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sexta-feira, março 01, 2013

terça-feira, fevereiro 07, 2012

Filhos de Um Deus Maior #71



No que se poderia apelidar de "estreia publicitária" de Pedro Almodóvar à frente das câmaras, a marca de vestuário Missoni inspirou-se no cineasta espanhol mais conhecido da actualidade e concebeu este videoclip intitulado "Todo Sobre Missoni", onde pululam Rossy de Palma e a modelo Blanca Suarez e reina uma estranha atmosfera decalcada de livros pop-up:


Só pela expressão de Almodóvar, sorridente e de cabeça encostada no peito de uma das modelos, vale a pena observar esta delícia publicitária kitsch...

[Fonte: indieWIRE.]

segunda-feira, dezembro 12, 2011

Críticas da Semana

Breve resumo dos principais filmes visualizados esta semana:

. WE NEED TO TALK ABOUT KEVIN
. FLEURETTE
. A PELE ONDE EU VIVO

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. WE NEED TO TALK ABOUT KEVIN (2011), de Lynne Ramsay



Eva (Tilda Swinton), mãe do rapaz adolescente (Ezra Miller) responsável por uma série de homicídos num liceu, procura lidar com os remorsos e sentimentos de culpa pelas acções do filho.



O vermelho-sangue, esse rubor que em Cinema parece sempre clamar outras sensações que não as imediatamente patenteadas pela imagem, abunda no seu esquema cromático, mantendo-nos em sobressalto contínuo durante as quase duas horas de um dos filmes, a nível visual e temático, mais perturbadores do ano. Enunciando ideias como propensão genética ou responsabilidade maternal para a formação psíquica de um homicida em massa, Ramsay (que já não filmava desde 2002) constrói uma obra-prima na desconstrução da linearidade temporal do argumento — a capacidade do espectador apreender a cronologia de vários flashbacks é testada ao limite — e na oscilação, sempre periclitante e arriscada, entre o realismo puro e a fuga para a ilusão.

A contribuir, temos uma Tilda Swinton no auge das suas faculdades representativas e o surgimento de Ezra Miller, autêntica "bomba-relógio" de inquietação e malefício humano. É pena que só estreie em Fevereiro no nosso país — está aqui um dos títulos obrigatórios de 2011.

. FLEURETTE (2002), de Sérgio Tréfaut



Sérgio Tréfaut procura compreender o passado atribulado da mãe e Fleurette, aos 79 anos, ainda coloca obstáculos a qualquer inquérito sobre o seu passado. Mas vai ao longo do filme, pouco a pouco, desvendando acontecimentos secretos e revelando uma outra vida.



Eis uma obra de difícil análise, a começar logo pela sua catalogação. Algures entre o documentário autobiográfico e um original retrato de época, Tréfaut exibe pormenores íntimos e quase confrangedores não só da sua vida privada, como também dos que lhe são próximos, com uma franqueza e candura que desarmam qualquer possibilidade de aferir este trabalho negativamente.

Contudo, e apesar da boa experiência que proporciona, FLEURETTE (o filme) não transmite, cinematograficamente, grandes novidades sobre o género "fascinante história de vida real" através do exemplo de Fleurette (mãe do realizador), saldando-se num produto final mediano.

. A PELE ONDE EU VIVO (2011), de Pedro Almodóvar



Durante anos, o Dr. Robert Ledgard (Antonio Banderas), eminente cirurgião plástico, interessa-se pela criação de uma nova pele que seria capaz de garantir a sobrevivência da sua esposa, queimada num acidente de automóvel. Mas para além de anos de estudo e experimentação, Robert necessita de uma cobaia humana e a total ausência de escrúpulos.



Inesperada exploração de Almodóvar pelo sub-género do body horror — embora aqui seja mais body do que horror, nomeadamente com a impressionante presença física de Elena Anaya, numa das melhores interpretações do ano —, revela no cineasta espanhol a existência de pulsões criativas que não lhe víamos desde ATA-ME! (1990) ou EM CARNE VIVA (1997) e um potencial único para coadunar melodrama com as mais puras perversidades humanas num produto de óbvio apelo comercial.

