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quarta-feira, janeiro 30, 2013

Curiosidade da Semana



Cinco posters para cada um dos nomeados a Melhor Filme nos BAFTA (British Academy of Film and Television Arts).

E em boa hora chegaram para nos desafiar os sentidos e memórias sobre os títulos em competição:


ARGO


LINCOLN


00:30 A HORA NEGRA


A VIDA DE PI


OS MISERÁVEIS

[Fonte: Collider.]

quarta-feira, dezembro 05, 2012

A "Polémica" do Mês #17

Como a blogosfera cinéfila nacional divergiu, este mês, sobre ARGO, de Ben Affleck.





«Num drama em que a intensidade de cada momento prende o espectador ao ecrã, nada parece seguro, nada é garantido. E até ao último segundo do filme existe uma acção, intrínseca a cada personagem, intrínseca a cada cena, que não deixam o espectador relaxar.»
João Samuel Neves, Dial P For Popcorn.



«É um thriller dramático com momentos intensos, mas repleto de uma espécie de americanização que não cai bem. A história é verídica mas contada por americanos, para ser vista e adorada, principalmente, por eles mesmos.»
Inês Moreira Santos, Espalha-Factos.



«Argo revela uma vez mais que não há arte tão mentirosa quanto o cinema, mesmo quando resolve contar a verdade. Ou que não há arte tão verdadeira quanto o cinema, mesmo quando deturpa e inventa. É um bom filme? Bastariam estas tangentes para fazer dele um objecto interessante.»
João Lameira, À Pala de Walsh.

quarta-feira, novembro 07, 2012

ARGO (2012), de Ben Affleck



Quando a revolução iraniana atinge o ponto de ebulição, um especialista da CIA elabora um plano arriscado para libertar seis americanos refugiados em casa do embaixador canadiano. Uma história real, que se desenrolou em simultâneo com a crise dos reféns na embaixada em Teerão e foi mantida secreta durante décadas. — filmSPOT.pt



Na minha ingenuidade, julgava que Hollywood já não se orgulhava em produzir filmes deste género, ou seja, inspirados no passado mais recente dos EUA — o qual, como todos sabemos, não é pródigo em episódios favoráveis — para "espicaçar" o orgulho nacionalista de um país, aparentemente, a atravessar profunda crise de identidade.

E ARGO, com ou sem essa intenção nos seus preceitos, dificilmente consegue afastar a imagem de uma obra que "desenterra" os detalhes de uma curiosa acção da CIA, durante a crise de reféns que se seguiu à Revolução Iraniana de 1979, para vender a patriota imagem de que Hollywood é mais do que uma terra de sonhos e estrelas: também consegue salvar vidas no seio do pior cenário de convulsão política, social e religiosa (o Irão de Ayatollah Khomeini) possível. A Academia decerto que agradecerá com uma quantas nomeações sonantes para a próxima cerimónia dos Oscars...







No entanto, e do ponto de vista formal, Affleck maquina um filme robusto: o argumento está plenamente estruturado e sem uma única ponta solta, ostentando inspirados momentos de humor ("Argo fuck yourself!" será uma das frases do ano) e uma satisfatória mas inocente auto-paródia, através do comic relief de Alan Arkin, à indústria cinematográfica norte-americana; há emoção, drama e, visto ARGO ser história de espiões, um clímax à medida do género; o trabalho de recriação histórica é intocável. E as liberdades criativas (o modo como, em 1979, a SwissAir transmite uma confirmação de voo de Washington para Teerão em poucos segundos demonstra plenamente essa "iniciativa") exercidas sobre os acontecimentos verídicos reconstituídos dão a entender um enorme potencial satírico subjugado pela solenidade empregue.

Apenas falta a capacidade de "resgatar" emocionalmente o espectador. E Ben Affleck, na cadeira de realizador, já provou saber manipular esse elemento mais cabalmente.

A ver sem compromissos.

sexta-feira, outubro 12, 2012

Hollywood Buzz #184

O que se diz lá fora sobre ARGO, de Ben Affleck:



«ARGO the real movie about the fake movie, is both spellbinding and surprisingly funny.»
Roger Ebert, Chicago Sun-Times.

«Ultimately, the thrill of ARGO is in watching how the illusion-making of movies found such an unlikely application on the world political stage, where the stakes were literally life and death.»
Peter Debruge, Variety.

«It's a doozy of a story and so borderline ridiculous that it sounds - ta-da! - like something that could have been cooked up only by Hollywood.»
Manohla Dargis, The New York Times.

