director's cut...
Que tipo de filme português gostarias de ir ver ao cinema?
Adoraria ver a transposição da história do lusitano Viriato para o grande ecrã. Com Manuel de Oliveira e Leonel Vieira a partilharem a cadeira da realização. Seria algo bastante interessante de se assistir.
Que cliché cinematográfico já não tens pachorra para ver novamente?
São vários. A saber: as sequências de perseguição automóvel sem qualquer noção de lógica ou realismo; as armas de fogo munidas de cartuchos infindáveis; a deturpação de factos históricos sem motivo justificável; o filme americano a transbordar de patriotismo.
Qual o teu fan video preferido?
Sem dúvida, os re-cut trailers. Julgo tratar-se da maior invenção, no meio cinematográfico, do último ano. Deixo aqui um exemplo.
A quem desafias este questionário?
Desafio:
o Miguel.
o Gonçalo.
a Cláudia.
o Hugo Alves.
a Nolwe.
quarta-feira, janeiro 17, 2007
Antestreia da Semana
Sou um fã aguerrido de Ridley Scott - desde os seus primórdios em THE DUELLISTS (1977) - e, para mim, qualquer estreia de um filme do realizador britânico é considerado um evento para mim. Por exemplo, adorei o 1492 - CRISTÓVÃO COLOMBO (1992) e G.I. JANE - ATÉ AO LIMITE (1996), obras que continuam a ser classificadas como "menores" na carreira de Scott, mas que eu considero legítimos pertencentes dos melhores momentos do cineasta (ALIEN, BLADE RUNNER, CHUVA NEGRA, GLADIADOR, só para citar os suspeitos do costume).
Ora, 2007, para meu gáudio, traz mais um filme de Ridley Scott. E pelo que já é possível observar, recheado de boas razões para não o perder. Chama-se AMERICAN GANGSTER e é centrado na "vida e obra" de Frank Lucas, senhor do crime nova-iorquino nos idos de 1970 e o primeiro afro-americano a obter sucesso no tráfico de heroína nos EUA, utilizando, como meio de transporte de droga, os caixões dos soldados mortos na guerra do Vietname.
O elenco é de luxo, encabeçados por Denzel Washington (o já referido Frank Lucas) e Russell Crowe (o detective encarregue da sua detenção), onde se contam também Josh Brolin, Chiwetel Ejiofor, Cuba Gooding Jr. e Ted Levine.
De momento, e por curiosidade, podemos já espreitar o look de Crowe em AMERICAN GANGSTER:
Ora, 2007, para meu gáudio, traz mais um filme de Ridley Scott. E pelo que já é possível observar, recheado de boas razões para não o perder. Chama-se AMERICAN GANGSTER e é centrado na "vida e obra" de Frank Lucas, senhor do crime nova-iorquino nos idos de 1970 e o primeiro afro-americano a obter sucesso no tráfico de heroína nos EUA, utilizando, como meio de transporte de droga, os caixões dos soldados mortos na guerra do Vietname.
O elenco é de luxo, encabeçados por Denzel Washington (o já referido Frank Lucas) e Russell Crowe (o detective encarregue da sua detenção), onde se contam também Josh Brolin, Chiwetel Ejiofor, Cuba Gooding Jr. e Ted Levine.
De momento, e por curiosidade, podemos já espreitar o look de Crowe em AMERICAN GANGSTER:
terça-feira, janeiro 16, 2007
A propósito da entrega dos Globos de Ouro...
...só me ocorre perguntar uma coisa: alguém ainda tem dúvidas que os principais Óscares de interpretação vão para Forest Whitaker e Helen Mirren?
Se as "interrogações" ainda existirem, é só seguir este link crítico.
Se as "interrogações" ainda existirem, é só seguir este link crítico.
quinta-feira, janeiro 11, 2007
Antestreia da Semana II
Confesso que estou mesmo em pulgas relativamente ao 3º capítulo da saga PIRATAS DAS CARAÍBAS. E, a aguçar este estado de espírito, já é possível deitar a vista sobre o primeiro material publicitário de PIRATES OF THE CARIBBEAN: AT WORLD'S END (cortesia da ACN).

Meus amigos, isto está realmente a aquecer...