Ostentando um cada vez maior perfeccionismo técnico (sobretudo, na fotografia assinada por José Luis Alcaine, tão estéril quanto o bloco operatório do protagonista de A PELE ONDE EU VIVO mas nunca sórdida) e com a cativante banda sonora de Alberto Iglesias (um dos seus mais fiéis e sempre assertivos colaboradores), Almodóvar divaga, todavia, por vários caminhos estéticos e narrativos numa tentativa semi-falhada de ensemble piece e, não obstante o principal plot point do filme ser intrinsecamente Almodóvariano, raramente detectamos o lado humanista do realizador. E o argumento de A PELE ONDE EU VIVO poderia sujeitar-se, de forma natural, a uma abordagem desse género. Recomenda-se, no entanto, a sua visualização.

quinta-feira, novembro 10, 2011

Add to Cart #23



Un film de Almodóvar: whether appearing in his stylish opening credits or on the suggestive poster that invariably accompanies each of his films, this announcement triggers a range of expectations.

Sexy and subversive, colorful and controversial, passionate and provocative, Pedro Almodóvar’s world is unlike any other director's. Thanks to his remarkably cohesive and consistent œuvre, the Manchegan maverick has become a reliable brand, his name a byword for the visual opulence, experimentation and eroticism of post-Franco Spanish cinema.


quinta-feira, junho 30, 2011

#15



... segundo o César Paulo Salema, do A Vida É Uma Magnólia, o primeiro blog não-cinéfilo a contribuir para esta iniciativa:

1. MAGNÓLIA
(1999, Magnolia, Paul Thomas Anderson)



Porque os sapos da nossa vida tombam dos outros céus, porque é difícil falar-se de vidas tão sérias de forma mais sublime...

2. COLISÃO
(2004, Crash, Paul Haggis)



Porque o toque no outro faz-nos sempre muito bem e seca as nossas indiferenças...

3. O MISTÉRIO DE OBERWALD
(1981, Il mistero di Oberwald, Michelangelo Antonioni)



Porque as águias têm sempre duas cabeças e o coração tem sempre três portas...

4. CINEMA PARAÍSO
(1988, Nuovo Cinema Paradiso, Giuseppe Tornatore)



Porque a Sétima Arte é a primeira e nunca ninguém a cantou tão bem...

5. O FABULOSO DESTINO DE AMÉLIE
(2001, Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain, Jean-Pierre Jeunet)



Porque sinceridade significa não ter máscaras («sem ceras», percebem?)...

6. O PACIENTE INGLÊS
(1996, The English Patient, Anthony Minghella)



Porque os poetas andam à solta mesmo nas páginas mais negras da nossa História e porque o Amor Maior vence sempre, mesmo que «post mortem»...

7. GOSFORD PARK
(2001, Gosford Park, Robert Altman)



Porque é o mais fantástico «policial» que vi até hoje e porque lá brilha Maggie Smith...

8. A BARREIRA INVISÍVEL
(1998, The Thin Red Line, Terrence Malick)



Porque ali tudo faz sentido, mesmo numa guerra sem sentido...

9. FALA COM ELA
(2002, Hable con ella, Pedro Almodóvar)



Porque as melhores palavras são aquelas que ficam por dizer, ao som de Caetano e valsando Pina Baush...

10. O CAÇADOR
(1978, The Deer Hunter, Michael Cimino)



Porque o absurdo vinga no Mundo, porque há sempre uma roleta russa a marcar-nos a vida...

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Obrigado, César, pela tua participação!

quinta-feira, maio 19, 2011

Festival de Cannes 2011 — Dia 9



Nono e "agitado" dia de Festival: devido às suas bombásticas declarações, proferidas ontem, de simpatia por Hitler, Cannes decidiu considerar Lars von Trier como persona non grata e baniu a sua presença de futuras edições do certame. Contudo, MELANCHOLIA permanece em competição (ou seja, ainda elegível para prémios, incluindo a Palma de Ouro) e as reacções de estupefacção à decisão da organização não tardaram em fazer-se sentir...

Esta quinta-feira fica, também, marcada pela exibição de dois dos títulos mais sonantes em concurso. Pedro Almodóvar apresentou LA PIEL QUE HABITO, protagonizado por Antonio Banderas, ou a primeira experiência do realizador espanhol no cinema de terror, numa mistura explosiva de horror, suspense e cirurgia plástica.

Almodóvar posa para os fotógrafos

Um pujante Antonio Banderas, dentro e fora do grande ecrã

E, a julgar pela imprensa especializada, não estamos perante uma experiência falhada. Com Banderas a encarnar um «'neo-Frankenstein' de forma convincente», LA PIEL QUE HABITO está repleto de «surpreendentes revelações» e fotografia dominada por «sensualidade, texturas e salpicos de sangue». Contudo, realçou-se que, apesar de uma premissa tão ambiciosa, o filme «nunca atinge todo o seu potencial».

