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quinta-feira, março 21, 2013

O Cinema dos Anos 2000: Vanilla Sky, de Cameron Crowe




Falar de VANILLA SKY é ter de mencionar, obrigatoriamente, aquela cena inicial em que o protagonista se vê desamparado numa Nova Iorque deserta, culminando no pânico de correr pela Times Square sem vivalma que acolha os seus medos. Logo de seguida, entendemos que são imagens de um pesadelo que nos mergulha, intensamente, em direcção a um intrépido e surreal cenário de ficção-científica misturado com a sensibilidade romântico-pop — ou não fosse ele o realizador dessa "ode" ao rock dos anos 70 chamada QUASE FAMOSOS (2000) — que vive em Cameron Crowe.

Remake do filme espanhol DE OLHOS ABERTOS (1997, Alejandro Amenabar), VANILLA SKY encontra em David Aames (Tom Cruise) o seu protagonista, o jovem, narcisista e playboy director de uma das maiores editoras dos Estados Unidos que, após encontrar em Sofia (Penélope Cruz) a mulher que poderia realmente alterar a sua vida, sobrevive a um acidente de viação — causado pelo ciúme de Julie (Cameron Diaz) — terrivelmente desfigurado. A partir desse momento, tanto David como o espectador são transportados através de um "espelho" em que a realidade e o sonho se intercalam continuamente.

As diversas fatalidades que acossam a personagem de Tom Cruise — aqui a registar uma das interpretações mais consistentes e subvalorizadas da sua carreira — são mais do que meros plot points. Na verdade, os temas de paranóia (será David vítima de uma conspiração com o intuito de lhe roubar o império empresarial que herdou?) e desilusão amorosa (Sofia aparenta ser, simultaneamente, um ambíguo mas terno interesse romântico) ecoam o sentimento geral norte-americano do princípio do Século XXI — e 2001 pareceu ser um ano pródigo nessa análise, DONNIE DARKO demonstrou-o. Tal como a última década veio a comprovar, nunca a frase "o dinheiro não traz felicidade" fez tanto sentido. E David Aames, na insegurança e desgraça que se lhe abate desde aquela referida sequência inaugural, acaba por simbolizar essa afirmação como poucos nos últimos anos.

Mantendo a história próxima do argumento de DE OLHOS ABERTOS e integrando-lhe obsessões muito pessoais — o cinema e a música, "a visão e o som dos sonhos" —, Cameron Crowe concretiza aqui uma das suas melhores obras. Algo de imensamente irónico, sobretudo quando nos lembrarmos de que não se trata de um produto oriundo da sua imaginação. Mesmo contrariando a bondade inata das personagens — numa aparente recusa em apresentar alguém que possamos classificar de mau que, em comparação, até se revela uma fraqueza autoral — dos seus filmes anteriores, VANILLA SKY é um genuíno dream movie. Ou de como nem todos os pesadelos devem ser ignorados apenas pelo seu conteúdo "traumático".

por Samuel Andrade.

Elenco
. Tom Cruise (David Aames), Penélope Cruz (Sofia Serrano), Kurt Russell (Dr. Curtis McCabe), Jason Lee (Brian Shelby), Cameron Diaz (Julianna "Julie" Gianni), Noah Taylor (Edmund Ventura / Apoio Técnico), Timothy Spall (Thomas Tipp), Tilda Swinton (Rebecca Dearborn)


Palmarés
. Academia de Cinema de Ficção-Científica, Fantasia e Terror: Melhor Actor (Tom Cruise)


Sobre Cameron Crowe

Com background de jornalismo musical na Rolling Stone, profundamente influenciado por Billy Wilder e adepto de argumentos focados nas personagens, Cameron Crowe alcançou sucesso na Sétima Arte com obras como VIDA DE SOLTEIRO (1992), JERRY MAGUIRE (1996), QUASE FAMOSOS (2000, pelo qual conquistou o Oscar para Argumento Original) e ELIZABETHTOWN (2004).



domingo, julho 25, 2010

Lancôme



«I never want to lie about my age. If I look around at the actresses I admire, they are all women who have not fought growing older, but embraced it – women like Sophia Loren or Audrey Hepburn.»