Meus amigos, isto está realmente a aquecer...
quarta-feira, janeiro 10, 2007
Top do Ano 2006: Os Mais Decepcionantes
Sim, prefiro fazer a lista dos que mais me decepcionaram. Tenho-os em menor "consideração" relativamente aos maus filmes. Se quiserem atirar-me com alguma coisa ou chamar-me os nomes mais feios que conhecem, utilizem a secção dos Comentários, se faz favor...
- The Departed - Entre Inimigos
- O Código Da Vinci
- Hostel
- O Sentinela
- Instinto Fatal 2
(The Departed, de Martin Scorsese)
Bem que poderá parecer uma escolha estranha, mas, com grande pena minha, continuo sem conseguir obter uma opinião formada sobre este filme. E, seja ela qual for, nunca é 100% positiva. A história, as personagens, o ritmo da narrativa, Scorsese já o fez antes e, quiçá, melhor - salvam-se as interpretações. Para além disso, é perturbante o facto de começar a ficar convicto que sou o único, no panorama português, a desgostar deste THE DEPARTED...
(The Da Vinci Code, de Ron Howard)
Um diamante bruto transformado numa mera pedra brilhante, CÓDIGO DA VINCI foi decepcionante para mim, para quem o viu comigo e para toda a comunidade blogger que visito. No fundo, não se procurou distinção (ou they didn't pushed the envelope). Pretexto para Ron Howard abandonar o conformismo?
(Hostel, de Eli Roth)
Desde muito cedo que demonstrei a minha desilusão perante este filme, no que é outro (mau?) exemplo de boa permissa mal explorada na prática. Onde andou a originalidade visual ou a vivacidade de argumento? Assim se prova que "colar" o nome de Quentin Tarantino a um filme nem sempre é sinónimo de qualidade e satisfatório...
The Sentinel, de Clark Johnson)
Esperava muito mais desta produção, embora confesse que não é um "desastre" completo. O elenco de primeira linha (embora haja algum miscasting, sobretudo nos casos de Eva Longoria e Kiefer Sutherland) faz o que pode com um ténue argumento, e o filme nunca consegue envolver-nos totalmente nesta história de conspiração governamental. E aquele twist, bem perto do fim: catastrófico...
Basic Instinct 2: Risk Addiction, de Michael Caton-Jones)
Quando surgiram os primeiros rumores acerca desta sequela do magnífico filme de Paul Verhoeven, cheguei a demonstrar alguma curiosidade. O poster estava bom, no qual constava a tagline mais interessante do ano (Everything interesting begins in the mind). O resultado final saldou-se por um avassalador sentimento de frustração.
terça-feira, janeiro 09, 2007
E sempre se vai concretizar...
... um dos lançamentos em DVD mais requisitados pelos fãs de uma série televisiva.

De acordo com a Paramount, responsável pela comercialização da segunda temporada de TWIN PEAKS, a edição estará nas montras americanas a 10 de Abril do corrente ano e, para os mais ávidos por lhe deitar as mãos, já existe a possibilidade de fazer o "pré-registo" do produto através da Amazon*.
Agora, só me resta uma interrogação: para quando a edição made in Portugal? Com os episódios e extras legendados, capa e contracapa na língua de Camões e um preço adequado à bolsa do comum português?

De acordo com a Paramount, responsável pela comercialização da segunda temporada de TWIN PEAKS, a edição estará nas montras americanas a 10 de Abril do corrente ano e, para os mais ávidos por lhe deitar as mãos, já existe a possibilidade de fazer o "pré-registo" do produto através da Amazon*.
Agora, só me resta uma interrogação: para quando a edição made in Portugal? Com os episódios e extras legendados, capa e contracapa na língua de Camões e um preço adequado à bolsa do comum português?
segunda-feira, janeiro 08, 2007
Antestreia da Semana
Há ideias para filmes que, por mais absurdas que soem no papel, a partir do momento em que vislumbramos as primeiras imagens do mesmo, só nos apetece gritar "E QUANDO ESTREIA? QUANDO ESTREIA?".