O sempre activo Takashi Miike pisou hoje a Croisette para a exibição de HARA-KIRI: DEATH OF A SAMURAI, a mais recente incursão do cineasta japonês pelo mundo das histórias de poder e vingança entre samurais.

Takashi Miike e o actor Eita demonstram o poder dos samurais

Num filme «metódico e, por vezes, frontalmente sombrio», Miike foi duramente criticado pela «construção de narrativa pouco satisfatória» e uma «incompreensível e inútil opção pelo formato 3D». Aparentemente, não se trata dos melhores títulos em competição.

Fora de competição, e desafiando as autoridades iranianas, Cannes conheceu THIS IS NOT A FILM, a obra mais recente de Jafar Panahi e que descreve o quotidiano do cineasta um dia antes de saber o veredicto do recurso ao seu mandato de prisão. Uma obra documental capaz de transformar «censura numa forma de arte».

Jafar Panahi

Destaque final para o primeiro prémio atribuído no âmbito da presente edição do Festival. TAKE SHELTER, de Jeff Nichols, arrecadou o Grande Prémio da Semana da Crítica.

Imagem de TAKE SHELTER, com Michael Shannon e Jessica Chastain

[Crédito de imagens: Getty Images e Site Oficial do Festival]

terça-feira, maio 10, 2011

Festival de Cannes 2011 — Antevisão



Começa amanhã, e prolongando-se até 22 do corrente mês, a 64ª edição do Festival de Cannes. Palco de cerimónias cuidadosamente planeadas e ferozes disputas artísticas, o certame iniciar-se-à com a ligeireza cómico-romântica de Woody Allen mas rapidamente assumirá faceta "sombria": desde a clandestina presença e à última da hora de Jafar Panahi (realizador iraniano detido pelo regime de Ahmadinejad), passando pelo auspício de momentos desconfortáveis "oferecidos" por Almodóvar, von Trier e Dumont, até aos potenciais arrepios que as primeiras obras de Julia Leigh e Sean Durkin poderão causar, apenas uma certeza existe: vão ser os onze dias de cinema mais electrizantes do ano.

Não se adivinha tarefa fácil para o júri, este ano presidido por Robert De Niro, atribuir a Palma de Ouro. O muito aguardado regresso de Terrence Malick, a habitual "pressão" dos irmãos Dardenne ou a presença de Bilge Ceylan e Kaurismäki na Selecção Oficial prometem incerteza até ao derradeiro minuto.

Como já é tradição, o Keyzer Soze's Place acompanhará o Festival com o relato dos melhores momentos de cada dia. Por agora, segue o destaque dos principais títulos a serem exibidos na Croisette:

  • Em Competição

  • . LA PIEL QUE HABITO, de Pedro Almodóvar



    Baseado num romance de Thierry Jonquet, narra a vingança de um cirurgião plástico (Antonio Banderas) que, após a morte da esposa num acidente de viação, procura conceber uma espécie de pele humana que proteja uma pessoa de qualquer agressão.

    . HEARAT SHULAYIM, de Joseph Cedar



    A história de uma insana rivalidade entre pai e filho, ambos excêntricos professores numa Universidade Hebraica de Jerusalém. O filho é um sedento oportunista, apenas interessado nos louvores atribuídos por aquela instituição; o pai é um obstinado purista mas, secretamente, anseia pelo reconhecimento público do seu trabalho. O concurso para o prémio mais prestigiante de Israel levará os dois a um amargo confronto final.

    . ONCE UPON A TIME IN ANATOLIA, de Nuri Bilge Ceylan



    A vida numa pequena cidade é semelhante à experiência de caminhar no meio das estepes: o sentimento de que "algo novo e diferente" irá aparecer por trás de cada monte numa paisagem que se demonstra sempre igual e a estrada persistentemente monótona...

    . LE GAMIN AU VÉLO, de Jean-Pierre e Luc Dardenne



    Cyril (Thomas Doret), prestes a completar doze anos, tem apenas um plano: encontrar o pai que o abandonou num infantário. Conhece, por acaso, Samantha (Cécile de France), a gerente de um salão de cabeleireiros que o deixa ficar com ela nos fins-de-semana. Cyril é incapaz de reconhecer a empatia que Samantha sente por ele; contudo, só esse amor poderá acalmar a ira que cresce dentro do rapaz.

