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segunda-feira, abril 08, 2013

IndieLisboa 2013



O IndieLisboa Festival Internacional de Cinema Independente celebra, de 18 a 28 de Abril, a sua 10ª edição, e a programação de 2013 apresenta-se como a continuação e confirmação de uma actividade que, nos últimos dez anos, foi sempre motivada pelo desejo de fazer a defesa intransigente de um cinema livre, original e interpelante.

E, para além da programação, não faltam novidades que merecem atenção. Os destaques vão, obrigatoriamente, para o foco especial dedicado ao cineasta austríaco Ulrich Seidl — durante o qual será apresentada a sua trilogia "Paradies" (AMOR, e ESPERANÇA); a secção Director's Cut que, em parceria com a Cinemateca Portuguesa, recupera figuras e filmes marcantes da história do cinema para os colocar no centro do nosso presente cinéfilo; e a homenagem a Patrick Jolley, realizador e artista visual irlandês prematuramente desaparecido em 2012.

A dez dias do início do Festival, o Keyzer Soze destaca agora os pontos altos da programação, entre as 246 obras distribuídas por secções oficiais e paralelas, num certame cujos primeiros dez anos, e segundo as palavras dos seus directores, "passaram muito depressa. Venham mais duas mãos cheias":

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL

. A BATALHA DE TABATÔ, de João Viana (Portugal)



. ELES VOLTAM, de Marcelo Lordello (Brasil)



. FRANCINE, de Brian M. Cassidy e Melanie Shatzky (Canadá / EUA)



. LEVIATHAN, de Lucien Castaing-Taylor e Véréna Paravel (EUA / França / Reino Unido)



. MA BELLE GOSSE, de Shalimar Preuss (França)



. SIMON KILLER, de Antonio Campos (EUA)



. YOUTH, de Tom Shoval (Alemanha / Israel)



COMPETIÇÃO NACIONAL

. BOBÔ, de Inês Oliveira



. CAMPO DE FLAMINGOS SEM FLAMINGOS, de André Príncipe



. É O AMOR, de João Canijo



. UM FIM DO MUNDO, de Pedro Pinho



OBSERVATÓRIO

. NO, de Pablo Larraín (Chile) — Filme de Abertura



. DEATH ROW, de Werner Herzog (Áustria / EUA)



. FRANCES HA, de Noah Baumbach (EUA)



. SHIRLEY — VISIONS OF REALITY, de Gustav Deutsch (Áustria)



. SIGHTSEERS, de Ben Wheatley (Reino Unido)



. SINAPUPUNAN, de Brillante Mendoza (Filipinas)



. SPRING BREAKERS, de Harmony Korine (EUA)



. THE ACT OF KILLING, de Joshua Oppenheimer (Dinamarca)



. BEFORE MIDNIGHT, de Richard Linklater (EUA) — Filme de Encerramento



Toda a programação, e respectivo calendário das sessões, pode ser consultada no site oficial do IndieLisboa.

sábado, setembro 08, 2012

Festival de Veneza 2012 — Os Vencedores



Ao décimo primeiro e último dia de Festival, num atribulado anúncio marcado pela confusão na entrega de alguns dos prémios, o júri presidido por Michael Mann atribuiu o Leão de Ouro da 69ª edição do Festival de Veneza a PIETÀ, de Kim Ki-Duk.



Outro grande vencedor do certame é THE MASTER, com Paul Thomas Anderson a arrecadar o Leão de Prata (Melhor Realizador), enquanto Joaquin Phoenix e Philip Seymour Hoffman receberam, ex-aequo, a Coppa Volpi de Melhor Actor.



O prémio de Melhor Actriz foi para Hadas Yaron por LEMALE ET HA’CHALAL (de Rama Bursthein).





Os restantes prémios ficaram assim distribuídos:

Prémio Especial do Júri: PARADIES: GLAUBE, de Ulrich Seidl.

Prémio Marcello Mastroianni (Melhor Actor/Actriz Jovem): Fabrizio Falco, por LA BELLA ADDORMENTATA (Marco Bellocchio) e È STATO IL FIGLIO (Daniele Ciprí).

Melhor Argumento: Olivier Assayas, por APRÈS MAI.

Prémio Melhor Contributo Técnico (Fotografia): È STATO IL FIGLIO, de Daniele Ciprì.

Prémio 'Luigi de Laurentiis' para Melhor Filme de Estreia: KÜF, de Ali Aydin.

O palmarés completo pode ser consultado aqui.

[Imagens: AFP e Getty Images.]
[Vídeo: canal do YouTube do Festival.]

sexta-feira, agosto 31, 2012

Festival de Veneza 2012 — Dia 3



No dia em que Veneza teve a oportunidade de ver a versão restaurada de AS PORTAS DO CÉU (1980), a magnus opus de Michael Cimino cuja ambição quase faliu a United Artists, foram exibidos alguns dos títulos em competição menos conhecidos mas, artisticamente, mais "agitadores".