BLACK SNAKE MOAN é um deles, e coloco-o já na lista de filmes a não perder neste início de 2007.
Desde a concepção artística (o poster assemelha-se a um exemplar amarrotado duma revista pulp) até ao elenco, o que me ressalta mais ao paladar é a "suculenta" resenha: um músico de Blues e religioso diligente (um "envelhecido" Samuel L. Jackson) decide "curar" a ninfomania duma mulher vítima de abuso sexual (uma escaldante Christina Ricci), nem que para tal tenha de a acorrentar à moral e bons costumes...
Realizado e escrito por Craig Brewer (autor do magnífico HUSTLE & FLOW), encontra-se também disponível online o trailer. Estreia marcada, nos EUA, para 16 de Fevereiro.
P.S.: aproveitem para dar um pulo ao site oficial: o look, a banda sonora, a concepção, tudo do mais sedutor para os sentidos.

BLACK SNAKE MOAN é um deles, e coloco-o já na lista de filmes a não perder neste início de 2007.
Desde a concepção artística (o poster assemelha-se a um exemplar amarrotado duma revista pulp) até ao elenco, o que me ressalta mais ao paladar é a "suculenta" resenha: um músico de Blues e religioso diligente (um "envelhecido" Samuel L. Jackson) decide "curar" a ninfomania duma mulher vítima de abuso sexual (uma escaldante Christina Ricci), nem que para tal tenha de a acorrentar à moral e bons costumes...
Realizado e escrito por Craig Brewer (autor do magnífico HUSTLE & FLOW), encontra-se também disponível online o trailer. Estreia marcada, nos EUA, para 16 de Fevereiro.
P.S.: aproveitem para dar um pulo ao site oficial: o look, a banda sonora, a concepção, tudo do mais sedutor para os sentidos.
sexta-feira, janeiro 05, 2007
ANTESTREIA DA SEMANA
Com este post, devo alcançar a mão cheia de vezes que vos falo do antecipadíssimo 300 neste blog.
Desta feita, apresento-vos, num exclusivo da revista Empire, os novos veículos promocionais do filme, com estreia marcada, nos EUA, para
Deleitem-se:



Com este post, devo alcançar a mão cheia de vezes que vos falo do antecipadíssimo 300 neste blog.
Desta feita, apresento-vos, num exclusivo da revista Empire, os novos veículos promocionais do filme, com estreia marcada, nos EUA, para
Deleitem-se:



TOP DO ANO 2006: OS MELHORES FILMES
Primeira instância de uma lista que se irá estender por 5 categorias (os melhores e piores títulos do ano que agora finda, as surpresas, as revelações e confirmações), nada melhor do que enumerar os 5 melhores do ano transacto, segundo Keyzer Soze:
NB: para esta lista, foram considerados os filmes com data de estreia mundial em 2006.
Primeira instância de uma lista que se irá estender por 5 categorias (os melhores e piores títulos do ano que agora finda, as surpresas, as revelações e confirmações), nada melhor do que enumerar os 5 melhores do ano transacto, segundo Keyzer Soze:
- Obrigado por Fumares
- O Infiltrado
- V de Vingança
- Miami Vice
- Voo 93
(Thank You For Smoking, de Jason Reitman)

O filme mais dinâmico, criativo e irreverente do ano. Diga-se o que se disser acerca dele, este seria, num mundo perfeito, o grande vencedor da época de atribuição de prémios que se avizinha...
(The Inside Man, de Spike Lee)

Já passavam alguns anos desde a última vez que Spike Lee filmava de forma tão desprendida e descontraída. Apesar disso, criou uma obra fundamental para a compreensão do cinema em 2006 - e o inevitável comentário social não ficou esquecido...
(V for Vendetta, de James McTeigue)

Está na moda a adaptação ao grande ecrã de graphic novels. Depois do excelente SIN CITY, V DE VINGANÇA ganhou o estatuto de melhor filme do ano com essas características. Fabuloso.
(Miami Vice, de Michael Mann)

Acusado por muitos de ser um filme distante, com más interpretações e construido apenas à volta de uns frames bonitos de Miami à noite, considero este MIAMI VICE um dos acontecimentos cinematográficos de 2006. Michael Mann continua em forma - pensem bem: o homem não dá um passo em falso desde HEAT - CIDADE SOB PRESSÃO (1995).
(United 93, de Paul Greengrass)
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A descrição dos eventos do 11 de Setembro tal como deve ser: crua, franca e reflexiva. Concordo com este posicionamento, e VOO 93 é, até à data, o melhor filme sobre aquela data fatídica.
NB: para esta lista, foram considerados os filmes com data de estreia mundial em 2006.
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