«ARGO is never less than wildly entertaining, but a major part of its power is that it so ominously captures the kickoff to the world we're in now.»
Owen Gleiberman, Entertainment Weekly.

«ARGO is a crackerjack political thriller told with intelligence, great period detail and a surprising amount of nutty humor for a serious look at the Iran hostage crisis of 1979-81.»
Todd McCarthy, The Hollywood Reporter.

domingo, dezembro 19, 2010

Críticas da Semana

Breve resumo dos filmes visualizados esta semana.

A CIDADE (2010), de Ben Affleck



Mais uma prova de que Ben Affleck é, definitivamente, melhor realizador que actor, A CIDADE é um thriller que surpreende pela sua abordagem, privilegiando os elementos humanos da narrativa — romance, confiança e traição — em detrimento das dinâmicas sequências de acção. Jeremy Renner rouba (nos vários sentidos da palavra) todas as cenas em que aparece e Pete Postlethwaite, embora secundaríssimo, é indelével para o espectador.

RABBIT HOLE (2010), de John Cameron Mitchell



O título mais depressivo de 2010? Muito provavelmente, mas tal não é sinónimo de deprimente. Este é um teste perfeito à condição interpretativa de Nicole Kidman e Aaron Eckhart (sobretudo este, embora os prémios e a crítica destaquem a actriz) que, no papel de um casal em luto pela trágica morte do filho, compõem dois "cacos emocionais" aparentemente irremediáveis. A subtileza na realização de Mitchell, evitando a manipulação sentimental que tantas vezes aflige este género de filme, é outro ponto forte de um melodrama obrigatório.

ENTER THE VOID (2009), de Gaspar Noé



Provocador e extremo, somos convidados a uma viagem post-mortem, por uma Tóquio alucinogénica, do espírito do protagonista que observa as consequências da sua própria morte. Gaspar Noé é mais "técnico" do que contador de histórias mas, nesse aspecto, é dos melhores e mais inovadores a trabalhar hoje em dia, fazendo-nos crer que Cinema é, acima de qualquer dúvida, uma arte visual. Não recomendado para epilépticos nem cinéfilos "preguiçosos".

A TETA ASSUSTADA (2009), de Claudia Llosa



O vencedor do Urso de Ouro, no Festival de Berlim 2009, revela-se exemplo pragmático de filme que se torna melhor a cada nova visualização. Impregnado do realismo mágico e simbolismo apegado à natureza tão característico do cinema sul-americano hispânico, a sua exigência formal poderá impedir a apreensão da sua reflexão histórica do Perú e a contínua observação social impele a observá-lo como drama de costumes. Qualquer uma dessas leituras não é incorrecta, mas limitadora de aprazimento completo.

segunda-feira, novembro 29, 2010

"What are your Oscar chances?" #4

A CIDADE



Thriller policial, o segundo filme de Ben Affleck na cadeira de realizador, muito bem acolhido por crítica e público, configura-se como um dos títulos a ter em conta para a época de prémios cinematográficos.

Perante essa aclamação, não demorou muito para que se iniciasse um genuíno Oscar buzz — já existente aquando da sua presença fora de competição em Veneza — e a sua auto-promoção revela-se um passo lógico, sobretudo se nos lembrarmos do eco favorável que THE DEPARTED — ENTRE INIMIGOS, com o qual A CIDADE partilha muitos elementos, suscitou na Academia há poucos anos.

Análise factual:

Desempenho de bilheteira: O trailer não permitia grande margem de dúvida acerca das intenções comerciais de A CIDADE, e o público aquiesceu ao repto: 91 milhões de dólares no mercado norte-americano(1) e a dobragem da fasquia dos 140 milhões nas bilheteiras internacionais(2).

Recepção crítica: Um dos principais motivos para ser encarado como contender. 94% de aprovação positiva pelo agregador Rotten Tomatoes(3), consenso reforçado por elogios à realização de Affleck ou a sua eleição como um dos filmes favoritos de alguns críticos.

(4)

Avaliação de cenários:

Cenário provável: As nomeações para Melhor Filme, Argumento Adaptado e categorias técnicas como Montagem e Som são hipóteses com elevado grau de concretização.

Cenário de sonho: Se se tornar num dos filmes mais indicados, incluindo algumas interpretações (sendo Jeremy Renner o principal nome a reter), A CIDADE terá um desempenho muito positivo. A vitória em categorias de prestígio como Argumento Adaptado seria considerado como retumbante vitória.

Cenário a evitar: A negligência total por parte da Academia no que a nomeações diz respeito.

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Vêem A CIDADE como candidato sério à disputa? Será que haverá "assalto" ao Óscar? Partilhem a vossa opinião.

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