Michael Cimino a receber o Prémio Persol 2012

. PARADIES: GLAUBE, de Ulrich Seidl (Selecção Oficial)

Ulrich Seidl, criador das primeiras imagens memoráveis de Veneza 2012

«The second part of an interconnected trilogy, this portrait of a middle-aged femme missionary is a bit more accessible than its predecessor, if any film that features masturbation with a crucifix could be called accessible.»
Leslie Felperin, in Variety.

«Seidl almost entirely uses languid, symmetrical, static tableaus of shots, (...) and it’s the kind of stark, European feel that could well alienate some.»
Oliver Lyttelton, in indieWIRE.

. AT ANY PRICE, de Ramin Bahrani (Selecção Oficial)

Zac Efron e Maika Monroe na sessão de gala para AT ANY PRICE

«Out of nowhere, it's heading to violence, crime, guilt. But Bahrani doesn't seem to know how to handle these darker themes and finally, evasively, the movie behaves as if it hasn't happened.»
Peter Bradshaw, in The Guardian.

«An engrossingly serious-minded heartland drama, rich in moral ambiguity, that examines the challenging relationship of fathers and sons in the difficult terrain of modern commercial farming.»
David Rooney, in The Hollywood Reporter.

. WADJDA, de Haifaa Al Mansour (Orizzonti)

A realizadora Haifaa Al Mansour com a jovem protagonista Waad Mohammed

«It tells the story of this ten-year-old schoolgirl, and many like her, and it is the best thing I have seen at this year’s Venice International Film Festival so far.»
Robbie Collin, in The Telegraph.

. BAD 25, de Spike Lee (Fora de Competição)

Spike Lee, definitivamente vestido a rigor

«In his warm and affectionate study of Michael Jackson's Bad, Spike Lee displays an exuberant reverence for the King of Pop.»
Peter Bradshaw, in The Guardian.

«Even those of us who developed a Michael Jackson allergy during the saturation attention that followed his death will find rich rewards in Spike Lee's terrific documentary tribute.»
David Rooney, in The Hollywood Reporter.

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[Fotos: AFP, CBS News e The Guardian.]

sábado, maio 19, 2012

Festival de Cannes 2012 — Dia 3



. REALITY, de Matteo Garrone (Em Competição)

REALITY (realidade) em peso

O realizador Matteo Garrone fala com os jornalistas

«Experimentamos muito com a luz e a música do filme. A grande maioria dos cenários foi inteiramente reconstruída. Existe uma fronteira ténue entre sonhos e realidade, embora nos tenhamos assegurado de que nunca abandonaríamos a mensagem principal do argumento», Matteo Garrone, sobre a natureza fabuladora de REALITY, durante a conferência de imprensa.

Nunzia Garrone, Matteo Garrone e Loredana Simioli na passadeira vermelha

«There are enough "ah-ha" moments here to impress any student of film. But in the end, it's the rich and fascinating world created by Garrone through his characters that make this such a rewarding experience», Ryland Aldrich in Twitch.

«Matteo Garrone's watchable satire on reality TV is played with gusto and heart — though is fundamentally a little predictable», Peter Bradshaw in The Guardian.

. PARADIES: LIEBE, de Ulrich Seidl (Em Competição)

Seidl durante a conferência de imprensa

«Isso não é o principal do filme. A positividade, negatividade, optimismo, pessimismo, não importam. Tentei expressar, acima de tudo isso, os sentimentos de isolamento e solidão da protagonista», Ulrich Seidl, confrontado com o pessimismo de PARADIES: LIEBE.

O elenco de PARADIES: LIEBE dançou e encantou a Croisette

«It is a grotesque, draining experience», Sasha Stone in Awards Daily.

. MEKONG HOTEL, de Apichatpong Weerasethakul (Fora de Competição)



«It's an interesting though admittedly indulgent exposition of some characteristic ideas by the Palme d'Or-winning director, the kind of thing that really could only be seen at a festival — and perhaps only Cannes, at that», Peter Bradshaw in The Guardian.

. MÜLL IM GARTEN EDEN, de Fatih Akin (Fora de Competição)



«Campaigning documentary on a mismanaged Turkish waste-disposal site will quickly seep into eco-minded festivals», Neil Young in The Hollywood Reporter.

. BEASTS OF THE SOUTHERN WILD, de Benh Zeitlin (Un Certain Regard)

Benh Zeitlin, Quvenzhané Wallis e Dwight Henry, os protagonistas de BEASTS OF THE SOUTHERN WILD presentes em Cannes

«Horribly beautiful and deeply felt, the film is a spectacular example of how much more important imagination is than budget, and it may be the first great new fairy tale on film since CITY OF LOST CHILDREN», Drew McWeeny in HitFix.

. LAURENCE ANYWAYS, de Xavier Dolan (Un Certain Regard)

Na sessão de gala de LAURENCE ANYWAYS

«This sprawling exercise in high camp is maddeningly self-indulgent in places, but also stylish and original enough to merit an Almodovar-style commercial breakthrough», Stephen Dalton in The Hollywood Reporter.

[Fotos: Site oficial do Festival.]