    . LE HAVRE, de Aki Kaurismäki



    Comédia dramática sobre um desiludido escritor (André Wilms) que decide iniciar uma respeitável, mas pouco lucrativa, carreira de engraxador de sapatos. Com o sonho de triunfar na literatura finalmente enterrado e feliz por viver junto de amigos e da esposa Arletty, o destino obriga-o a ajudar um jovem refugiado africano (Blondin Miguel).

    . SLEEPING BEAUTY, de Julia Leigh



    Conto de fadas erótico sobre Lucy (Emily Browning), jovem estudante universitária atraída para um misterioso mundo de beleza e desejo. De forma a conseguir pagar as despesas, aceita um emprego na mansão de Clara (Rachael Blake) como objecto sexual de clientes que só encontram satisfação na literal passividade de Lucy.

    . THE TREE OF LIFE, de Terrence Malick



    Jack (Sean Penn), uma alma perdida no mundo moderno, procura reconciliar-se com a sua juventude, marcada pela relação conflituosa com o pai (Brad Pitt), e entender a mais importante regra da vida que nunca poderá ser alterada: o eterno esquema de que todos fazemos parte.

    . LA SOURCE DES FEMMES, de Radu Mihaileanu



    Numa pequena aldeia entre o Norte de África e o Médio Oriente, o trabalho de subir ao alto da montanha para recolher água de uma fonte sempre esteve reservado às mulheres. Um dia, a jovem Leila (Leïla Bekhti) exorta as restantes mulheres a entrarem numa greve particular: não haverá amor nem sexo até os homens assumirem a tarefa de ir buscar a água para a aldeia.

    . ICHIMEI, de Takashi Miike



    O samurai Hanshiro (Ebizo Ichikawa) solicita licença para cometer hara-kiri no pátio da casa do senhor feudal Kageyu (Koji Yakusho). Este, relutante em aceitar essa defesa de honra, recorda a trágica história de um pedido semelhante feito por um jovem ronin chamado Motome. Mas nas costas do arrogante Kageyu, um laço vingativo formou-se entre Hanshiro e Motome...

    . HABEMUS PAPAM, de Nanni Moretti



    Após a morte do Papa, reúne-se um conclave para decidir o sucessor. O cardeal escolhido (Michel Piccoli) parece incapaz de suportar o peso de tal responsabilidade. Será ansiedade? Depressão? Simples inadaptação? Enquanto os fiéis aguardam na Praça de São Pedro pelo anúncio do novo pontífice, o Vaticano recorre a métodos pouco ortodoxos para solucionar a crise.

    . THIS MUST BE THE PLACE, de Paolo Sorrentino



    A estreia de Paolo Sorrentino (IL DIVO — A VIDA ESPECTACULAR DE GIULIO ANDREOTTI, 2008) ao leme de uma produção norte-americana centra-se em Cheyenne (Sean Penn), um próspero e reformado cantor de rock, que regressa a Nova Iorque após receber notícias da morte do pai. Descobrindo a humilhação que o falecido suportou às mãos de um oficial das SS em Auschwitz, Cheyenne percorre os Estados Unidos para enfrentar Muller, vingar o pai e redescobrir a sua própria identidade.

    . MELANCHOLIA, de Lars von Trier



    Justine e Michael (Kirsten Dunst e Alexander Skaarsgård) celebram o seu casamento com a realização de uma sumptuosa festa na casa da irmã (Charlotte Gainsbourg) da noiva. Entretanto, um planeta desconhecido ameaça destruir a Terra...

    . DRIVE, de Nicolas Winding Refn



    Duplo em Hollywood durante o dia e motorista de criminosos durante à noite, um homem solitário (Ryan Gosling) vê-se perseguido pelo homem mais perigoso de Los Angeles quando um trabalho falha redondamente. Para sobreviver, terá de se exceder naquilo que melhor sabe fazer: conduzir.

  • Un Certain Regard

  • . RESTLESS, de Gus Van Sant



    Annabel (Mia Wasikowska), a padecer de um cancro terminal, e Enoch (Henry Hopper), a recuperar da trágica morte dos pais, conhecem-se por acaso num funeral e rapidamente percebem que possuem diversos e inesperados pontos em comum. Juntos, serão capazes de conceber as suas próprias regras para enfrentar as amarguras da vida.