Assim se descreve Penélope Cruz, a nova cara do perfume Trésor, da Lancôme. Intérprete de inegáveis capacidades artísticas — o Óscar que recebeu por VICKY CRISTINA BARCELONA prova-o —, a castelhana é possuidora de uma cativante sensualidade sempre que surge em grande ecrã.

E esta sessão fotográfica, conduzida pelo sempre ecléctico Mario Testino, ostenta um conjunto de imagens que, embora em número reduzido, falam por si:





sexta-feira, dezembro 04, 2009

Interview Magazine



Com NINE, a nova loucura musico-visual de Rob Marshall, prestes a estrear, duas das várias protagonistas do filme reuniram-se para a revista Interview: Marion Cotillard concebeu as perguntas e Penélope Cruz não só deu as respostas como ainda brindou os leitores do periódico com esta estonteante sessão fotográfica. Em algumas delas, nem parece que estamos perante a actriz castelhana...









quinta-feira, outubro 22, 2009

Estreia da Semana



Mateo Blanco (Lluís Homar) escreve, vive e ama na escuridão. Há catorze anos atrás, sofreu um violento acidente de viação que o deixou cego e no qual Lena (Penélope Cruz), com quem nutriu um tórrido e proibido caso amoroso, faleceu. Usando agora o pseudónimo 'Harry Caine', sobrevive através da elaboração de guiões e trabalhos literários, ao mesmo tempo que relata as angústias do passado com Judit (Blanca Portillo), sua assistente pessoal, e o filho desta, Diego (Tamar Novas).

A cada novo filme, Almodóvar reforça a sua marca de constante homenagem à História da Sétima Arte, e em ABRAÇOS DESFEITOS, essa invocação passa não só pelo Cinema de outros autores (sobretudo, os do film noir nos anos 40 e 50) como pela sua própria filmografia: os temas e obsessões almodovarianas estão aqui presentes em toda a sua imponência, assim como uma revisitação a MULHERES À BEIRA DE UM ATAQUE DE NERVOS, cujo argumento é muito semelhante ao do «filme-dentro-do-filme» que o protagonista de ABRAÇOS DESFEITOS realiza.

Uma obra aconselhada para fãs ou principiantes do cineasta espanhol.



(Em exibição na Sala 2 dos Cinemas Castello Lopes)

terça-feira, maio 19, 2009

Festival de Cannes 2009 — Dia 7



A presença de Almodóvar em Cannes acrescenta sempre algo de único ao certame.
Este ano, o cineasta espanhol — duplamente galardoado pelo Festival como Melhor Realizador com TUDO SOBRE A MINHA MÃE (1999) e Melhor Argumento por VOLTAR (2006) — concorre à Palma de Ouro com LOS ABRAZOS ROTOS, que o próprio já descreveu como uma nova homenagem, da sua parte, à Sétima Arte.



E apesar da figura principal deste filme ser feminina (i.e., Penélope Cruz), as primeiras impressões sugerem um "apaziguamento" entre Almodóvar e as suas personagens masculinas. «Até há pouco tempo, as personagens masculinas intimidavam-me, porque, para as construir, só tenho a minha pessoa como referência. Mas agora, a intimidação é menor e, por isso, irão encontrar mais e mais homens nos meus filmes», afirmou o castelhano na conferência de imprensa. Quanto ao filme, as críticas são mistas mas privilegiam, acima de tudo, a maturidade de Almodóvar enquanto realizador e autor.

