
...sem grandes surpresas, Martin Scorsese (finalmente, o Óscar, finalmente!) e o seu THE DEPARTED - ENTRE INIMIGOS. Embora não o tenha considerado como o Melhor Filme de 2006 (enunciei esta opinião há uns tempos atrás), não restam dúvidas que este resultado serve, primordialmente, como um prémio de carreira e consolação para as anteriores derrotas de "Marty".
E valeu mesmo a pena ter ficado acordado até bem depois das quatro da manhã. Há alguns anos que não assistia a uma cerimónia tão leve e, sobretudo, rápida. Méritos para a anfitriã de serviço, Ellen Degeneres, que fez da sua experiência televisiva uma mais valia: foi uma exibição simples, descontraída e eficaz - brilhante o sketch em que Ellen pretende impingir à aprecição de Martin Scorsese, assim "como quem não quer a coisa", um pseudo-argumento escrito por ela.
Apesar de agradável, não houve grandes surpresas. A única excepção terá sido, provavelmente, a vitória de Alan Arkin na categoria de Actor Secundário, por UMA FAMÍLIA EM APUROS, derrotando o favorito Eddie Murphy.

Por falar em derrotados, ninguém esperaria que BABEL saísse da cerimónia assim tão "desamparado": sete nomeações e apenas uma estatueta (Melhor Banda Sonora). Outro título que saiu "enjeitado" é, seguramente, DREAMGIRLS, apesar da graciosa vitória da estreante Jennifer Hudson para Actriz Secundária — notório o falhanço na categoria de Melhor Canção, onde o filme contava três nomeações, perdendo para o tema do documentário ecológico de Al Gore, UMA VERDADE INCONVENIENTE.

Para terminar, ficaram as definitivas consagrações de Forest Whitaker e Helen Mirren (por O ÚLTIMO REI DA ESCÓCIA e A RAINHA, respectivamente) nas principais categorias de representação.


Assim foi, em termos gerais, a 79ª Entrega dos Prémios da Academia. Para os Óscares, até ao próximo ano.




