    . HORS SATAN, de Bruno Dumont



    Na Côte d'Opale, perto de um rio, vive um estranho homem que é ajudado por uma rapariga natural daquela região. Juntos encetarão uma série de súplicas privadas, perto de lagoas onde o diabo passeia...

    . MARTHA MARCY MAY MARLENE, de Sean Durkin



    Assombrada por dolorosas memórias e sofrendo de ansiedade crescente, Martha (Elizabeth Olsen) escapa ao controlo de uma seita abusiva e regressa a casa para viver com a irmã Lucy (Sarah Paulson). Contudo, os constantes pesadelos causados pela coerção psicológica daquele culto impedem uma vida normal e Martha acaba por cair num irremediável estado de pânico permanente.

    . THE DAY HE ARRIVES, de Sang-soo Hong



    Sang-Joon (Yu Jun-Sang), professor de Cinema numa universidade de província, viaja até Seul para se encontrar com o crítico Young-Ho (Kim Sang-Jung). Durante essa estadia de três dias, Sang-Joon trava uma série de encontros com a sua ex-namorada, cuja omnipresença torna-se quase intolerável.

    . ARIRANG, de Ki-duk Kim



    Filme íntimo e pessoal de Kim Ki-duk, no qual aborda o seu "desaparecimento" nos últimos três anos, durante os quais enfrentou diversos problemas de saúde.

    . ET MAINTENANT, ON VA OÙ?, de Nadine Labaki



    Situado num país devastado pela guerra, esta é a história da determinação de um grupo de mulheres em proteger a sua comunidade das forças divisoras que ameaçam ruir aquela união. Mas quando os eventos assumem contornos trágicos, até onde irão estas mulheres para evitar um sangrento tumulto?

    . LOVERBOY, de Catalin Mitulescu



    Luca (George Pistereanu) tem 20 anos, reside numa pequena cidade junto ao Danúbio e seduz mulheres para depois vendê-las a uma rede de tráfico humano que opera no Mar Negro. Quando conhece e apaixona-se por Veli (Ada Condeescu), Luca decide rever o seu estilo de vida.

    . TRABALHAR CANSA, de Marco Dutra e Juliana Rojas



    Helena (Helena Albergaria), jovem dona de casa, decide abrir a sua própria mercearia. Para dedicar-se ao negócio, contrata Paula (Naloana Lima) para tomar conta da filha. Mas quando o seu marido Otávio (Marat Descartes) é subitamente demitido, as relações entre estas três personagens alteram-se e acontecimentos perturbadores ameaçam a rentabilidade do estabelecimento.

  • Fora de Competição

  • . MIDNIGHT IN PARIS, de Woody Allen



    Comédia romântica sobre uma família americana que viaja em negócios para Paris. Aí, um jovem casal (Owen Wilson e Rachel McAdams) é forçado a testar a ilusão de que uma vida diferente é sempre melhor que a actual.

    . THE BEAVER, de Jodie Foster



    Atormentado pelos seus "demónios interiores", Walter Black (Mel Gibson), em tempos um chefe de família e executivo bem sucedido, cai numa profunda depressão. Por mais que se esforce, Walter parece não ser capaz de se reencontrar... até que a marioneta de um castor entra na sua vida.

    . PIRATES OF THE CARIBBEAN: ON STRANGER TIDES, de Rob Marshall



    A enigmática Angelica (Penélope Cruz) obriga o Capitão Jack Sparrow (Johnny Depp) a embarcar numa imprevisível viagem em busca da Fonte de Juventude.

    . IN FILM NIST, de Jafar Panahi e Mojtaba Mirtahmasb



    Um dia na vida do cineasta Jafar Panahi, antes da celebração do Novo Ano Iraniano.

    . LES BIEN-AIMES, de Christophe Honoré



    Da Paris dos anos 60 até à Londres do Século XXI, Madeleine (Catherine Deneuve) e a sua filha Vera (Chiara Mastroianni) entram e saem da vida dos homens que amam. Mas nem todas as épocas permitem sentir o amor com a mesma ligeireza. Como resistir ao tempo que corrói os nossos sentimentos mais profundos?

    --//--

    O programa completo do Festival, nas suas várias secções, pode ser consultado aqui.

    [Fontes: sinopses traduzidas a partir da informação disponível no site oficial do Festival; imagens retiradas do Mubi.]