O abraço nunca 'quebrado' entre Penélope Cruz e Pedro Almodóvar

Penélope Cruz: uma actriz para todas as ocasiões

Apesar da discreta promoção que tem recebido, não percamos de vista a película italiana VINCERE, realizada por Marco Bellocchio (mais conhecido por BOM DIA, NOITE, editado entre nós pela Atalanta Filmes), que descreve a verídica, heróica e trágica vida de Ida Dalser, amante e mãe de um filho de Benito Mussolini, uma relação que o ditador negou e procurou apagar das suas biografias.



Após a sua estreia - é um dos títulos em Competição -, Bellocchio e Giovanna Mezzogiorno, a actriz que encarna a protagonista de VINCERE, foram unânimes ao caracterizar Ida Dalser como «uma trágica heroína» e, não obstante as contradições que a definiram, «poderia ser interpretada como uma mulher moderna, quase feminista. E que, contudo, dedicou a vida inteira a um só homem». O filme tem sido bem referenciado pela crítica, estando bem posicionado para causar "mossa" quando os prémios forem anunciados no próximo dia 24...

O trio de VINCERE: Filippo Timi, Giovanna Mezzogiorno e o realizador Marco Bellocchio

sábado, março 07, 2009

Movie Clipping



Notícias em destaque:

  • Novos posters de TERMINATOR SALVATION:


  • E estão com óptimo aspecto...





    (mais abaixo, destaque para o novo trailer deste filme)

  • 10 interpretações esquecidas em 2008:

  • É esta a proposta de "revisão" apresentada pelo /film. De todos os nomes referidos, só vi mesmo o desempenho de Jason Butler Harner, como o serial killer em A TROCA, de Clint Eastwood.

  • WATCHMEN e o seu longo processo de "gestação":



  • O evento cinematográfico da semana (e um dos que vão marcar o presente ano de 2009) chegou às salas de cinema mundiais no meio de grande expectativa e cobertura informativa. O sucesso de WATCHMEN - OS GUARDIÕES é quase previsível, mas houve momentos em que a adaptação da graphic novel de culto de Alan Moore e Dave Gibbons poderia nunca se materializar. Tudo explicado nesta excelente featurette da Empire.

  • E esta foi, sem dúvida, uma semana louca em estreias de Novos Trailers:

  • TERMINATOR SALVATION



  • PUBLIC ENEMIES



  • X-MEN ORIGINS: WOLVERINE



  • STAR TREK



  • HARRY POTTER AND THE HALF-BLOOD PRINCE



  • LOS ABRAZOS ROTOS



  • domingo, fevereiro 22, 2009

    Oscares 2008 Live Coverage #4

    E a Melhor Actriz Secundária é...



    Penélope Cruz, por VICKY CRISTINA BARCELONA.

    Nenhuma surpresa. Na presente época de prémios, só lhe escapou mesmo o Globo de Ouro!

    Destaque para a forma inovadora como as nomeadas foram apresentadas, com cinco galardoadas nesta categoria a fazerem um mini-discurso para cada actriz, ao invés dos habituais excertos das interpretações.

    quinta-feira, fevereiro 19, 2009

    Estreia da Semana



    Vicky e Cristina (Rebecca Hall e Scarlett Johansson respectivamente), duas amigas americanas, decidem passar as férias de Verão em Espanha, de modo a desfrutarem da vida idílica de Barcelona. Quando as duas se apaixonam por Juan Antonio (Javier Bardem), um artista castelhano, não imaginam os conflitos que terão de enfrentar, sobretudo quando a tempestuosa ex-mulher deste (Penélope Cruz) entra em cena.

    Típica comédia romântica de Woody Allen, VICKY CRISTINA BARCELONA marca a continuação da boa forma recente do cineasta. Embora cada vez mais afastado da sua nativa Nova Iorque (este é o quarto filme consecutivo que Allen roda em cenários europeus), permanecem os traços existencialistas que marcam a sua filmografia, alternando o jocoso com sentimentos de angústia e incerteza.

    Destaque para Penélope Cruz, principal favorita a receber o Óscar de Melhor Actriz Secundária no próximo Domingo.



    Em exibição na Sala 1 do Cinema Castello Lopes.